sábado

O modelo de desenvolvimento económico do Governo Passos Coelho é medíocre e "orientalmente" lamentável


Desde 2011, ano da compra de 21,35% da EDP, o capital chinês já chegou aos sectores da banca, saúde, seguros, água e imobiliário. Mas já há mais investimentos na mira dos chineses, noutros sectores de atividade. Link


China já injetou 10 mil milhões de euros em Portugal
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Obs: Será que o modelo de desenvolvimento económico e social português, dinamizado pelo Governo passos Coelho, está a contribuir para o desenvolvimento sustentável do País?
- Na EDP, a presença dos capitais chineses em nada beneficiam o consumidor final nem a qualidade da prestação de serviço;
- Na Saúde, trata-se da substituição pura e dura de uns accionistas por outros, sem que daí haja melhoria na prestação do serviço ou das tecnologias de diagnóstico médico utilizadas aos utentes;
- No sector dos Seguros idem, idem...;
- Nos demais sectores intervencionados por capitais chineses constata-se o mesmo padrão para a economia portuguesa: não há criação de emprego, não há introdução de nova tecnologia, não há introdução de know-how ao nível dos métodos de gestão e de organização das empresas.
No sector imobiliário, como é escandalosamente sabido, os chineses adquirem apartamentos e moradias de luxo na capital - que arrendam a maior parte do tempo, ou seja, não são habitadas por eles, e, desse modo, vão comprando parcelas de soberania nacional que lhes permite circular em Portugal e na Europa e, mais tarde, servirá para adquirirem a nacionalidade portuguesa - ante o envelhecimento progressivo da população portuguesa, agravada pela emigração (económica) compulsiva acelerada pelo Governo incompetente de Passos coelho. 
Em matéria de modelo de desenvolvimento para a economia nacional, o XIX Governo (in)Constitucional está apresentado: é um modelo esgotado, anti-económico (porque vive da especulação imobiliária) que não cria valor na economia portuguesa e está em linha com as demais prestações do alegado Governo Passos coelho. 
A "vantagem" deste esquema tem beneficiado apenas os agentes corruptos ligados, directa e indirectamente, aos Vistos GOLD. Alguns já foram detidos, mas os seus responsáveis morais e políticos ainda andam à solta. 
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terça-feira

A economia caseira do Álvaro

O ministro da Economia, o Álvaro, anda por aí a afirmar que há vida para além da austeridade, e que quer acabar com os subsídios a fim de promover a competitividade da economia portuguesa. Para esse efeito, procura implementar um conjunto de reformas para dar cumprimento aquelas suas premissas.
Portanto, em rigor o seu ideário é fazer reformas para tornar a economia nacional mais competitiva, criando mais riqueza, mais exportações, mais-valias para os accionistas, mais bem-estar (?) e, já agora, apesar dele não o dizer, também mais coesão social interna, que é um factor que não tem existido em Portugal.
Mas, em minha modesta opinião, todo este ideário, que no plano dos príncipios me parece ajustado, faz-se metendo a mão na massa e interferindo com certos quase-monopólios existentes na economia nacional, de que a EDP, por exe., é um caso lamentável. Ou seja, uma grande empresa, que factura milhões por ano ainda tem a lata de querer subir o preço da energia fornecida aos consumidores, tanto mais que a energia em Espanha é mais barata, dificultando a gestão que as empresas fazem desse factor de produção - que tem, necessáriamente, de ver reflectido nos preços dos bens que produzem, e que, desse modo, encarecem o seu preço final nos mercados tornando-o menos apelativo para o consumidor.
Apenas um exemplo de que o Álvaro não fala. Porquê???
Mas deveria falar, pois só assim é que o seu desiderato se cumpria, ou seja, manter o preço dos factores de produção mais baixos a fim de favorecer a competitividade da economia nacional de que ele enche a boca. E quem diz EDP diz também o sector das petrolíferas que usam e abusam da definição na formação dos preços, subindo-os várias vezes ao ano, ao mês até, mesmo quando o preço do crude nos mercados internacionais baixa.
Parece que o Álvaro tem muita coragem para reformar uns sectores, mas acobarda-se quando está confrontado com sectores "mais pesados". E isto é profundamente lamentável.
Temos assim dois Álvaros: o corajoso para mexer em certos sectores da economia nacional mais exposta à arbitrariedade do Estado, e o Álvaro mais "cobardolas" que teme enfrentar certos interesses empresariais e corporações que ele diz combater.
Privatizar tudo a eito, parece também não ser a melhor receita, precisamente porque há inúmeros sectores da economia nacional (as águas, por ex.,) - que por ser economia social - deveria ser protegida dos ávidos interesses empresariais que não têm uma lógica de bem comum na exploração desses activos.
Creio que não é com este tipo ambivalente e bipolar de coragem e medo que Álvaro fará a economia nacional progredir, quanto muito apenas a levará para o divã do psicanalista - que lhe recomendará uns anti-depressivos. Mas enquanto não se recorre ao psiquiatra algumas dessas grandes empresas de que o Álvaro tem medo, continuam a fazer o que querem e a praticar preços de monopólio nos mercados que são verdadeiramente intoleráveis na sociedade portuguesa.

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quinta-feira

Pedro Passos Coelho e Ferreira leite. Francos progressos no American Club

pedro passos coelho e ferreira leite Pictures, Images and Photos

Confesso ter apreciado a forma como PPCoelho estruturou a sua comunicação no American Club, onde dissertou sobre a economia nacional e a governação. Teceu depois umas considerações sobre as suas habilidades para dançar, mas pouca coisa. No entanto, distingue-se de Ferreira leite onde, exactamente no mesmo sítio, a sua antecessora referiu que o país só se reformaria mediante a institucionalização da ditadura como método de governação. Comparando ambas as declarações podemos concluir pelos tais francos progressos do actual líder do PSD. Razão por que PPCoelho está de parabéns, mesmo sendo um "pé de chumbo", como reconheceu...

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Gotan Project - Diferente

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quarta-feira

PEC - Plano de Estabilidade e Crescimento. Um paradoxo a dissolver na economia portuguesa

Há certas siglas perigosas para a economia portuguesa, o PEC é uma delas, sobretudo porque mexe com os interesses de todos nós e chamam-nos à responsabilidade perante as instituições europeias a quem hoje os espaços nacionais que integram a UE prestam obediência e têm o dever de apresentar planos económicos de rigorosa disciplina financeira.
Sucede, porém, que se revela difícil pedir à economia nacional essa disciplina quando não crescemos e, para agravar, os défices orçamentais aumentam. Uma situação, aliás, que se estende à generalidade das economias europeias, daí a estagnação da Europa – que combina elevado desemprego com ausência de taxas de crescimento. Portanto, a Europa está mais em vias de violar o PEC do que de o respeitar, visto que sem crescimento também não haverá condições de estabilidade.
É, análogamente, como a manta do Bocage, quando tapamos a cabeça, destapamos os pés, e quando tapamos os pés…
E o mais curioso, para não dizer problemático, é que depois da violação do PEC, como já ocorreu no passado, também não se ficou em condições mais favoráveis do que antes, mas perdeu-se a oportunidade de avançar numa estratégia conjunta. Veremos como agora a coisa corre. Ou seja, na prática, os défices orçamentais que se encontram na generalidade das economias europeias apenas estão a financiar a configuração do passado dessas sociedades, e não funcionam como estímulo estratégico para o futuro da Europa, o que explica que haja crescimento apesar do défice.
E a ser assim no futuro próximo, seria desastroso para a concepção duma estratégia de desenvolvimento sustentado que se quer para a Europa, pois o pior que poderia acontecer é que os novos défices orçamentais que estão a fazer-se em cada economia nacional, em parte para atender à urgências das empresas e das famílias mais desesperadas, sirva, perversamente, para financiar a reprodução das estruturas, dos vícios, dos despesismos e rotinas do passado, que são justamente aqueles que têm gerado este sorvedouro de recursos aos Estados, no fundo, aos impostos de todos e de cada um de nós.
Esperemos, pois, que o novo PEC tenha um novo alcance e produza efeitos positivos no tecido conjuntivo de toda a Europa, a Ocidente e a Oriente, hoje somos todos sócios-rivais, apesar de termos saudades da velhinha Guerra Fria.
Então era tudo mais claro e previsível...

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