domingo

Eleições à "porca"... dr. Passos

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terça-feira

Passos Coelho nem para capataz serve...


No capítulo relativo aos abusos - quase de posição dominante - desenvolvidos pela EDP e as operadoras de telecomunicações, entre outras companhias majestáticas - e em que o alegado primeiro-ministro devia fazer cumprir àquelas as indicações prescritas pela troika (baixando o valor dos serviços cobrados em prol dos consumidores), o palrador-mor nem isso esteve à altura de realizar. 

O resultado foi a manutenção do estado dentro do Estado.
Em suma: Passos Coelho nem para capataz da troika serve. 

Resta-lhe, pois, deixar que Portugal continue a ser retalhado segundo as conveniências e interesses de meia dúzia de grandes empresas que cartelizaram os mercados. 

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sexta-feira

A mentira política como forma de governar do XIX Governo (in)Constitucional. Serão os velhos destes países que farão cair a nódoa do governo




Um secretário de Estado, Leite Martins (abaixo na imagem), procurou fazer mais um teste para conhecer as reacções das pessoas e da opinião pública (e publicada) em geral. Fê-lo, seguramente, a coberto e a pedido da ministra das Finanças, a Miss Swaps, conhecida por cometer sucessivos actos de PERJÚRIO no Parlamento por causa dos contratos de risco que fizeram perder milhões de euros ao Estado, a todos nós que o alimentamos. 

Recorre, assim, a um expediente conhecido pela técnica de comunicação política: o proof-lies, um dispositivo que visa por em marcha na sociedade “mentiras experimentais”, que representam uma espécie de sondas que têm por finalidade colocar a primeira “carga de explosivos” (redução das pensões de reforma). 

Aqui o objectivo é duplo: ver como se comporta o “detonador” em termos sociais lançado por essa mentira experimental e, ao mesmo tempo, conhecer as reacções a ela e, desse modo, ir corrigindo a rota, ajustando o discurso tapa-buraco, como faz Paulinho Portas no Parlamento. Tem sido este o método de trabalho - pérfido e vil - de governo imposto por Passos Coelho.

O objectivo de fundo consiste nos cortes das pensões para corrigir o desequilíbrio das finanças públicas e agradar à troika, antes desta sair da "colónia". E fazer depender o valor daquelas ao comportamento do crescimento da economia e à taxa de natalidade, o que é um absurdo além de anti-constitucional e ilegítimo. 

Vivemos, assim, um período da nossa história colectiva em que os agentes políticos não são dignos de confiança, comportam-se como pessoas de má fé em nome do Estado para atingir os seus objectivos politico-partidários e iludem as pessoas cujos interesses deveriam acautelar e promover.

Pergunto-me como é que não morrem mais idosos em Portugal na sequência da instabilidade gerada neste sector, que compromete o planeamento diário de vida dos idosos em Portugal. 

Uma outra questão: onde é que se meteu o ministro Pedro Mota Soares, o ministro-lambreta, que supostamente deveria ter uma palavra a dizer numa área governamental directamente tutelada por si, e não esconder-se atrás das "saias políticas" do ministro dos submarinos, Paulinho Portas?!! Em Portugal está tudo invertido, não há rei nem roque.  Chegámos aos mais profundo achincalhamento das instituições do Estado que é manchado diariamente pelos estarolas que assaltaram S. Bento. 

Dito isto, urge perguntar: quem nos protege deste governo de mal feitores que recorre sistematicamente ao expediente da manha e da mentira política como forma de governar os assuntos da polis?!

Até quando Cavaco continua impávido e sereno a suportar este integral logro político?!


Polémica sobre pensões foi 'criada' por secretário de Estado
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quinta-feira

Os crimes da troika. Evocação do legado de Stiglitz




in Jumento , Julgar os crimes da troika
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Obs: Curiosamente esta foi a tese expendida pelo Nóbel da Economia, Joseph Stiglitz quando, na dobra do milénio, escreveu este seu livro cuja contra-capa acima apresento. Stiglitz sabia que o FMI (OMC e BM) fazia(m) dos países africanos, asiáticos e sul-americanos meras cobaias de políticas económicas e financeiras neo-liberais verdadeiramente selvagens, abrindo à internacionalização mercados agrícolas altamente incipientes em nome dos interesses dos países capitalistas do centro, e foi em nome dessa luta contra o ultra-liberalismo selvagem que o professor de economia se demitiu do BM.

Ficou o livro, nobilizou-se e um legado imenso ao nível da teoria económica que hoje poderá servir de esteio importante para fundamentar uma criminalização futura aos players que destroem o tecido económico e social em Portugal, em nome dos mesmíssimos erros, políticas, ideologia e interesses denunciados por Stiglitz em 2000. 


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terça-feira

O soldadinho de chumbo muito leal ao governo: o efeito Super Bock na restauração


Pires de Lima é um ministro sui generis, no espaço de meses é capaz de defender uma coisa e o seu exacto contrário: fora do governo, mostra-se amigo dos empresários da restauração e prometeu-lhes defender a descida do IVA de 23 para 13%, a fim de evitar mais destruição de emprego com falências desse tipo de estabelecimentos e serviços; uma vez no governo defende o contrário e revela-se incapaz de negociar com a troika esse ajustamento do imposto iníquo para níveis aceitáveis e em linha com o que se pratica noutros países civilizados da Europa.

Além de incompetente, Pires de Lima revela todo o esplendor da sua fraqueza - pessoal e política. 

Hoje, no Parlamento, Lima, o ministro "soldadinho" de chumbo mui "leal" ao governo, como se qualifica, acenava com a sua cabeça, qual roberto. Quiçá em concordância pelos sistemáticos esbulhos fiscais adoptados pela Miss swaps, a tal que recorreu ao PERJÚRIO para se manter a todo o custo no poder, e fiel pupila de Gaspar, hoje em trânsito para Bruxelas - a convite pessoal de Barroso - para taxar a economia digital, área em que nada percebe. 

Pires de Lima ao concordar com esta política fiscal, que é um roubo descarado aos portugueses, não só denuncia a sua incompetência política e medo ante a troika, como revelou o seu carácter pessoal, mole e bipolar - por defender a descida do imposto fora do governo, e a sua manutenção uma vez no governo.

Pires de Lima representa, afinal, o pior que a política hoje comporta: a promessa fácil, o spin, a cambalhota e, at last, a descoberta da careca do ministro das cervejas. 

Apesar de ter algum sucesso como gestor de empresas tal facto, como se comprova, não é condição suficiente para ser um político coerente e medianamente competente. 

Lima, curiosamente, tal como o seu predecessor, é uma espécie de Álvaro refinado, só que em vez de propor a "internacionalização do pastel de nata" como way out da crise, Pires de Lima é mais chic: mete a cerveja aos queixos e bebe pelo gargalo. 

Já agora, prefiro Sagres. 

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