A imensa obra de cavaco silva. No prelo

Via Raimundo Pedro Narciso (FB)
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Macro de grande, skopein de observar: observar o infinitamente grande e complexo. Tentar perceber por que razão a ave vive fascinada pela serpente que a paralisa e, afinal, faz dela a sua presa.

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Nota prévia:

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Obs: Oportunas e brilhantes as declarações do PR: funcionam como incentivo ao direito de reserva mental, um estímulo ao consumo interno - que fomenta a economia nacional, qual escapatória para a crise - e um contributo sério para a harmonia e paz entre os portugueses em vésperas de Natal. Diria que esta é a grande Teoria Política de Cavaco: a teoria do bolo-rei. Afinal, ela sempre existe!!!
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Ao invés, as relações do escritor com Cavaco sempre foram mais tensas e ressentidas, o que se prova pela ausência de Cavaco nas cerimónias fúnebres do escritor, revelando quem é verdadeiramente Cavaco. É certo que o escritor disse de Cavaco o que nunca poderia dizer de Soares, mas isso remete para a própria dimensão cultural das pessoas. Cavaco mistura T. Mann com T. Morus, revelou uma ignorância terrível sobre Camões e Os Lusíadas, Cavaco é a prova em vida do desprezo pelas coisas da cultura, um ser paroquial que ocupou o vértice do aparelho de Estado. Coitado, Cavaco não fazia por mal, mas esse é o registo genuíno da sua formação e do seu background cultural, pois estamos diante um homem com uma formação tecnocrática a quem não se pode pedir um comentário crítico sobre nada na esfera da cultura, seja da literatura, à música passando pelo cinema porque Cavaco é, de facto, uma pessoa sem esse background nem fez um esforço nesse sentido para suprir essa imensa lacuna ao longo dos anos. Soares já teve outra formação mais abrangente, o que lhe permite valorar sobre outros asssuntos sem incorrer nas gaffes monumentais em que Cavaco incorreu ao longo da história das últimas três décadas. Portanto, a ausência de Cavaco nesta última cerimónia é bem reveladora da sua natureza, alguém que despreza profundamente a cultura, os valores que a coadjuvam e facilitam a sua produção. Nesse sentido, é o povo em massa que está a suprir essa sub-representação do Chefe de Estado ao querer despedir-se do escritor na CML, onde o corpo de encontra. Facto que, naturalmente, também terá uma leitura política que Manuel Alegre saberá aproveitar muito bem. É triste, mas é assim, pois até com a morte das pessoas alguém irá capitalizar.
Soares soube sarar essas feridas com o escritor através do diálogo, e até elogiando dois ou três livros que Saramago tem e são verdadeiramente excepcionais, como O Memorial do Convento e O Ano da Morte de Ricardo Reis, e outros em função dos gostos dos leitores, ao invés, Cavaco - que só debita as banalidades da estatística que os seus assessores lhe facultam, apenas teve "arte e engenho" para ostentar o seu ressentimento e a sua congénita apatia cultural. É triste reconhecer esta comezinha e ultra-conhecida realidade, mas sempre pensei que com os anos Cavaco se revestisse de algum verniz cultural, ajudado por alguns assessores mais bem preparados no domínio da cultura, mas o actual PR tem uma personalidade rígida, sectária, rancorosa e profundamente anti-cultura(l), tudo razões que explicam esta sua lamentável predisposição para desprezar os materiais culturais do nosso tempo que Saramago soube interpretar através da sua literatura. A comparação entre os homens será inevitável: Saramago, com erros, injustiças ao seu próprio país e algumas limitações, deixará uma obra ao país, que certamente terá seguidores e cultores que a saberão reinterpretar e revalidar; Cavaco deixará ao país algumas estradas, pontes e escolas, mas só possíveis de realizar mediante os fundos comunitários proporcionados pela entrada de Portugal na então CEE - cuja adesão foi assinada pelo punho de Soares, e até nesta coincidência Cavaco revela a sua verdadeira e congénita pequenez de que nunca se conseguiu apartar. Eis a sua verdadeira condição tristemente posta a nú com a morte do único nóbel da literatura nacional. Mas não era preciso Saramago morrer para todos chegarmos a esta triste conclusão, mas já que aqui chegámos será útil que meditemos todos nela nas próximas eleições presidenciais já em 2011... Pensemos, por segundos, no processo de transição para a democracia na África do Sul e na grandeza cívica e humana de Nelson Mandela, cerca de trinta anos enclausurado, e comparêmo-lo ao cavaquinho... É de fugir!!! Inevitavelmente, a cultura está ligada à política, e a política também é um reflexo da cultura do tempo em que vivemos. Quem não percebe isto deve continuar a comer o cozido das Furnas em regime de vacances nos Açores em mais um gesto pacóvio neste triste Portugal tão mal representado no Palácio Rosa.
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Cavaco, os netos e o Papa
No fundo, estamos sitiados!!!
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O sr. PR Cavaco Silva foi à RTP responder, ou melhor, não responder à entrevista da dona Judite de Sousa. Se na forma Cavaco já não apareceu a tremlicar, na substância foi mais uma entre-vista igual a tantas outras: sem pensamento, sem visão, sem projecto, enfim, um mar de banalidades mais ou menos previsível. Só faltou referir que os oceanos estão repletos de água e nos desertos abunda areia. Ilustremos cada um desses tópicos para corroborar o nosso enunciado: 1. Reconheceu que o Governo tem legitimidade para governar e que responde politicamente perante a AR e não perante o PR. Já sabíamos que o nosso regime é semipresidencialista, mas é sempre útil que alguém nos recorde, não vá termos um ataque de amnésia. E bem sabemos como o PR tem uma memória selectiva. 2. O desemprego preocupa muito o sr. PR, mas nenhuma ideia avançou que o governo ou a sociedade possa aproveitar para reduzir esse foco social nacional. Apenas retórica e compaixão social. Talvez renda politicamente... 3. Nas escutas, assobiou ao cochicho..., como diria Marcelo de sousa. Era previsível, pois se o fizesse ou entrasse no detalhe teria de dar "n" tiros nos pés e voltar a demitir o desgraçado Fernando lima, que foi o bode expiatório dessa grande armadilha que montaram a Belém, segundo a versão de Catroga, seu amigo e ex-ministro das Finanças de Cavaco. 4. Em matéria de Justiça reverenciou as magistraturas, e disse que só as critica em privado, em público só faz vénias. Parecia o Américo de Tomás. O Portugal do séc. XXI precisa dum PR que fale verdade aos portugueses e coloque o dedo na ferida, e não refira apenas que a justiça é lenta e que há imensos processos pendentes. Espera-se mais de um PR do que uma simples conversa de café. Mas cavaco insiste em não sair do café e das bolachas Maria. 5. Depois criticou a qualidade da legislação, chamando a atenção da necessidade do seu ajustamento, sem referir as matérias objecto dessas correcções; também reconheceu que não ficou incomodado que alguma imprensa lhe tenha reservado um papel de "avózinho" de pantufas caso o negócio da PT fosse para a frente na aquisição da Media capital; tem excelentes relações institucionais com Pinto Monteiro - PGR, com o Governo nas suas reuniões de trabalho às 5ªfeiras. Enfim, tudo como dantes quartel-geral em Abrantes. É curto para um PR, de quem os portugueses esperam ver e ouvir um discurso sustentado sobre a sociedade e o Estado virados para o séc. XXI. Cavaco, ao invés, falava como se Portugal vivesse cristalizado na década de 70. Se fosse vestido de branco, diria que Américo de Tomás teria ressusticado. 6. Ninguém está acima da lei, foi outro chavão proferido pelo sr. PR (desconheço se era alguma indirecta a Dias loureiro..alguém o viu por aí...!?), ainda pensei que a dona Judite fosse incisiva e recuperasse algumas questões acerca do BPN e das suas acções cotadas fora de bolsa. Mas não, Judite de sousa também não queria problemas, pelo que foi tudo by the book. 7. Perguntado se a justiça está politizada(?) - cavaco respondeu também by the book: pois está convencido que as magistraturas fazem o melhor que podem e sabem. Fugas ao segredo de justiça, lentidão da justiça, opacidade... sobre nada disto sua Exª tem um pensamento estruturado com medidas de ataque aos problemas. Mais conversa de café, com o devido respeito pela Presidência da República. Também aqui vimos um Cavaco com medo dessa corporação neomedieval que não quer perder as suas velhas regalias e mordomias, e como teve medo mais uma vez só disse banalidades escondendo ainda mais o sol com a peneira. Entretanto, o aparelho judicial continua a fazer das suas, com sindicatos altamente politizados (recebidos em Belém como se fossem os reis da Jordânia), replicando fugas de informação e multiplicando violações ao segredo de justiça (que é a nova modalidade de corrupção que serve para certos funcionários judiciais enriquecerem à custa da violação dos direitos dos cidadãos que seria suposto serem os primeiros guardiões) - para alimentar uma mediacracia cada vez mais inquisitória substituindo-se, na prática, aqueles que deveriam dar o exemplo de administrar eficientemente a justiça. Tamanha é a perversão do nosso sistema democrático. Ou seja, os papéis estão todos trocados e quem perde é a democracia, somos todos nós.. É isto que cavaco cala, consente, pensanso, assim, que é mais facilmente reeleito para o Palácio Rosa. Trocando, a Justiça, por um prato de lentilhas. O que vimos e ouvimos foi um cavaco dobrado ao aparelho judicial julgando, assim, que granjeia o seu respeito e apoio na sua próxima candidatura presidencial. 8. Quanto às escutas (artificiais) a Belém foi igual a si próprio: mutação súbita de voz, alteração sanguínea e, com isso, procurou condicionar e intimidar a jornalista Judite a não prosseguir as sub-questões que estavam nesse flão. Judite agachou-se. Em seu lugar, Cavaco mandou os portugueses à internet, para a página da presidência da república para aí lerem aquilo que ele não soube explicar em directo. Surreal!!! Mas não hesitou em perverter o sentido verdadeiro das palavras e ter a lata de falar de honra, de verdade e do carácter dos homens...talvez inspirado no seu amanuense, Fernando lima que em tempos ia conduzindo o DN à falência e se prestou à mais vil das tarefas golpistas. Enfim, uma vergonha. Quando foram, precisamente, esses os valores que ele, e homens da sua confiança pessoal, como o jornalista lima, trairam e violaram gritantemente na gorada tentativa de fazer um golpe de Estado constitucional. Falhou, os seus proponentes foram descobertos e o país ficou a saber que George Orwell, mais uma vez, tinha razão quando inventou o conceito de novilíngua e o ministério da verdade onde esta significa, precisamente, mentira. Fernando Catroga, amigo pessoal de Cavaco, foi mais benevolente e veio hoje a terreiro coadjuvar o PR para referir que tudo não passou duma "armadilha" que montaram a Cavaco. Foi simpático. Seja como for, e com o devido respeito que as instituições republicanas da nossa democracia a todos nos merecem, foi um mar de abstracções e de banalidades que vimos em 50 minutos: um PR tentando agradar a gregos e a troianos, procurando gerir equilíbrios instáveis, ajustar constrangimentos insanáveis, reconhecendo-se em lógicas de poder com interesses nitidamente contraditórios. Tudo isso representa o afundanço da democracia, uma contorção ao nosso rule of law. Uma total submissão à sacrossante democracia de opinião que tem escavacado a democracia representativa e assassinado o carácter cívico das instituições da nossa (já) mui débil sociedade civil. Foi o homo economicus mais simples e primário que vi falando duma rede de solidariedades (e de cooperação estratégica) - nunca atacando os problemas de frente para não criar anti-corpos e recolher apoios inter-sectoriais para a sua reeleição - procurando, desse modo, levar os cidadãos a votar nele em 2011. Perante um poeta Alegre - à esquerda, e um Fernando Nobre civilista (ainda mais à esquerda) - cavaco irá fazer o seu passseio triunfal na rua da Junqueira, talvez por isso passou a sua entrevista com Sócrates ao "colo" para assim amputar ou limitar o capital simbólico que o PS irá canalizar para o poeta Alegre - que não mobiliza ninguém, salvo os seus amigos pessoais e os leitores dos seus poemas. Esta configuração política amorfa fará do próximo acto eleitoral para as presidenciais um acto trivial, recordando que os portugueses são, afinal, um povo mediano nem que, para o efeito, aquele que deveria ser o farol de alguma esperança e o referencial de modernidade e de desenvolvimento neste 1º quartel do séc. XXI - seja a reencarnação pura e dura daquele dejá-vu tantas vezes proferido por Américo Tomáz quando repetia, em contexto de inaugurações, que esta era a primeira desde a última vez que cá vinha... E isto, salvo melhor opinião, representa o grau zero da política em Portugal. Facto que me deixa profundamente frustrado. Razão tinha Camões quando dizia que um rei fraco faz fraca a forte gente... Camões - cuja obra - o próprio cavaco desconhece. Nem de propósito. Safa!!!
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