quarta-feira

PSD e CDS chantageiam Marcelo: querem que este prostitua a Democracia. Resistirá Marcelo ao 1º teste de força

ESTE É O 1º TESTE À AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA DE MARCELO: SERÁ ELE CAPAZ DE RESISTIR À DIREITA NEOLIBERAL - QUE QUER FAZER DELE MAIS UM "BOY" TRAZIDO PELA TRELA DA LAPA E DO CALDAS, OU PENSARÁ O CONSTITUCIONALISTA PELA SUA PRÓPRIA CABEÇA E EM NOME DO VERDADEIRO INTERESSE NACIONAL E DA ESTABILIDADE POLÍTICA DO PAÍS?!


QUEM MARCELO ESCOLHERÁ: O PAÍS OU A TRAFICÂNCIA POLITICO-PARTIDÁRIA DA LAPA E DO LARGO DO CALDAS QUE ORA LHE PROMETE UM PRATO DE LENTILHAS, QUAIS VOTOS SABUJOS QUE ELE DEVERIA SABER REJEITAR...(??)

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Nota prévia:
Marcelo, como tem boa memória, deverá lembrar-se duma atitude tomada por Passos Coelho, que num congresso chegou até a definir aquilo que deveria ser o perfil do futuro presidente da república, e nesse perfil Passos referiu que o futuro PR não deveria ser um "cata-vento" com um perfil extremamente "mediático", reportando-se ao excessivo vedetismo de Marcelo e dos seus regulares comentários na tv. 

- Ou seja, Passos doutrinou a exclusão, pura e dura, de Marcelo dessa corrida, e no que dependesse de si, o PSD jamais o apoiaria na corrida a Belém, nas eleições presidenciais de 2016. De súbito, como a direcção dos ventos, as coisas mudam...

- Agora, curiosamente, é o mesmo PSD e CDS que andam a perorar à porta de Marcelo para que este se deixe apoiar por aqueles "pendurados" do sistema político, apeados do poder e das suas regalias, desde que Marcelo, in advance, diga qual será a sua acção presidencial em matéria de convocação de eleições legislativas para clarificar a situação saída de 4 de Outubro de 2015, e que esta posição de Marcelo (virtuoso vencedor!!) vá ao encontro dos desejos, necessidades e interesses do PSD e CDS- que não sabe lidar com a falta de poder nem a privação das suas mordomias. 

- Ora, isto tem nome: é PROSTITUIR A ESSÊNCIA DA DEMOCRACIA, é manipular as regras da democracia representativa, é não saber conviver, na oposição, com novas maiorias políticas formadas no Parlamento. 

- Afinal, o PSD e o CDS têm de fazer uma nova aprendizagem democrática, porque até desconhecem que a democracia se faz com a regra da maioria. Maioria que Pedro e Paulo não aceitam, e, mais grave, têm do seu lado alguém (sectário) que pensa o mesmo, cavaco, que deveria ser o árbitro principal desta indecisão que deixa Portugal a arder em lume brando e vai para a Madeira em turismo de fim de ciclo de vida. 

- Todavia, Marcelo sabe uma coisa: a vingança é um prato que se serve a frio, e se ele se deixar manipular e influenciar ainda antes de ser o efectivo vencedor está, antecipadamente, a dar um sinal de fraqueza e de que é incapaz, de facto, de manter a sua autonomia e independência a troco duns votinhos, e é mais um boy desta direita neoliberal e selvagem que tem destruído a economia portuguesa e escaqueirado o Estado social em Portugal.

- Eis o primeiro grande teste político para Marcelo, e a forma como dele sairá depende do modo como o candidato Marcelo souber responder a essa magna quaestio nesta república do Portugal dos pequeninos - que não se deixa governar, nem se entende acerca de quem o deverá fazer.
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Direita insatisfeita com Marcelo procura candidato que convoque eleições

Direita insatisfeita com Marcelo procura candidato que convoque eleições
O apoio da direita a Marcelo Rebelo de Sousa começa a ficar tremido perante a insistência do professor em não dizer taxativamente que convocará eleições antecipadas caso seja eleito. Mesmo no Governo de Passos há a convicção, ao que o Diário Económico apurou junto de fonte do Executivo, de que poderá surgir um candidato “com um discurso mais radical”, que dê voz à “indignação” da direita com a solução que António Costa orquestrou.

No entanto, há uma premissa que continua a arrefecer algumas investidas. É que a direita nunca ganhou uma eleição presidencial à segunda volta e para que a vitória de Marcelo possa ser garantida numa primeira ronda - como antecipam as sondagens -, é condição essencial que PSD e CDS concentrem todos os seus esforços num único candidato. No entanto, nos últimos dias voltou a falar-se de Rui Rio, Santana Lopes e até de Durão Barroso. 

Os partidos da coligação não desistem de pressionar o professor a clarificar que marcará eleições antecipadas. Até porque perante a recusa de Costa em aceitar a proposta de revisão constitucional que Passos lhe fez na semana passada, a única hipótese de essas eleições ocorrerem em breve é mesmo o próximo Presidente as marcar assim que tomar posse. 
Em entrevista hoje ao Económico, o vice-presidente da bancada do PSD, Miguel Morgado, diz que “todos os agentes políticos têm a obrigação e o dever de responsabilidade” de contribuírem para uma clarificação da situação política, incluindo “os candidatos a Presidente da República”.

Já na semana passada, o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, era muito claro também em entrevista ao Económico: “O importante é que no dia que formos votar para Presidente da República, não haja dúvidas daquilo que os candidatos vão fazer a seguir. É importante que tenhamos todos a certeza do que será o dia seguinte a essa eleição”.

Ontem, a Visão dava conta de duas páginas - um site e facebook - de apoio a Rui Rio criadas esta quarta-feira. Apesar do ex-presidente da Câmara do Porto já se ter afastado da corrida, a Visão transcreve o que dizem esses apoiantes: “Portugal vive momentos incertos. As eleições constituem sempre uma oportunidade de reflexão e de intervenção nos destinos do país. Da política à economia, passando pelas questões sociais, o nosso futuro colectivo exige responsabilidade, dedicação e experiência. É neste quadro de exigência que a candidatura do Dr. Rui Rio à Presidência da República faz sentido”, escrevem.

No fim-de-semana, o Expresso também adiantava que Pedro Santana Lopes já foi sondado para voltar à corrida e pode estar disponível para disputar o eleitorado à direita.

No CDS, foi o ex-presidente Ribeiro e Castro quem, em entrevista na TSF, disse que gostava que a direita tivesse outro candidato além de Marcelo que defendesse com clareza a convocação de eleições antecipadas. “É indispensável um tira-teimas eleitoral”, dizia.
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