Carta aberta de Silva Peneda a Pedro Passos Coelho - por José Silva Peneda -

Presidente do Partido Social Democrata
Maia, 17 de janeiro de 2017
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Macro de grande, skopein de observar: observar o infinitamente grande e complexo. Tentar perceber por que razão a ave vive fascinada pela serpente que a paralisa e, afinal, faz dela a sua presa.

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Talvez nunca nenhum outro político no Portugal pós-25 de Abril, como Passos coelho, trouxe tanto empobrecimento, miséria e medo para a sociedade portuguesa como o actual PM.
Vivemos, por isso, na época dos medos múltiplos, piores que os medos do passado, já que estes questionam os fundamentos de tudo, da economia, da família e da própria nação - enquanto entidade colectiva que deveria sobreviver com um projecto nacional autónomo e soberano dos demais países. Com a agravante de sermos enxovalhados diáriamente pela pressão exterior presente na Troika, que nos diz que impostos o Estado deve tributar aos seus concidadãos. Qualquer dia pedem-nos as nossas mulheres, como penhor dessa incerteza.
Pois, Passos coelho foi muito além da Troika para aumentar os impostos e esbulhar os portugueses, ficando-lhes com boa parte dos salários, dos subsídios, aumentando a generalidade dos impostos, sem que daí resulte a mais leve certeza de que esse esforço não será em vão. Pondo funcionários públicos contra funcionários privados, num sectarismo perigoso, apesar daqueles terem um índice de escolaridade muito superior, e atrofiando a economia - que sem acesso ao crédito tende a morrer neste estertor do tempo que passa. Ilustra-o o aumento das falências das PMEs e, consequentemente, da taxa de desemprego em Portugal - que já ronda os 700 mil desempregados. E atingirá 1 milhão dentro de um ano ou dois.
Contudo, Coelho sabe que, em tese, ainda terá mais 3 anos para governar, por isso terá de impôr aos tugas os maiores sacrifícios neste arranque da legislatura para depois poder repor algum poder de compra, restituir alguns dos restos que esbulhou às populações e devolver a dignidade perdida às pessoas e às empresas. Coelho, no fundo, além das pressões europeias e das imposições da troika, está a gerir o seu próprio calendário com um calculismo político florentino, mesmo que isso implique o maior ciclo de subdesenvolvimento, empobrecimento e miséria desde 1974 em Portugal. Coelho fala, fala, fala, ainda é mais "picareta-falante" do que Guterres, como um dia Vasco Pulido Valente o cunhou, mas a sua herança será pesada. Será a herança do medo difuso e concreto, dos impostos que convertem o Estado na figura do Estado-ladrão e de má fé e relapso a pagar as suas dívidas aos seus credores e fornecedores - que quase convida as populações à evasão fiscal, não porque sejam criminosos, mas por uma questão de sobrevivência, pois inúmeras micro e PMEs já não aguentam manter-se sem acesso ao crédito.
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Obs: Paulinho Portas tudo fará para chegar ao poder, pois tal como no tempo do governo Durão barroso, ele sabe que só lá chegará apoiado na muleta do PSD, ou então será o PSD que só será de novo poder apoiado na muleta do cds/pp. Enfim, é uma terrível coligação de interesses negativos que já se começa a esboçar entre Portas e PPCoelho. E até já prometem uma baixa significativa dos impostos que os levará ao poder.
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Confesso ter apreciado a forma como PPCoelho estruturou a sua comunicação no American Club, onde dissertou sobre a economia nacional e a governação. Teceu depois umas considerações sobre as suas habilidades para dançar, mas pouca coisa. No entanto, distingue-se de Ferreira leite onde, exactamente no mesmo sítio, a sua antecessora referiu que o país só se reformaria mediante a institucionalização da ditadura como método de governação. Comparando ambas as declarações podemos concluir pelos tais francos progressos do actual líder do PSD. Razão por que PPCoelho está de parabéns, mesmo sendo um "pé de chumbo", como reconheceu...
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Criticamos aqui tantas vezes a forma como a democracia é exercida pelos dirigentes políticos, sempre de modo muito partidário e pouco virada para o bem comum, que exige uma capacidade realista de analisar os problemas das pessoas encontrando para eles propostas de solução que tenham cabimento na nossa sociedade. Hoje, ao invés desta generalizada prática entre nós, vimos que o PM e o principal líder da oposição (impensável caso Ferreira leite ainda estivesse na direcção do PSD), deram as mãos para concitar esforços e encontrar as melhores ideias para evitar que os mercados e a economia portuguesa sofram mais estragos, em face da onda especulativa que, da Grécia para a Europa, está em curso. Desvalorizando a nossa dívida soberana e a cotação da economia portuguesa perante os mercados internacionais que servem de prestamistas ao país nesta imensa economia de casino parida pela globalização predatória e pelos mecanismos gerados pelo neoliberalismo selvagem que remontam ao Consenso de Washington. Por isso, no plano dos princípios foi "bonito" ver aqueles dois homens fazendo esforços para reabilitar a economia portuguesa num contexto de hiper-turbulência financeira e especulativa. Tanto mais que as sociedades complexas em que vivemos não se deixam representar nem mobilizar facilmente, e a democracia directa ou forte também não é praticável entre nós, daí a grande utilidade deste novel "consórcio político" entre PS e PSD para limitar os estragos, mediante a antecipação de medidas no PEC pensadas pelo governo e a introdução de outras medidas equacionadas pelo PSD a fim de reduzir a despesa pública e, assim, expurgar, as ervas daninhas na nossa economia, como défice orçamental, a inflação e o desemprego, já na casa dos dois dígitos, com cerca de 570 mil desempregados entre a nossa população activa. A esta luz, a entrada de PPCoelho - e do PSD - em jogo é vista como um reforço da democracia e das finanças públicas em Portugal, é como se Portugal, espera-se, passasse a contar com mais um ministro das Finanças, tornando mais presente e mais representada os cidadãos na política portuguesa, como se fossem necessários mais consumidores no mercado para o vigiar e controlar. Assim, a democracia portuguesa fica mais representada, as decisões são mais pluralistas porque passa a funcionar o compromisso entre os dois grandes partidos do arco da governação, as deliberações ganharm mais força e a possibilidade de errar fica mais circunscrita. Se a receita não funcionar, o recém-líder do PSD também passará a ser corresponsabilizado, naturalmente!!! Os assuntos públicos ficam, doravante, mais vigiados, a sua complexidade beneficia agora da massa cinzenta do PSD, logo é mais pluralismo social e político que concorre na formulação das decisões ligadas às políticas públicas neste compromisso político emergente da era pós-Ferreira leite. Veremos, pois, que resultados darão este novo "consórcio político", este bloco central em gestação, na configuração das boas práticas para reduzir o défice, a inflação e o desemprego. Para evitar, por um lado, o agravamento de algum autismo político e da externalização da política (que come à sociedade a sua energia criativa mediante a pesada carga fiscal de que é alvo) e, por outro, atenuar a demoesclerose do nosso regime político em matéria de representação no exercício do poder em Portugal. Naturalmente, podemos (e até devemos) perguntar que é feito das propostas do CDS, do PCP e do BE para este consórcio político em formação, talvez algumas delas, pudessem contribuir, com realismo, para o reforço do nosso contrato social que também anda em baixa. Ou seja, chegou o tempo em que a generalidade dos governos minoritários na Europa ser ajudada pelos principais partidos da oposição, não porque isso atalha o caminho para as oposições chegarem ao poder mais cedo, mas porque se reforçam as políticas públicas e as energias que aplacam as devastadoras forças especulativas que do exterior pretendem proceder ao saque em Portugal, como em tempos fizémos no decurso da colonização e da criação dos impérios que deu origem ao chamado Euromundo... Se isto merecer algum fundamento, concluirmos que, de vez em quando, em Portugal a democracia política entra ao serviço da democracia económica e social, e isso, só por isso, já é um grande activo político, porque revela, entre outras coisas, uma grande maturidade democrática, impensável com a pupila de Cavaco à frente do PSD... Por vezes, é mesmo necessário colocar a desconfiança e as pequenas traições de lado, e afirmar o valor da confiança política, que também vale para a esfera económica, já que esta se regula pelo jogo de espectativas. Etiquetas: consórcio democrático, Pedro Passos Coelho, Socrates
Todos sabemos quão importante é estar na 1ª linha do combate político, isto é particularmente válido para o PSD de PPcoelho, recém-eleito presidente do partido, mas em que o seu líder, paradoxalmente, não tem assento parlamentar. Parece, segundo reza a estória, que a sua opositora interna, Ferreira Leite, excluio-o das listas no passado recente, e, desse modo, hoje PPC, apesar de ser o novel presidente do PSD, só poderá participar nos debates parlamentares à distância, o que constitui uma grande dificuldade para ele em afirmar-se como opositor credível a Sócrates. Pois mesmo que as coisas corram bem a Miguel Macedo, o novo presidente do Grupo Paralmentar, a vitória simbólica é sempre assacada ao grupo parlamentar e não ao presidente do partido que, na prática, estará sempre físicamente ausente. Assim, convenhamos, torna-se difícil a PPC mostrar uma boa impressão ao país real, fazer a perguntas difíceis e comprometedoras a Sócrates (e em tempo real), pensar parlamentarmente em estratégias de combate à pobreza e ao desemprego, alinhar políticas de atracção de IDE e o mais que concorra para o fomento da economia nacional e o bem-estar dos portugueses. Na prática, a ausência de PPC do Parlamento será sempre uma sombra que o perseguirá, e isso é uma vantagem objectiva para Sócrates, que se depara com a "múmia paralítica" que paralisou o PSD nos últimos dois anos. E aqui o paradoxo democrático não deixa de ser curioso, sobretudo se notarmos que Ferreira leite é deputada com assento parlamentar, está no hemiciclo a fazer croché político, mas como não consegue articular duas ideias seguidas, por isso não faz mossa ao PM; PPC, ao invés, tem telegenia e articula com facilidade está ausente. Esta circunstância marcará negativamente a vida interna do PSD e a sua relação política com os demais partidos com assento parlamentar. E também não é verosímil que PPC seja tão genial que consiga compensar essa ausência com uma poderosa e quase omnipresença nos media e na sociedade que faça esquecer a sua ausência no hemiciclo de S. Bento, onde as guerras políticas se travam. Sobretudo, nesta fase de regresso ao parlamentarismo puro e duro com a vigência das comissões de inquérito e de ética a fim de esclarecer os casos PT/TVI e conexos... Perante esta ausência formal, o que restará a PPC fazer? Curiosamente, aproximar-se de Belém e fazer precisamente aquilo que disse jamais pensar: acolitar-se em Belém para daí receber apoio político informal que lhe facilite a vida nas contendas com o PS de Sócrates. Estabelecer pontes com Cavaco em matéria económica de modo a evitar que falem a várias vozes contra o PS, sobretudo num tempo de vésperas de eleições presidenciais em que urge a PPC convergir com Cavaco para se posicionarem em face da nova batalha política das presidenciais em 2011. Uma batalha que se agravará se o PS "for buscar" a reserva da nação já com as costelas repostas - Diogo Freitas do Amaral - para competir com Cavaco a Belém... A ironia da história tem destas coisas: meter no Parlamento uma senhora que representa o grau zero da política e afundou o PSD nos últimos 2 anos; excluir dele o actual presidente do partido e, para densificar o paradoxo, empurrar PPC para os braços daquele que disse querer afastar-se por imperativos presidenciais. É a este conjunto de sinais contraditórios que podemos designar, à falta de melhor análise, a teoria de António Variações, só estou bem onde não estou...
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Obs: Em suma, o PSD tem um líder mais civilizado, mais estruturado e mais dialogante do que a sua antecessora. E daqui pode nascer uma de três coisas: 1) o futuro PM de Portugal, hipótese remota; 2) as bases do futuro governo de bloco central; 3) ou, na pior das hipóteses, e ante uma desgraça súbita do PS, um governo de coligação PSD-CDS como que a reeditar a coligação durão-portas de 2004. Tenho para mim, que se afirmará mais a 2ª tendência em face dos problemas, desafios e constragimentos que a economia nacional enfrenta no quadro comunitário e global.
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Pedro Passos Coelho (PPC) tem presença, articula com facilidade, tem telegenia e passa bem em televisão e, portanto, concentra características pessoais e psico-políticas essenciais a um político moderno - que Sócrates também reúne - e que a pobre senhora Ferreira leite não tem. Isto, à priori, é uma mais-valia para o PSD e uma desvantagem para o PS e para o PM. Que agora tem alguém no PSD mais incisivo e não uma líder faz-de-conta sem capacidade de planificação política nem capacidade para comunicar uma única ideia ao país. O problema de PPC é outro, que, em certo sentido, também se coloca a Sócrates e remete para a definição do modelo de desenvolvimento socioeconómico do país. Desta feita, PPC, assim como Sócrates, têm que se preocupar com as estratégias de desenvolvimento do país, seleccionar as medidas correctivas para eliminar os desvios micro e macro-económicos, não governar em função da instabilidade do eleitorado e, por fim, aproveitar os recursos disponíveis do Estado e redistribui-los pelos portugueses com equidade e justiça social, será isso que fará dos dirigentes políticos homens de Estado. Ou seja, cada um à sua maneira, um no poder e outro na oposição, podem agora rivalizar e aprender um com o outro na arte e técnica da governação, e ambos terão que se preocupar com a orientação estratégica, o campo de possibilidades políticas, as suas correcções, os níveis de satisfação do povo, alimentar as suas expectativas e necessidades. Tudo para, no final, atingir um modelo de sustentabilidade de sociedade, que é o que Portugal hoje não tem, daí a desesperança. Diria, para concluir, que temos hoje dois homens à procura do poder em Portugal: Sócrates já o tem e quer mantê-lo; PPC tem o poder interno do partido mas ainda não ganhou a sociedade e o país. Mas esta competição saudável trará frutos aos portugueses, e se eles não vieram mais cedo deve-se ao adiar patológico de Ferreira leite que tem uma concepção anormal e incapacitante do poder e, por isso, deu uma péssima imagem não só do psd nestes últimos dois anos no país, como apoucou a condição feminina acerca dos que as mulheres conseguem ou não fazer na esfera política. PPC está, pois, confrontado com dois futuros: consolidar o poder no partido e ganhar o país. Terá um semestre para gerar uma dinâmica de vitória e mostrar o que vale na sociedade, depois disso, se não se conseguir impor, suceder-lhe-á o mesmo que sucedeu a Luís Filipe Meneses, Marques Mendes e a outros líderes do psd que foram literalmente abatidos internamente quando se percebeu que não atingiam o cadeirão de S. Bento. E é o que sucederá ao PS quando um dia Sócrates se reformar - ou for compulsivamente reformado. A política, como a lei do tempo, tem esse efeito de erosão: concede vida e energia, mas depois dá-nos um tiro na nuca.
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