terça-feira

Um Presidente a gozar com o pagode - por Paulo Baldaia -

Um Presidente a gozar com o pagode



O país é ele e se ele pôde esperar, o país também pode. Argumenta igualmente com 2009, que afinal é 2004 e 2011, esquecendo que os governos em gestão dessa altura estavam longe de ter que apresentar um orçamento e, portanto, também não tinham essa pressão. Coisa que agora também podia não existir, se o mesmo presidente tivesse antecipado as eleições, dando tempo a si próprio para estudar melhor todos os cenários que já estavam estudados.
Um Presidente que nos informa que está "a recolher o máximo de informação junto daqueles que conhecem a realidade social, económica e financeira portuguesa para dar indicações ao poder político quanto às linhas..." e que acrescenta que sabe muito bem o que aconteceu quando esse tal poder político não cumpriu essas "orientações adequadas". É o mesmo Chefe de Estado que ouve confederações patronais e depois associações disto e daquilo, associações que fazem parte das confederações que já tinha ouvido, achando que são elas que têm de dizer aos representantes do povo que caminho devem seguir.
Estará convencido da inevitabilidade do seu raciocínio e convencido igualmente que todos os candidatos à Presidência da República estão errados quando lhe dizem que é preciso rapidez na decisão e que até Marcelo Rebelo de Sousa, da sua área política, diz o mesmo e lhe sugere que dê posse a um governo que possa governar.
Está tão bem instalado no Palácio de Belém que, tendo entrado já no período em que pode anunciar a data das eleições presidenciais, não o faz. Deixa para Marques Mendes, comentador e conselheiro de Estado. É no dia 24 de janeiro. Pode confirmar senhor Presidente ou o pagode não não precisa de ter pressa nenhuma?
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Obs: Depois de ler esta análise de Paulo Baldaia, que é uma máquina pensante e é rápido e certeiro nas suas análises e comentários relativamente aos fenómenos políticos nacionais, fica-se bem a saber qual a noção que o sr. Silva faz do interesse nacional com que habitualmente costuma encher os pulmões. Ou seja, para ele, numa versão pós-moderna da concepção do Estado do rei Luís XIV, "o interesse nacional é ele". 
No fundo, só se enganou com Cavaco quem com ele se iludiu e o apoiou... 
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