domingo

Das cervejeiras às intenções políticas resulta uma grande bebedeira política

O ministro da Economia, em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, defende que é "indesejável" aumentar impostos em 2015

Pires de Lima rejeita aumento de impostos em 2015



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Obs: Pires de Lima podia ser ser apelidado de ministro dos "milagres invisíveis", pois NADA do que defendeu e declarou publicamente, já na qualidade de ministro da Economia, veio a realizar-se. 

Nas cervejeiras defendeu baixa de impostos; no governo foi obrigado a aumentá-los, empurrando o IVA ainda mais para cima, o que levou a um crescente número de falências de PMEs ligadas ao sector da restauração - engrossando, assim, a taxa de desemprego. 

É uma vox isolada no governo. Como ministro da Economia não tem conseguido atrair IDE nem intensificar a procura interna. A estrutura e qualidade do emprego criado é um outro milagre invisível, talvez por isso tenha sido obrigado a retratar-se publicamente corrigindo o vocabulário utilizado, pois os portugueses já não acreditam no pai Natal.

Por outro lado, as críticas que veladamente ia dirigindo ao seu antecessor, prof. Álvaro Santos Pereira, que acabou por ser corrido do governo por pretender mexer nas elevadas taxas da energia (EDP...) - acabaram por se virar contra ele próprio, pois muito do que prometera fazer ficou na gaveta, e o ministro Lima lá teve de engolir a subida de impostos ditada pelo Terreiro do Paço sem, contudo, realizar uma única reforma no importante sector que tutela. 


A tantas irrealizações (ou "inconseguimentos", como diria a "outra"), milagres invisíveis e desconsiderações pessoais e políticas relativamente ao seu antecessor - é a todo este processo, à falta de melhor definição, que designamos de grande bebedeira política.
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quarta-feira

Governo = Mentira - Mentira = Governo

Restauração "chocada" com aumento do IVA





A restauração está em choque com o aumento do IVA para 23,25%, inscrita noDocumento de Estratégia Orçamental (DEO). O sector diz que não vai baixar os braços para travar o agravamento do imposto sobre o consumo.
O vice-presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) lamenta que o "Governo não tenha tido a sensibilidade de repor o IVA da restauração nos 13%" e diz que o sector "está chocado" com a medida. "É a economia que vai sofrer com este aumento, porque vai ter de ser suportado por inteiro pelas empresas", referiu Júlio Vicente.
A AHRESP diz que vai continuar a reivindicar uma redução da taxa aplicada ao sector, apesar das intenções do Governo. "Não vamos baixar os braços e vamos fazer questão que os empresários não se esqueçam das políticas que têm sido seguidas por este Governo", referiu o vice-presidente da associação.
O responsável criticou ainda o aumento da taxa social única (TSU) em 0,2 pontos percentuais. "Esta medida acaba por ser mais um factor de desmotivação para os trabalhadores, que já são afectados pelos parcos salários que levam para casa", lamentando o facto de os empresários também estarem numa situação difícil, com "constrangimentos em pagar salários e aos fornecedores".
A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) também foi apanhada de surpresa pelo aumento de IVA. Ao PÚBLICO a secretária-geral da confederação diz que o documento reflecte “um conjunto de opções surpreendentes”, especialmente o agravamento do imposto sobre o consumo. E teme que a medida “tenha consequências na economia”.
“A ligeira melhoria que se tem vindo a registar na economia sofrerá um retrocesso por via destes novos agravamentos”, afirmou Ana Vieira, numa referência ao aumento do IVA e da TSU, cujos proveitos servirão para financiar o sistema de pensões.
“Pensámos que estaríamos na altura de aprofundar um conjunto de reformas e de colher os frutos dessas reformas, mas as mais importantes não estão feitas, nomeadamente a da Segurança Social. O Governo desperdiçou três anos nesta área”, acrescentou Ana Vieira.
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Obs: O que dizer da canalha que destrói Portugal aos solavancos?! 
Que a terra lhes seja pesada. E rapidamente!!!
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terça-feira

O soldadinho de chumbo muito leal ao governo: o efeito Super Bock na restauração


Pires de Lima é um ministro sui generis, no espaço de meses é capaz de defender uma coisa e o seu exacto contrário: fora do governo, mostra-se amigo dos empresários da restauração e prometeu-lhes defender a descida do IVA de 23 para 13%, a fim de evitar mais destruição de emprego com falências desse tipo de estabelecimentos e serviços; uma vez no governo defende o contrário e revela-se incapaz de negociar com a troika esse ajustamento do imposto iníquo para níveis aceitáveis e em linha com o que se pratica noutros países civilizados da Europa.

Além de incompetente, Pires de Lima revela todo o esplendor da sua fraqueza - pessoal e política. 

Hoje, no Parlamento, Lima, o ministro "soldadinho" de chumbo mui "leal" ao governo, como se qualifica, acenava com a sua cabeça, qual roberto. Quiçá em concordância pelos sistemáticos esbulhos fiscais adoptados pela Miss swaps, a tal que recorreu ao PERJÚRIO para se manter a todo o custo no poder, e fiel pupila de Gaspar, hoje em trânsito para Bruxelas - a convite pessoal de Barroso - para taxar a economia digital, área em que nada percebe. 

Pires de Lima ao concordar com esta política fiscal, que é um roubo descarado aos portugueses, não só denuncia a sua incompetência política e medo ante a troika, como revelou o seu carácter pessoal, mole e bipolar - por defender a descida do imposto fora do governo, e a sua manutenção uma vez no governo.

Pires de Lima representa, afinal, o pior que a política hoje comporta: a promessa fácil, o spin, a cambalhota e, at last, a descoberta da careca do ministro das cervejas. 

Apesar de ter algum sucesso como gestor de empresas tal facto, como se comprova, não é condição suficiente para ser um político coerente e medianamente competente. 

Lima, curiosamente, tal como o seu predecessor, é uma espécie de Álvaro refinado, só que em vez de propor a "internacionalização do pastel de nata" como way out da crise, Pires de Lima é mais chic: mete a cerveja aos queixos e bebe pelo gargalo. 

Já agora, prefiro Sagres. 

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