Poema de Alegre a Mª de Belém
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Macro de grande, skopein de observar: observar o infinitamente grande e complexo. Tentar perceber por que razão a ave vive fascinada pela serpente que a paralisa e, afinal, faz dela a sua presa.
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Obs: Houve um tempo em que Manuela Ferreira leite desafiava recorrentemente Sócrates a dançar o tango político com ela, e Sócrates fingia que não a ouvia nem via, desvalorizando-a, não lhe dando importância. Foi assim que Sócrates "secou" a idosa que durante quase dois anos definhou o PSD e quase levou à loucura, dada a sua inépcia, os militantes que a detestavam.
Paralelamente, o ideário pobrezinho, paupérrimo de Alegre é andar com uma caçadeira e com um pau retóricos na mão tentando espicaçar a "raposa" Cavaco que persiste em não lhe passar cartão, e assim o poeta Alegre entra em registo de monólogo, de resto é o que lhe fica bem. Naquele seu discurso redondo, banal, revelando uma gritante ausência de ideias alternativas a Cavaco para presidir aos destinos de Portugal a partir de 2001.
Chega mesmo a ser confrangedor ver Alegre recorrer a truques meramente de estilo para obrigar Cavaco a sair da toca e dar-lhe algum palco, coisa que Cavaco não faz - secando o poeta até à exaustão, tal como Sócrates fez a Ferreira Leite quando esta queria palco por via de interacção com o PM.
Acresce que a imagem de Cavaco é, desde que é conhecida da esfera pública, um ser crispado, quem sabe até para esconder a sua própria insegurança. Mas Alegre acha que acusar Cavaco de "crispado" e de "nervoso" está, por um lado, a ser o médico original que gostaria de ser e, por outro, a revelar o esplendor do seu ideário para Belém caso seja eleito PR. Pobre estratégia. Na forma é pobre, na substância não existe. Nem sequer chega a ser um vácuo poético.
Ora, o país e os portugueses estão carecas de saber que Cavaco sempre foi crispado e, por via disso, descobrem agora que o projecto do poeta para Portugal é andar atrás de cavaco pedindo-lhe que ele entre em interacção consigo. É curto.
Qualquer dia ainda veremos o poeta ajoelhado na Praça do Marquês de Pombal rezando ao leão e reclamando aos deuses para que estes o ajudem a consumar o seu supremo objectivo: obter uma entrevista com Cavaco, a qual sirva de rampa de lançamento para o elevar a Belém, pois até agora o poeta conta com dois apoios contranatura, Louça e António costa, o qual desejou "partir a espinha" ao BE, conforme defendeu num Congresso do PS.
Talvez seja por esta decadência que os portugueses vão em massa surpreender os partidos, as soi-disant elites e apoiar massivamente o tal médico sem fronteiras da AMI que andou pelo mundo apagando fogos e salvando vidas que outros atearam.
Na prática, no momento do voto os portugueses perguntar-se-ão: valerá a pena votar num mau PR (cavaco), num poeta cujo objectivo é interagir com o mau presidente ou, como alternativa, colocar o médico nacional mais cosmopolita no cadeirão de Belém... A resposta começa a parecer óbvia.
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Obs: O problema de Alegre remete para a essência da política: a CONFIANÇA. Ninguém acredita num candidato que tem uma suspeição de tipo patrioteira contra a Europa, foi o oponente nº. 1. - juntamente com o BE e Louçã - às políticas sociais do PS (por quem hoje é, paradoxal e tristemente, apoiado), não conhece os dossiers nem tem domínio técnico dos problemas económicos e sociais, não tem experiência de governação, é um rosto do passado e entra mal no eleitorado da esquerda moderna, do centro e fica literalmente à porta da sede de apoio da direita. Como activo tem duas notas a seu favor: foi anti-fascista e fundador do PS. Mas é curto para um candidato à PR. O zé povinho pode ter uma baixa cultura política, mas não é parvo e sabe somar 2 + 1... Estou mesmo convencido que, no PS, só mesmo António costa, autarca de Lisboa, acredita nele pagando-lhe o favor pelo apoio à eleição da capital. De resto, o PS profundo e até mesmo Sócrates o apoiaram para diminuir os chamados danos colaterais, que se alargariam se se encetasse agora um processo de identificação de um novo candidato a Belém. Contudo, Sócrates e o PS fazem-no sem qualquer convicção e antecipando uma derrota esmagadora que deixará Cavaco com um sorriso de orelha a orelha. Descodificando: Alegre fez a pirueta para colher o apoio do PS que criticara durante um ano seguido; e este deu a cambalhota por não ter um candidato vencedor ao statu quo de Cavaco, que hoje Alegre co-responsabiliza pela crise. Foi pena que não o tivesse feito em 2009, e o faça em 2010 por mero oportunismo político. A política, de facto, terá de ser algo mais do que este trade-of de vantagens pessoais e de troca de lugares e de captura de pólos de influência completamente alheio aos interesses permanentes do país. Em rigor, Portugal não precisa dum poeta lírico em Belém. As mentiras de promessas que fazem este tipo de pseudo-políticos, instalados na máquina do Estado ou com respaldo partidária, conhecem-se do seguinte jeito: põem-vos a mão no ombro, dão-vos grandes abraços, sorriem, curvam-se até saudar-vos. Tudo isto são indicadores de estarem eles a iludir o zé povinho. Do mesmo modo, esse mesmo povo poderá reconhecer as suas mentiras factuais, graças às desmedidas juras que fazem ao desgraçado povo em várias ocasiões, mudando o seu sentido consoante os seus interesses pessoais. Alegre arrisca-se, como aqui temos vindo a descrever, a afundar o PS e Sócrates com ele, coisa que interessa, sobremaneira, a António Costa que lhe disputará a liderança, pelo menos uma indicação objectiva de que o poeta terá, além do seu, um segundo (ou terceiro!!) voto. Ou seja, uma coisa é certa: A.Costa queria "partir a espinha" ao BE, e agora votará Alegre (com quem andou ao colo em 2009), e que concitará, seguramente, também o voto de Louçã. Alegre, naturalmente, votará em si. Alegre = 3 votos.
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1. No plano político, sugere-se ao PM que convença Diogo Freitas do Amaral a ser o candidato do PS a Belém, justificando o erro de casting de Alegre pela confusão gerada com uma embriaguez de véspera;
2. Reactivar a Golden Share do Estado na PT (ainda que em desconformidade com o direito comunitário que demora meses a aferir) à luz do argumento de que o interesse nacional permanente reclama uma blindagem do Estado nesse sentido, pelo que Picoas jamais deverá vender a Vivo no Brasil. Até para tranquilizar o empresário Belmiro que há muito acredita na teoria da conspiração do Estado contra a Sonae.
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O PS lá se decidiu formalmente em ressuscitar o "candidato fantasma" Manuel Alegre, dizendo que ele traduz o valor do "progressismo", comum ao partido. Já se percebeu que o poeta é, assim, uma espécie de Garcia Pereira que o PS arranjou ante a impossibilidade de egendrar o seu Cavaco. Este, por seu turno, por ocasião do Não ao veto da lei que prevê o casamento-gay, vota contra a sua consciência e valores para não gerar ondas na sociedade portuguesa, talvez assim ganhe mais uns votinhos para 2011. O papa Bento XVI, em Roma, deve ter caído da cadeira quando soube disto, sobretudo quando semanas antes Cavaco lhe apresentou, ou melhor, submeteu a família como se fosse beatificar os netinhos. Dois exemplos comezinhos em como não se fala verdade na política à portuguesa que o zé povinho já detectou. E é isto que descredibiliza a política, mina a democracia e afasta os eleitores dos mecanismos de voto e da decisão. O problema é que este cinismo e hipocrisia políticas colonizaram a vida pública e privada na sociedade portuguesa, condicionando comportamentos e atitudes, promovendo calculismos e interesseirismos que acabam por pautar grande parte das relações pessoais e institucionais. Um caldo de cultura corruptiva que não promove o mérito, a competitividade e a sua pedra de toque: a produtividade. Portugal merecia melhor!!!
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Imagem picada no rizoma
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