quarta-feira

A Comissão Europeia tem de agir perante a nomeação de Durão Barroso para o Goldman Sachs

Nota prévia: No âmbito dos Acordos de Bicesse, promovidos por durão Barroso em 1990, na qualidade de Secretário de Estado dos Assuntos Externos e Cooperação de Portugal, lembro que este ilustre cavaquista se gabava de dizer que conseguira então algum sucesso entre a UNITA e o MPLA - com vista à estabilização da situação politico e militar de Angola, utilizando uma técnica de negociação política que consistia em mentir um pouco a cada uma das partes, e, com isso, conseguiu aproximá-las cujo desfecho foi depois o que se viu: mais guerra civil. 

Isto foi dito numa aulinha do Curso de Relações Internacionais, alí na Junqueira, onde aquele dignitário tinha avença e padrinho numa universidade privada. 

Ou seja, uma das técnicas políticas mais apreciadas por Durão barroso, hoje um mero serventuário da máfia financeira global, era o recurso puro e duro à mentira. Nos trinta anos subsequentes fez carreira montado na mesma mentira, e o resultado foi o que se viu: ele engordou, enriqueceu, e subiu na vida, mas a Europa, por contraponto, ficou desmembrada, sem plano, coesão e projecto. E os povos que supostamente deveriam ter sido ajudados com adequadas políticas públicas e planos de recuperação económico e social - como no gritante caso grego - foram literalmente entregues aos agiotas da banca internacional que lucrou com a desgraça desses mesmos povos, e é aqui que entra o oportunista barroso, que da política apenas tem a ideia de que ela existe para ele se servir dela, e não para a servir. 

Se assim é, o que espera a Comissão Europeia, o Parlamento e demais órgãos da UE para deliberar a revogação da reforma dourada paga indevidamente a um sujeito que contribuiu activamente para afundar a Europa, ainda por cima em nome do interesse financeiro da banca internacional. 

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A Comissão Europeia tem de agir perante a nomeação de Durão Barroso para o Goldman Sachs

Barroso ocupou durante dois anos o cargo de primeiro-ministro de Portugal e por dez anos foi presidente da Comissão Europeia, implementando políticas neoliberais que afectaram negativamente todo o establishment europeu. Ele foi apanhado a dormir pela crise que em 2008 varreu a Europa, e conduzindo por fim à adopção de políticas de austeridade. Barroso insistiu até ao fim na homeotapia do neoliberalismo, mesmo quando os Estados Unidos, sob a batuta da Administração Obama, conseguiram recuperar optando por um keynesianismo moderado.
O recrutamento de José Manuel Barroso pela Goldman Sachs não é surpreendente, mas é enfurecedor. Porque defronta uma grande incompatibilidade política e moral que deveria vincular por anos todos os líderes políticos que deixam de estar em funções: é inconcebível para eles passarem a fazer parte das listas de pessoal em empresas que alegadamente tiveram de controlar e escrutinar em nome do interesse público.
A este respeito, o papel das instituições europeias é, entre outros, o de dinamizar a cooperação entre a esfera privada e a esfera pública, e garantir o compromisso moral das pessoas. Apesar disso, para além do caso Barroso, temos assistido ao recrutamento de vários antigos executivos de topo de instituições europeias por bancos de investimento, especialmente aqueles que estiveram envolvidos na crise financeira de 2008 ou, recuando ainda mais tempo, em escândalos de subornos e casos de corrupção com partidos politicos noutros locais, como a Grécia, Itália e Espanha.
A União Europeia enfrenta questões relacionadas com a prestação de contas que se intensificaram ainda mais depois do falhanço massivo da zona euro na resposta à crise financeira, dos cada vez maiores escândalos de corrupção como o Lux Leaks ou os Panama Papers, que tornaram os cidadãos europeus ainda mais críticos em relação ao futuro da União. O Eurocepticismo está a fazer aumentar o apelo dos partidos de extrema direita, enchendo as pessoas de desilusão e raiva.
A Comissão Europeia deve agir. O silêncio, neste caso, não é de ouro, é sim cúmplice. Ameaça claramente a credibilidade das instituições e mesmo da própria democracia, tornando ainda mais pesados os esforços consistentes para mudar a Europa e colocar as suas políticas de volta ao caminho da justiça social.
Vice-presidente do Parlamento Europeu e deputado eleito pelo Syriza
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O "coração" de Barroso

Nota prévia: Depois de os portugueses constatarem a forma como Barroso abandonou o Executivo em Portugal e escaqueirou a Europa numa década, ninguém, especialmente os portugueses, acredita que Barroso tenha coração. 

- Dizem que agora se dedicou a dar conferências e que cobra imenso por isso. Tenho para mim que em Portugal todos o dispensariam de o ouvir, e, em caso de necessidade extrema, seria ele que teria de pagar para ser ouvido.

- Durão Barroso já não pensa a política, REBOLA  nela. 

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Barroso: “Do meu coração, estou preocupado com a situação” em Portugal

 


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quinta-feira

A aula de Durão Barroso na Católica: entre a pose de Estado e a hipocrisia política

Durão Barroso é o homem das poses de Estado, da gravitas falhada e só transmite hipocrisia política aos povos.

A aula de Barroso. 'Na UE, os países devem avançar com propostas' em vez de se queixarem

Ao longo duma década de gestão de mercearia de Durão Barroso à frente da CE - o resultado final global é bem conhecido de todos nós. A Europa, no seu conjunto, perdeu força, prestígio e influência global à escala planetária e, dentro de cada Estado membro, especialmente no Sul da Europa - onde Portugal se encontra, cada unidade política ficou completamente escravizado pela Troika e pelas medidas constantes do respectivo plano de assistência financeira, o qual converteu Portugal num Estado vassalo ou num simples protectorado do FMI, BCE e CE. Além de empobrecermos estruturalmente, e Barroso ter enriquecido, esta Europa de Barroso trouxe-nos também a falta de dignidade em que a situação de dependência financeira nos colocou.  

Exceptuando uma ou duas situações mais desenvolvimentistas em que Barroso se colocou a jeito ante a câmara da CNN, uma das vezes a distribuir sacas de farinha no Darfur, no oeste do Sudão, Barroso - pela sua acção e omissão institucionais - conseguiu desmantelar o funcionamento das instituições europeias e torná-las mais subservientes ao directório alemão, de que até passou a ser um porta-voz não oficial. 

De forma tosca, este foi o legado de Barroso em Bruxelas. Hoje emergiu, como uma serpente dos desertos, e numa conferência paga ou promovida pela Universidade Católica (onde ministra, sabe-se lá o quê!!) - que promove tudo aquilo que lhe dê  dinheiro e publicidade. 

Não era suposto, até para sua estratégia defensiva, que elaborasse sobre as declarações bombásticas do seu sucessor, J. C. Junker, que considerou que a troika humilhou e atentou contra a dignidade dos povos grego, português e irlandês. O que seria suposto é que os media ali presentes aproveitassem a presença do mamífero e lhe colocassem algumas questões pertinentes acerca do que se passou no passado recente, e que até levou a sua "patroa" europeia, Merkel - a acusá-lo de ter contribuído para agravar a situação grega ao não ter nomeado, como devia, um Comissário extraordinário que acompanhasse aquela delicada situação e que acabou por empurrar o país para o Syrisa. 

Consabidamente, Barroso é igual a si próprio, daqui não vem nenhuma novidade. Novidade, negativa, foi constatar o silêncio ensurdecedor dos media que parece terem pactuado com múltiplos crimes políticos praticados na Europa à sombra de um dos períodos mais negros da história da UE do pós-II Guerra Mundial. 

E isto é profundamente lamentável. Mas cada país também tem os media que merece ter!!!

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segunda-feira

Solicite-se mais uma Condecoração a Cavaco: por irrelevância curricular e por excesso de cunhismo junto do BdP


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Obs: O BdP, a avaliar por este lamentável caso, parece estar em linha com o seu habitual laxismo perante a falta de regulação atempada junto de bancos prevaricadores (BPN, BPP, BCP e GES/BES) que têm cometido fraudes financeiras e múltiplos crimes de colarinho branco e uma grande multiplicidade de operações fraudulentas integradas em contabilidades criativas. 
- O dr. Carlos Costa, no plano da relação do BdP com o exterior, tem revelado uma grande impreparação, facilitismo aos banqueiros e uma tremenda incompetência para lidar com o sector bancário e obrigá-lo a jogar as regras do jogo dentro da legalidade; no plano da gestão dos recursos internos, como é o do recrutamento e gestão dos seus quadros superiores, o Governador (ou alguém por ele) denuncia práticas demasiado informais que não se conformam às regras de recrutamento dentro da legalidade e da transparência.
- O que permite fazer supor que se está diante de um tratamento de favor atendendo às relações da cúpula do BdP com o presidente cessante da CE, que lá introduziu um filho sem experiência curricular - formal e informal - que justifique a função que desempenha e, quiça, a remuneração que o BdP nem se atreve a ventilar, tamanho deverá ser o escândalo perante o erário e a opinião pública. 
- Os contornos deste caso, salvo melhor opinião, configuram o pior da sociedade: a cunha. Um expediente que introduz um elemento perverso no mercado de emprego, destrói a sã concorrência, subverte e mina a coesão social nos seus mais elementares fundamentos.
- Entre arranjar um tachinho para o filho em Bruxelas, onde Durão barroso ficou politicamente queimado, aquele entendeu que salvaguardaria melhor os interesses e trajectória profissional do filho - fazendo-o intra-muros. 
- Trata-se, pois, duma dupla vergonha: pela prestação lamentável do pai em Bruxelas (que agora regressa sem glória), minando uma Europa reduzida a pó; e recorrendo à srª dona velha cunha para empregar o filho no BdP, mesmo que este não tenha perfil e experiência para a função que desempenha. 
- Enfim, mais um péssimo exemplo da Europa internalizado em Portugal - e facilitado pelo Bando de Portugal.

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sexta-feira

Evocação de Chateubriand: a Incompetência é crime: Cavaco e Durão Barroso

Nota prévia:

- O dr. Cavaco tem pautado a sua acção a partir do farol de Belém pelo desrespeito continuado pela CRP (que jurou defender!!), cumplicidade criminosa com o Governo (que governa contra a lei e contra o TC) - com quem "anda ao colo" e pretende, tão somente, conquistar a glória e um lugar proeminente na prateleira dourada na história;

- O dr. Barroso, por seu turno, que foi um DESERTOR político e desencadeou uma guerra ilegítima contra o Iraque (um crime contra a Humanidade!!!), pautou a sua acção por ter fragilizado  a Europa, ter desvalorizado e enfraquecido as suas instituições e revelou uma subserviente relação à Alemanha de Merkel - que nos impôs esta miserável "AUSTERIDADE" com base na qual empobrecemos, mesmo depois da troika ter deixado de tutelar a economia portuguesa.

Daqui decorre, legitimamente, a evocação de Chateaubriand.



A ambição de quem não tem capacidade é um crime.
Chateaubriand








Cavaco Silva e Durão Barros durante uma cimeira europeia em Bruxelas, em junho de 2013

Cavaco Silva e Durão Barros durante uma cimeira europeia em Bruxelas, em junho de 2013 /  JOHN THYS/AFP/Getty Images
O Presidente da República vai condecorar o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, com o Grande Colar da Ordem do Infante D. Henrique, por serviços "de extraordinária relevância" para Portugal e União Europeia.

Cavaco distingue Barroso com galardão reservado a chefes de Estado


Presidente da República atribui a condecoração ao presidente de saída da Comissão Europeia, por ter exercido o "mais alto cargo internacional alguma vez assumido por um português" e realizado "serviços de extraordinária relevância" a Portugal e à União Europeia. (...)

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segunda-feira

Onde é que o DESERTOR Barroso irá pagar impostos!??



Onde é que o DESERTOR Durão barroso irá pagar os seus impostos? 

- Se for em Portugal - ainda ficará "algum" que reverte para o Estado fazer algo em prol dos portugueses, cujas expectativas ele frustrou pelos erros políticos graves que cometeu, por causa da sua gula de poder e vaidade pessoal;

- Se pagar esses impostos na Europa - perdem-se recursos que deveriam ser recuperados em Portugal, até porque boa parte dos estragos políticos, económicos e sociais tiveram consequências em Portugal, pelo que será justo o eurocrata cinzentão, que fez com que a Europa perdesse estatuto, força e prestígio - pague os seus impostos em Portugal, o país que tanto prejudicou, interna e externamente. 

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Durão barroso: o preço da DESERÇÃO




EIS O PREÇO DA DESERÇÃO E DOS CRIMES CONTRA A HUMANIDADE EM QUE BARROSO FOI CO-AUTOR NO IRAQUE.

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O po

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terça-feira

Durão barroso e a falsificação da realidade

Cansado de "quase 30 anos de política", Barroso põe-se à margem de Belém

Ex-primeiro-ministro e ainda presidente da Comissão Europeia garante, em entrevista à BBC, que não será candidato em 2016 às eleições para a Presidência da República.
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Durão Barroso foi distinguido recentemente pela Universidade Económica Nacional de Hanoi com o doutoramento honoris causa
Durão Barroso foi distinguido recentemente pela Universidade Económica Nacional de Hanoi com o doutoramento honoris causa 
FOTO LUONG THAI LINH / EPA

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Durão Barroso já adiantava não ter "qualquer intenção" de se candidatar a Belém, quando questionado sobre o seu futuro numa entrevista ao Expresso e à SIC. (...)

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Obs: Em rigor, e por respeito aos factos  que não devem ser prostituídos com ruídos, tergiversões e toneladas de subjectividade, crónica em políticos pouco sérios, importa sublinhar que não foi o DESERTOR Barroso quem se "pôs à margem da candidatura a Belém"; foi, sim, a sociedade portuguesa que deu indicações - reais e virtuais - consistentes de que não aceitariam a sua candidatura por falta de CREDIBILIDADE -  pessoal e política. 

Convinha não falsificar a realidade para a adaptar aos interesses, motivações, expectativas e ambições de poder de Barroso - que sempre colocou o seu interesse pessoal à frente dos interesses nacionais, até mesmo quando declarou publicamente apoiar o ex-Comissário europeu - António Vitorino - ao cargo que veio depois a ocupar, com a ajuda da Cimeira dos Açores que legitimou a vergonhosa invasão do Iraque, sem que daí tivesse resultado vantagens regionais em termos de segurança.

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sexta-feira

O dr.Barroso: o texto, o contexto e a aflição


NARRATIVAS DESESPERADAS

Afinal..., foi o contexto. Pensava tratar-se do TEXTO!!!

- O desertor Durão barroso quando está em apuros telefona ao Oncle Sam - onde se resguarda das ameaças do "frio". Foi assim em 2004, quando quis andar no elevador social e ser promovido ao eurocrata-mor de Bruxelas (via Cimeira dos Açores - que legitimou a desgraçada guerra ao Iraque - em que se descobriu não existirem armas químicas); é assim agora, em que o mesmo barroso se refugia na Cimeira da NATO (para afinar medidas contra o EI) e no apoio militar dos EUA vis-á-vis a Rússia - cujo autocrata o encostou à parede por causa das tais declarações...

- De tudo resulta - um barroso diminuído, numa Europa destruída, sem estatuto, força ou influência internacional - que sairá da CE de gatas e, como diz Luís Menezes Leitão, com o exército vermelho atrás de si...




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quinta-feira

UM DESASTRE - por Luís Meneses Leitão -

Imagem picada no risoma

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Para se ver o resultado da presidência de Durão Barroso na comissão europeia, basta comparar o que era a União Europeia em 2004, altura em que se deu o grande alargamento e tudo parecia possível, com o que é hoje dez anos depois. Nestes dez anos a comissão europeia, que tinha a função de guardiã dos tratados, apagou-se completamente e hoje a Alemanha põe e dispõe, levando a que no resto do mundo a Europa tenha passado a ser sinónimo de Alemanha. É por isso que a Europa mergulhou precipitadamente na questão ucraniana, uma questão que se sabia desde o início ser explosiva e que tinha que ser tratada por diplomatas experientes e não por políticos imponderados. Como se dizia na célebre série Yes, Prime Minister, na diplomacia pretende-se sobreviver até ao próximo século, enquanto na política se pretende sobreviver até sexta-feira à tarde.

Mostrando o jeito que tem para a diplomacia, apesar de ter sido Ministro dos Negócios Estrangeiros, Durão Barroso achou que podia divulgar uma conversa telefónica particular com Putin em que ele lhe terá dito uma coisa óbvia: que a Rússia, se quisesse, podia tomar Kiev em duas semanas. Aliás, desde os tempos da guerra fria que o exército russo tem condições de ocupar a Europa Ocidental até em menos tempo, só tendo sido travado pelo guarda-chuva nuclear americano. Não me espantaria nada, por isso, que Putin lhe tivesse dito que, se quisesse também podia ocupar Berlim, Bruxelas e até Lisboa, embora as consequências dessa iniciativa levassem necessariamente a um conflito nuclear com a Rússia, conflito esse que só a diplomacia pode evitar. Foi por isso muito pouco diplomático Durão Barroso ter ido revelar o conteúdo dessa conversa telefónica aos 28 membros do Conselho Europeu, sabendo-se evidentemente que estes iriam, como os doze apóstolos, espalhar a boa nova por todo o lado.

Putin é que não se ficou e ameaçou divulgar o conteúdo da conversa telefónica com Durão, que terá gravado, se este não se retratasse imediatamente. Durão Barroso foi por isso obviamente obrigado a engolir publicamente o que tinha dito. A aceitação pelo Presidente da comissão europeia de um ultimato da Rússia, numa altura em que a União Europeia ameaça a Rússia com sanções, constitui no plano das relações internacionais uma situação absolutamente ridícula. Justifica-se por isso que se questione o que terá sido dito nessa conversa, que pelos vistos era mais prejudicial a Durão Barroso do que a Putin.

Durão Barroso foi um desastre tão grande para a Europa que é possível que, nos últimos dias do seu mandato, ainda nos consiga fazer mergulhar numa guerra com a Rússia. Rezemos para que ele deixe rapidamente Bruxelas e regresse a Lisboa. Se isto demora muito mais tempo, ainda é capaz de vir com o exército russo atrás.
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Obs: Faço notar que antes de Barroso ter sido MNE, foi o ajudante de cavaco como secretário de Estado dos Assuntos Externos e da Cooperação (1987-1992) - um cargo tão importante na mediação dos líderes contendores em Angola, Dos Santos/MPLA e Savimbi/UNITA, que conduziu aos Acordos de Bicesse (Estoril) e que tiveram o desfecho que conhecemos, degenerando em guerra civil angolana. 

A Europa, hoje, volvidos 10 anos de desgoverno, impreparação e subserviência a uma Alemanha hegemónica, piorou. Esta é, em rigor, a grande proeza do DESERTOR - dr. Barroso - que também já abriu uma nova frente de guerra com Moscovo, revelando que pode bem ser o espião que vai do Ocidente para o Frio - mas que foi tramado a meio do trajecto pelo ex-KGB que até grava conversas telefónicas e não brinca em serviço.
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Semelhanças entre Durão Barroso e Miguel Relvas



Durão Barroso ainda tentou prosseguir mas teve mesmo que interromper o discurso durante cerca de um minuto, antes de retomar a sua intervenção

Durão Barroso foi hoje interrompido por protestos e gritos de "Troika não" quando discursava na Universidade Humboldt, em Berlim.



Foi logo na parte inicial da intervenção, quando falava da resposta da Europa à crise, que o português foi interrompido. Precisamente depois de se referir aos "progressos notáveis feitos pela Irlanda, Espanha e Portugal" e ao facto de "ainda esta semana" Portugal ter anunciado que saía do programa de ajustamento "sem solicitar mais ajuda da União Europeia", começou a ouvir-se vozes a gritar, percebendo-se em dada altura as palavras "Troika não".
Durão Barroso ainda tentou prosseguir mas teve mesmo que interromper o discurso durante cerca de um minuto, antes de retomar a sua intervenção.
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Obs: Previsivelmente, está a acontecer com Durão Barroso nos fora internacionais o mesmo que ocorreu com Miguel Relvas domésticamente, apesar dos desvios deste serem conhecidos até em Timor-leste. Ou seja, os povos que se sentem visados por políticas de terra queimada pretendem que estes actores políticos se calem para sempre. 
Com efeito, estas reacções sociais, na forma de protestos, não têm lugar porque as pessoas são uns animais selvagens ou são idiotas, ou têm um prazer sádico de causar perturbações na ordem pública. A razão é diversa.
Estes protestos acontecem, e tendem a multiplicar-se, como resposta a políticos incompetentes, preocupados apenas com as suas carreiras e ambições pessoais, como é, manifestamente, o caso do invertebrado Barroso, e essa circunstância faz com que a generalidade das políticas públicas emanadas da Europa - se ajuste à ditadura dos mercados, da agiotagem dos grandes especuladores, da tirania avaliativa da troika e das "agências de ratos" -  que, aliás, têm falhado todas as previsões, mas que ganham milhões com esses erros deliberados à custa da miséria dos povos da Europa.
São essas imposições ultra-liberais que recaem hoje sobre os governos da Europa, mormente sobre os mais pobres da periferia (como Portugal) que ficam sujeitos a essa ditadura dos mercados, que cilindram o bem comum das populações do Velho Continente, por isso as suas populações tendem a protestar. Um protesto que se insere no âmbito do movimento cívico e de protesto global.
Quanto a Durão barroso, pouco ou nada importa dizer sobre o sujeito que um dia DESERTOU de Portugal deixando-o entregue à sua sorte. Olhando para ele o que vemos senão um sujeito balofo e oleoso que fez da Europa o instrumento de saciedade da sua ambiçãosinha, mas, por contraponto, deixou os povos da Europa em fúria, pobres, sem esperança e desatinados.
Em suma: Durão Barroso é, hoje, a face europeia de Miguel Relvas. Por isso é natural que os povos da Europa desejem calar estas más influências que ocupam hoje os lugares de representação duma Europa moribunda e de ascendente germânico. 
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terça-feira

Durão Barroso e o meeting da recepção e da alegria

Nos vastos métodos e técnicas da comunicação política, visando a manipulação do psiquismo colectivo, há vários mecanismos que importa recordar na sequência da visita do presidente da Comissão europeia a Portugal, onde se passeou em pleno acto cénico preparativo de pré-campanha eleitoral presidencial. 

Assim, naquele desfile de técnicas de manipulação política sobre as massas humanas, encontramos o clássico meeting da recepção - que visa criar um bom ambiente junto dos anfitriões oficiais indígenas, leia-se Governo e Belém (Cavaco -que fez campanha por ele) - que aclamaram o maior desertor político da história do pós-25 de Abril, e cujo processo instituiu a 3.ª República; há os meeting de cólera - em que se denunciam personagens que, presentes nesses actos oficiais, ficam cobertas de vergonha (em Portugal há pouca coragem política para este tipo de motivação e vontade de verdade, mas era o que verdadeiramente Durão merecia ouvir caso o locatário de Belém fosse um homem de esquerda); há ainda os chamados meetings de alegria - em que se aclamam os chefes e as vitórias sobre os adversários, e em que o elogio recíproco integra a lógica mutua da auto-promoção para efeitos políticos (foi o que Cavaco fez a Barroso elogiando o seu medíocre trabalho em Bruxelas - na sua passagem por Portugal).

Até na província, os agitadores modernos organizam sessões onde velhos descrevem os horrores do passado. Nesses happenings, levados ao máximo paroxismo, certos agentes políticos não hesitam em recorrer aos velhos métodos da Revolução Cultural  que conduz(iu) à recitação pré-religiosa das máximas de Mao Tsé-Tung. Sendo certo, que até o mais insignificante episódio serve de pretexto para a doutrinação, e através desta se procede à manipulação das massas humanas em que se procura convencer num determinado sentido, cujos propósitos são complementados pelos métodos teatrais, matematicamente controlados.

Deste modo, procura reconstituir-se, - segundo algumas daquelas fórmulas da propaganda maoista e estalinista que caracterizaram não só a idolatria do chefe como também o martelamento dogmático e o culto do elogio completamente despropositado (como Cavaco fez a Barroso), porque não encontra suporte nos factos e na realidade vivida, - uma identidade política e uma realidade cultural alternativa que, de facto, não existiu. 

Ora, é este processo de ficção política, que está em curso entre nós e tem como agentes activos Belém (Cavaco), S. Bento (Governo) e o próprio (ainda) presidente da CE (que deveria fazer um esforço de neutralidade e imparcialidade, a que está legalmente obrigado) - que se designa de manipulação de identidade e reconstrução de uma realidade política alternativa, a qual é ficcionada para servir exclusivamente os interesses pessoais e as carreiras políticas dos visados, que em nada convergem com o verdadeiro interesse nacional de Portugal e dos portugueses. 

Com efeito, foi nesse caldo de cultura que Durão Barroso - (sponsorizado por Belém, que vê nele o eterno delfim político) - fez lamentáveis incursões à educação ministrada ao tempo da ditadura salazarista, que replicou milhões de analfabetos e pobres em Portugal, - procurou reconstruir a sua nova identidade política, cuja máscara, nos próximos meses, servirá de frontline para lançar novos ensaios de simpatia visando saber se os portugueses já lhe perdoaram o grave erro que cometeu em Julho de 2004, quando desertou para Bruxelas - onde fez dois maus mandatos, como se sabe.

Enquanto não se apresenta um novo balão de ensaio para testar a putativa simpatia dos portugueses pelo ainda presidente da CE, Durão Barroso vai manipulando os serviços de comunicação da Comissão Europeia a seu bel prazer, demonstrando que até estes serviços estão ao serviço pessoal daquele que, um dia, foi maoista, MRPP, depois social-democrata e, doravante, quer "apenas ser" o presidente da república de todos os portugueses. 

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Durão barroso não tem vergonha na cara


Comissão Europeia nega

envolvimento na campanha

em Portugal, link

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Obs: Não consta que a CE - e o seu presidente - tenham vindo a Portugal anunciar apoios à economia nacional ou o desbloqueamento de alguma opção de investimento português com apoio comunitário útil à consolidação europeia. 

Barroso - um desertor político que será julgado pela história como autor dum crime de lesa-pátria, não fez mais do que passear a sua petulante vaidade, fazer declarações infelizes acerca da educação no contexto da ditadura de Salazar, fazer dádivas parciais de um prémio recebido num liceu onde estudou... 










Tudo num ambiente de lamentável campanha eleitoral e de branqueamento do seu medíocre papel na Comissão europeia - que agora pretende fazer esquecer pelos magros resultados que obteve nestes seus dois mandatos à frente da CE. 

Barroso não só pretende enganar os portugueses, recriando a história segundo a sua conveniência e interesse pessoal (tendo em vista a Presidência da República), como também ludibriar os seus pares na Europa - criando uma realidade alternativa.

Não conseguirá convencer ninguém, apesar dos testes que deixou em Portugal para saber se já lhe tinham perdoado pelos erros imperdoáveis que cometeu - em Portugal e na Europa.

Lamentável é barroso ter instrumentalizado a CE a fazer o frete patente nestas declarações. 

Seria previsível que os serviços de comunicação da CE fossem mais imparciais e rigorosos, mas deixaram-se manipular. 

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sábado

O CANDIDATO - por Luís Menezes Leitão -

Link

Esta entrevista constitui a demonstração acabada para quem tivesse dúvidas de que Durão Barroso não quer outra coisa do que ser candidato a Belém, e que tem o apoio do actual Governo para lá chegar. Há muito que se viam sinais nesse sentido. Primeiro foram as contínuas peregrinações de Passos Coelho a Bruxelas ou às sucessivas homenagens que Barroso ia recebendo pela Europa. Depois foi a sucessiva ascensão de barrosistas no PSD e a sua inclusão no Governo, onde até o antigo chefe de gabinete de Barroso foi feito secretário de Estado e conservado depois do desastre comunicativo desta semana. E finalmente ocorreu a tentativa de rejeitar logo no Congresso a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, que este habilmente desmontou com uma intervenção que pode ter tocado o coração dos militantes mas manifestamente não conseguiu convencer Passos Coelho.

O problema de Durão Barroso é que o seu abandono em 2004 e a sua desastrada actuação na comissão europeia causou tão profunda irritação nos portugueses que ele sabe que não tem a mínima hipótese de ser eleito, mesmo com o apoio do PSD e do CDS. Ensaiou por isso uma estratégia simples. As sondagens demonstram que o PS vai vencer as próximas eleições, mas não terá maioria para governar. Como não é credível que o PS se alie ao PCP ou ao BE e com o CDS não deve ter condições para formar maioria, atento o previsível castigo que os pensionistas, seu eleitorado tradicional, lhe vão aplicar, resta apenas o PSD para formar governo com o PS. Ora, como se sabe que Passos Coelho não sobreviveria a uma derrota eleitoral, o que Durão está a dizer publicamente a António José Seguro é que neste momento, com os seus homens em lugares-chave, já tem o partido na mão e que oferece o apoio do PSD a um governo PS a troco de um apoio do PS nas presidenciais. Assim já conseguiria ser eleito como os exemplos históricos têm demonstrado em relação a um candidato apoiado pelos dois maiores partidos. Eanes teve 61% dos votos em 1976 e Soares 70% dos votos em 1991. Apoiado pelos dois maiores partidos, e até eventualmente pelo CDS, Durão Barroso teria seguramente muito menos votos, mas os suficientes para ser eleito. Aliás, já começou na entrevista a inverter o discurso, proclamando a sua paixão pelo país, a sua simpatia pelas classes sacrificadas e a declarar ter avisado Passos de havia limites para esta política, tudo a contrastar com as suas anteriores declarações de que que estaria o caldo entornado se o país não aplicasse as medidas de austeridade que lhe foram exigidas.

Resta saber apenas duas coisas: o pensam do negócio que hoje é proposto por Barroso os militantes do PS e do PSD. Palpita-me que a resposta não vai ser do agrado dele.

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sexta-feira

Durão Barroso: Investimento nas ligações energéticas é do maior interesse para Portugal



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Obs: O dr.Barroso arrisca-se a ser catalogado na história da UE como aquele presidente da CE que só reage, não age, anda a reboque dos acontecimentos, nunca os consegue antecipar ou prevenir as suas consequências, como decorre da extrema dependência energética dos países bálticos e do centro e leste europeu do fornecimento de energia da Rússia. 

Aliás, foi o próprio dr. barroso quem apresentou o pacote de financiamento à Ucrânia (quase em guerra civil) - sem nunca referir a vital questão da dependência energética que permite a Putin fazer sistematicamente a ameaça e a chantagem com o Ocidente.

Mais uma vez barroso anda atrás dos acontecimentos, que é o exacto contrário do que é - ou deve ser - a governação: planear, prever e cenarizar situações próximas da realidade, tão próximas que possam vir a ocorrer.  

Foi preciso a Crimeia ter sido ocupada militarmente e anexada mediante um ilegal e ilegítimo referendo para que o reactivo Barroso revele todo o esplendor do seu laxismo, a sua colossal irresponsabilidade. 

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O carisma de Nelson Mandela envergonham Cavaco e Durão Barroso, mas não o povo português



Quando o fundador da Sociologia moderna, Max Weber (1864-1920) desenvolveu os seus estudos sobre os tipos de Estado e de personalidades políticas e identificou o carisma, o carácter racional-normativo e os aspectos tradicionais nessas constelações jamais pensaria que, no século XX, além de Gandhi, Churchil, M.L.King (e poucos mais) satisfizessem esses requisitos cumulativamente: pela qualidade humana excepcional e o magnetismo que transmitiam às pessoas (e ao mundo), pela sua extraordinária liderança e capacidade de conduzir homens e processos sociais (de transição complexos, como o de África do Sul - que saía dum regime de segregação racial secular), pela observação do direito e das normas vigentes e, ao mesmo tempo, por se ser portador de todas as tradições e costumes do seu povo, instituições e tribos.

Mandela, como nenhum outro líder depois da II Guerra Mundial - correspondeu aquele perfil cumulativo teorizado por Max Weber - cujos ensinamentos acabaram por influenciar todas as ciências sociais e humanas. O que nos convida a evocar Max Weber através da morte de Mandela cujos ensinamentos a este se aplicam como uma luva.

Mandela tinha, de facto, a autoridade carismática e o poder legítimo de um líder excepcional, qualidades raras que inspiravam lealdade e obediência por parte dos seus seguidores, dentro e fora desse continente esquecido que é o continente africano. 

Por isso, aqui presto justo reconhecimento a esse seu carácter excepcional, indissociado, seguramente, do seu trajecto de vida pessoal em que, consabidamente, esteve 27 anos preso e depois conseguiu perdoar aos seus próprios carrascos com quem passou a conviver naturalmente - como se nada se tivesse passado de grave e de hediondo num regime de Apartheid

Por outro lado, a morte física de Nelson Mandela veio - estranha mas fundadamente - envergonhar alguns dirigentes políticos portugueses que, a dado momento das suas trajectórias políticas, e com elevadas responsabilidades públicas, tomaram decisões que foram ao arrepio das qualidades pessoais e políticas que, hoje, hipócrita e cinicamente elogiam e reconhecem ao recém-desaparecido líder carismático sul-africano.

De Cavaco, em 1987, então primeiro-ministro, sabe-se que se opôs à sua libertação incondicional, incapaz de distinguir um homem bom dos carrascos que o aprisionavam, e assim votou ao lado dos regimes ultra-conservadores do RU - de Tatcher e dos EUA de Reagen - de quem Cavaco não passava dum porteiro e moço de recados. Por isso, a história o persegue... Por isso, é, hoje, um tão mau presidente, co-autor da violação (objectiva e subjectivamente da CRP), e também por ser apenas o presidente de alguns...

De Durão Barroso, que hoje elogiou a coragem e persistência de Mandela - não se compreende como é que, em 2004, tenha literalmente desertado do Governo português que chefiava (entregando-o a um irresponsável sem qualquer legitimidade democrática) apenas para satisfazer um capricho de poder tornando-se presidente da Comissão Europeia - sobretudo alimentando essa campanha pelos fretes - assentes na mentira política - que fez aos EUA e RU - alegando que existiam armas químicas no Iraque - para, assim, granjear um apoio na comunidade internacional que favorecia a sua eleição ao cargo europeu que desejava alcançar. Enquanto se procurava promover para alçar ao poder, noutra pista, e de forma encapotada, dizia que apoiava a candidatura de António Vitorino para o cargo, que tinha um perfil muito mais competente para a função.

Cavaco e Durão, então como agora, são actores com enormes responsabilidades políticas que não hesitaram um minuto em recorrer ao expediente da mentira política - para atingirem posições de força que consolidava o seu poder pessoal, e não o bem comum de Portugal e dos portugueses que supostamente representavam. 

Por isso, Cavaco terá a maior dificuldade pessoal e intelectual em comemorar o 25 de Abril-2014 ao abrigo do valor da democracia e do consenso, que supõe uma defesa intransigente dos direitos humanos - que condenou na libertação de Mandela em 1987; e Durão, um desertor da política nacional e um subsídio-dependente da boa vontade germânica e do directório imposto pela chanceler Merkel - também encontrará uma dificuldade adicional em se fazer acreditar junto da opinião pública, já que os valores de coragem, verdade e tenacidade que reconheceu em Mandela foram, precisamente, os valores que traiu junto do seu próprio país e dos portugueses e a troco dum prato de lentilhas - visível numa Europa que, hoje, perdeu o seu status de potência global que foi no pós-II Guerra Mundial.

É por estas razões que a morte física de Nelson Mandela envergonha tanto estes dois players da política provinciana nacional, mas não envergonha o conjunto do povo português que sempre soube separar o trigo do joio. 

Talvez a letra do poema de Henley - que segue no vídeo infra - possa gerar um pingo de vergonha naqueles dois míseros representantes de Portugal - que não souberam (nem sabem) estar à  altura das responsabilidades que desempenham. 


Invictus poem - Mandela/William Ernest Henley




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segunda-feira

É óbvio que isto já passou das marcas...E há muito tempo.

in Público


A tomada de posição de Durão Barroso – que José Sócrates considera ter sido “fingida, para não dizer cínica”, “pressionando claramente o TC dizendo que não pressionava” – aconteceu na quarta-feira, durante uma visita oficial do Governo português a Bruxelas, numa conferência de imprensa conjunta com Pedro Passos Coelho.
O primeiro-ministro não reagiu e José Sócrates entende que “isso é que é verdadeiramente indigno”. “O principal para Portugal é afirmar-se como um Estado de direito.” O que levou o antigo líder socialista a criticar também Cavaco Silva, lamentando que não tenha havido “nem uma palavra do Presidente da República para defender as instituições portuguesas”.
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