terça-feira

Cavaco e o Conselho de Estado: a má fé política, a perfídia pessoal e a vendetta política





O Conselho de Estado (CE) é o órgão político de consulta do Presidente da República, por ele presidido.
Ao CE compete pronunciar-se sobre um conjunto de actos da responsabilidade do Presidente da República. Deve também aconselhá-lo, no exercício das suas funções, sempre que ele assim o solicite.
O CE é constituído por membros que o são por inerência dos cargos que desempenham ou que ocuparam e por membros designados pelo Presidente da República e eleitos pela Assembleia da República.
Em vez de ouvir o CE, cavaco predispõe-se a auditar os empresários amigos e os banqueiros. Será que também vai ouvir o seu amigo do BES, Ricardo Salgado, que hoje finge desconhecer por estar em maus lençóis?! Será que ouve também os sindicatos, as associações representativas dos precários e a recibos verdes, as associações vítimas de violência doméstica, os representantes da Via do Infante, no Algarve, etc...
Para quem já tinha estudado todos os cenários, esta conduta selectiva do PR revela um desnorte total. Além de que são os partidos, e não os banqueiros e as associações patronais (amigas e escolhida dedo para serem auditadas), quem estão legitimados pela Constituição da República Portuguesa para representar os cidadãos-eleitores, mediante a apresentação de programas eleitorais depois convertidos em programas de governo. Até isto o ainda PR manifesta desconhecer. Mas será que ele não entende isto por já se encontrar diminuído nas suas capacidades físicas e mentais, ou é pura má fé política?!
Cavaco anda a brincar com Portugal e os portugueses, metendo estes no bolso e tratando-os como meros peões de brega para contentamento do seu ego, da sua ambição pessoal e  política e até da sua arrogância e prepotência funcional. 
Cavaco nunca esteve à altura das suas responsabilidades, como mais alto magistrado da nação, agora revela um desnorte mitigado com má fé política e perfídia e até pulsão de vendetta pessoal, pois os portugueses sabem que o que está em causa é, de facto, a vontade de cavaco em Não dar posse a A.Costa, como líder de um Governo das esquerdas. Daí falar em governo de gestão, para confundir, baralhar e dar de novo...
É assim que cavaco interpreta "o seu" conceito de interesse nacional e gere um país politicamente a arder. 
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