domingo

Poema de Alegre a Mª de Belém

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Costuma-se dizer que no vazio cabe um monte de coisas. Porém, não foi isso que ocorreu com o ante-projecto de candidatura de Mª de Belém apoiado, entre outros, pelo poeta M. Alegre.


Desta feita, o poeta poderia bem dedicar-lhe um poema. Um poema que reza(ria) assim:

VAZIO

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quarta-feira

A ideia de futuro de Cavaco vs a ideia de passado de Manuel Alegre


Numa leitura simplista e linear notamos que Cavaco pretende celebrar o 40º aniversário do 25 de Abril com uma ideia de futuro, mediante uma conferência internacional centrado no "espírito da democracia e na cultura do compromisso e nos desafios do desenvolvimento". Esta tem sido a terminologia desenvolvimentista do cavaquismo por se entender que o seu legado, essencialmente como primeiro-ministro, esteja associado ao desenvolvimento (material) do país, designadamente em infra-estruturas públicas e redes viárias que modernizaram a economia nacional e permitiram a emergência de uma nova classe média - que hoje está sendo destruída pelo XIX Governo (in)Constitucional que cavaco apoia a partir do seu farol de Belém.
Por contraponto, aparece uma outra ideia para comemorar o 25 de Abril protagonizada pelo poeta Manuel Alegre. O qual defende que o herói Salgueiro Maia, que teve um papel relevante na revolução de Abril e na criação da democracia pluralista, ocupe um lugar especial no Panteão. 
Aparentemente, Cavaco defende uma ideia de futuro para Portugal, e Alegre, por estar a recuperar os heróis de Abril e se preocupar em saber onde devem repousar os seus restos mortais (um pouco à boleia da recente morte de Eusébio), interpretará uma ideia conotada com o passado. 
Sucede, porém, que a ideia de futuro de Cavaco é errónea e resulta duma leitura interessada que ele faz da ideia de desenvolvimento de Portugal para se perpetuar na história e, assim, terminar com alguma dignidade o que resta do seu mandato presidencial. Pois sabe-se que este PR tem sido um elemento demasiado parcial no funcionamento do sistema político, e não, como seria desejável, a válvula de segurança que o país precisava neste momento particularmente difícil em que nos encontramos.
Por contraponto, a ideia de Alegre, no actual contexto sociopolítico e por causa da recente morte de Eusébio, ocorre desfasada no tempo e em desarmonia com aquilo que são os verdadeiros problemas dos portugueses. 
Nem a ideia de cavaco nem a de Alegre irão condicionar o futuro colectivo do povo português, pois quer um quer outro limitam-se a usar e abusar da agenda politico-mediática para impor temas de tipo emocional e, desse modo, explorar os sentimentos, as paixões e as emoções de todos e de cada um dos portugueses e extrair dividendos políticos com esse contexto dramático criado para o efeito.
Cavaco sonha em concluir com alguma dignidade o seu lamentável desempenho presidencial; Alegre procura cavalgar a onda da morte de Eusébio e a proximidade com a comemoração do 25 de Abril para, porventura, gerar uma vaga de fundo que o apoie a Belém. 
A política em Portugal ficou completamente contaminada por estes vested interest, em que os seus proponentes procuram afirmar valores e princípios republicanos mas, de facto, são as suas agendas politico-pessoais que dinamizam estas démarches políticas que acabam por confundir o povo e baralhar os eleitorados mais incautos e com menos cultura política. 
A conclusão que podemos extrair destas micro-propostas para a polis decorre do facto de a paisagem política portuguesa estar inundada de oportunistas que, a pretexto de certos factos relativos à mortalidade de certas figuras públicas (e sua trasladação para o Panteão) e à forma como se deve comemorar o 25 de Abril, procuram atingir objectivos políticos pessoais. 
Entre a aparente ideia de futuro de Cavaco e a exploração do passado por parte do poeta Alegre - ainda terá de emergir alguém que explore mais eficientemente a ideia de presente, que é a dimensão temporal mais importante para o futuro de todos nós.

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sábado

Fernando Nobre culpa Cavaco pela crise

Presidenciais Fernando Nobre lamentou ontem que "os dotes de economista" de Cavaco Silva "não tenham servido a Portugal" para evitar a crise económica.dn
Em declarações à Lusa, o candidato independente ao Palácio de Belém acusou o actual Presidente mas também Manuel Alegre, seu rival, de se "eximirem" às responsabilidades na situação do País.
"Tanto o Presidente da República, que a meu ver já está em campanha, como o candidato apoiado pelo BE e pelo PS [Manuel Alegre] não se podem eximir das suas responsabilidades", disse.
"Um era Presidente da República desta há quatro anos e meio e o outro era deputado na Assembleia da República. Por isso, eles melhor do que nós, deveriam saber há já alguns anos para que situação Portugal estava a evoluir".
Nobre reagiu assim ao discurso de Cavaco, quinta-feira, durante o V Roteiro para a Juventude. Repetindo a mensagem do 10 de Junho, o Presidente considerou que o País vive uma situação económica "insustentável".
Numa crítica ao rumo político do Governo Sócrates, que justificou a austeridade com o argumento de que "o mundo mudou numa semana", Cavaco afirmou que bastava terem sido considerados o desequilíbrio das contas externas, a dimensão da dívida externa e o pagamento ao exterior dos juros da dívida, para se concluir que chegaria o dia me que os mercados internacionais "exprimiriam dúvidas" quanto à capacidade de Portugal "para cumprir os compromissos assumidos".
Nobre viu "as declarações como tardias" e equiparou-as a "pura retórica". O candidato independente lamento ainda que Cavaco não seja mais interventivo.
Obs: Infelizmente, Nobre tem rapaz ao reconhecer a incompetência congénita de dois actores políticos há décadas no poder em Portugal sem resultados visíveis à vista. Até dá vontade de abrir as portas do poder ao médico da AMI e pô-lo à prova. Tenho para mim que só com grande azar Nobre se comportaria como Alegre e Cavaco. Não sendo político de carreira, Nobre é, será capaz de fazer melhor, o que também não seria difícil atendendo às comparações.

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sexta-feira

Manuel Alegre: há nervosismo e crispação nas últimas intervenções de Cavaco

O candidato presidencial Manuel Alegre afirmou hoje que as mais recentes intervenções públicas do chefe de Estado, Cavaco Silva, demonstram de forma inequívoca “nervosismo” e crispação” com a aproximação das eleições em 2011.
PúblicoHá uma maneira serena de se falar e uma maneira crispada. Acho que [o Presidente da República] falou de uma maneira muito crispada nas comemorações do 10 de Junho”, que deve ser um dia de unidade nacional, declarou Manuel Alegre, numa conferência de imprensa em que apresentou os mandatários distritais da sua candidatura presidencial. [...]
Obs: Houve um tempo em que Manuela Ferreira leite desafiava recorrentemente Sócrates a dançar o tango político com ela, e Sócrates fingia que não a ouvia nem via, desvalorizando-a, não lhe dando importância. Foi assim que Sócrates "secou" a idosa que durante quase dois anos definhou o PSD e quase levou à loucura, dada a sua inépcia, os militantes que a detestavam.
Paralelamente, o ideário pobrezinho, paupérrimo de Alegre é andar com uma caçadeira e com um pau retóricos na mão tentando espicaçar a "raposa" Cavaco que persiste em não lhe passar cartão, e assim o poeta Alegre entra em registo de monólogo, de resto é o que lhe fica bem. Naquele seu discurso redondo, banal, revelando uma gritante ausência de ideias alternativas a Cavaco para presidir aos destinos de Portugal a partir de 2001.
Chega mesmo a ser confrangedor ver Alegre recorrer a truques meramente de estilo para obrigar Cavaco a sair da toca e dar-lhe algum palco, coisa que Cavaco não faz - secando o poeta até à exaustão, tal como Sócrates fez a Ferreira Leite quando esta queria palco por via de interacção com o PM.
Acresce que a imagem de Cavaco é, desde que é conhecida da esfera pública, um ser crispado, quem sabe até para esconder a sua própria insegurança. Mas Alegre acha que acusar Cavaco de "crispado" e de "nervoso" está, por um lado, a ser o médico original que gostaria de ser e, por outro, a revelar o esplendor do seu ideário para Belém caso seja eleito PR. Pobre estratégia. Na forma é pobre, na substância não existe. Nem sequer chega a ser um vácuo poético.
Ora, o país e os portugueses estão carecas de saber que Cavaco sempre foi crispado e, por via disso, descobrem agora que o projecto do poeta para Portugal é andar atrás de cavaco pedindo-lhe que ele entre em interacção consigo. É curto.
Qualquer dia ainda veremos o poeta ajoelhado na Praça do Marquês de Pombal rezando ao leão e reclamando aos deuses para que estes o ajudem a consumar o seu supremo objectivo: obter uma entrevista com Cavaco, a qual sirva de rampa de lançamento para o elevar a Belém, pois até agora o poeta conta com dois apoios contranatura, Louça e António costa, o qual desejou "partir a espinha" ao BE, conforme defendeu num Congresso do PS.
Talvez seja por esta decadência que os portugueses vão em massa surpreender os partidos, as soi-disant elites e apoiar massivamente o tal médico sem fronteiras da AMI que andou pelo mundo apagando fogos e salvando vidas que outros atearam.
Na prática, no momento do voto os portugueses perguntar-se-ão: valerá a pena votar num mau PR (cavaco), num poeta cujo objectivo é interagir com o mau presidente ou, como alternativa, colocar o médico nacional mais cosmopolita no cadeirão de Belém...
A resposta começa a parecer óbvia.

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quarta-feira

Ninguém acredita em Manuel Alegre. Política à portuguesa

O candidato presidencial afirmou, esta quarta-feira depois da apresentação dos seus mandatários, que Cavaco Silva é também «corresponsável» pela actual situação económica do país, tsf
Obs:
O problema de Alegre remete para a essência da política: a CONFIANÇA.
Ninguém acredita num candidato que tem uma suspeição de tipo patrioteira contra a Europa, foi o oponente nº. 1. - juntamente com o BE e Louçã - às políticas sociais do PS (por quem hoje é, paradoxal e tristemente, apoiado), não conhece os dossiers nem tem domínio técnico dos problemas económicos e sociais, não tem experiência de governação, é um rosto do passado e entra mal no eleitorado da esquerda moderna, do centro e fica literalmente à porta da sede de apoio da direita.
Como activo tem duas notas a seu favor: foi anti-fascista e fundador do PS. Mas é curto para um candidato à PR. O zé povinho pode ter uma baixa cultura política, mas não é parvo e sabe somar 2 + 1...
Estou mesmo convencido que, no PS, só mesmo António costa, autarca de Lisboa, acredita nele pagando-lhe o favor pelo apoio à eleição da capital. De resto, o PS profundo e até mesmo Sócrates o apoiaram para diminuir os chamados danos colaterais, que se alargariam se se encetasse agora um processo de identificação de um novo candidato a Belém. Contudo, Sócrates e o PS fazem-no sem qualquer convicção e antecipando uma derrota esmagadora que deixará Cavaco com um sorriso de orelha a orelha.
Descodificando: Alegre fez a pirueta para colher o apoio do PS que criticara durante um ano seguido; e este deu a cambalhota por não ter um candidato vencedor ao statu quo de Cavaco, que hoje Alegre co-responsabiliza pela crise. Foi pena que não o tivesse feito em 2009, e o faça em 2010 por mero oportunismo político. A política, de facto, terá de ser algo mais do que este trade-of de vantagens pessoais e de troca de lugares e de captura de pólos de influência completamente alheio aos interesses permanentes do país. Em rigor, Portugal não precisa dum poeta lírico em Belém.
As mentiras de promessas que fazem este tipo de pseudo-políticos, instalados na máquina do Estado ou com respaldo partidária, conhecem-se do seguinte jeito: põem-vos a mão no ombro, dão-vos grandes abraços, sorriem, curvam-se até saudar-vos. Tudo isto são indicadores de estarem eles a iludir o zé povinho. Do mesmo modo, esse mesmo povo poderá reconhecer as suas mentiras factuais, graças às desmedidas juras que fazem ao desgraçado povo em várias ocasiões, mudando o seu sentido consoante os seus interesses pessoais.
Alegre arrisca-se, como aqui temos vindo a descrever, a afundar o PS e Sócrates com ele, coisa que interessa, sobremaneira, a António Costa que lhe disputará a liderança, pelo menos uma indicação objectiva de que o poeta terá, além do seu, um segundo (ou terceiro!!) voto.
Ou seja, uma coisa é certa: A.Costa queria "partir a espinha" ao BE, e agora votará Alegre (com quem andou ao colo em 2009), e que concitará, seguramente, também o voto de Louçã. Alegre, naturalmente, votará em si.
Alegre = 3 votos.

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Coisas simples que Sócrates deveria fazer para se salvar, salvando Portugal. Chico Buarque

Eis algumas coisas simples que Sócrates poderia - e deveria - fazer a fim de evitar cair no abismo em que a dupla de problemas Alegre e medidas de austeridade o colocaram, a ponto de PPCoelho lhe sugerir como e quando deve remodelar o governo:

1. No plano político, sugere-se ao PM que convença Diogo Freitas do Amaral a ser o candidato do PS a Belém, justificando o erro de casting de Alegre pela confusão gerada com uma embriaguez de véspera;

2. Reactivar a Golden Share do Estado na PT (ainda que em desconformidade com o direito comunitário que demora meses a aferir) à luz do argumento de que o interesse nacional permanente reclama uma blindagem do Estado nesse sentido, pelo que Picoas jamais deverá vender a Vivo no Brasil. Até para tranquilizar o empresário Belmiro que há muito acredita na teoria da conspiração do Estado contra a Sonae.

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Aos amantes deste génio da música
Chico Buarque - Construção

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terça-feira

Infelizmente, o dr. Mário Soares tem tazão. Sócrates não teve coragem política e Alegre afundará tudo com ele

Soares diz que Sócrates cometeu um erro grave ao vir anunciar já o apoio do PS à candidatura de Alegre - Por José Augusto Moreira
Mário Soares diz que José Sócrates cometeu um erro grave ao vir anunciar no passado fim-de-semana o apoio do PS à candidatura presidencial de Manuel Alegre. “No actual contexto político-partidário, julgo que Sócrates cometeu um erro grave, que porventura mesmo lhe poderá ser fatal e ao PS”, escreve o ex-presidente da República na sua habitual crónica das terças-feiras no Diário de Notícias.
Polémica. Críticos do poeta afastam-se da escolha de Sócrates. Mário Soares diz mesmo que apoio a Alegre pode ser fatal ao PS, dn
Resignados, descrentes, a guardar distância. Em três expressões se descreve a atitude dos socialistas contrariados com o apoio oficial à candidatura de Manuel Alegre. Na ressaca da reunião da Comissão Nacional, os críticos pouparam-se nas palavras, mas não esconderam a falta de "convicção" e a desconfiança num final feliz para o romance com o poeta.
O mais duro de todos foi Mário Soares. O antigo presidente da República escreve hoje num artigo de opinião no DN (ver relacionado) que a escolha de Sócrates pode revelar-se "fatal" para o seu futuro político. "No actual contexto politico-partidário, julgo que Sócrates cometeu um erro grave, que porventura mesmo lhe poderá ser fatal e ao PS."
"Como socialista, e pensando como sempre só pela minha cabeça, entendo ter a obrigação de dar a conhecer de novo aos meus camaradas e ao secretário-geral aquilo que penso", acrescentou.
Edmundo Pedro, que fez ouvir a sua voz crítica na CN, afinou pelo mesmo tom. "Alegre está cheio de contradições. Ele vai afundar-se. Nem chegará aos 1,2 milhões de votos da última vez e vai contribuir para o desgaste de Sócrates. Se tiver um resultado miserável será uma grande derrota para o PS."
O histórico socialista, que esteve com Alegre nas eleições de 2006, considera hoje que ele não tem "perfil moral para ser o candidato do PS". Ao DN, disse que o poeta "se desviou do caminho" quando fez a "aliança com o BE" e "tentou unir a esquerda - que sabia ser impossível". E acrescentou: "Foram manobras eleitoralistas que fizeram perder votos ao PS."
Alegre apresentou-se como candidato independente que queria unir a esquerda para impedir a reeleição de Cavaco Silva. Mas essa ambição pode ser o maior obstáculo ao projecto. Fernando Nobre, o outro candidato a Belém - que se diz ter sido encorajado por Soares -, avisou que Alegre vai ter de gerir "uma espécie de quadratura do círculo" na tentativa de conciliar os apoios do BE e do PS.
A mesma desconfiança é partilhada por muitos socialistas. Renato Sampaio, líder da distrital do Porto, que há meses considerava difícil o PS apoiar um "candidato que traz o Bloco às costas", admitiu ontem à Lusa que o poeta é a "candidatura possível à esquerda". Sampaio estava a parafrasear Alegre, que usou essa frase quando apoiou Sócrates, nas legislativas.
Cautela é também a regra com Vitalino Canas, Capoulas Santos e José Lello. Os três discordam da estratégia, mas prometeram silêncio para não irem contra o PS.
Alegre ainda não falou em público desde o apoio do PS, e Cavaco Silva recusou comentar os desenvolvimentos a meio ano da disputa eleitoral. Sócrates, sem se referir directamente ao caso, deu o tiro de partida da guerra. Ontem, num almoço com activistas gays, lançou uma crítica velada a Cavaco por causa da sua mensagem sobre o casamento homossexual.
Obs: O mais curioso notar é que Sócrates perderá mais quota de credibilidade (a ainda disponível) com a decisão pífia de apoiar Alegre a Belém do que própriamente com a necessidade de tomar as medidas de austeridade para sanear as finanças públicas. Alegre é um candidato contranatura, e o seu nome é tão problemático indo pelo PS como se fosse o candidato formal apoiado pelo BE ou mesmo pelo PCP.
Por uma razão simples que não convém ocultar: umas trovas, a luta anti-fascista e o seu papel histórico na fundação do PS não fazem dele o candidato com o perfil certo para Belém.
Alegre vive iludido e, mais grave, iludiu Sócrates a quem tirou a coragem de apoiar um verdadeiro candidato alternativo, por isso esta decisão será, inevitavelmente, o toque de finados do actual governo.

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segunda-feira

A política em Portugal traduziu-se num exercício de engolir sapos

O PS lá se decidiu formalmente em ressuscitar o "candidato fantasma" Manuel Alegre, dizendo que ele traduz o valor do "progressismo", comum ao partido. Já se percebeu que o poeta é, assim, uma espécie de Garcia Pereira que o PS arranjou ante a impossibilidade de egendrar o seu Cavaco.
Este, por seu turno, por ocasião do Não ao veto da lei que prevê o casamento-gay, vota contra a sua consciência e valores para não gerar ondas na sociedade portuguesa, talvez assim ganhe mais uns votinhos para 2011. O papa Bento XVI, em Roma, deve ter caído da cadeira quando soube disto, sobretudo quando semanas antes Cavaco lhe apresentou, ou melhor, submeteu a família como se fosse beatificar os netinhos.
Dois exemplos comezinhos em como não se fala verdade na política à portuguesa que o zé povinho já detectou. E é isto que descredibiliza a política, mina a democracia e afasta os eleitores dos mecanismos de voto e da decisão.
O problema é que este cinismo e hipocrisia políticas colonizaram a vida pública e privada na sociedade portuguesa, condicionando comportamentos e atitudes, promovendo calculismos e interesseirismos que acabam por pautar grande parte das relações pessoais e institucionais.
Um caldo de cultura corruptiva que não promove o mérito, a competitividade e a sua pedra de toque: a produtividade.
Portugal merecia melhor!!!

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quarta-feira

Narrativas desesperadas na República dos poetas

Alegre era apoiado genéticamente pelo BE, talvez o PCP lhe dê apoio, por solidariedade ideológica em nome da luta anti-fascista. Com jeito, o CDS assume essa deriva em nome da poesia e das letras em Portugal, algum PSD, que não se revê em Cavaco, também se poderá vingar de Cavaco e o PS alinhará pelo mesmo diapasão. No fundo, Alegre ainda fará o pleno. Com sorte, ainda veremos o pai da democracia, Mário Soares, bater à porta da sede de campanha do poeta a fim de lá entregar um cravo com uma mensagem escrita em chinês. Enfim, tudo é possível nesta representação que cheira a ópera-bufaaaaaaaa
Após as estruturas directivas do PS se terem dividido em torno do nome do candidato a Belém pelo BE - o Largo do Rato prometeu que o irá apoiar, embora de forma pífia obrigando, para o efeito, o poeta a mostar o que vale e a convencer os portugueses em torno do seu projecto para o país, que se desconhece. Assim, temos um candidato curioso: inicialmente apoiado pelo BE que o PS, meses depois, se recusa a apoiar activamente, tudo ingredientes que antecipam a catástrofe no horizonte e, podendo não ocorrer o milagre da multiplicação e da solidariedade na candidatura merecida de Fernando Nobre, o tapete vermelho está estendido para Cavaco ser o próximo locatário de Belém, mesmo contando no seu palmarés uma tentativa de golpe de estado constitucional com base na inventona dumas escutas que tiveram tanta credibilidade como esta candidatura contranatura que o PS diz apoiar a Belém.
Sueli Shamsa naturally arabic العربية 2008

Aggie Dancesport - Whatever Lola Wants - Argentine Tango

Whatever lola wants lola gets - New!!!.wmv

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segunda-feira

Sócrates na "tenaz" presidencial: Alegre será mais uma imposição das circunstâncias do que um acto espontâneo do PS

Imagem picada no rizoma
Sócrates conclui terça-feira consultas internas para decidir candidato presidencial, tsf
O secretário-geral do PS conclui esta terça feira, na sequência de reuniões com o Grupo Parlamentar socialista e com os presidentes de federações, o processo interno de auscultação ao seu partido sobre as eleições presidenciais.
As reuniões com o Grupo Parlamentar do PS, com os presidentes das federações e a desta segunda-feira com os presidentes de câmaras socialistas vão anteceder a decisão final dos socialistas sobre a candidatura presidencial de Manuel Alegre, prevista para domingo em reunião da Comissão Nacional do PS.
(...)
Obs: É sabido que o poeta Manuel Alegre entra mal no eleitorado do centro e duma esquerda reformista, inovadora, jovem e criativa. À direita o poeta fica à porta, além de que todo o ano de 2009 fez campanha ao lado do partido mais radical e anti-sistema do espectro político nacional: o BE. Não tem uma visão estruturante para Portugal, sabe pouco de economia, política internacional e desconhece os meandros do complexo sistema de decisão comunitário. Ou seja, Alegre perde em toda a linha no mano-a-mano com Cavaco, que o esmagará sociológicamente.
Se o PS decidir apoiar este nano-candidato empobrecerá o seu capital político, limitará fortemente a sua sede de apoio, daí a necessidade de Sócrates fazer contas, embora estejamos num terreno em que 2 + 2 nunca serão 4. A soma será variável, embora seja útil ao PS ter como reserva um candidato senatorial do tipo Diogo Freitas do Amaral que pudesse fazer melhor tudo aquilo que Cavaco, na melhor das hipóteses, consegue fazer razoavelmente. Contudo, há que reconhecer que o PS já perdeu muito tempo, circunstância que o tornou refém duma poesia à solta que não terá depois leitores à altura.
E o mais triste é que Alegre é, objectiva e subjectivamente, um homem e um rosto do passado, os tempos que nos aguardam exigem um perfil dum homem dinâmico, jovem e cosmopolita, simultaneamente técnico e político, daí o disparate em que o PS cairá caso se lembre de apoiar o candidato mais contranatura que tem na fauna política nacional.
Talvez nunca como neste período se exigiu ao PS saber fazer contas políticas, um exercício tão complexo quanto falível.

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quarta-feira

Política à portuguesa: Muppet Show com Alegre a fazer de "baterista" e a vocalista de PM

O espaço público articulado exige a existência de questões sociais postas no âmbito da deliberação pública e de outras que são protegidas pelo escrutínio desse mesmo público. Alegre conhece a literatura, gosta e produz poesia, faz ensaio e romance mas, de facto, não conhece a máquina do Estado, não sabe formular uma política pública, nenhuma experiência tem no plano internacional e vive apenas do seu capital de queixa temperado com a luta ao salazarismo e, mais recentemente, goza da memória evanescente do seu milhão de votos nas últimas eleições presidenciais em que perdeu para Cavaco mas em que humilhou literalmente Mário Soares, ao dividir o PS e a esquerda no seu apoio. Contudo, Alegre confunde algumas coisas básicas que o podem trair.
Vejamos, ele até pode ser um indivíduo leal com os seus amigos, fiel à pátria, ser sincero quando apoiou o BE e dele recebeu igual apoio quando durante um ano inteiro andou a chantagear o PS e o seu líder, mas essas putativas qualidades não são transferíveis imediatamente para o quadro das relações públicas com relevância política, nas quais vigoram critérios diferentes.
Mas hoje Alegre está a servir-se dos seus relacionamentos privados para retirar efeitos públicos/políticos. A sua viagem aos Açores para aí fazer o seu lançamento insere-se nitidamente nessa estratégia eleitoral. Seduzir César para este pressionar Sócrates a ceder e o apoiar quanto antes.
Em rigor, políticos do tipo histórico e passadista, como Alegre, ou com perfil mais executivo, do género Cavaco, limitam-se a responder às expectativas dos elitores sem formular projectos que possam dar sentido à acção colectiva para lá das reacções mais imediatas da opinião pública. Uma acção política assim é, precisamente, aquela que o poeta Alegre reflectiu em décadas de deputado no Parlamento, em que o seu préstimo político para a Nação foi igual a zero; de igual modo, Cavaco nestes anos em que está em Belém limita-se a gerir a sua imagem institucional e a preparar a sua próxima campanha presidencial.
A esta luz, quer Alegre quer Cavaco são equivalentes funcionais, como diria Talcot Parsons, pois da sua acção sectorializada não resulta uma estratégia de valorização comum e de reformas sociais para Portugal, apenas resulta uma satisfação das clientelas particulares afectas a cada um desses lados. É por isso que a candidatura de Fernando Nobre (contra a indiferença) neste contexto amorfo é tão importante.
Veremos se o povo não descobre estas maroscas e não os penaliza ainda mais, até porque o que é válido na esfera das relações privadas por vezes nenhuma correspondência tem na esfera pública. Além de que se pode perguntar o que Alegre fez pelo seu país senão editar uns livros (cujos direitos de autor revertem para o seu bolso... poderia apoiar os cães abandonados de Lisboa, os pobres do Martinho da Arcada de que ele tem pena ou as viúvas dos desgraçados que já partiram vítimas de sida), fazer uns discursos na AR, em regra para criticar os seus, e, no tempo da outra senhora, fazer rádio em Argel para "matar" mais rapidamente o velho "botas"...
É tudo muito pouco para o perfil de alguém que hoje deseja ser PR em pleno séc. XXI.
Sejamos sérios: o poeta Alegre fez duas coisas apenas na vida com efeito simbólico, a primeira delas foi ajudar a fundar o PS; a segunda foi ter combatido o regime de Salazar. Então revelou coragem, mas já passaram 40 anos que, entretanto, fizeram do poeta um homem do outro tempo. Só ele, e o seu inner cicle, parece não ver o óbvio.
Adenda: Durante todo o ano de 2009, o poeta Manuel Alegre constituiu-se numa espécie de apêndice de Louçã e do BE, a extrema-esquerda anti-sistémica no sistema partidário no país (a quem o chefe António costa queria partir a espinha num Congresso do PS em 2009), e com ele conspirou pelas ruas e esquinas de Lisboa acerca da melhor maneira de cilindrar o PM, Sócrates, que Alegre combateu aquando da luta pelo poder interno no PS. Em si já é estranho que o poeta se tenha alinhado ao partido mais radical em Portugal para atrair as atenções sobre a sua pessoa, pois bem sabemos do egocentrismo do poeta; grave, contudo, é que o tenha feito em nome de um falso projecto social e económico de desenvolvimento e de modernidade para Portugal que o BE e Alegre manifestamente não têm. Em rigor, Alegre acusava o PM dos vícios em que ele próprio incorreu.
O vídeo infra, passe a analogia, evoca-me o papel de "baterista" a que o poeta Alegre se prestou (cabendo à vocalista o papel de PM) durante o ano de 2009 com o BE para amplificar o seu narcisismo, promover os seus livros gozando, para o efeito, do tempo de antena concedido pelas estações de tv pagas com os impostos dos portugueses.
De facto, a política no seu sentido mais nobre, a existir, deveria consistir em civilizar este espaço emocional e de ultra-paixões que alguns, montados em alguma engrenagem do poder, cavalgam como forma de instrumentalização dessas suas paixões, mas que nenhuma responsabilidade ou benefício social colectivo traz ao país.
Uma sociedade que nos serve à mesa um Manuel Alegre (requentado!! - que envergonha o PS) e uma continuidade estéril patente neste mandato introsivo e belicoso (cujo expoente foi o caso das escutas, uma inventona de Belém para destituir o PM via golpe e estado...) de Cavaco é, manifestamente, uma sociedade (civil e política) coxa, débil e esclerosada. Ora, é contra este désencadrement político nacional que devemos, enquanto povo, lutar não apoiando nem Cavaco nem Alegre.
Por isso perspectivo a entrada em cena de Fernando Nobre, que sempre trabalhou em prol da colectividade (nacional e planetária, como médico sem fronteiras) e não é, por isso, um parasita da política nem dela se serve para fins pessoais, como uma verdadeira lufada de ar fresco neste tempo político bafiente em que tristemente vivemos.
Seria, pois, muito interessante e gratificante que o povo português, no caldo de cultura imbuído da sua maturidade democrática, reconhecesse o mérito a quem o tem e não continuasse a promover os oportunistas do costume.
Muppet Show Moreno and Animal

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sábado

A insustentável leveza de Manuel Alegre

Alegre considera incorrecto que PR interfira nas opções do Governo
Manuel Alegre considerou, em declarações à TSF, incorrecto que Cavaco Silva faça afirmações que possam ser entendidas como uma interferência nas opções do Executivo. (...)
Obs: Recordemos os factos, pois todos eles encerram uma história, no caso vertente uma estorieta: durante um ano o poeta Alegre andou a trair o seu próprio partido de braço dado com as políticas radicais do BE, chegou mesmo a ser oposição interna, desleal minando a própria liderança legítima do secretário-geral do seu próprio partido, o PS. Na bancada parlamentar o poeta sentava-se na última fila e quando pedia a palavra era para ser oposição interna ao PS, no seu habitual histrionismo, não para criar propostas alternativas com projectos de lei interessantes à vida dos portuguesas, mas para fazer aquilo que o zé povinho designa de bota abaixo.
Agora identificamos um Alegre renovado, revitalizado, reciclado mas que, por pura conveniência, cinismo e interesse próprio critica Cavaco por este manter reservas à política de investimentos públicos do Governo.
De facto, o poeta nenhuma legitimidade e autoridade tem para falar, e só ele é que parece levar-se a sério no plano presidencial, e isso é um indicador sólido de que se o PS o apoiar, coisa que jamais deverá ocorrer, será a catástrofe total.

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terça-feira

Manuel Alegre e o movimento, Cavaco - o prestidigitador. O pior do "Estado-espectáculo" em Portugal

Todos sabemos que, enquanto deputado e político Manuel Alegre nunca deu nada a Portugal. Não teve uma única proposta de lei no Parlamento que cuidasse dos interesses dos portugueses, não valorizou a economia do país, não ajudou a criar riqueza. Sempre viveu à sombra das benesses do PS. Por outro lado, Alegre sempre teve uma carga simbólica, ligada à luta contra o fascismo e, aí, sim, deu um contributo histórico para abater o salazarismo e combater, do exterior (radiofónico), a ditadura em Portugal. Como poeta é o que é: uns gostam; outros nem por isso, mas gostos não se discutem. Mas Alegre não hesitou em conspirar recentemente com o BE para tornar refém o seu PS, pois ninguém acredita que Alegre estava preocupado com os pensionistas, os trabalhadores precários ou mesmo os desempregados.
Alegre sempre fez show-of para aparecer na praça pública e ter a atenção canibal dos media - que ele tanto aprecia. Sendo unipessoal - a candidatura à PR qualquer candidato com mais de 35 anos poderá fazê-lo, só que, não sejamos ingénuos, nenhum candidato se lança para Belém sem acordar préviamente esse lance com o partido da sua eleição, neste caso o PS. Alegre, ao invés, avançou sem dar cavaco ao PS para, precisamente, condicionar o PS de Sócrates e alavancar-se com o apoio mais do que declarado (e oportunista) do BE (e tímido do PCP), o(s) partido(s) radicais do sistema político português. Quando se procura identificar o projecto de Alegre para Portugal apenas confirmamos meia dúzia de generalidades que já são habituais no poeta.
Quanto à Europa o poeta revela até um desconhecimento do actual equilíbrio de forças comunitário e pouca cultura política europeia reflecte. Encher a boca só com a pátria é, convenhamos, curto. De modo que Alegre é mais um candidato auto-imposto do que desejado pela sociedade, e grande parte do PS nem sequer o tolera. Isto não significa que o poeta não tenha já o seu lugar na história da fundação do PS, na luta e afirmação pela democracia e pela liberdade, mas não devemos confundir as coisas nem os desafios que ora temos pela frente. Alegre é, pois, um homem do passado, não tem qualquer projecto modernizador ou renovador para Portugal, e o nosso país precisa de algo mais do que de lirismos arqueológicos que afirmam com uma mão o chicote, ao estilo faraónico, com a outra o gancho (para travar o PS de o desapoiar).
Ou seja, o poeta - não tendo nenhum projecto interessante para Portugal - tem, contudo, o micro-poder de matar-moscas, i.é, manusear o chicote da micro-política para admoestar "o seu" PS (que ele detesta - assim como Sócrates o detesta a ele) e por em movimento, extemporaneamente, a "carroça" das presidenciais. Dispondo do chicote - para acelerar o seu carro de combate, o poeta-Alegre tem também o gancho para o travar, para reter as rédeas, portanto, o poeta tem hoje concentrado nas suas mãos um poder desproporcionado à sua efectiva importância e estatutura política: acelerar e travar o processo relativo às eleições presidenciais, qual espécie de poder faraónico simultaneamente de catalizador e de retenção e freio.
Contudo, e porque o país não se pode permitir a este tipo de charadas fora de prazo, Alegre será sempre o responsável pelo pior que a política espectáculo representa, convertendo-a numa espécie de companhia de teatro fora de tempo, e isto acontece por causa da vaidade descontrolada dos homens e da sua gula e soberba pelo poder. Alegre tem essa luxúria pelo poder, quiça animada pelo milhão de votos que teve nas últimas presidenciais que ele julga poder replicar no próximo acto eleitoral, mesmo não colhendo sociológicamente ao centro, como ontem, e bem, sublinhou António Vitorino - para quem Alegre também não será o melhor candidato presidencial para derrotar o mediano Cavaco - que tem feito um péssimo mandato.
De cavaco haverá muito pouco a dizer, tudo de mau nele já há muito é conhecido. Talvez represente o papel daqueles prestigitadores cujo princípio de acção elementar consiste em chamar a atenção para uma coisa diferente daquela em que ele está a pensar ou a fazer. Pois é sabido que Cavaco nada mais tem feito desde que foi eleito - do que preparar-se para o 2º mandato. Tem sido essa a sua preocupação diária em Belém, além de conspirar contra o PM através do seu assessor de imagem Fernando Lima cuja cabala (das famosas escutas) se descobriu, mesmo quando faz aqueles roteiros pelo Portugal-profundo a vender a sua marca. Logo, a autenticidade do seu discurso é tão falsa quanto a preocupação de Alegre com os pensionistas, com os trabalhadores precários e com os desempregados de Portugal.
O nosso país, confesso, merecia muito melhor do que esta charada que evoca aquelas companhias de teatro já muito decadentes e fora de prazo que só representam em ruínas para uma plateia de duas, três pessoas. Mas os portugueses têm o que merecem, e se quiserem mudar de vida basta que rejetem estes dois putativos candidatos que não representam o melhor que os portugueses têm para oferecer.
Todavia, não posso deixar de problematizar aqueles analistas oportunistas que, talvez por dever de solidariedades poéticas, tanto criticam em privado o Estado espectáculo - que até ensinam às criancinhas na faculdade - e depois são os primeiros - a um ano de distância das eleições presidenciais - a engrossar a dramatização em política, no duplo sentido da palavra: pôr em cena, em análises e "opiniões-macacas", pseudo-intenções, discursos e imagens de candidatos presidenciais que nitidamente exageram a sua importância, a sua gravidade e o seu carácter trágico.
Creio que o povo português já é suficientemente maduro quer para desmontar as intenções de Alegre, como também diluir as opiniões daqueles "politicólogos de aviário" que procuram iludir ainda mais os portugueses apelando aos mecanismos do Estado espectáculo que tanto criticam em privado. Esta gente pouca moral tem para falar e, por isso, nenhum crédito merece quando debitam opiniões insustentáveis no espaço público.
Colocar este factóide de Alegre e das presidenciais no centro do debate político em Portugal (a um ano de eleições )é, literalmente, gozar com os portugueses.

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