domingo

Das cervejeiras às intenções políticas resulta uma grande bebedeira política

O ministro da Economia, em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, defende que é "indesejável" aumentar impostos em 2015

Pires de Lima rejeita aumento de impostos em 2015



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Obs: Pires de Lima podia ser ser apelidado de ministro dos "milagres invisíveis", pois NADA do que defendeu e declarou publicamente, já na qualidade de ministro da Economia, veio a realizar-se. 

Nas cervejeiras defendeu baixa de impostos; no governo foi obrigado a aumentá-los, empurrando o IVA ainda mais para cima, o que levou a um crescente número de falências de PMEs ligadas ao sector da restauração - engrossando, assim, a taxa de desemprego. 

É uma vox isolada no governo. Como ministro da Economia não tem conseguido atrair IDE nem intensificar a procura interna. A estrutura e qualidade do emprego criado é um outro milagre invisível, talvez por isso tenha sido obrigado a retratar-se publicamente corrigindo o vocabulário utilizado, pois os portugueses já não acreditam no pai Natal.

Por outro lado, as críticas que veladamente ia dirigindo ao seu antecessor, prof. Álvaro Santos Pereira, que acabou por ser corrido do governo por pretender mexer nas elevadas taxas da energia (EDP...) - acabaram por se virar contra ele próprio, pois muito do que prometera fazer ficou na gaveta, e o ministro Lima lá teve de engolir a subida de impostos ditada pelo Terreiro do Paço sem, contudo, realizar uma única reforma no importante sector que tutela. 


A tantas irrealizações (ou "inconseguimentos", como diria a "outra"), milagres invisíveis e desconsiderações pessoais e políticas relativamente ao seu antecessor - é a todo este processo, à falta de melhor definição, que designamos de grande bebedeira política.
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