quinta-feira

A aula de Durão Barroso na Católica: entre a pose de Estado e a hipocrisia política

Durão Barroso é o homem das poses de Estado, da gravitas falhada e só transmite hipocrisia política aos povos.

A aula de Barroso. 'Na UE, os países devem avançar com propostas' em vez de se queixarem

Ao longo duma década de gestão de mercearia de Durão Barroso à frente da CE - o resultado final global é bem conhecido de todos nós. A Europa, no seu conjunto, perdeu força, prestígio e influência global à escala planetária e, dentro de cada Estado membro, especialmente no Sul da Europa - onde Portugal se encontra, cada unidade política ficou completamente escravizado pela Troika e pelas medidas constantes do respectivo plano de assistência financeira, o qual converteu Portugal num Estado vassalo ou num simples protectorado do FMI, BCE e CE. Além de empobrecermos estruturalmente, e Barroso ter enriquecido, esta Europa de Barroso trouxe-nos também a falta de dignidade em que a situação de dependência financeira nos colocou.  

Exceptuando uma ou duas situações mais desenvolvimentistas em que Barroso se colocou a jeito ante a câmara da CNN, uma das vezes a distribuir sacas de farinha no Darfur, no oeste do Sudão, Barroso - pela sua acção e omissão institucionais - conseguiu desmantelar o funcionamento das instituições europeias e torná-las mais subservientes ao directório alemão, de que até passou a ser um porta-voz não oficial. 

De forma tosca, este foi o legado de Barroso em Bruxelas. Hoje emergiu, como uma serpente dos desertos, e numa conferência paga ou promovida pela Universidade Católica (onde ministra, sabe-se lá o quê!!) - que promove tudo aquilo que lhe dê  dinheiro e publicidade. 

Não era suposto, até para sua estratégia defensiva, que elaborasse sobre as declarações bombásticas do seu sucessor, J. C. Junker, que considerou que a troika humilhou e atentou contra a dignidade dos povos grego, português e irlandês. O que seria suposto é que os media ali presentes aproveitassem a presença do mamífero e lhe colocassem algumas questões pertinentes acerca do que se passou no passado recente, e que até levou a sua "patroa" europeia, Merkel - a acusá-lo de ter contribuído para agravar a situação grega ao não ter nomeado, como devia, um Comissário extraordinário que acompanhasse aquela delicada situação e que acabou por empurrar o país para o Syrisa. 

Consabidamente, Barroso é igual a si próprio, daqui não vem nenhuma novidade. Novidade, negativa, foi constatar o silêncio ensurdecedor dos media que parece terem pactuado com múltiplos crimes políticos praticados na Europa à sombra de um dos períodos mais negros da história da UE do pós-II Guerra Mundial. 

E isto é profundamente lamentável. Mas cada país também tem os media que merece ter!!!

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