quinta-feira

Simetrias perfeitas: de pensamento e acção

Novos dirigentes do Ministério Público tomam posse sem conhecerem ao certo as suas competências

Joana Marques Vidal sublinhou a necessidade de serem dadas aos magistrados que vão coordenar novas comarcas condições para o exercício das suas funções. ...]

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quarta-feira

Cuidado, não pise estas obras de arte





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Arte nova - nova arte. A "criatividade" não conhece limites...

Nota prévia: Este tipo de arte só encontra paralelo com o selfie imediatamente abaixo. Acho até que um tipo de arte inspirou a outra forma d´arte destas artistas.

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Vídeo Expelir ovos pela vagina para "criar arte"

Expelir ovos pela vagina para "criar arte"
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25A - Yronicamente



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Rui Moreira para Ricardo Almeida: "Deveria ter vergonha, senhor vereador"



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Krugman: Worried About Oligarchy? You Ain't Seen Nothing Yet

(Credit: Moyers & Company)


Watch the interview:
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Miguel Monjardino abandona a FLAD


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Obs: Miguel Monjardino é o que se chama um homem de bem e de carácter, talvez um pouco ingénuo por ter aceite, por um lado, a nomeação de um PM estruturalmente impreparado, por outro - ser coordenado por quem é menos sabedor do que ele nas questões internacionais e, em particular, nas questões transatlânticas.
Quando se aceita ser conduzido por elementos sectários, ambivalentes, desmesuradamente ambiciosos que misturam o interesse e o projecto pessoal com o interesse público corre-se sempre o risco de, ou submergir e perder a face, ou sair fora dum barco condenado à partida, porque a sua liderança tem, na sua génese, a replicação do gene maligno da cabeça da serpente que hoje ocupa o vértice do aparelho de Estado. 
Por pouco tempo, esperemos. 

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terça-feira

Representante do FMI teve de pagar 90 euros para entrar em Portugal




Imagem picada no rizoma
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O voo da TAP proveniente de Londres aterrou em Lisboa por volta das 4h30 da tarde e pouco depois, Subir Lall apresentou-se na zona de fronteira, já acompanhado pelos dois agentes do Corpo de Segurança Pessoal da PSP que o aguardavam – como sempre – à porta do avião. 

Foi nessa altura, perante um inspector do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que lhe foi comunicado que o visto que tinha, só era válido a partir de segunda-feira, dia 21. 

Impedido portanto de entrar em território nacional, o representante do FMI na “troika” foi encaminhado para um gabinete, onde outro inspector do SEF lhe explicou as alternativas que tinha: Ou esperava naquela zona do Aeroporto até à meia-noite – coisa que Subir Lall rejeitou, ou ser-lhe-ia concedido um visto de curta duração – que existe precisamente para situações como esta, ou parecidas. 

Foi isso que aconteceu, num processo bastante rápido, como aliás costuma ser a passagem destes vistos de curta duração. As fontes contactadas pela Renascença garantem, todavia, que o representante do FMI nunca esteve detido.

Alguns procedimentos administrativos e um recibo de 90 euros depois, o homem do FMI estava na posse de um visto de um dia e às 5h30 da tarde já estava de saída do Aeroporto de Lisboa.

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Obs: Com dificuldade em sair do carro - Subir - tem também dificuldade em entrar no país. É mais um burocrata duma organização internacional neoliberal que julga que a Economia foi concebida para escravizar o Homem, em vez de o libertar. 

Ouvir os comentários e as elaborações mentais destes tipos acerca da economia portuguesa - é quase o mesmo que pedir ao Jorge Jesus - esse grande treinador do Benfica - que disserte sobre o novo acordo ortográfico.

É pornográfico. 

Só lamento que àqueles 90 € o inspector do SEF não tenha tido a possibilidade de acrescentar mais uns zeros ao lorpa. 

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Heróis do Mar - O Inventor -

Urge recordar os valores verdadeiros do país para varrermos os restos que ainda pululam por aí, dentro de fora das instituições do aparelho de Estado colonizadas por um bando de rapazes impreparados e incompetentes que destroem o que ainda se mantém de pé. 

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Passos Coelho e Paulo Portas: dois tipos de cabeça perdida que afundam Portugal



Não, não vamos aqui elencar as promessas eleitorais que elevou o estarola de Massamá a PM. Essas mentiras estão todas expostas nos vídeos do Youtube. Isso consta do programa eleitoral do PSD comunicado à social e com base no qual o XIX Governo foi empossado. Entretanto, transcorreram três anos e nenhuma (nenhuma!) promessa eleitoral foi respeitada. Antes pelo contrário. Viu-se um PSD mais papista que o papa, ultrapassando a troika pela direita de molde a, aproveitando o ambiente de paralisia e medo dos portugueses, impor cortes cegos em todas as áreas do Estado e com óbvios prejuízos para o cidadão-contribuinte. Cortes a que estes incompetentes designam pomposamente de "reformas".

Vejamos, sem qualquer preocupação sistemática, alguns desses desnortes desta miserável coligação de extrema-direita que nunca soube o que fazer com o poder que lhe caiu nas mãos em 2011, com a ajuda pró-activa do Sr. Silva:

1. Do mapa judiciário, na esfera da Justiça, tem-se uma certeza: foi uma vergonha isolar o país na sua (já) grave interioridade, assim como incapaz é a titular da pasta - que só assegura uma coisa perversa em Portugal: uma justiça para ricos (vide o caso de jardim gonçalves, esse parasita Opus do sistema); e uma justiça (demasiado penalisante e morosa) para pobres;

2. Na área Económica - o soldadinho de chumbo, Pires de Lima - embebedou o país com uns milagres que nunca ninguém compreendeu o sentido e alcance. Continuam os grosseiros constrangimentos fiscais ao sector da restauração - que definha como veado às bocas das hienas esfomeadas;

3. Nos Negócios Estrangeiros - área sensível por natureza, o Governo foi buscar um senhor xé-xé que não faz a mínima ideia do que é a Diplomacia, as Relações Internacionais e o jogo politico-diplomático que se estabelece nesse xadrez complexo do sistema de governação. Uma pequena potência deveria ter uma grande capacidade diplomática, mas com Rui machete nas Necessidades Portugal conta com um trouble-maker em cada declaração - cuja acção só dificulta as relações com Angola, com a Europa e com os diversos parceiros que informam a diplomacia multilateral portuguesa, hoje inexistente;

4. Portas, como Vice-PM é que acaba por ser o PM em efectividade de funções, e lá tentou fazer uma digressão pela Ásia a fim de seduzir investimento directo estrangeiro, mas, perversamente, só conseguiu atrair uns milhões de chineses que - ou são bandidos (que têm que ser extraditados) ou chineses que utilizam Portugal como placa giratória para a Europa. Fazer uns negócios, vendendo uns apartamentos de luxo no Parque das Nações, é curto para que o Paulinho das feiras se respalde nesse aparente e proclamado sucesso;

5. Nas Segurança Social & Trabalho nem vale a pena comentar: o ministro Mota Soares revelou-se não apenas uma nulidade, mas uma nulidade inexistente, pois eclipsou-se delegando as funções inerentes à sua pasta na titular das Finanças e nuns secretários de Estado meio obscuros. O desemprego continua trágico, há mais pessoas sem apoio social, e os fundos da SS não deveriam servir para tapar outros buracos do OGE. Quem viu este projecto de ministro turbinado por Portas no Parlamento como deputado da oposição e o vê agora fica com vómitos;

6. Na Educação temos um criminoso de lesa-pátria, pois é isso que Nuno Crasso é. E é-o nos vários escalões de ensino, da base ao topo.

7. Nas Finanças - a Miss Swaps continua a estratégia de gaspar: sacar, sacar, sacar, mas com uma linguagem mais meiga, sedutora e falsamente amiga. Eis a diferença relativamente ao seu anterior amo, entretanto elevado a alto funcionário do FMI, em obediência ao Princípio de Peter - do quanto pior melhor. Em face disto, Pedro Passos Coelho como não percebe nada de economia e finanças, aliás, ele não entende de nada, bate palmas e assina por baixo;

8. Resta o titular da Saúde - que procura gerir o SNS à moda da privada - e garantir a gestão de stocks de medicamentos em hospitais - que faltam; aplicar taxas de saúde, dificultando o seu acesso aos mais vulneráveis e, ainda assim, continuam as morrer pessoas em Portugal por falta de pessoal qualificado em certos hospitais do país, mormente no Alentejo;

9. O sector da Segurança & Defesa - é uma coutada de contradições, com os estaleiros de VC a revelarem as piores contradições dessa gestão trauliteira e negocista imposta por Aguiar Branco, o candidato-fantasma que correu à liderança do PSD - apenas para fazer o jeito a Coelho;

As contradições são múltiplas e ocorrem diariamente nos demais ministérios (e que se gravam por falta de coordenação): promete-se o encerramento de metade dos serviços de Finanças, mas hoje o Maduro de serviço já desmentiu; o vice-pantomineiro Portas pretende baixar o IRS e IVA, para dar folga às pessoas e às empresas e por a economias a mexer, mas Passos Coelho, em entrevista à SIC, diz o seu exacto contrário, refugiando-se num logo se vê...

Além da incompetência pura e do desnorte de todos e de cada um dos ministros, que é visível diariamente, há depois a má fé do PM - que pretende gerar o pânico nas populações para, desse modo, paralisar a sua capacidade de reacção e de revolta ao statu quo existente. Se Passos Coelho se quiser suicidar - como diria Marcelo - que o faça sozinho, não arraste consigo um povo inteiro.

Espero, esperemos, que isto mude urgentemente, sob pena de irmos todos ao fundo. 
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Porta e & Passos Coelho S.A. O maior embuste desde 1974


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Obs: Descontado o teor desta entrevista de Paulinho Portas, mais uma em que ele verdadeiramente se revela, é lamentável vê-lo, em Abril de 2014, afirmar perante os portugueses e em resposta aos ditames do FMI, que o ajustamento da economia portuguesa já se fez e que, por essa razão, os salários não terão de sofrer mais um corte, conforme deseja o FMI; ao invés, o país assiste Passos Coelho, o alegado primeiro-ministro, declarar não saber se há condições para baixar impostos e, agora, até declara que tenciona subir o salário mínimo, só não se sabe é para quando. 

Entre esta dupla-maravilha o desacordo não poderia ser mais gritante; ainda que ambos se apoiem na dissimulação geradora da mentira que se institucionalizou em Portugal, desde 2011. Eis os seu método de governação. 

Ou seja, Portas, líder do proclamado partido dos idosos, dos agricultores, pensionistas e demais sectores fragilizados da população - manifesta uma vontade em baixar o IRS, o IVA (por pressão dos empresários amigos) de molde a dar uma folga aos portugueses a fim de fomentar a procura interna e por a economia a mexer; Passos Coelho, ao invés, fixa-se no "nim", faz afirmações sem qualquer fundamento em estudos conhecidos, como relativamente à sustentabilidade da Segurança social, e ostenta um brilhosinho nos olhos quando, ultrapassando a troika pela direita, defende que a Austeridade é para manter.

Pelo caminho, a dupla maravilha de Passos & Portas - vai esbulhando mais salários aos fp e aos pensionistas, que vão ter uma velhice tão criminosa quanto negligente por parte deste miserável governo que os saqueia sem nó nem piedade, encerra escolas, fecha tribunais e centros de saúde e, doravante, até os serviços de Finanças pretende encerrar em nome da austeridade.

As consequências sociais e económicas destes cortes cegos são brutais junto das populações, que vivem na incerteza e sob ameaça diária de desconhecerem o futuro imediato. 

Eis o método que infunde o MEDO nas populações escolhido por este governo para fingir que governa, e enquanto difunde a incerteza e o pânico nas populações paralisa a sua capacidade de reacção, e é com base nessa PARALISIA que este governo criminoso vai impondo os cortes cegos que estão a escavacar Portugal aos solavancos  e a destruir a vida aos portugueses. 

Até quando, dr. Aníbal?!

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O FMI e os pobres - por Eduardo Galeano -




... podiam ser os portugueses. Os portugueses que estão a empobrecer à sombra dos (des)mandos do FMI - a que o Governo Passos & Portas obedecem cegamente. Nem já a invocação do exemplo irlandês pelo Paulinho das feiras basta para anular a indignação gerada pela ditadura do FMI - agora relativamente ao (esmagamento) dos salários dos portugueses. 

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Portal Base Numa semana Estado despendeu quatro milhões (só) em assessorias

No período compreendido entre o dia 10 e as 13h00 do dia 17 de abril, dos cofres públicos saiu uma quantia superior a quatro milhões de euros só para consultoria/assessoria, revela a edição desta segunda-feira do jornal i, que consultou os dados disponibilizados no portal Base.
Deste bolo, relata a mesma publicação, uma fatia de quase meio milhão de euros destinou-se ao pagamento de serviços jurídicos, uma outra, de 295,5 milhões a auditorias, a que se somam mais 114,3 milhões de euros gastos em estudos.

Ora, tamanhas despesas chocam de frente com as indicações para 2015 anunciadas, justamente na passada semana, pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, no que aos cortes de 320 milhões de euros na área da consultoria diz respeito, nomeadamente no que toca à área das tecnologias da informação (TIC).

Saliente-se que só no primeiro trimestre deste ano, o Estado despendeu 26,3 milhões de euros em consultoria/assessoria, e sem contar com as despesas nas TIC, o que se traduz num aumento de 2,5 milhões face aos três últimos meses de 2013.

As empreitadas de obras públicas lideraram o ranking de gastos na semana passada (31,2 milhões de euros), seguidas pelos medicamentos (10,1 milhões). A fechar o pódio, e ainda na rubrica da saúde, surgem as despesas com material clínico e dispositivos médicos (3,3 milhões), sendo que no quarto lugar desta lista posiciona-se a contratação de médicos a empresas privadas cujo montante aplicado fixou-se em 361,7 mil euros.

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Obs: É assim que essa coisa que alguns designam de XIX Governo Constitucional escavaca o Estado social, esbulhando os salários e as pensões às pessoas para pagar assessorias milionárias aos escritórios de advogados dos amigos dos deputados da maioria, dos ajudantes dos ministros e dos ministros deste miserável governo - que tira aos ricos para afundar ainda mais a classe média que já foi cilindrada e aumentar a pobreza entre as classes mais baixas. 

Será que nas instituições do Estado, nos seus vários departamentos jurídicos, não há quadros superiores qualificados para produzir pareceres e estudos necessários à tomada de decisão que os vários ministérios têm que tomar?

A forma como estes recursos são geridos diz exactamente quem é Pedro passos coelho e qual é a sua concepção de organizar e governar o Estado em momentos de crise. 

Até quando, dr. Aníbal?!

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segunda-feira

Mário Soares quer governo derrubado. Freitas pede novo partido



Mário Soares quer governo derrubado; Freitas pede novo partido

A sessão de abertura do congresso A Revolução de Abril, organizado pelo Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que se realiza entre esta segunda-feira e quarta-feira, juntou Mário Soares, Diogo Freitas do Amaral, Fernando Rosas, José Pacheco Pereira e Aniceto Afonso para falarem sobre o significado e o balanço da revolução.
O fundador do CDS-PP, Diogo Freitas do Amaral, considera que as europeias de Maio serão uma “sondagem em tamanho real” sobre o que os portugueses querem para o país e a partir daí deve-se “começar a construir uma nova solução que saia vencedora nas legislativas de 2015”.
Essa “nova solução” depende, porém, de vários factores: ou a esquerda se une, ou o PS se recicla ou o PSD muda de líder. Se nada disso acontecer, “então o povo português vai ter que ser capaz de criar um novo partido que ajude a refazer o sistema partidário português”.
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Obs: Mário Soares, Freitas do Amaral e Pacheco Pereira - têm todos razão. Curioso é notar como se aproximaram política e ideologicamente pessoas com percursos e ideologias e formações políticas tão diferentes. 
A explicação, aparente, para esta convergência a galope de pessoas da esquerda (Soares) e da direita conservadora (Freitas) com a social-democracia (Pacheco Pereira - que ora é direita como esquerda) decorre, em larga medida, da incompetência gritante do XIX Governo (in)Constitucional e das diatribes que este feito aos cidadãos e às instituições. 
Este governo é tão bera que é capaz de fazer concitar contra ele pessoas e instituições de proveniência tão diferente. 
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Uma Introdução à Política – Diogo Freitas do Amaral (e outros)



«Uma Introdução à Política – Diogo Freitas do Amaral, Maria da Glória Garcia e Pedro Machete, é uma proposta da Bertrand em Abril.

A «Introdução à Política» de Diogo Freitas do Amaral nas livrarias a 17 de Abril
«A ideia de escrever este livro é antiga. Quer antes, quer depois do 25 de Abril de 1974, na Universidade ou na política, entre amigos ou apenas conhecidos, e também na praia ou em conversa com taxistas, fui muitas vezes solicitado a procurar – de forma clara e susceptível de ser entendida por todos – explicar os mais diversos problemas políticos, analisar as mais diferentes situações políticas, e avaliar, como boas ou más, as sucessivas políticas públicas seguidas pelos vários governos, em Portugal ou no estrangeiro. 
 
Como estudei ciência política no meu curso de Direito, e passei grande parte da minha vida a fazer política – como líder partidário ou como independente, na Oposição e no Governo, na imprensa e na rádio e televisão, na União Europeia das Democracias Cristãs e na Organização das Nações Unidas –, achei que podia abalançar-me a redigir “uma introdução à política”, em linguagem acessível a todos, mas com rigor académico.»
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Obs: O Prof. Diogo Freitas do Amaral sempre foi senhor de um método expositivo profundamente ordenado, sistematizado e, por isso, compreensível. Além disso, escreve muito bem o português. Nisto aproxima-se de Marcello Caetano, de quem foi amigo, assistente e com quem aprendeu Direito Administrativo. Não se trata, pois, de mais um documento obscuro remetendo para um trabalho de Ciência Política eivado de teorias obscuras, pequenos plágios disfarçados de teorias originais. Talvez valha a pena ver a obra, na medida em que está ali, ou pode estar, a teoria feito homem e que recolheu os contributos da Filosofia do Direito, do Direito Público e da História das Ideias Políticas - áreas do conhecimento (complementares) em que o autor conta com larga obra. 
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Este é o «Governo mais à direita dos últimos 40 anos», diz Freitas do Amaral



Freitas do Amaral acusou esta manhã o atual Governo de tentar uma viragem constitucional por via de alterações que o antigo dirigente centrista considera inconstitucionais.
«Vivemos num período de forte retrocesso histórico, liderado pelo Governo mais à direita que Portugal teve nos últimos 40 anos, o qual vai procurando, dissimulada mas persistentemente, tentar realizar uma mudança constitucional de forma inconstitucional que apresenta traços característicos de regresso ao um passado que julgávamos irrepetível», acusou.
O antigo dirigente centrista defendeu que o voto é uma das três linhas de defesa para fazer face às tentativas de atacar a Constituição.
«A primeira linha tem pertencido e há-de continuar certamente a pertencer ao Tribunal Constitucional (TC). A segunda compete aos políticos no ativo de todos os quadrantes políticos e, de modo especial, aos verdadeiros sociais democratas e democratas cristãos que permanecem, ainda que silenciados ou marginalizados, no PSD e no CDS», declarou Freitas do Amaral no congresso "A Revolução de Abril: Portugal 1974-75", que decorre entre hoje e quinta-feira no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.
«A terceira linha pertence ao povo soberano. Oxalá este aproveite o próximo dia 25 de maio para manifestar inequivocamente a mesma reprovação total que exprimiu com toda a razão aquando da provocatória tentativa de reforma da TSU», acrescentou.

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Obs: Não fora alguma ligação pessoal, profissional e histórica ao ancien regime, Diogo Freitas do Amaral quase catalogaria a actual coligação do centro-direita como sendo a mais salazarista desde 1974. Poupou-se a essa categorização porque sabia antecipadamente que sofreria represálias pelos mensageiros do Largo do Caldas - que é o 2º escritório em Lisboa de representação da troika, além do sedeado na São Caetano à Lapa.
- Infelizmente, as afirmações de Freitas são ajustadas à realidade e as tentativas de manipular as instituições, as pessoas, a oposição revela a gritante violação do estado de direito que integra a cultura política de Passos colho & Portas na execução desse projecto: empobrecimento de Portugal, assente numa lógica de salários baixos, desmantelamento do Estado social e privatizar tudo aquilo que permita às grupos económicos amigos realizarem bons negócios corporativos, ainda que o resultado na prestação do serviço público às populações (correios, águas, etc) possa diminuir a sua qualidade e os preços dispararem.
- O drama das declarações de Freitas do Amaral é, além de serem teóricamente certeiras, traduzem a realidade na sua brutalidade, pelo que apela ao castigo do eleitorado já nas próximas eleições europeias. 
Espero que assim seja. 

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A Glória do Glorioso sob a égide do Marquês de Pombal



É nos momentos de glória como este, em que o Benfica se torna campeão nacional, que o homem-massa revela uma tendência irresistível para formar multidões, e através delas procurar todos os pretextos para escapar ao isolamento e para se reunir aos seus semelhantes, àqueles que pensam e sentem do mesmo modo. 

Uma vez reunidos alguns homens, basta que um factor-comum acorde o que neles há de comum, há de recalcado; basta que apareça um condutor hábil, basta que surja um grito excitador ou um acontecimento impressionante.

É também nesses momentos, que são raros, que essas massas revelam toda a potência das suas paixões inflamadas, as esperanças ou ambições violentas, as promessas sedutoras, os medos ou os temores grupais, os orgulhos feridos ou espicaçados, os ódios grupais e inter-clubísticos.

Enfim, é nesses momentos que se operam as pequenas vinganças ou represálias, ou ainda o espírito de destruição moral do adversário, elegendo, no caso, Pinto da Costa - como o alvo perfeito para esta sede de glória do Benfica - já há alguns arredado do título por causa da hegemonia do FCP. 

O que é mais curioso registar é que estas manifestações de massa, que se encontram em estados de perturbação transitória, como se se trata duma verdadeira "pedrada", se façam sob a égide de Sebastião José de Carvalho, o maior déspota do iluminismo nacional dos sécs. XVII-XVIII. 

Doravante, deveria substituir-se o leão que ladeia a estátua do Marquês e, no seu lugar, colocar uma Águia. Talvez ela passasse a ser o símbolo emergente do novo sentido de reforma política e administrativa do país, dotando e inspirando os nossos governantes duma visão e capacidade que só uma águia detém. 

Dito isto, convenço-me de que o Conde de Oeiras seria do Benfica se fosse vivo. 

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domingo

Da multinacionalidade do futebol




De vez em quando falam o português de Portugal. 

- Outras, muitas - parece que os jogadores do Benfica - falam um "portuganhol" - que é mais ou menos perceptível. Este fenómeno não é exclusivo do Benfica, mas comum às grandes equipas, e não só... 
- Isto leva-me à questão de saber se as nossas escolas de futebol não poderiam intensificar os nossos próprios "viveiros" e, assim, formar mais (e melhores) atletas de base nacional.

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Taxa de natalidade no Benfica está em "alta"


A taxa de natalidade no Benfica está em alta, como é bom de ver. Eis um momento em que a massa humana se transforma em multidão. Aqui, esse contágio de sentimentos é contínuo e directo, nítido e intenso. É também um momento curioso, na medida em que a massa dá força ao indivíduo; e o efeito da multidão anula a personalidade de cada um dos indivíduos. 

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Benfica é uma nação. Uma nação composta de diásporas



Infelizmente, o Pantera Negra já não viveu o suficiente para assistir ao estado de excitação dos benfiquistas - agora uma multidão delirante - dentro e fora do estádio - cuja energia também poderia ser aproveitada para outras tarefas mais importantes que o país enfrenta.

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PS aumenta vantagem sobre PSD

PS aumenta vantagem sobre PSD




Segundo o barómetro de abril, realizado pelo CESOP da Universidade Católica para o DN, JN, Antena 1 e RTP, na estimativa de resultados eleitorais, face ao anterior barómetro (de julho do ano passado), o PS sobe aos 36% e o PSD cai para os 30% - cavando uma diferença de 6%, a maior desde março de 2013.
Num momento em que o Governo e os partidos da maioria insistem em falar nos sinais que a economia vai dando, os portugueses inquiridos preferem entregar os seus votos aos partidos da esquerda: para além do crescimento dos socialistas, a coligação do PCP e PEV sobe também, para os 12%, mantendo-se a terceira força mais votada, o BE mantém a percentagem anterior (7%) e o voto nos "outros" partidos também sobe (de 3 para 7%). Só o CDS ameniza um pouco a queda do PSD, subindo 1%, mas mantendo-se como a força política menos votada (4%). (...)
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Obs: Aqui o milagre decorre do facto de a vantagem do PS não ser maior relativamente ao PSD de Coelho, um cadáver adiado que está a por os portugueses doentes e fartos da sua incompetência. 

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Lisboa é hoje Portugal. E Portugal incha com as diásporas neste mega-casamento


Por ocasião da Revolução de Abril,  em 1974, o recém desaparecido escritor universal - Gabriel García Marquez - definia Lisboa como a maior aldeia do mundo. Pois é assim que hoje Lisboa se apresenta às pessoas, independentemente da paixão e filiação clubística daqueles que vibram mais ou menos (ou nada) com o futebol.


Parece até que Lisboa virou um local onde se vai realizar um grande e universal casamento, orquestrado por buzinadelas e denunciado por uma psicadélica alegria estampada no rosto das pessoas que povoam as ruas e os jardins. 

Se esta paixão e energia clubística fosse canalizada para os assuntos políticos, hoje mesmo Portugal conheceria uma nova revolução, alimentada por uma nova utopia - igualmente pacífica (porque sem derramamento de sangue) - em que seria possível assistir a várias coisas que há  muito já deveriam ter acontecido, e não aconteceram em resultado da criminosa cumplicidade que une Belém a S. Bento e que mantém um cadáver adiado ligado à máquina. 

Esta é, em potência, a força e a energia do futebol. 

Determinante seria converter essa potência em força efectiva, em prol dos portugueses. Os de cá, e os da diáspora que hoje terão, certamente, uma boa razão para comemorar. 

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