quinta-feira

Uma casinha na praia das maçãs...

Eu desta casinha também não abdicaria...


Não é, mas podia ser uma casinha na Praia das maçãs. E a água da piscina ser salgada.., como algumas continhas do BES.., que hoje tem outro nome, ou outra cara. Uma cara consoante cada situação. 

- Para ter uma assim, caro leitor terá de trabalhar muito, muito, muito...
- De preferência, para o Grupo do ex-DDT, do Ricardinho do BES e, ao mesmo tempo, integrar (ou presidir) e ser uma avençada da Comissão de Saúde no Parlamento. 

Há gente para tudo, e de tudo se reclama moralista. Mas o moralismo conhece limites, e esses não deveriam nunca insultar os portugueses, como algumas candidatas "falsas beatas" usam e abusam em plena campanha presidencial.

O Tino de Rans ao pé desta gente não passa dum anão... 

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quarta-feira

O fulgor de Marisa Matias


No debate alargado esta noite, feito pela RTP1, Marisa Matias soube, como ninguém, cavalgar a onda de um assunto quente do momento para ultrapassar todos pela esquerda, incluindo o "papa" da anti-corrupção, Paulo Morais. 
- Marisa opôs-se, de forma veemente, à possibilidade daquelas obscenas subvenções vitalícias regressarem à ordem do dia e conhecerem a luz verde para banquetear deputados que se passearam no Parlamento durante um ou dois mandatos para defender os seus interesses particulares, e não os interesses da comunidade que, em inúmeras situações, nem sequer souberam equacionar e/ou resolver. 

- Marcelo esteve calado que nem um rato, como é seu timbre nestas matérias. E Paulo Morais, que coloca aquela gravitas de académico empertigado, mas a quem falta muito saber de experiência feito, não soube pronunciar-se quando devia, e quando o fez foi por reacção.

- Creio, pois, que a candidata apoiada pelo BE, com aquela tirada, e outras, acabou por chamar a si muitos dos eleitores indecisos a votar nela. Ou seja, muitos dos que pensavam fazer o voto útil em Sampaio da Nóvoa, para obrigar Marcelo a ir à 2ª volta, pensam duas vezes e podem realinhar a sua intenção de voto e beneficiar Marisa Matias preterindo Nóvoa.

- Estas eleições presidenciais serão uma terrível surpresa, e a pior das quais seria o Portugal profundo colocar em Belém o Tino de Rans, nem que fosse para brincar às instituições neste Portugal dos pequeninos e envergonhar o país no exterior, mas uma coisa é certa: Marcelo não terá a vida fácil, quero dizer, facilitada por uma certa esquerda, numa 1ª volta, e por toda a esquerda, numa segunda.

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domingo

Tino de Rans - o mistério da inocência e da ingenuidade numa criança crescida -




Tino quer "um ambiente mais ambiental", e, com isso, melhorar também o "ambiente entre os líderes mundiais" -  entre os quais ele se colocará para atingir esse desiderato. O do ambiente  (de Belém)...

Dito isto, quem disse que Tino era humilde?!

Dá vontade de dizer que isto está tudo ligado, ainda que não seja por esta ordem, ou pela ordenação mental do Tino, que faz o que pode para nos entreter neste teatrinho presidencial... 

Neste folclore da imaginação e da inventiva presidencial, dá vontade de sublinhar que o mistério da ingenuidade e da inocência no coração deste rapaz resultou das sementes que vão plantar novas utopias geradoras da criatividade que vai curar o mundo.

E mesmo que isso não seja possível, urge acreditar nisso!!


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terça-feira

Um Marcelo matizado

Imagem picada aqui.
Só falta uma refª ao Belenenses e outra ao Sporting de Braga...

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domingo

Os media andam com Marcelo ao colo


O papel dos media é cada mais hegemonizante na sensibilização e formação da vontade das massas na escolha dos seus dirigentes e representantes políticos. 


Passámos do trágico para o fenómeno da "carnavalização" de todas as experiências e atitudes humanas, como diria Eduardo Lourenço. E para muitos dos que integram esse fenómeno de massas, i.é, o homem-médio (a)crítico, que olha mas não vê, ouve mas não compreende, ele assiste passivamente ao que as tvs lhes servem frente ao écran, e como não tem filtros acaba por consumir o "produto mediático" que as tvs repetem nas peças que divulgam na sua grelha noticiosa. E nessa agenda, naturalmente, uns são sempre mais iguais do que outros, e MRS é e tem sido um privilegiado nessa "sponsorização" mediática. E é-o há décadas...

Razão tinha o saudoso Emídio Rangel, um dos fundadores da TSF e da SIC, quando defendeu que uma televisão é capaz de fabricar um PR como vende um sabonete. Ou seja, hoje não persiste a dúvida de que o espaço próprio da civilização a que pertencemos se chama televisão. Ela converteu-se nesse instrumento de divertissement que, curiosamente, acaba por difundir uma cultura do esquecimento ou de fabricar uma cultura do esquecimento sobre o próprio esquecimento.

E nesse processo há, seguramente, candidatos que os media tendem mais facilmente a esquecer do que outros. E isso também será motivo para que uns vençam mais facilmente estas eleições presidenciais comparativamente a outros candidatos, que também não são "famosos" nessa prova da visibilidade e da fama...

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sexta-feira

Bem pode rir Marcelo - olhando o Portugal dos pequeninos -

MARCELO - mirando o Portugal dos pequeninos...



Marcelo sabe que tem boa parte do Portugal que vota nas presidenciais a seus pés. Tem notoriedade e prestígio, apesar de ser um criador de factos políticos e um intriguista político nato que suscita desconfiança em muitos sectores da sociedade portuguesa. A que pensa ou sabe pensar a política..., e que, acima de tudo, não foi aluno daquele docente em Direito Constitucional. 

Sendo de direita, penetra razoavelmente no eleitorado do centro esquerda, e até no da esquerda pura e dura. O ex-comentador tanto está no Conselho de Estado, ou estava, como apresenta um livro de um quadro do PCP, piscando o olho a todo o espectro partidário e, assim, procurando fazer o pleno. Ele é assim, procura estar de bem com deus e com o...

Dada a baixa cotação do PSD-CDS, partidos da troika que empobreceram Portugal e os portugueses, lançando sobre eles desmesurados impostos e obrigando meio milhão de portugueses a emigrar, Marcelo quer ver-se livre deles como o diabo da cruz. Marcelo sabe que esses dois, a famosa Pàf, representa uma coligação tóxica, uma espécie de peste política que urge evitar. 

Sucede, porém, que a cruz persegue-o, e a maior ironia do destino é ver hoje Portas e Pedro, a dupla de meliantes, formalizar o seu apoio político à candidatura presidencial de Marcelo. Sobretudo, depois do que ambos disseram de Marcelo e está profusamente documentado na vida pública dos últimos 25 anos. Passos Colho chegou até a fazer um Congresso partidário para definir o perfil do que deveria ser o futuro PR, i.é, dele ficaria excluído o "catavento mediático", ou seja, Marcelo. Pedro Passos Coelho é, hoje, obrigado a engolir o que disse e a apoiar Marcelo - de forma cínica. Portas já está habituado a engolir.., agora é só mais um sapo!!!

Pode ser que Marcelo, com este tipo de apoios e de "amigos políticos", perca definitivamente para António Sampaio da Nóvoa. 

E se calhar é por essa razão - de contágio e de toxicidade política - que Marcelo quer fugir da dupla de meliantes como o diabo da cruz... 

Veremos se consegue. 

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Sem vergonha na cara - por Paulo Baldaia -

Nota prévia: A inutilidade paralisante de Cavaco e a estreita concepção política desta direita neoliberal e reaccionária de Pedro e Paulo que os incapacita de compreender a fundo a verdadeira natureza da democracia representativa e pluralista, feita com a sua regra d´ ouro assente na maioria parlamentar, fez-nos chegar até aqui: ao abismo político, decorrente dum conluio manhosa entre Cavaco, Passos e Portas, a troika doméstica, que não se conforma com a habilidade política de A. Costa que, não obstante ter perdido as eleições legislativas a 4 de Outubro, ter tido a argúcia de negociar e federar as esquerdas num programa político (mínimo) comum capaz de o elevar ao cadeirão de S. Bento. O resto, com sentido de oportunidade e lucidez, é dito e explicado por Paulo Baldaia, cujo bold a amarelo é feito por nós - numa crónica que merece reflexão atenta. 
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Sem vergonha na cara

Passos e Portas podiam ter como candidato aquele que seria o melhor Presidente da República para a reforma de regime de que o país precisa. Era arriscado, Rui Rio podia não ganhar. Nas cortes de Lisboa era até dada como certa essa impossibilidade, face a uma vitória antecipada que todos atribuem a Marcelo Rebelo de Sousa. Escrevi a 11 de Outubro no DN: "Passos Coelho e Paulo Portas [...] parecem recuar na intenção de ter outro candidato só para garantir uma vitória, que lhes sairá muito cara. Marcelo ainda não respondeu, mas ou não dirá nada para não se queimar, ou assumirá que não dissolve o Parlamento. O que nunca dirá é que o dissolve, porque sabe que não ganhará as eleições sem pescar à esquerda. Isto é Marcelo. Se Passos e Portas não arriscam ir a jogo para o evitar, merecem tudo o que lhes vai acontecer". A verdade é que já começaram a pagar pela cobardia política que revelaram e, sem vergonha nenhuma na cara, permitem que a sua área política ande agora a atirar para outros, Rui Rio incluído, a responsabilidade de resolver a falta de um candidato que ajude na estratégia política de centro-direita. Problema número 1: Não há estratégia nenhuma, só tática.
É claro que não voltarão a ter um Cavaco Silva na Presidência da República, como é claro que o tipo de liderança cavaquista também só lhes serviu taticamente. Ajudou a resolver o problema da crise "irrevogável" em 2013 e podia ter sido bem melhor. Tinha razão o Presidente e não tiveram PSD, PS e CDS. Também terá contribuído para a vitória da coligação o facto de Cavaco Silva não ter antecipado as eleições. A partir daí, foi só tiros nos pés do centro-direita. Ninguém fez tanto por António Costa, como Cavaco Silva. E já muito se escreveu sobre a falta de vergonha que revelou igualmente o líder do PS, não se demitindo quando perdeu as eleições, mostrando com isso as fragilidades dos socialistas que não encontraram uma alternativa.
O PS, o PSD e o CDS vão para as presidenciais sem um candidato assumido, revelando que não têm um sentido estratégico para o país. Bem sabemos que essas eleições são unipessoais, mas não deixa de causar estranheza que três dos cinco principais partidos portugueses não se queiram identificar com nenhuma das candidaturas, apenas porque estão presos à tática do curto prazo. E assim, a dois meses das presidenciais, a única coisa que parece importar saber é se o próximo Presidente da República faz o que o actual gostaria de fazer, mas não pode. Em Abril, a Assembleia da República será dissolvida e serão convocadas novas eleições? Vamos eleger um presidente para cinco anos, querendo saber apenas o que ele vai fazer no dia 5 de Abril. É pouco!
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quarta-feira

PSD e CDS chantageiam Marcelo: querem que este prostitua a Democracia. Resistirá Marcelo ao 1º teste de força

ESTE É O 1º TESTE À AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA DE MARCELO: SERÁ ELE CAPAZ DE RESISTIR À DIREITA NEOLIBERAL - QUE QUER FAZER DELE MAIS UM "BOY" TRAZIDO PELA TRELA DA LAPA E DO CALDAS, OU PENSARÁ O CONSTITUCIONALISTA PELA SUA PRÓPRIA CABEÇA E EM NOME DO VERDADEIRO INTERESSE NACIONAL E DA ESTABILIDADE POLÍTICA DO PAÍS?!


QUEM MARCELO ESCOLHERÁ: O PAÍS OU A TRAFICÂNCIA POLITICO-PARTIDÁRIA DA LAPA E DO LARGO DO CALDAS QUE ORA LHE PROMETE UM PRATO DE LENTILHAS, QUAIS VOTOS SABUJOS QUE ELE DEVERIA SABER REJEITAR...(??)

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Nota prévia:
Marcelo, como tem boa memória, deverá lembrar-se duma atitude tomada por Passos Coelho, que num congresso chegou até a definir aquilo que deveria ser o perfil do futuro presidente da república, e nesse perfil Passos referiu que o futuro PR não deveria ser um "cata-vento" com um perfil extremamente "mediático", reportando-se ao excessivo vedetismo de Marcelo e dos seus regulares comentários na tv. 

- Ou seja, Passos doutrinou a exclusão, pura e dura, de Marcelo dessa corrida, e no que dependesse de si, o PSD jamais o apoiaria na corrida a Belém, nas eleições presidenciais de 2016. De súbito, como a direcção dos ventos, as coisas mudam...

- Agora, curiosamente, é o mesmo PSD e CDS que andam a perorar à porta de Marcelo para que este se deixe apoiar por aqueles "pendurados" do sistema político, apeados do poder e das suas regalias, desde que Marcelo, in advance, diga qual será a sua acção presidencial em matéria de convocação de eleições legislativas para clarificar a situação saída de 4 de Outubro de 2015, e que esta posição de Marcelo (virtuoso vencedor!!) vá ao encontro dos desejos, necessidades e interesses do PSD e CDS- que não sabe lidar com a falta de poder nem a privação das suas mordomias. 

- Ora, isto tem nome: é PROSTITUIR A ESSÊNCIA DA DEMOCRACIA, é manipular as regras da democracia representativa, é não saber conviver, na oposição, com novas maiorias políticas formadas no Parlamento. 

- Afinal, o PSD e o CDS têm de fazer uma nova aprendizagem democrática, porque até desconhecem que a democracia se faz com a regra da maioria. Maioria que Pedro e Paulo não aceitam, e, mais grave, têm do seu lado alguém (sectário) que pensa o mesmo, cavaco, que deveria ser o árbitro principal desta indecisão que deixa Portugal a arder em lume brando e vai para a Madeira em turismo de fim de ciclo de vida. 

- Todavia, Marcelo sabe uma coisa: a vingança é um prato que se serve a frio, e se ele se deixar manipular e influenciar ainda antes de ser o efectivo vencedor está, antecipadamente, a dar um sinal de fraqueza e de que é incapaz, de facto, de manter a sua autonomia e independência a troco duns votinhos, e é mais um boy desta direita neoliberal e selvagem que tem destruído a economia portuguesa e escaqueirado o Estado social em Portugal.

- Eis o primeiro grande teste político para Marcelo, e a forma como dele sairá depende do modo como o candidato Marcelo souber responder a essa magna quaestio nesta república do Portugal dos pequeninos - que não se deixa governar, nem se entende acerca de quem o deverá fazer.
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Direita insatisfeita com Marcelo procura candidato que convoque eleições

Direita insatisfeita com Marcelo procura candidato que convoque eleições
O apoio da direita a Marcelo Rebelo de Sousa começa a ficar tremido perante a insistência do professor em não dizer taxativamente que convocará eleições antecipadas caso seja eleito. Mesmo no Governo de Passos há a convicção, ao que o Diário Económico apurou junto de fonte do Executivo, de que poderá surgir um candidato “com um discurso mais radical”, que dê voz à “indignação” da direita com a solução que António Costa orquestrou.

No entanto, há uma premissa que continua a arrefecer algumas investidas. É que a direita nunca ganhou uma eleição presidencial à segunda volta e para que a vitória de Marcelo possa ser garantida numa primeira ronda - como antecipam as sondagens -, é condição essencial que PSD e CDS concentrem todos os seus esforços num único candidato. No entanto, nos últimos dias voltou a falar-se de Rui Rio, Santana Lopes e até de Durão Barroso. 

Os partidos da coligação não desistem de pressionar o professor a clarificar que marcará eleições antecipadas. Até porque perante a recusa de Costa em aceitar a proposta de revisão constitucional que Passos lhe fez na semana passada, a única hipótese de essas eleições ocorrerem em breve é mesmo o próximo Presidente as marcar assim que tomar posse. 
Em entrevista hoje ao Económico, o vice-presidente da bancada do PSD, Miguel Morgado, diz que “todos os agentes políticos têm a obrigação e o dever de responsabilidade” de contribuírem para uma clarificação da situação política, incluindo “os candidatos a Presidente da República”.

Já na semana passada, o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, era muito claro também em entrevista ao Económico: “O importante é que no dia que formos votar para Presidente da República, não haja dúvidas daquilo que os candidatos vão fazer a seguir. É importante que tenhamos todos a certeza do que será o dia seguinte a essa eleição”.

Ontem, a Visão dava conta de duas páginas - um site e facebook - de apoio a Rui Rio criadas esta quarta-feira. Apesar do ex-presidente da Câmara do Porto já se ter afastado da corrida, a Visão transcreve o que dizem esses apoiantes: “Portugal vive momentos incertos. As eleições constituem sempre uma oportunidade de reflexão e de intervenção nos destinos do país. Da política à economia, passando pelas questões sociais, o nosso futuro colectivo exige responsabilidade, dedicação e experiência. É neste quadro de exigência que a candidatura do Dr. Rui Rio à Presidência da República faz sentido”, escrevem.

No fim-de-semana, o Expresso também adiantava que Pedro Santana Lopes já foi sondado para voltar à corrida e pode estar disponível para disputar o eleitorado à direita.

No CDS, foi o ex-presidente Ribeiro e Castro quem, em entrevista na TSF, disse que gostava que a direita tivesse outro candidato além de Marcelo que defendesse com clareza a convocação de eleições antecipadas. “É indispensável um tira-teimas eleitoral”, dizia.
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Jorge Miranda declara apoio a Nóvoa


Nota prévia: Não deixa de ser curioso o constitucionalista Jorge Miranda não apoiar o seu outro amigo e colega de leis de há décadas, Marcelo Rebelo de Sousa, com quem teria, à partida, maior afinidade. Mas a política é, acima de tudo, uma questão pessoal, quero dizer, entre pessoas.. E é uma boa escolha, dentro das circunstâncias. No fundo, o que se pretende sublinhar é que o prof. Jorge Miranda nunca desilude. 



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domingo

A perfídia analítica de Marcelo

Nota prévia: Sob aparente neutralidade analítica, Marcelo desloca-se ao Seixal para tentar fazer o pleno, e arrebatar mais alguns votinhos para a sua ainda não confessada candidatura a Belém. Para isso, o comentador da linha do Estoril ou da Costa do Sol, que sempre foi um elemento elitista na sociedade portuguesa (antes e depois de 1974!!), tenta disfarçar a sua origem a fim de, oportunisticamente, se plebeizar e, assim, de forma dissimulada, procurar entrar no conservador eleitorado comunista e potenciar a força da sua proto-candidatura. 
- O comentador diz ainda que Costa está refém da vontade de Sócrates (para as eleições legislativas), recém-saído da cadeia de Évora. Pode haver alguma verdade nesta perigosa associação, mas também não deixará de ter (algum) fundamento, ainda que a natureza e a lógica da eleição presidencial seja unipessoal e distinta das eleições legislativas, que Marcelo esteja igualmente refém da vontade do PSD e, em especial, de Passos Coelho - que prefere Rui Rio àquele. 
- Veremos, no final, e também no decurso da luta eleitoral que se avizinha, quem está mais dependente de quem e que resultados irão ser alcançados pelos principais candidatos. 
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Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Marcelo diz que campanha de Costa "está nas mãos" de Sócrates
Marcelo rebelo de Sousa
Em visita à 39.ª Festa do "Avante!", no Seixal, o jurista dividiu a sua análise sobre a recente decisão relativa ao processo judicial que envolve o antigo primeiro-ministro socialista entre a "decisão judicial" e a sua "repercussão política", confessando ter tido "forte convicção" de que o juiz decidisse "um bocadinho mais cedo", "não em cima da campanha e dos debates", como aconteceu.
"Do ponto de vista político, vai depender de muita coisa, de haver acusação até às eleições ou não. Se houver, é evidente que o teor da acusação vai estar na cabeça dos portugueses", disse, simplificando depois: "se ele disser qualquer que tem a ver com a campanha imediatamente passa a ser um assunto de campanha. Está nas mãos de José Sócrates facilitar ou dificultar vida de António Costa".
Marcelo Rebelo de Sousa elogiou a postura dos atuais secretário-gerais de PS e PCP, respetivamente António Costa e Jerónimo de Sousa, por terem afirmado que não vão misturar política com justiça, tal como a coligação PSD/CDS-PP.
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quinta-feira

O Lello e o Silva e o Neto - por Eurico Heitor Consciência -

O Lello e o Silva e o Neto

Juro à fé de quem sou que não sou do PSD, nem do CDS ou do PS, nem do PC ou do BE. Também não sou daquele partido, cujo nome não me ocorre, que foi criado para promover o Dr. Marinho Pinto, que foi bastonário dos Advogados, tendo aproveitado essa função para sacar o taludo ordenado que ele se atribuiu a si próprio, quando, antes dele, nenhum bastonário recebera nenhum ordenado ou o que quer que fosse. E desatou a fazer tiradas populistas, com vista ao que depois se viu : tornar-se político profissional.
Portanto sou um dos milhões de portugueses que permanece inteiro : sem nenhum partido.
Mas não posso deixar de censurar o Sr. Engº Henrique Neto por se candidatar a Presidente da República sem autorização do PS, de que faz parte, tendo sido já seu dirigente e deputado.
Contrariar os próceres do seu partido constitui pecado grave em que o Sr. Engº Henrique Neto reincide, porque, quando se governava e nos des/governava o José Sócrates, Henrique Neto nunca teve rebuço ou hesitações nem papas na língua e foi prevenindo os portugueses dos perigos socráticos. E agora deu-lhe para ali : candidato a Presidente da República sem pedir autorização a António Costa e aos grandes socialistas José Lello (um Lelo com dois eles deve ser um Lelo muito gordo), ao Lello e àquele Augusto Santos Silva que já foi ministro de diversas pastas (disse pastas, não postas).
Claro que Henrique Neto foi logo sovado pelo Lello e pelo Silva. Como tinha que ser. O Lello chamou-lhe palhaço e o Silva chamou-lhe bobo.
Terão sido ambos deselegantes, dando razão àquele deputado inglês que no Parlamento britânico estava a esclarecer o filho de que na bancada da oposição estavam os seus adversários…
- Os teus inimigos – interrompeu o filho.
- Não, não – disse o pai – , Os da oposição são somente meus adversários. Os meus inimigos estão no meu partido.
Não podendo negar-se que tanto José Lello como Santos Silva foram deselegantes para com o seu camarada Neto, não pode porém pensar-se que se moveram por interesses inconfessáveis. Essa suspeita não levanto. Nem contra o Silva nem contra o Lello com dois eles, apesar de ter lido no Público de ontem (26.3) o que de seguida se transcreve sobre o Lello (com dois eles), que foi fogoso apoiante do Sócrates:
“Ora reparem : o Governo Sócrates teve início em Março de 2005, e nove meses depois o deputado José Lello deixou de exercer o seu mandato em exclusividade, para passar a integrar o conselho consultivo da Capgemini em Portugal, uma consultora especializada em tecnologias de informação. Durante os seis anos do consulado lelo-socrático, a Capgemini firmou 113 contratos por ajuste directo com entidades públicas, no valor de 6,7 milhões de euros, alguns dos quais relacionados com o famoso Simplex.
Ao mesmo tempo, o incansável deputado Lello exercia ainda o cargo de membro não executivo do conselho de administração da Domingos da Silva Teixeira (DST), uma empresa de construção e engenharia com negócios na área das energias renováveis, águas e saneamento. Enquanto Lello foi administrador da DST, celebraram-se 62 contratos por ajuste directo com entidades públicas, num total superior a 71 milhões de euros. Um único contrato com a Parque Escolar, em Maio de 2009, rendeu quase 25 milhões.” 
Há coincidências comprometedoras. Mas não passam de coincidências…
Eurico Heitor Consciência


P.S. - Se gentes como o Lello e o Sr. Silva chamam nomes ao Engº Henrique Neto, será de votar nele, no Engº Henrique Neto.
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Obs: Medite-se nesta crónica que encerra o que de menos bom têm os partidos, os seus militantes, as relações entre eles e os interesses que querem servir em abono das lideranças do momento (e pretéritas). As motivações são sempre as mesmas: poder, dinheiro, influência. Nem sempre autoridade, porque esta, a auctoritas, só se ganha mediante conhecimento e muita preparação, e nem sempre os resultados das legislaturas indiciam que houve auctoritas na governação do país. Bem pelo contrário...
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quarta-feira

Quando o chefe silva fala, os pupilos bem comportados respondem



Marcelo e Santana comentaram texto de Cavaco, Durão, ao centro, não

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Obs: Cavaco falou e os seus pupilos, que hoje desdenham o lugar de Belém, responderam pavlovianamente como quem responde a um reflexo condicionado. O que revela que de tanto desejarem ser diferentes do chefe de fila acabam, perversamente, por ser ainda mais cavaquistas do que cavaco. Um péssimo sinal para quem quer ocupar o lugar de mais alto magistrado da nação. 

O próximo teste será sobre animais...

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sexta-feira

Presidenciais. Guterres fora da corrida

Nota prévia: Guterres, com esta decisão, revela desapego ao poder. Quem mais em Portugal, nestas peculiares circunstâncias em que o ex-PM já seria o virtual vencedor -  revelaria tamanha decisão de abdicar do mais alto cargo da nação?! 

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Obs: Se este notícia tiver pleno fundamento tal revela alguns aspectos da personalidade e carácter do ex-PM, António Guterres: 

1) Guterres revela desapego ao poder, pois é o único candidato (virtual, porque ainda não tinha formalizado a sua candidatura) a Belém que sabia gozar de condições políticas - objectivas e subjectivas - para conquistar Belém e abdica de tudo isso em nome da sua actual missão - de Alto Comissário para os Refugiados (ACNUR). Quem é que em Portugal - de entre a classe política - faria uma coisa destas?? 

2) Este "out-of-the-game" vem baralhar todo o quadro político, designadamente na área política do centro-esquerda, que, doravante, terá de (re)pensar um candidato credível para bater o candidato melhor posicionado pela direita, e que se estima seja Marcelo R. de Sousa. 

3) António Vitorino, Jaime Gama e poucos mais... Resta saber da sua vontade e disponibilidade. 

Seja como for, esta decisão de abdicação de um cargo que é muito apetecível e estaria, à partida, conquistado (como indicam todas as sondagens de opinião), revela bem a personalidade e o carácter de que o engº António Guterres é portador - além da sua dimensão ética e projecção internacional com o papel que está desenvolvendo no mandato que ora renova no âmbito da ONU.

Esta é mais uma daquelas raras decisões, com cunho ético-político, em que se ganha perdendo!!! 

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segunda-feira

BES compromete “ambições presidenciais” de Marcelo, diz Pais do Amaral

Miguel Pais do Amaral defende que a ligação de Marcelo Rebelo de Sousa ao BES “não pode ser maior e, como tal, as ambições presidenciais não podem ser mais afetadas”.
“O impacto político desta situação poderá ser muito relevante. Todos sabem ainda que a companheira do putativo candidato presidencial é administradora no grupo BES e que o seu filho é funcionário da PT”, afirmou o empresário, em entrevista sábado ao Dinheiro Vivo, acrescentando que “ele e a sua companheira eram os melhores amigos do casal Salgado. Viajavam juntos, passavam férias juntos”.
“Neste caso, diz-me quem são os teus amigos, dir-te-ei quem és”, disse Pais do Amaral, insistindo que “obviamente que uma pessoa que é a melhor amiga de alguém, se esse alguém não sair bem, não tem quaisquer condições para ser candidato presidencial, nem para alimentar essa candidatura”.
Lembra ainda o caso Madoff nos EUA em que, quando este foi preso, os “políticos amigos mudaram de carreira, não tinham qualquer hipótese de continuar a exercer a política, porque eram amigos de alguém que tinha feito coisas que não devia”.
O empresário acrescenta que os impactos políticos podem sentir-se tanto nas presidenciais, como nas legislativas. “Sabe-se que há alguns ministros que eram muito próximos do presidente da comissão executiva do BES [liderada até há uma semana por Ricardo Salgado] e essa proximidade poderá ser negativa”, disse, sem apontar nomes.
Há cerca de uma semana, João Rendeiro, o banqueiro acusado de burla qualificada aos antigos clientes da Privado Holding, tinha escrito no seu blog que Marcelo Rebelo de Sousa “é um dos danos colaterais da pesada queda de Ricardo Salgado”. Comentando a entrevista de Santana Lopes ao Expresso, em que admite candidatar-se às eleições presidenciais, disse que o ex-primeiro-ministro “percebeu imediatamente que as fortes relações pessoais de Marcelo com o BES e Ricardo Salgado são mortais para qualquer hipótese de candidatura presidencial”.
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Obs: MRS é o que é graças a ele próprio e a mais ninguém. Tem competência como académico, como eminente jurisconsulto, é considerado o príncipe dos analistas políticos nacionais e como agente político já granjeou algum sucesso no PSD, ainda que tenha caído em resultado duma coligação contra-natura com o CDS de Paulinho Portas, que não hesita em trair a confiança de alguém - se esse alguém não servir os seus intentos e a sua desmesurada ambição pessoal. Uma ambição que tem lesado os interesses da República.  
Afirmar que a eventual candidatura de MRS a Belém era condicionada pela banca e, em concreto, pelo banqueiro agora caído em desgraça - parece-me excessivo, além de apoucar as qualidades e virtudes que o ex-Presidente do PSD inequivocamente tem. Não sei se era esse o objectivo da opinião supra-referida.
Entre Marcelo e Santana lopes há uma distância que vai do Guincho à China. O banqueiro até pode passar uma década no Estabelecimento Prisional de Campolide (o que será tão verosímil como a estátua do Marquês de Pombal fazer break dance na Av. da Liberdade) e Marcelo ser, neste momento e na área do centro-direita, o melhor candidato para Belém. 
Se MRS é amigo do banqueiro - só lhe fica bem não terraplanar essa relação num momento em que o amigo caiu em desgraça, pois as pessoas que votaram, votam ou irão votar no candidato MRS nunca o fizeram em relação ou por referência às suas amizades pessoais. Se assim fosse, Cavaco há muito já teria sido destituído das funções presidenciais, pois ter Oliveira e Costa e Dias Loureiro, só para citar dois banqueiros encartados em offshores, no seu inner circle, a ajuizar pelo raciocínio ligeiro de pais do Amaral -  tal representaria uma catástrofe política. 
Sucede, porém, que Cavaco, consabidamente, ainda é, com custos é certo, o locatário do Palácio Rosa. 
Admitindo que MRS assuma o desafio de se candidatar a Belém nessas circunstâncias - terá também de considerar a possibilidade de perder para Guterres, caso seja este o candidato do centro-esquerda. 

Mas este será sempre um resultado provável independentemente das amizades do putativo candidato. 
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quarta-feira

Passos Coelho e Fernando Nobre reeditam uma farsa do ancien régime






O médico Fernando Nobre, que na década de 80 foi convidado a criar a AMI em Portugal, e onde fez um trabalho voluntário interessante, com o apoio de milhões de euros - estatais e comunitários - operacionalizados através da sua fundação familiar, incorre agora no mesmo erro, apenas para retribuir a gratidão política da deslocação da viagem do alegado PM ao Sri Lanka, donde o médico assevera estar vivo da silva e pronto para mais uma humilhação política, agora na sua vertente presidencial, integrada na sua considerada carreira de médico sem fronteiras. 

Afinal, o que faz correr Nobre para o abismo? 
Afinal, o que explica Passos Coelho querer submeter o seu amigo a esse renovado abismo?!

Nos últimos anos de vida de António de Oliveira Salazar, em que este já estava tomado pela doença e limitado nas suas faculdades, o ditador julgava que ainda exercia o poder e os seus ministros lhe obedeciam, como acontecera durante décadas a fio. Todos fingiam uma representação do poder para não desagradar ao ditador e, de certo modo, permitir-lhe continuar a gozar da ilusão do próprio poder. 

No fundo, os seus colaboradores queriam apenas ajudar o ditador a morrer em paz, mas ainda montado na cadeira do poder, que, curiosamente, acabou por o matar...

Neste caso, Fernando Nobre, que ainda por cima é médico e encontra-se na plenitude das suas faculdades mentais, parece estar apostado a caminhar apressadamente para o abismo, e o mais curioso é que nessa farsa colabora um alegado PM, que aqui personifica o papel de um dos ex-ministros de Salazar, ao fingir que desconhece o desfecho óbvio de mais um desastre político antecipado. 

Não deixa de ser curioso e irónico que tanto em ditadura como em democracia os agentes políticos, por variadas razões, algumas das quais remetem para os sete pecados capitais, se comportem da mesmíssima maneira. 

A conduta daqueles players, além de politicamente irrealista revela também que nada aprenderam com a história. E tanta incompreensão num espaço de tempo tão curto só pode denunciar uma coisa por parte daqueles figurantes: idiotice e primarismo político.

Até porque não é seguindo este caminho mais longo que Passos Coelho afasta Marcelo Rebelo de Sousa de Belém. Ou melhor, seguindo aquele caminho espinhoso e ridículo, Marcelo ainda vê encurtadas essas distâncias. 

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