sábado

A Tragédia de Portugal assenta na dimensão do figurante


Alguns analistas têm defendido que Portugal testemunha e enfrenta uma tragédia. Ela encerra uma dimensão política, mas os seus efeitos são essencialmente financeiros, económicos e, claro, socialmente devastadores. As pessoas nunca são números, apesar de serem tratados como tais. 

- A tragédia de Portugal, cuja devastação social está à vista (as PMEs foram destruídas, a taxa de desemprego é brutal, a emigração assumiu a dimensão da década de 60/70, com a agravante de se tratar de pessoal qualificado em que o país investiu), excepto para os mercados-agiotas para quem Passos Coelho e o XIX Governo trabalha - decorre do conflito que envolve aquele personagem (ou melhor, figurante) - dado que nunca sabe nada, nem decide o que quer que seja - e o poder e a instituição que supostamente representa: o Executivo. 
- Sucede, porém, que o Executivo nada vale de per se, o poder pelo poder é igual ao vazio. Ele só encontra justificação na sua finalidade social, i.é., deve comportar uma estratégia, uma ideia definidora para Portugal, um desígnio. 
- Tudo conceitos que Passos Coelho desconhece e nem sequer utiliza na sua gramática política, de tão pobre que é com aquele seu linguajar de "economês": desonerar, desalavancar, cap -  entre outros termos que podem ser verificados na lamentável entrevista que deu ao seu novel assessor de imprensa, José Gomes Ferreira, o clone da Gomes Teixeira destacado na estação de Carnaxide do dr. Balsemão, o sócio fundador n. XX do PSD.
- Esse conflito nasce porque entre o personagem, perdão, o figurante e a falta de destino (ou projecto de sociedade independente da troika) para Portugal, pura e simplesmente, não existe, o que gera um fosso grave entre o Estado e os cidadãos, os governantes e os governados. E ao não existir uma bússola tudo é possível, até os maiores níveis de incongruência, incompetência, desnorte... 
- Não porque a pessoa do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, seja má, apostada com o diabo ou animada por uma má fé visando destruir Portugal e os portugueses, mas, simplesmente, porque o visado é, por paradoxal que pareça, a pessoa mais impreparada do mundo para a exigente missão de ser PM em Portugal nesta fase da história da Europa e da conjuntura mundial. 
- Ou seja, a Tragédia entre nós decorre da terrível circunstância de que entre o figurante (Passos) e a sociedade portuguesa - não existe um projecto social e desenvolvimentista, um desígnio, uma energia mobilizadora e uma esperança que motive os portugueses para construir algo colectivamente que nos transcenda enquanto povo. 
- E é esse vazio que explica o sentido trágico de Passos Coelho na vida do país e dos portugueses. Com ele - e por ele - estamos todos a ir ao fundo. E por uma qualquer energia  negativa, quiçá modelada por quase meio século de ditadura conservadora, que nos formatou na lógica e na psicose do MEDO, o povo encontra-se com MEDO, está paralisado, circunstância que o impede de resistir e, no limite, de reagir e desencadear uma mobilização social verdadeiramente nacional - capaz de produzir uma alteração geral de circunstâncias, ou seja, de fazer uma nova Revolução. Uma nova revolução em nome dum novo modelo de desenvolvimento e de coesão social, em ordem a corrigir os múltiplos desvios, erros e abusos de Abril de 1974 - até  ao momento. Isto implica construir uma nova Utopia, naturalmente. 
- Qualquer tragédia, por regra, contempla heróis, deuses e reis e é narrada com uma linguagem estruturada, cujas asserções façam sentido e não a verborreia debitada naquela entrevista do figurante à Sic que, vista à lupa, é uma sucessão de mentiras seguida duma catadupa de esbulhos ao povo português. A tal austeridade que é para manter e agradar aos mercados. Aliás, os dois artigos infra, quer o de Pedro Adão e Silva, quer o de Nicolau Santos - ambos no Expresso - demonstram essa terrível debilidade à saciedade. 
- Em face do exposto, urge sublinhar que o actual primeiro-ministro nem sequer teria lugar de secretário de Estado num governo de Salazar. Jamais teria qualidade técnico-política para o integrar; tratando-se duma democracia, o seu papel dificilmente iria além do de secretário de Estado da Juventude, por ser um lugar eminentemente politizado, em linha com a sua condição de "jotinha", que foi o que sempre fez na vida, excepto o intervalo em que trabalhou com o seu "padrinho político", Ângelo Correia, do qual se afastou e depois se incompatibilizou. 
- Portanto, a tragédia de Passos Coelho, ou melhor, a tragédia nacional assenta no facto de não termos destino. Somos, assim, uma espécie de projecto sem qualquer finalidade social, e o desiderato invocado consiste, tão somente, em atingir o nível de défice ZERO (imposto de fora). É isso que os portugueses vão comer e servirá de base para pagarem as suas contas, educar os seus filhos, etc...
- Em suma: o figurante Passos converteu-se no Penteu - um personagem aparentemente "elevado", um grilo-falante, que supostamente tem motivos nobres em relação ao seu país, mas, de facto, carrega consigo o peso da sua impreparação e incompetência, agravada com as suas ideias tão medíocres quanto perigosas para a economia e a sociedade, e é isso que faz dele um homem tão perigoso quanto imprevisível. É, pois, dessa tragédia que os 10 milhões de portugueses (8, actualmente) se devem ver livres o mais urgentemente possível, sob pena de nos aguardar aquela terra prometida...
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Quantos pobres fazem o ajustamento? - por Nicolau Santos -





Via Nuno Oliveira (fB)

Expresso, 18.04.2014

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sexta-feira

Um Primeiro-Ministro - por Pedro Adão e Silva -




Via Nuno Oliveira (fB)

  • Expresso, 18.04.2014.


Cfr., também em CC

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Miguel Sousa Tavares acha que Passos Coelho é um aldrabão. Acertou..

Estamos fartos de aldrabões e de vendedores de ilusões

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Obs: Já sabíamos a vocação de Passos Coelho para a incompetência e excepcional impreparação da gestão da cousa pública, i.é, para a governação. Um sujeito que nem uma autarquia governou e passou a sua vida entre a juventude partidária e as empresas do "padrinho político", Ângelo Correia - do qual depois se afastou incompatibilizou (denunciando ingratidão..); licenciando-se quase aos 40 anos de idade - não poderia apresentar um especial perfil técnico, cultural e político - exigido pela complexa tarefa da governação.

Analisámos essa pobre entrevista aqui, quase em tempo real. Dela não resultou o conhecimento ou o domínio de um único assunto ou dossier: da Segurança social disse que é insustentável - o que é falso, deveria ouvir quem sabe do assunto, Bagão Félix, por exemplo, que lhe explicaria como ela é viável, embora com uma taxa de desemprego inferior à actual; por outro lado, é incorrecto utilizar os recursos financeiros desse subsector para "tapar buracos" noutras áreas da governação; relativamente a medidas para fomentar o crescimento económico = Zero.

Vimos um tipo obcecado com o défice Zero - passando por cima das pessoas, das famílias e das empresas - cujo tecido social está completamente destruído em Portugal. Basta viajar pelo interior do país para confirmar esta asserção. 

Passos coelho - representa a maior TRAGÉDIA para o Portugal pós-25 de Abril, porque, simplesmente, ele é a própria tragédia convertida na imagem da incompetência pura.

Ele próprio [já] sabe isso, embora disfarce toda a sua impreparação e insegurança com um discurso-tipo embrulhado no papel de merceeiro para iludir quem ainda acredita naquele embuste. 

Igualmente trágico - é Belém ainda não ter desligado da máquina esse cadáver adiado que é o XIX Governo (in)Constitucional. Revelando, afinal, que as solidariedades pessoais, partidárias, ideológicas e programáticas se sobrepõem ao verdadeiro interesse nacional que seria suposto acautelar neste momento difícil da vida nacional. 

Infelizmente, Miguel Sousa Tavares vem dizer aquilo que toda a gente já sabe, embora importe sublinhar essa tragédia que se abateu sobre Portugal inteiro a fim de dissolver o mais rapidamente possível o referido cadáver político. Ainda que a "outra cabeça" do problema radique em Belém. 

Ou seja, temos dois grandes problemas, mas da mesma natureza.
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Mercedes apresenta nova 'bomba' em Pequim

Mercedes apresenta nova 'bomba' em Pequim



A assembleia de acionistas do Grupo Daimler apoia o lançamento de uma ofensiva de novos modelos Mercedes, entre os quais um SUV derivado do S-Coupé 

J. F. Palma-Ferreira

Novo prótótipo SUV da Mercedes, apresentado esta semana como um dos trunfos da marca germânica para o Salão Automóvel de Pequim

Novo prótótipo SUV da Mercedes, apresentado esta semana como um dos trunfos da marca germânica para o Salão Automóvel de Pequim
Mercedes

"O estudo do coupé de estilo desportivo com o valor acrescentado de um SUV oferece um vislumbre realista de um veículo de produção em série previsto para o próximo ano, que terá um comportamento muito dinâmico", refere a Mercedes.

Com este Coupé SUV a marca alemã da "estrela" pretende "garantir novos clientes, abrindo novos segmentos para a Mercedes-Benz", explicou Dieter Zetsche durante a apresentação que fez sobre o estudo do coupé, admitindo que este segmento, que combina um SUV com um coupé, terá um "enorme potencial para a Mercedes-Benz".

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Obs: Felicite-se a Mercedes pelo design atraente do Suv - que - se tiver um preço competitivo pode destronar o mercado doutras marcas que competem nesse segmento. A Mercedes não adianta um valor, mas arrisco um preço não inferior a 57.000,00€, o que o tornará um pouco pesado.  Veremos..

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Crónica duma morte anunciada - por Gabriel García Marquez

Pequeno trecho de Crónica duma morte anunciada, de Gabo.
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lindo.(...) 

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Obs: A exaltação - por vezes extrema - destas lendas vivas (que vão morrendo) talvez seja explicável pelo facto de não termos mais referências entre nós. Porque raros são os homens que conseguem criar situações impossíveis, e ao sublinharmos esses aspectos da literatura estamos, directa ou indirectamente, a tentar "comprar" um pedaço da sua eternidade suportada por uma memória que, também ela, conhece a sua finitude ao cabo de duas ou três gerações. No fundo, todos sabemos que temos o mesmo destino, mas com graus diferenciados de universalidade. 

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Degeneração política em Portugal



Foi este homem sagaz, Francis Fukuyama que disse um dia que se as pessoas que têm de trabalhar juntas num projecto confiam umas nas outras porque estão todas a funcionar de acordo com um conjunto comum de normas éticas, o trabalho torna-se mais fácil

O problema é quando tudo isso se inverte, e as pessoas, que deveriam integrar um projecto têm apenas um plano de captura e de manutenção de poder; as normas éticas - convertem-se no assalto mais vil aos cidadãos - que há 3 anos engordam os cofres do Estado com os seus salários e pensões e a troco de incompetência e arrogância do Governo desnorteado; e o trabalho - revela-se um sacrilégio permanente, porque a incerteza normativa, a incompetência dos secretários de Estado e ministros, que dizem uma coisa de manhã e outra diametralmente oposta à tarde para infundir o MEDO e paralisar a sociedade (minando as resistências), quando não são desmentidos a partir do estrangeiro, como ocorreu  a semana passada relativamente a um idiota secretário de Estado das Finanças - são a regra da práxis deste governo. 

Uma coisa assim não é recomendável. Nem a uma quadrilha - que exige alguma capacidade organizativa e eficácia na acção. 

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Dois pequenos génios condenados à incompreensão - por Francisco Assis -



Via Nuno Oliveira (fB)

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Obs: Neste eficiente artigo Francisco Assis consegue revelar três coisas, ou melhor, duas coisas e meia: 1) a sua densidade e preparação filosófica, aqui articulada com as questões do poder e da governação; 2) caracteriza eficazmente dois pequenos fanáticos que andam literalmente aos bonés e ainda não compreenderam o vazio gerado pela sua miserável "existência política" (meramente formal); 2,5) e a meia que falta - decorre do facto de o Governo ter aqui ficado retratado - na sua globalidade - através da inexistência política daqueles dois erros de casting

Penso em quem se teria lembrado destas duas recomendações ao PM, e só me vem à memória nomes como joão carlos spada e Miguel rElvas. Sucede que, consabidamente, a linha ideológica e programática de Passos Coelho equivale àquelas duas ridículas representações, pelo que estão todos em linha. Uns são os reflexos dos outros projectados no mesmo espelho rachado. 

Tudo isto não seria trágico - se esta subgente - não estivesse literalmente a destruir Portugal. 

Pior seria impossível. 

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quinta-feira

Cavaco: o grande retardatário


Cavaco defende que chegou o momento de corrigir injustiças sociais



O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, defendeu esta quinta-feira que devem ser corrigidas as situações de injustiça que se criaram nos últimos anos nesta nova fase da vida do país.
“Os indicadores que vamos conhecendo e que evidenciam uma clara recuperação da economia, uma redução do desemprego e um aumento do clima de confiança são uma janela de esperança para os portugueses mais atingidos”, disse.
O Presidente aproveitou uma visita a Setúbal para falar da melhoria nos indicadores económicos e da "oportunidade" que estes representam. “O dividendo orçamental do crescimento económico, proporcionado pelos aumentos das receitas dos impostos e pela redução dos subsídios de desemprego, é uma oportunidade que deve ser aproveitada para alcançar uma melhor conciliação entre as regras europeias de disciplina das contas pública e as correcções das injustiças acumuladas nos últimos anos. A coesão social e os desafios do futuro assim o impõem”, acrescentou. (...)
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Obs: Cavaco ainda é pior do que o Governo que suporta, ou seja, vai ajustando a natureza das suas declarações consoante o ciclo eleitoral, os incipientes indicadores de baixa da taxa de desemprego e da primária recuperação económica cujos efeitos, na prática, não são sentidos nos bolsos dos portugueses e, acima de tudo, pelo tempo decrescente do seu mandato e da sua obsessão em terminá-lo com alguma dignidade. Sem perturbações institucionais que possam vir a interromper essa tranquilidade. 
Até a gramática utilizada é a de um manga-de-alpaca que denuncia o receio de referir-se às pessoas, de carne e osso. Veja-se a passagem supra, a vermelho. 
Sob a aparência de ser um técnico, Cavaco, o político há tempo no activo, revela-se um agente político manhoso, que faz e refaz a sua narrativa social e justicialista com o único fito: o de sair bem na fotografia e ter um discurso social próximo dos actos eleitorais.

Isto até cai bem na Páscoa...
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Evocação de Gabriel García Marquez

- N. 1928 - M. 2014.





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Gabriel García Marquez partiu - mas deixa um imenso legado


Remake, link 2008

Cem anos de solidão" de Garcia Marques. As palavras e as coisas. Um esquecimento bem lembrado

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Como diria um amigo, o conhecimento do mundo faz-se de palavras, talvez por isso tantas vezes erramos nas apreciações e julgamentos que fazemos dos outros e dos fenómenos sociais que analisamos. Mas são as palavras, bem ou mal, em maior ou menor grau, que emprestam sentido à vida.
Quando os habitantes de Macondo, evocando os Cem anos de solidão de G.G.Marques ("Gabo"), foram subitamente atacados por uma espécie de amnésia, atemorizaram-se do risco de perderem o conhecimento do mundo. Ante a ameaça de esquecimento do que representava uma árvore, uma casa, uma vaca, decidiram fazer rótulos e pendurá-los nas coisas cujos significado temiam perder: "isto é uma árvore"; "isto é uma casa"; "isto é uma vaca"...
E assim as palavras acabam por nos dizer o que o mundo é quando acreditamos que o mundo é a realidade que as palavras nomeiam. Mas às vezes confundimos os nomes com a realidade que as palavras nomeiam. Tal sucede com muitos conceitos que se constituem em realidades nominais.., como o amigo J.M. Pais, um sociólogo de boa formação, recorda numa interessante reflexão sobre Jovens e Cidadania - exposta no âmbito do Simpósio Internacional sobre Juventude, no Rio de Janeiro, UFRJ, Out. de 2004.
Vem isto a propósito das palavras e das coisas que aquelas (supostamente) nomeiam. A este propósito quando perguntavam a Vergílio Ferreira quem ele era - ele tenderia a dizer que: eu sou quem cá estou...
E nem isso foi suficiente para conquistar o Nóbel da literatura, talvez por isso tenha morrido amargurado.
Ou talvez não... Até porque, como referimos, se as palavras enganam umas vezes - podem enganar outras. E nem elas nem quaisquer outro instrumento são medida certa para interpretar o que vai na mente das pessoas.
Por isso o melhor mesmo às vezes é não dizer nada. Um nada que também encontra expressão numa palavra: nada!!! Sem que isso defina a situação...
Porque um "nada", por vezes, pode ser tudo. E "tudo" o que é?!
Como alguém diria: nunca esquecemos a nossa primeira amnésia.

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Tanto por tão pouco: a farsa da democracia da Miss Prada



Lusa



Capitães de Abril não discursam na sessão solene no Parlamento
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Obs: Explicitámos ontem aqui o sentido da tentativa da limitação de danos feito por Miss Prada - com o fito de minorar o impacto das suas lamentáveis declarações (o problema é deles). 

Na sequência delas, Esteves sentiu-se politicamente isolada - e foi aconselhada a agir rapidamente. E agiu. Mas fê-lo para tapar o sol com a peneira, jogando poeira para os olhos dos militares que gerem a Associação 25A.

Seria suposto que daquela reunião de conciliação resultasse uma iniciativa que rompesse com o bloqueio da AR aos militares, proibindo-os de falarem num momento tão especial e fundador da vida democrática, instituidor da 3.ª República e também para celebrar 40 anos de democracia, quase tantos como os vividos em regime de ditadura. Mas não. 

Como sopa alternativa - assistiram a uma exposição histórica guiada por Pacheco Pereira nos Passos Perdidos da AR, e já vão com sorte. Por momentos, pareceu-me ver Vasco Gonçalves - e restante comitiva - em visita embevecida ao Zoo de Sete Rios, só faltou jogarem amendoins aos macacos...

Confesso que toda esta trapalhada me evoca aquela anedota que envolve um alentejano que, ao ver um anúncio de jornal, respondia à solicitação: "Precisa-se de um piloto para servir na aviação comercial".

O dito alentejano agendou uma reunião com o Director de Recursos Humanos responsável pelo referido recrutamento. E disse-lhe: eu só cá vim dizer para nã contarem comigo...

Também assim é com os portugueses: não podemos (nem devemos) contar com a actual presidente da AR, que foi mais um erro de casting de Passos Coelho.

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Pharrell em lágrimas com vídeo de fãs a dançar 'Happy'





O artista falou abertamente sobre os momentos mais difíceis da sua carreira e sobre as suas aspirações, mas quando Winfrey lhe mostrou uma montagem de vídeos feitos por fãs a dançar ao som de Happy, ele perdeu as palavras e limitou-se a chorar.
"Porque é que eu estou a chorar na Oprah?", soluçou Williams. A anfitriã entregou-lhe um lenço de papel e ele esforçou-se por acabar a frase. "Eu agradeço o facto de as pessoas terem acreditado em mim durante tanto tempo para que eu pudesse chegar a este ponto e sentir...sentir isto", soltou.(...)

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Obs: Um grande artista é sempre um artista humilde e autentico. 

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Primeiros Audi A4 serão sorteados esta noite

Primeiros Audi A4 serão sorteados esta noite



  • Nota: Imagem picada na rede.
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Obs: Diria que esta é a grande contrapartida que a nossa Fazenda pública presta aos cidadãos depois de o poder político que a comanda ter escravizado um povo inteiro: destruindo a sua classe média, cilindrando o tecido económico a ponto de deixar de haver PMEs, de fomentar a emigração e ter uma taxa de desemprego "à grega".

Tudo em nome do défice ZERO.

Diria que esta é a "grande reforma Vítor Gaspar", e por ter sido tão bem sucedido alguém no FMI se lembrou dele, operando aqui o Princípio de Peter - assente no quanto pior, melhor. 

O povo é sereno...

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Excelente notícia desportiva: Benfica de nota dez derruba FC Porto e está no Jamor

Benfica de nota dez derruba FC Porto e está no Jamor
Fotografia © Pedro Rocha/Global Imagens

TAÇA PORTUGAL (MEIA-FINAL - 2ª MÃO): RESUMO BENFICA 3-1FC PORTO

"O Benfica está perto de ter a hegemonia do futebol português." A frase, de Jorge Jesus, dita na pré-época de 2013/14, já não é um mero discurso de otimismo. O Benfica, inevitável futuro campeão nacional, provou, nesta quarta-feira, que é a larga distância a melhor equipa da atualidade do futebol português, depois de ter carimbado o apuramento para a final da Taça de Portugal, com um triunfo por 3-1 frente ao FC Porto, no Estádio da Luz.[...]
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Obs: Informe-se o INE para estar de prontidão ao sr. Pito da Costa. 
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quarta-feira

A sobrevivência política da Miss Prada

Assunção Esteves faz as pazes com Vasco Lourenço

A Presidente da Assembleia da República esteve esta tarde na Associação 25 de Abril, onde conversou a sós, durante mais de meia hora, com o presidente, Vasco Lourenço.
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Obs: A sobrevivência de certAs cretinAs oportunistas depende do cálculo de probabilidades acerca do equilíbrio do poder, e por isso estão sempre atentos aos boatos, às opiniões nos media dos quais acabam por tornar-se analistas experientes. 

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Miss Prada: entre o arrependimento cínico e o medo do isolamento político



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Obs: Após ter percebido o erro político das suas lamentáveis declarações: - o problema é deles - associado ao MEDO de sentir-se politicamente isolada - alguém no quintal de São Bento deve ter-lhe gritado para o lado do hemiciclo qualquer coisa como: 
"Ó Esteves, vê lá se deixas de ser arrogante e dialogas com as pessoas e as instituições, pois é para isso que te pagam".
- Ela acatou e para não desagradar mais ao seu chefe (que a nomeou), agora desfaz-se em "afectos abrileiros", tamanha a hipocrisia e duplicidade de comportamentos num curto espaço de tempo. 
- O comportamento do sujeito em apreço revela que, não obstante a sua formação académica e experiência no TC, desconhece a essência da democracia e despreza profundamente as pessoas e as instituições que a integram. E só por força do MEDO de ficar politicamente isolada cedeu. É o que se chama uma democrata (ia para dizer, galinha) de aviário.
- Acresce que quando se entra para o clube dos poderosos aceitam-se tacitamente certas normas como sendo invioláveis, como a da cortesia institucional que a sujeita em causa violou grosseiramente e, embora os poderosos se desprezem e odeiem mutuamente, mantêm publicamente os formalismos de modo a aparentarem serem todos amigos, dado que têm muito a ganhar com isso, e sabem perfeitamente que não é recomendável cavar a sua própria sepultura.
- Por outro lado, como diz o povo, "uma cadela não come carne de cadela", e "entre bombeiros não se pisa a mangueira", são frases que definem o pacto de não-agressão aceite no âmbito de certas instâncias do poder, pacto que deixa de valer no preciso momento em que um dos lados cai em desgraça na opinião pública devido a um acontecimento que possa manchar a democracia, a instituição que representa..., como decorreu das declarações grosseiras da Miss Prada na Assembleia da República.
- O que é triste nesta situação, é que o sujeito em questão desloca-se, doravante, à Associação 25 de Abril para tentar remendar um dano cometido por si, mas não o faz por convicção ou espírito democrático e reconhecimento de que se enganou e foi arrogante com os militares que nos deram a possibilidade de viver em liberdade; o sujeito em apreço, desloca-se à referida Associação com MEDO dos danos colaterais que as suas declarações causaram na opinião pública, publicada e no conjunto dos actores que operam no sistema político e fazem e refazem as regras do jogo democrático. 
- Para quem já não tinha credibilidade, fica, agora, mais fragilizada ainda, e demonstra que não actua por convicção, mas por medo de isolamento político. É a hipocrisia em todo o seu esplendor, a soberba a rastejar após lhe terem puxado as orelhas de burra mediante reflexão mais ponderada acerca do sentido do que disse e de como disse. 
- Como diria alguém, as palavras são como as pedras, e uma vez mandadas...
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A poliarquia - ou a falta dela em Portugal - e a evocação de Robert Dahl

Após uma simples pesquisa deparei-me com a mais elementar necessidade de evocar, até por gratidão, o imenso legado de Robert Dahl, um dos maiores politólogos contemporâneos que partiu recentemente, o qual definiu o método poliárquico - como aquele que visa obter uma democracia plena, dada a impossibilidade dela ser atingida plenamente, senão nos seus aspectos formais/procedimentais.

Para atingir esse desiderato, a sociedade terá de ser permeável a uma progressiva inclusão popular, de molde a que cada vez maiores segmentos da sociedade participem nos processos de tomada de decisão.

Para garantir essa progressividade, Dahl definiu 4 níveis de democratização:

1. Hegemonia fechada - quando há baixa participação social nas eleições e poucos candidatos na disputa política;
2. Hegemonia inclusiva - quando se verifica grande participação social nas eleições, e escassos candidatos em disputa política ;
3. Oligarquias competitivas - quando há baixos níveis de participação social nas eleições, mas uma grande diversidade de candidatos em disputa eleitoral;
4. Sociedades poliárquicas - em que ocorre uma ampla participação social e um grande leque de candidatos às eleições.

Dahl vai mais longe e explica que uma sociedade caminha para um sistema verdadeiramente poliárquico - quando o processo de democratização é feito de intensa competição política seguido de inclusão, assim se caminha para a referida poliarquia. 

Consequentemente, uma sociedade com inúmeros candidatos (e de qualidade) é  uma sociedade que permite, à partida, uma ampla participação popular, ainda que o número de lugares disponíveis limite esse processo de selecção política em contexto socioeleitoral. Desse modo, segundo Dahl, se evitaria a concentração de poder nas mãos de meia dúzia de actores políticos, o que limitaria as opções nessa sociedade e, no limite, enfraquecia o poder das oposições e abria caminho à ditadura.

Esta foi a ideia do cientista social, cujo legado nos dá aqui a possibilidade de nos perguntarmos que instituições em Portugal, no actual e delicado momento nacional que atravessamos, garante algumas daquelas condições, designadamente os níveis 2, 3 e 4 da grelha supra-apresentada?!

 - Será que temos candidatos em quantidade e qualidade suficientes para preencher os requisitos definidos por Dahl - a fim de emprestar consistência democrática em Portugal? 

 - Será que os partidos políticos contribuem para essa competição ou, ao invés, sequestram esse processo em nome e no interesse de um grupo restrito de pessoas que nem sempre é o melhor preparado?

 - Ou seja, urge saber se os aparelhos partidários operam como agentes constitutivos da chamada sociedade aberta (Popper) ou, à contrário, funcionam como verdadeiras máquinas selectivas que peneiram os candidatos e os escolhem não em função de critérios meritocráticos mas em função de critérios pessoais dependentes da vontade de quem - a cada momento - manda nas máquinas partidárias!?

Se aplicarmos esta grelha de questões ao nosso sistema político e à realidade social vivida em Portugal na vigência do XIX Governo (in)Constitucional - teremos de compreender como opera a democracia em condições de distribuição desigual de rendimentos, especialmente num sistema político que bloqueou as ascenção/mobilidade social dentro da administração pública e introduziu no funcionamento geral da democracia representativa bloqueios perigosos que a fazem derivar mais para uma democracia musculada (num contexto de pré-didatura), do que para a sociedade poliárquica teorizada por Robert Dahl.

Aliás, devemos dizer que esta condição não se realiza porque o Tribunal Constitucional impede esta democracia formal de degenerar definitivamente para uma ditadura da maioria (do centro-direita) existente no Parlamento com o beneplácito de Cavaco. 

A baixa participação social, a desconfiança dos eleitores pelos políticos e a elevada taxa de abstenção em Portugal - aproximam-nos mais da condição de hegemonia fechada (1) do que das demais condições. 

Por outro lado, o facto de termos uma coligação do centro-direita, respaldada quase incondicionalmente por Belém, reforça a ideia de nos encaminharmos mais para uma democracia musculada do que para uma sociedade aberta. Uma brutal carga fiscal, a destruição da classe média e o quase inexistente tecido económico somado à existência de mais de 2 milhões de pobres, que já vivem em efectiva privação de bens essenciais à vida, aproximam o Governo de Passos Coelho dum regime próximo duma ditadura sul-americana, varrida por gritantes desigualdades sociais, da existência duma justiça dual (uma para ricos e outra para pobres).

Hoje, ao ouvir a pobreza discursiva e programática patente nas respostas "austeritárias" que o primeiro ministro deu à Sic, antevendo cerca de 15% de desemprego para o ano, uma baixa produtividade e a continuação das medidas de austeridade, que sequestram a vida às pessoas, às empresas e ao próprio Estado -  fiquei convencido de que a revolução em Portugal ainda está por fazer, visto que os ideais de Abril foram cilindrados, e apesar de existir uma democracia formal, procedimental a verdadeira democracia, que integra mais do que exclui, e permite a liberalização da contestação pública (como se vê no esquema abaixo retirado do risoma) ainda está por fazer.

Talvez a aproximação da comemoração dos 40 anos de Abril seja o prenúncio duma nova alvorada. Um tempo em que nos seja permitido dizer o poema de Sophia - o 25 de Abril - e esperar, com muita esperança, que um novo poder irrompa no horizonte e faça aquilo que tem que ser feito urgentemente em nome de Portugal e dos portugueses.


25 de Abril
Esta é a madrugada que eu esperava 
O dia inicial inteiro e limpo 
Onde emergimos da noite e do silêncio 
E livres habitamos a substância do tempo 

Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'O Nome das Coisas'


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terça-feira

Passos Coelho nem para capataz serve...


No capítulo relativo aos abusos - quase de posição dominante - desenvolvidos pela EDP e as operadoras de telecomunicações, entre outras companhias majestáticas - e em que o alegado primeiro-ministro devia fazer cumprir àquelas as indicações prescritas pela troika (baixando o valor dos serviços cobrados em prol dos consumidores), o palrador-mor nem isso esteve à altura de realizar. 

O resultado foi a manutenção do estado dentro do Estado.
Em suma: Passos Coelho nem para capataz da troika serve. 

Resta-lhe, pois, deixar que Portugal continue a ser retalhado segundo as conveniências e interesses de meia dúzia de grandes empresas que cartelizaram os mercados. 

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O palrador-mor

Julga-se um académico, por isso enreda-se em explicações de explicações e não responde a nada em concreto:


- Para combater o desemprego fica-se pelos quase 15%. Um desastre, uma falta de ambição pungente;
- Medidas para fomentar o crescimento da economia = ZERO, pior que desastre;
- À Austeridade e ao saque fiscal - que destruiu a classe média em Portugal e cilindrou as PMEs - designa de "maior ajustamento da economia nacional", - e diz que "não alija responsabilidades";
- Perguntado se apoia Durão Barroso para Belém - corou e embrulhou-se, sintoma de que o apoiará;
- Quanto à reforma do Estado - está por fazer - e se seguir o famoso "guião" de Portas (feito de recortes de jornais) termina com um Estado ainda mais gordo e com mais despesa = ao Estado cavaquista;
- Incapaz de afrontar os grandes grupos económicos, por isso reserva um espaço privilegiado ao "estado dentro do Estado" - ocupado pelas companhias majestáticas, como a EDP, as operadoras de telecomunicações e outras que, ao contrário das indicações da troika, mantém as suas políticas comerciais agressivas para prejuízo dos consumidores;
- À justiça, e ao mapa judiciário, nem uma palavra - o que revela incultura e incapacidade de reformar o Estado e fazer justiça num país que, lamentavelmente, ainda é o Portugal das prescrições e dos "jardins gonçalves".

Este primeiro-ministro que, afinal, queria ser um académico podia, apenas, ter sido aquilo para que está vocacionado: cantar, palrar... 

Porém, virou PM e estragou Portugal. 

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Fede em São Bento...


Pergunto-me como é que a democracia representativa e pluralista da 3.ª República, enquadrada pelo rule of law, tolera estes graves desvios políticos, institucionais e de carácter ético e moral (?!). 

A existência destes dislates são a evidência que, afinal, a nossa democracia está perigosamente doente e é pouco representativa e pluralista. 

Se as instituições não mudam, há que mudar as pessoas para que aquelas mudem e melhorem a sua missão e desempenho na sociedade. 

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José Gomes Ferreira não é Rodrigues dos Santos...


Parece que mais logo o jornalista da Sic, José Gomes Ferreira irá entrevistar o alegado primeiro-ministro. 

Sabe-se que Gomes Ferreira não é Josué Rodrigues dos Santos, nem escreve romances de cordel, mas é alguém com considerável cultura económica, razão por que escreveu prosas mais técnicas e fica responsabilizado por impedir que Passos Coelho faça as habituais incursões pelo mundo paralelo da fantasia e da demagogia utilizando a sua habitual novilíngua orweliana, não respondendo a nada com rigor. 

Cumpre, pois, a Gomes Ferreira impedir que Passos Coelho nos venda gato por lebre. Em nome da competência, da imparcialidade e do rigor jornalístico solicita-se que o jornalista não fantasie e debite as questões fundamentais ao PM sem, contudo, se tornar no "papagaio" Rodrigues dos Santos. 

Apesar de tudo, e sabendo que Gomes Ferreira tem também o seu programa de governo (em livro), não é crível que ensandeça e faça a figura triste (de advogado do diabo) do pivot da RTP que, por sinal, acabou por ser cilindrado pelo comentador-entrevistado e ex-PM de Portugal. 


Pelo menos, Gomes Ferreira esse risco não corre...

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