O triplo desafio (existencial) de António Costas nestas eleições legislativas

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Macro de grande, skopein de observar: observar o infinitamente grande e complexo. Tentar perceber por que razão a ave vive fascinada pela serpente que a paralisa e, afinal, faz dela a sua presa.

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| Reinaldo Rodrigues/Global Imagens |
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| Marcelo rebelo de Sousa |
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... e exterminar de vez com o ciclo político socrático. Disso não restam dúvidas. E serve-se da sua dupla legitimidade para o fazer: a sua componente política aliada à sua componente técnica, de economista respeitado que cedo deu provas na sociedade. Nogueira Leite foi o negociador do PSD com o ministro das Finanças, o objectivo era - e é - cortar nas despesas públicas, sob pena de os mercados agravarem mais a situação económica e prejudicar a vida aos portugueses. Por outro lado, Leite diz não ceder nos impostos e nas medidas de austeridade que o governo subscreveu, mas que no entender do PSD não estão a ser observadas. É aqui que o caminho se bifurca: Leite - e o PSD - de que é conselheiro nacional com a vantagem de ser politicamente independente - não estão dispostos a ceder caso o Governo não altere a sua política de impostos e de tributação dura sobre os portugueses, pois o PSD sabe que o país real está farto de ser tributado, esbulhado por uma máquina fiscal e estatal demasiado acéfala com muita gordura e pouco músculo. O Governo, pelo seu lado, também não pode arriscar no póker dos impostos, pois saberá que caso vá a eleições - tratando-se dum governo minoritário e com grande desgaste - as possibilidades de perder o poder são, neste caso, superiores às verificadas no último acto legislativo. Portanto, temos aqui uma alteração da correlação de forças entre PS e PSD, com aquele mais fraco e à beira de perder o poder pelo odioso do excesso de impostos junto das empresas e das famílias portuguesas, e um PSD mais vigoroso, mais enérgico - e também mais errático - mas, ainda assim, preferível 100 mil vezes ao PSD amorfo de Ferreira leite - que foi um erro acidental e de que não rezará memória. Na prática, Nogueira leite vem agora cobrar a factura a Teixeira dos Santos por em Maio último ter permitido negociar o pacote que aumentou o IVA e o IRS, mas, é bom lembrar, e disso Nogueira Leite não se esqueceu, que essa concessão do PSD ao PS implicaria (que teve imensos custos políticos para Passos Coelho) - no futuro - que hoje é presente - o tal corte na despesa de mil milhões de euros ainda em 2010, cortes que não estão sendo realizados. Tal implica que o Estado não consegue libertar recursos para a economia privada se financiar e internacionalizar e competir lá fora em boas condições de concorrência, o que penaliza a actividade económica nesta pescadinha de rabo-na-boca em que Portugal caiu.
E como desta vez o PSD está convencido de que caso vá a eleições captura o poder, o partido da Lapa não está disposto a - mais uma vez - perder a face e co-adjuvar o governo a viabilizar o OE para 2011. Por isso, não tenho dúvidas de que será o governo a ceder nas negociações que se irão realizar a fim de cumprir os acordos imperfeitos que PS e PSD fizeram, até para evitar - mais uma vez - a humilhação do regresso do FMI entre nós, a mais pura manifestação de incompetência de que não nos sabemos governar. Mal comparado, seria como ter em casa uma mulher linda e pedir ao vizinho - de que até nem apreciamos - que fosse lá a casa fazer o "trabalho" por nós. Etiquetas: impostos, Nogueira Leite, Sócrates, Viabilidade governamental
Numa tentativa desesperada de Cavaco promover o turismo no Allgarve, à semelhança do que Sócrates fez hoje em Palmela ao promover a VW "Sharom", o PR vai fazer um road-show gastronómico para divulgar a imagem da região intra e extra-muros. O objectivo é colocar o Allgarve no mapa, se possível conquistar umas páginas na National Geografic para dar um toque mais cultural e científico às nossas potencialidades de veraneio, supondo que assim aumentará a fixação de divisas e de investimento no país. No fundo, o PR e o PM estão em perfeita sintonia, aquele dirige a sua atenção ao mercado turístico divulgando a gastronomia regional, este visa promover o sector indústrial e, em concreto, o cluster automóvel localizado em Palmela. Temos, assim, dois políticos no vértice do Estado a representar o papel de capitães da indústria. Um bom exemplo para estancar a crise e não perder votos. Só falta Alberto joão Jardim intensificar a exportação da banana da Madeira para o Norte d´África com a justificação de levar potássio ao 3º Mundo e combater a pobreza no mundo e, assim, atingir os objectivos do milénio... Portugal está, de facto, em movimento.
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