quinta-feira

Evocação de Vergílio Ferreira

Que ideia a de que no Carnaval as pessoas se mascaram. No Carnaval desmascaram-se.

Conta-Corrente 5

__________

PS: Vem isto a propósito, ou pode vir, das eleições que temos em curso. O que remete para a ideia segundo a qual uma legislatura se torna demasiado pesada para os eleitores-contribuintes, já que são 4 anos (quatro!!) a pagar mais e mais impostos para subsidiar mentiras, ainda por cima de gente pouco qualificada, já que essa gente desconhece ter de pagar as suas contribuições à segurança social e os impostos à Fazenda. Pior do que um carnaval, trata-se duma bacanal político à custa dos impostos dos cidadãos. 
_____________________

Etiquetas: , , ,

domingo

Já falta pouco - por Paulo Baldaia -

Nota prévia: Paulo Baldaia, de forma previsível, desenha aqui o destino de A.Costa,  ainda que sublinhando os escolhos que o PS terá pela frente com a agravante de ter de identificar quem, à  esquerda, lhe dará a mão para formar a maioria parlamentar necessária à governação (socialista) estável.Tudo em aberto, portanto...


por PAULO BALDAIAHoje
A grande política que supera em energia gasta o trabalho ideológico - em que o que importa é a marcação cerrada que a coligação fez ao PS com as garantias e as fintas do PS à maioria com o programa antecipado na internet - acabou eclipsada pela mais irracional das coisas que contam na vida das pessoas: o futebol. Religiosamente, os milhões de benfiquistas e de sportinguistas fizeram jejum da política para se dedicar em exclusivo à traição de Jesus. Nada é mais sério para quem vê o seu profeta fazer a via-sacra da Segunda Circular, trocando o vermelho pelo verde. Descontando esta suprema ironia, a verdade é que há na coligação quem saiba bem o que é marketing político.
Com um PS que pareceu muitas vezes parado no tempo, julgando que ainda resulta prometer o fontanário em Alguidares de Baixo e as rotundas em Alguidares de Cima, a coligação aposta na mais simples das mensagens. PSD e CDS procuram ter espaço para ainda lutar pela vitória, garantindo que com eles o país não voltará a passar por uma crise e o oferecendo uma cláusula constitucional que impede os governos de aumentar a dívida. A maioria, que aposta tudo em marcar a diferença com o que considera ser a irresponsabilidade socialista, lança a casca de banana e o PS escorrega feliz, recusando qualquer limite constitucional ao que os governos podem fazer com o dinheiro futuro dos portugueses. Assim trabalha para o marketing da coligação que apenas nos quer convencer de que o PS vai de novo fazer derrapar a despesa pública, o défice e a dívida.
O PS já não tem muito tempo para mostrar que é de facto diferente, diferente para lá das propostas avulso, como a descida da TSU que se limita a prometer um pouquinho mais de crescimento económico, por via do consumo privado. O que está em jogo nestas eleições é uma ideia de país. Sabemos o que quer a coligação, precisamos de saber em que é o PS é verdadeiramente de esquerda e em que é que isso se reflecte num país que precisa urgentemente de mais justiça social. Ontem, António Costa ensaiou um bom discurso sobre o emprego que considera ser a causa das causas. Só precisa de ser afinado para não ficar perdido entre os fontanários.
___________

Etiquetas: , ,

segunda-feira

Santa Lopes: um andar por aí sem nexo. Habitou-se à caridade



O sr. Lopes não resiste a fazer uma coisa sempre que se avizinham eleições, neste caso eleições presidenciais. Essa coisa é por-se em bicos de pés.

Não tem crédito político, porque o pouco que tinha desbaratou-o aquando daquele semestre negro em que foi PM deixando o país à beira dum ataque de nervos, até que Sampaio, o PR então em funções, resolveu por termo à orgia presidencial em que uns ministros se agrediam uns aos outros publicamente, e sem que o alegado PM tivesse qualquer autoridade sobre os sujeitos que escolheu para aquele seu miserável (des)governo - na sequência da deserção política de Durão Barroso para Bruxelas, fazendo aí uma década de carreira e de enriquecimento pessoal, mas com um passivo político que se traduziu na decadência da Europa, hoje sob a pata tutelar do directório alemão. 

Agora, para pagar o favor político a Passos Coelho - que fez o frete de o encaixar na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, um cargo que o alberga por favor e literal cunha política, resolveu fazer a vida negra a Marcelo Rebelo de Sousa e limitar o seu espaço político interno no PSD - a fim de reunir aí apoios para se candidatar a Belém. 

Eis o Santana Lopes da Santa Casa da Misericórdia: perfila-se como o testa-de-ferro do verdadeiro candidato de Passos Coelho a Belém (que ainda se desconhece!!), e só porque o actual PM odeia o comentador Marcelo - aquele usa e abusa do seu homem-de-mão, Santana, para fazer estes jogos florais na pré-candidatura presidencial a Belém. 

A que se presta um ex-PM de Portugal? Eis o preço duma nomeação/cunha política. 

Isto é o que se chama fazer verdadeira CARIDADE a Santana pelo favor do PM, mas à custa dos portugueses. 

Politicamente, é uma vergonha; ética e moralmente - isto representa um ultraje para a instituição Presidência da República.

_________


Etiquetas: , , , , ,

domingo

Eleições ao semestre...




... As eleições deviam ser semestrais. Assim teríamos obra feita de seis em seis meses. 

______________

Etiquetas: ,

Eleições à "porca"... dr. Passos

Etiquetas: , , , , ,

terça-feira

Cavaco preocupado com a pobreza...e as eleições!!!

  • Imagem picada no Jumento blogdrive, no tempo pré-histórico da blogosfera, tempo de ilusões
Os roteiros sociais de Cavaco assumem uma textura que fica na intersecção das preocupações da Madre Teresa de Calcutá e de São Francisco de Assis, tal é a sua compaixão pelos desvalidos deste mundo.

Nesta senda, o PR manifestou preocupação com as situações de carência alimentar, dando prioridade aos casos de emergência social: as crianças que querem estudar e os velhos que precisam de medicamentos.
Confesso que quase chorei por ver tanta compaixão num burocrata do banco de Portugal que apenas sabe falar de estatísticas e de teoria económica de Boliqueime.
Talvez assim se compreenda melhor a teoria de Ernâni Lopes ao querer reduzir para 10, 20 ou 30% os vencimentos dos políticos, estaria, seguramente, a lembrar-se de Cavaco que deu hoje a conhecer ao país a sua compaixão com os pobres de Portugal. Ou então, a compaixão de cavaco veio infirmar a teoria remuneratória do prof. Ernâni Lopes nas jornadas paralamentares do psd.

De resto, não me surpreenderia nada ver que amanhã de manhã Cavaco irá abrir uma conta social no BPN, outrora dirigido pelo seu amigo Oliveira e Costa, para aí depositar os recursos decorrentes da receita de Ernâni Lopes - arrastando, pela força santológica do exemplo, as dádivas de toda a classe política portuguesa como forma de coadjuvar o Plano Nacional de Combate à Pobreza numa nova cooperação estratégica entre Belém e S. Bento.

Só fazemos aqui votos para que esses fundos com finalidades sociais não sejam geridos por Oliveira e Costa, porque se o forem todos nós já sabemos quais as suas consequências...

Etiquetas: , , , ,

sábado

Pedro Passos Coelho é o novo líder do PSD

Passos Coelho parece ter recolhido o maior número de votos no PSD, obtendo cerca de 60 a 70% dos votos dos militantes com quotas pagas, não sei se pelo António Preto e pela sua madrinha. Coelho era já uma promessa no psd na década de 80/90. Entretanto, o psd teve vários líderes, mais ou menos fracos. A líder cessante, ferreira leite, representou o grao zero da política em Portugal, portanto não se torna difícil a Coelho superar as expectativas na liderança interna, o nó górdio reside, de facto, na conquista do país e na sistematização de um conjunto de políticas, de estratégias e de medidas para renovar as políticas públicas em Portugal. Coelho terá os próximos seis meses para se afirmar no país e minar o caminho a Sócrates. Tudo depende, portanto, da capacidade da geração de ideias e de projectos alternativos ao PS que sirva Portugal. Por ora Sócrates começa a ter um opositor à sua medida. Veremos qual serve melhor Portugal e os portugueses (mesmo com a oposição de Al berto joão jardim) nesta conjuntura de crise para construir uma sociedade mais justa, mais moderna e mais desenvolvida.

Etiquetas: , ,