terça-feira

Triangle sun - Beautiful Official Music Video e Nicola Conte - Like Leaves In The Wind ( clip colour )

Nicola Conte - Like Leaves In The Wind ( clip colour )

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segunda-feira

O PSD em Castelo de Vide

Anualmente realizam-se reuniões juvenis do psd no Alto Alentejo. O propósito é trocar ideias, projectos (caso existam), experiências e, claro, desenvolver umas metáforas e umas narrativas para ajudar o poder em exercício a ser deposto e contribuir para lá colocar aqueles que dele estão sedentos: o psd.
É natural que assim seja, até porque é sempre assim. Nada de novo sob os céus, portanto.
Confesso, contudo, que "gostei" de ver M.Relvas invectivar o PM de "bruxa má", foi mais um "sério contributo" científico e político para a nossa vida pública. Um passo de gigante para fazer deste psd uma "verdadeira alternativa" de poder.

Dito isto, só falta ao secretário-geral do partido laranja convidar o António Vitorino para ir a Castelo de Vide salvar o convento, à semelhança do que aconteceu em edições anteriores no mesmo evento infanto-juvenil neste psd que apenas tem apresentado aos portugueses uma cara nova, mas, de facto, ideias alternativas à governação capaz de conduzir o país para níveis de desenvolvimento superiores não têm surgido. Cabendo à ideia de revisão constitucional um desses lamentáveis indicadores da falta de massa crítica do actual psd que, esperemos, este curso de verão em Castelo de Vide possa suprir.
Veremos, pois, o que até Domingo este psd tem para oferecer ao país a partir da sua ementa política norte alentejana - além de cunhar os outros de bruxas más - e ao Alentejo em particular - que este Verão, a findar, coube a Miguel Relvas esse trabalho sujo para ter piada. Ainda o veremos desempenhar papéis similares no Chapitô, na Costa do Castelo, em Lisboa, restando saber se a Teresa Ricô por lá aceita estes aprendizes de feiticeiros.
Enfim, uma pequena amostra de que estamos no "bom" caminho... No caminho do actual psd, sendo suposto todos rirmos da piada do Relvas.

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Manifestações de fortuna "fogem" ao fisco por falta de informação rigorosa

Fiscalização de barcos de recreio esteve parada durante dois anos (Foto: Enric Vives-Rubio)
O fisco continua sem acesso directo e em tempo real à informação que permite aplicá-la. Em 2005, a Inspecção-Geral de Finanças (IGF) alertou para esse facto, mas, como foi confirmado ao PÚBLICO pelo Ministério das Finanças, esse constrangimento mantém-se, sem que o Governo veja necessidade de o ultrapassar.
A conclusão extrai-se do relatório de uma nova auditoria da IGF, realizada em 2009 ao regime de tributação e ao sistema de controlo das manifestações de fortuna, actualizando o diagnóstico de há quatro anos.
Este último relatório tem o mérito de assinalar os diversos constrangimentos à aplicação da lei.(...) Público
Obs: Seria interessante descobrir que a alegada evasão fiscal praticada através do lazer da rapaziada dos yates, uma vez estancada, poderia servir ao fisco para reduzir substancialmente os IMIs, talvez o imposto mais iníquo de sempre. Será que o Estado, este ou outro, quererá, verdadeiramente, tributar estes sinais exteriores de riqueza?! O mais triste seria descobrir que, afinal, a malta dos yates são aqueles grandes empresários que criam emprego e geram riqueza e contribuem para o bem-estar e melhoria da qualidade de vida dos portugueses, que também gostam de ver passar os barcos. De resto, é isso mesmo o melhor que eles fazem nos tempos que correm...

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sábado

Uma lição de Economia e o mito do marxismo e dos comunismos do Leste europeu na 2ª metade do séc. XX

Uma lição importante sobre rendimento minimo ou uma metáfora do que foi a 2ª metade do séc. XX sob a inspiração centralizadora do regime soviético que comunizou (e escravizou) toda a Europa de leste que fez refém em nome dum ideal político e ideológico: o comunismo, afinal, o pior dos fascismos violentador das liberdades básicas da condição humanae com muitos gulags à mistura.
O QUE O RENDIMENTO MÍNIMO PODE PROVOCAR. EMBORA NÃO VÁ ACONTECER AMANHÃ, MAS....DÁ QUE PENSAR.
Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que nunca havia reprovado um aluno antes, mas uma vez, reprovou uma turma inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que um regime igualitário realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo." O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência igualitária nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas de avaliação nas provas."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma, e portanto seriam "justas." porque iguais. Isso quis dizer que todos iriam receber as mesmas notas, o que significou que ninguém iria ser reprovado. Isso também quis dizer que obviamente ninguém iria receber um "20"...
Depois das primeiras avaliações sairem foi feita a média e todos receberam "13". Nesta altura quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram felizes da vida com o resultado.
Quando a segunda prova foi feita os alunos preguiçosos continuaram no seu ritmo , pois que acreditavam que a média da turma os continuaria a beneficiar. Já os alunos aplicados entenderam que também eles teriam direito a baixar o ritmo , agindo contra a sua própria natureza.
Resultado, a segunda média das avaliações foi " 8". Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral acabou por descambar e voltou a descer para o "5".
As notas nunca mais voltaram aos patamares mais altos, mas ao invés, as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações e inimizades que passaram a fazer parte daquela turma.
No final das contas, ninguém se sentia obrigado a estudar para beneficiar o resto da sala. Resultado : Todos os alunos chumbaram naquela disciplina... porque todos eram «iguais».
O professor explicou que a experiência igualitária tinha falhado porque ela traduziu-se na desmotivação dos participantes. Preguiça e mágoa foi o resultado. "Quando a recompensa é grande", disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de acções que punam os mais afortunados pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, obriga a que outra pessoa deva trabalhar sem receber.
O governo não pode «dar» a alguém aquilo que tira a outro alguém. Quando metade de uma população começa a entender a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustenta-la, e quando esta outra metade entende que não vale a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."
Dedicada a Adrian Rogers, autor desta formulação e pastor conservador norte-americano que, em rigor, desmonta a falácia e o mito do experimentalismo politico socialista aplicado nos velhos moldes igualitários de que temos má memória durante os cerca de 50 anos que durou a chamada Guerra Fria.

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Fernando Pessoa, Amizade,

Fernando Pessoa
"Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhámos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje já não tenho tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
- Quem são aquelas pessoas? Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!
- Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida! A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo. E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos. Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
Ao AG - um amigo do lado esquerdo do peito, como diria Kundera.

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Recordar "Légues" - donde partiu o Infante calibrado por Pessoa

Lagos, e as autoridades autárquicas, parece terem descoberto a verdadeira importância da História dos Descobrimentos para atrair turismo e requalificar a cidade, porventura tarde demais e com iniciativas lentas e arrastadas no tempo - ante a paciência do Infante, a resiliência de S. Gonçalo e a bondade de Nª Srª de Fátima. Mas é melhor do que nada nesta bela cidade histórica, por entre monumentos ainda mal cuidados e pouco apreciados e a praia da Batata, sem descurar as outras (grandes e ventosas) e belas praias da cidade que ajudou a dar novos mundos ao mundo, como diria Luís Vaz. Aos que já lá foram há anos e aos que de lá vieram recentemente, e de lá trazem saudades, como o ZAC - deixamos aqui estas breves imagens mais os percursos...
Valeu a pena? Tudo a vale a pena, se a alma...
Lagos - Algarve

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sexta-feira

Os media sociais e a agregação de interesses corporativos resultante da crise e da recessão

Os media sociais: uma centralidade cada vez maior nas nossas vidas ante a quebra da mediacracia agravada pela crise e pela recessão económica e a criação de novos hábitos de cultura contemporânea.
Não raro vejo directores de jornais integrarem o facebook, coisa impensável há uns anos. Esse gesto não é, seguramente, ingénuo e desinteressado. Certamente, existe um gosto pela comunicação com os outros, pela troca de experiências, imagens e opiniões, mas no caso concreto destes players o que se afigura é o seguinte: eles, como alguns de nós, sabem que a mediacracia clássica está de pantanas, os leitores compram menos jornais, e estes, enquanto empresas que são, sofrem brutalmente com essa quebra de receitas, seja na venda directa de exemplares seja na consequente quebra de Pub., a verdadeira galinha dos ovos de ouro do metier.
Há dias fiz uma experiência meio previsível: convidei um desses players cuja opinião por vezes até relevo, mas prontamente ele aceitou o meu “telepedido de amizade virtual”. Para mim o gesto não teve nenhum significado, confesso, a não ser confirmar a minha tese segundo a qual o mercado mudou drasticamente no mundo dos jornais, facto que obrigou a classe dirigente dos media clássicos, a tal mediacracia que vive dos jornais, a instalar arraiais no Facebook (e noutros fora electrónicos) a fim de dizer, senão mesmo gritar: vejam, olhem bem para mim, eu estou aqui produzindo a minha opinião que todos Vós devem ler e reler minorando, na medida do possível, o passivo resultante da quebra da venda de jornais diários e semanários de que diários como o Público e o DN se têm ressentido nos últimos anos.
Isto, em rigor, não é novidade para ninguém, mas talvez seja a forma peculiar que o sentido desta mudança está a trilhar, ou seja, aqui o que releva é o comportamento exibicionista dos players, ainda que o façam de forma aparentemente discreta e desinteressada a fim de serem eficazes no atendimento dos seus interesses e objectivos.
Vemos de tudo: directores de jornais impondo o seu nome e a sua presença à massa anónima de pessoas que projecta no Facebook uma identidade a fim de que a sua opinião nos jornais que dirigem encontrem uma 2ª auto-estrada fora dos caminhos apertados em que já navegam.
Poder-se-á dizer: todos nós temos interesses, é certo, e amanhã eu próprio me socorro(rerei) dessa rede de redes no imenso rizoma a fim de potenciar o lançamento de um projecto editorial, mas aqui o que é subversivo é o carácter sistemático e organizado com que certos players usam e abusam da bonomia da tal massa anónima que dá o “rabinho e oito tostões”, como se dizia em tempos, para ter uma dessas vedetas do espaço mediático na sua rede virtual de amigos.
E à medida que as pessoas continuam a produzir análise e opinião em sites e blogues essa mudança, no âmbito das redes sociais, ainda se torna mais patente, já que as pessoas tendem a actualizar o seu estado por essa via, e logo entram em competição para ver quem se torna o autor da análise, da opinião ou do evento mais espectacular, com a nuance de que tudo hoje flui à velocidade do som.
Imagine-se que sou autor duma opinião influente e produzo uma opinião sobre as vantagens de passar férias em Albufeira no Hotel X, a tendência das pessoas que seguem com atenção a minha opinião é a de poder dar-lhe uma utilidade prática, e o mesmo se diga à generalidade dos eventos que as nossas sociedades avançadas produzem actualmente. Ou a recomendação de um livro que depois tenderá a ser lido pelas pessoas que respeitam essa opinião e a seguem atentamente. Sendo certo que cada uma dessas abordagens contribui para valorizar a imagem de marca de cada um de nós no rizoma em que todos – mais ou menos – vamos comunicando.
De certo modo, esta comunicabilidade directa e quase instantânea é um aferidor de vidas pessoais no tecido colectivo, permitindo que cada um de nós compare o que cada um vai fazendo, ainda que superficialmente, e concluir se a vida está a valer a pena no quadro destes novos parâmetros avaliativos.
Mas o que procuro sublinhar nesta pequena reflexão é, de facto, compreender as motivações profundas de alguns players quando procuram introduzir a sua identidade em redes como o Facebook, sobretudo se considerarmos a circunstância gritante de que os índices de vendas de jornais e de audiências televisivas (o rádio talvez seja mais discutível…) tem vindo a diminuir drasticamente nos últimos cinco anos, empurrando essas empresas para a necessidade de produzir produtos alternativos e de seguir caminhos associados ao espaço virtual, de que a sua apropriação também acaba por ser um objectivo a atingir no campo desta nossa tele-realidade.
O passivo deste esquema emergente de comunicação virtual é sermos empurrados para interesses editoriais, económicos ou outros que determinadas empresas buscam ante a crise sistémica em que mergulharam; mas o activo é certamente enorme no âmbito das vantagens dessas redes sociais, compostas de “grupos de amigos” alinhados em torno de círculos de recomendação de imagens, de vídeos, de livros, de serviços, de filmes, enfim, dum sem número de bens culturais e outros de que já não podemos abdicar em razão do tipo de sociedade, de economia e de civilização que fomos criando ao longo dos tempos.
E para que esta relação de comunicação se mantenha há que valorizar esse cimento – traduzido em capital-confiança – de que hoje as sociedades são feitas, mas que, paradoxalmente, também sentem muito a sua falta.
Pacific Heights & Joe Dukie - Peace

Pink Floyd - Money - Live 8

À Marília e ao ZD na esquina do tempo, ou como diria Sto Agostinho - o Tempo é o espaço onde as coisas se desenrolam..

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O Empire State Building ganhou um rival

Nem só de centros islâmicos se fazem as polémicas sobre novos edifícios em Manhattan: o projecto de um novo arranha-céus foi aprovado para desagrado dos proprietários do Empire State Building, por ser demasiado próximo do histórico edifício - em altura e em vizinhança.(...)
Público

O 15 Penn, aqui em desenho, do lado direito, ofuscaria o Empire State (Imagem: Pelli Clarke Pelli Architects/AFP)

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Fnac tem 945 reservas do iPhone4 que é lançado às 00h00m. Um retrato do nosso tempo

Fnac tem 945 reservas do iPhone4 que é lançado às 00h00m
A Fnac recebeu até hoje 945 reservas do iPhone4, o smartphone da Apple, enquanto as operadoras móveis não revelam o número dos aparelhos já reservados e que começam a ser comercializados a partir das 00:00 de sexta feira.(..)

Obs: Com tantas possibilidades e meios de comunicação pergunto-me por que razão existe tanta incomunicabilidade ou se, por extensão, precisamos assim tanto de comunicar. Este campo de possibilidades não deixa de ser um retrato do nosso tempo, para o melhor e para o pior.

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Cientistas comprovam funcionamento de córneas biossintéticas

Cientistas comprovam funcionamento de córneas biossintéticas De Agencia EFE – Há 3 horas
Washington, 25 ago (EFE).- Um grupo de cientistas fabricou córneas biossintéticas que ajudam a recuperar a visão, como provam os casos de dez pacientes que testaram a criação, segundo um estudo publicado na quarta-feira na revista "Science Translational".
O estudo realizado por pesquisadores do Canadá e Suécia mostra que as córneas biossintéticas podem ajudar a regenerar e reparar danos do tecido ocular e melhorar a visão.
Segundo os autores do estudo, as córneas criadas em laboratório podem estimular os nervos rompidos e o tecido danificado a se regenerar, restaurando a visão no olho humano igual como fazem as córneas de doadores.
"Este estudo clínico é importante porque pela primeira vez mostra que uma córnea fabricada artificialmente pode se integrar ao olho humano e estimular a regeneração dos tecidos", disse a médica May Griffith, do Instituto de Pesquisa do Hospital de Ottawa (Canadá) e principal autora da pesquisa.
Segundo Griffith, "com mais pesquisa, isto poderia permitir a restauração da visão de milhões de pessoas que esperam um doador para um transplante de córnea".
Os autores apontam que a escassez mundial de doadores de córnea faz com que milhões de pessoas fiquem cegas a cada ano.
Os cientistas destacam que os implantes biossintéticos evitam algumas desvantagens de usar tecido humano, como a possibilidade da transmissão de uma doença do doador.
Griffith colaborou com o médico Per Fagerholm, cirurgião da universidade sueca Linköping, onde as operações foram feitas.
Fagerholm e seus colegas retiraram o tecido afetado das córneas de dez pacientes e as substituíram com implantes biossintéticos.
Os médicos seguiram a evolução dos pacientes durante dois anos após a cirurgia e observaram que as células e os nervos de nove dos 10 pacientes voltaram a crescer e envolver o olho completamente.
A visão em geral melhorou em seis dos dez pacientes operados. Com o uso de lentes de contato, todos tiveram uma visão equivalente ao transplante convencional de córnea com tecido humano. Além disso, os pacientes não experimentaram nenhuma rejeição física.
Segundo Fagerholm, novos estudos buscam estender o uso da córnea biossintética no tratamento de outras doenças nos olhos.
© EFE 2010. Está expresamente prohibida la redistribución y la redifusión de todo o parte de los contenidos de los servicios de Efe, sin previo y expreso consentimiento de la Agencia EFE S.A.

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segunda-feira

Uma nova forma de decantar o vinho chega à Europa pelas mãos de um português

Uma nova forma de decantar o vinho chega à Europa pelas mãos de um português
Público
Aplica-se na garrafa, faz "rodar" o vinho e permite vertê-lo directamente para o copo. Inventado nos EUA, o Soiree vai agora à conquista da Europa a partir de Portugal.
Durante anos foram apenas amigos, que se encontravam nas horas mortas em New Jersey, EUA. A paixão pelo vinho uniu-os num negócio em comum e, hoje, o arquitecto norte-americano Andrew Lazorchak e o empresário português Lino Tavares podem gabar-se de ter dado vida ao primeiro decantador de vinho que se aplica na garrafa, o Soiree. Nos Estados Unidos, já facturou um milhão de dólares (757 mil euros) no ano passado e é vendido em mais de 250 lojas de especialidade e estabelecimentos comerciais do país. Mas foi Lino Tavares que o trouxe para Portugal e está agora a iniciar a distribuição para a Europa a partir do território nacional.
O Soiree é como se fosse uma rolha grande de vidro em forma de balão, que é introduzida na garrafa. Mal esta é virada, o vinho começa a rodar dentro do decantador e vai "saltando" devido aos recortes desenhados no vidro. É isto que permite infundir oxigénio ao vinho e fazê-lo respirar antes de verter para o copo.
"É como se fosse a água a correr por um ribeiro cheio de pedras", resume Lino Tavares. "Os vinhos precisam de respirar mas ninguém tem paciência para ir buscar um decantador ao armário, lavá-lo, deitar para lá o vinho e estar à espera 45 minutos", afirma o responsável pela Soiree Europa. Com este novo decantador, a oxigenação é mais rápida e o vinho pode consumir-se logo depois da abertura da garrafa.
Quando conheceu o arquitecto de New Jersey Andrew Lazorchak, Lino Tavares não fazia ideia de um dia viriam a partilhar mais do que um entusiasmo pelo mundo dos vinhos. Os bisavós do empresário português eram pequenos produtores de vinho na região do Dão. "Nos anos 60, alguns emigraram e a vinha virou pinhal, mas o gosto pelo vinho manteve-se e todos aprendemos a apreciar vinho", conta Lino Tavares, que tem negócios no ramo imobiliário em Portugal.
Enquanto saltitava entre o país natal e os Estados Unidos, onde tem casa, conheceu Andrew Lazorchak. "Juntávamo-nos muitas vezes e ele, como era um grande entusiasta de vinhos, estava sempre à procura de uma maneira mais rápida e eficaz de o decantar", recorda.
O arquitecto norte-americano costumava dizer que 97 em cada 100 garrafas de vinho que são vendidas não são depois submetidas à decantação. Era preciso criar uma solução rápida e eficaz. Após várias experiências e protótipos, Andrew Lazorchak inventava o Soiree. Lino Tavares investiu na ideia e, ainda em 2007, o produto fazia a sua estreia nos EUA.
Logo no primeiro ano venderam-se sete mil unidades. Em 2009, já foram mais de 60 mil e, este ano, a expectativa é ultrapassar os 100 mil decantadores vendidos. No ano passado, a empresa já facturou um milhão de dólares com o decantador, que tem um custo para o consumidor de 25 euros. O sucesso inicial fez Lino Tavares sonhar mais alto.
"Falei com o Andrew, disse-lhe que tínhamos de lançar o produto na Europa. Ele disse que não tinha tempo, pelo que decidi ser eu mesmo a tratar disso", conta. Portugal foi imediatamente escolhido como ponto de partida pelo empresário luso-americano. A Soiree Europa abriu portas em finais de 2008, tem sede em Lagos e um armazém em Lisboa, de onde se faz a distribuição para o resto da Europa. Os decantadores são produzidos exclusivamente à mão em duas fábricas na China.
O ano passado foi o ano do lançamento do produto no mercado nacional, mas é em 2010 que a Soiree Europa espera vir a ter vendas já mais expressivas. "Este ano já temos encomendas da Alemanha, França e Áustria, nomeadamente de empresas que querem oferecer brindes aos participantes de conferência e formações", refere Lino Tavares. Até ao final do ano, a empresa espera comercializar 10 mil unidades, arrecadando receitas de 200 mil a 250 mil euros.
Além da Internet, o produto está à venda em lojas de produtores de vinho, lojas especializadas e gourmet em Portugal, seguindo a mesma estratégia dos EUA. Mas, segundo Lino Tavares, a tendência futura pode ser caminhar para a massificação do produto, tornando-o mais acessível ao público em geral. Ao mesmo tempo, a Soiree Europa pretende lançar-se em novos países, sobretudo com grande tradição na área dos vinhos, como a Espanha ou a Itália.
Obs: Uma excelente ideia resultante duma parceria luso-americana, reflexo do estádio de globalização competitiva em que vivemos, não apenas no plano da produção, mas também ao nível da distribuição e comercialização de vinhos. Muito provavelmente, o Soiree é um produto que interessa conhecer e divulgar às entidades regionais de turismo do país de que, curiosamente, a região do Alentejo venceu este ano o prémio pela melhor região de Turismo do país dirigida por António Ceia da Silva, quiça uma razão suplementar para integrar na sua agenda de trabalhos uma iniciativa dedicada aos eventos do vinho na região do país que melhor os sabe produzir.

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Lobo Antunes assegura que nunca faltaria a encontro por "medo do confronto físico"

O escritor não gostou do aproveitamento político da visita a Tomar (Foto: Nuno Ferreira Santos (arquivo)
Público
Lobo Antunes está, por isso, "chocado e ao mesmo tempo com vontade de rir" com as "razões de segurança" invocadas em seu nome pela Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, uma das promotoras da iniciativa, depois de o escritor ter cancelado a sua ida a Tomar.
Lobo Antunes contou que estava a caminho daquela cidade quando soube que a Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo tinha feito um "aproveitamento político" da sua visita, ao citá-lo como exemplo de que "os portugueses famosos valorizam as férias cá dentro" e como sendo uma resposta ao apelo do Presidente da República para que os portugueses passem férias no país.
Por essa razão, o escritor regressou de imediato a casa, mas o vice-presidente daquela entidade, Manuel Faria, disse que o autor tinha alegado "razões de segurança", já que um grupo de militares reformados tinha prometido agredi-lo pelas suas afirmações sobre a guerra colonial.
António Lobo Antunes admite que o tema da guerra é sempre "quente e sensível" e, por isso, percebe algumas das reacções às declarações que fez durante uma entrevista publicada no livro Uma Longa Conversa com António Lobo Antunes, do jornalista João Céu e Silva, publicado em 2009. Apesar disso, "reitera a responsabilidade" do que disse e sublinha: "É muito perigoso escrever porque nem sempre se faz uma leitura mais profunda do que é dito e há coisas que estão mal interpretadas. Não se pode confundir a linguagem simbólica com a literal." Lobo Antunes faz também questão de expressar o seu "respeito" pelos militares - "o meu avô, que era o meu maior orgulho, foi militar até à ponta das unhas" -, mas esclareceu que "não faltaria a nada por cobardia". "Nunca tive medo do confronto físico e não é agora que vou ter."
Num dos parágrafos mais polémicos do livro, Lobo Antunes afirma: "Eu estava numa zona onde havia muitos combates e para poder mudar para uma região mais calma tinha de acumular pontos. Uma arma apreendida ao inimigo valia pontos, um prisioneiro ou um inimigo morto outros tantos pontos. E para podermos mudar, fazíamos de tudo, matar crianças, mulheres, homens. Tudo contava e, como quando estavam mortos valiam mais pontos, então não fazíamos prisioneiros."
O parágrafo tem valido várias acusações em blogues na Internet e, em Julho, chegou uma queixa-crime ao chefe do Estado-Maior do Exército onde se alega que Lobo Antunes descreve "um chorrilho de infames mentiras", segundo a edição de sábado do Expresso. O Estado-Maior do Exército respondeu que se trata de uma "obra de ficção". Entre os militares estará o coronel Morais da Silva, ex-chefe do Estado Maior da Força Aérea.
O escritor diz "concordar" com a resposta do Estado-Maior à queixa e defende que "quanto mais simbólica é a linguagem mais verdadeira se torna". E assevera que o tema acarreta "reacções emocionais fortes", até porque "a guerra colonial foi profundamente injusta". "Pode esquecer-se a guerra mas ela não nos esquece. Deu cabo da nossa juventude e há-de dar cabo da nossa velhice. A negação de nada serve e a guerra continua a ser uma experiência muito dolorosa para mim. Quando venho de um almoço com os meus camaradas essa noite é muito difícil. Todos nós morremos um bocadinho na guerra."
Obs:
É natural que o escritor não queira ver o seu nome associado a Cavaco silva que nunca fez nada pela Guerra Colonial, que então fora para o estrangeiro doutorar-se em economia cujo curso hoje também de nada serve para o PR ajudar o Governo a sair da crise económica e social que o país atravessa. Portugal vegeta assim entre a realidade e a ficção na prosa literária e na política.

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domingo

Os direitos "humanos dos animais" na China

Consabidamente, os chineses tratam os pandas no seu país, ainda uma ditadura, como a Índia trata as vacas, com a reverência dos animais sagrados. Aqui a componente da cultura determina a conduta e a legislação que protege certas espécies animais. Só é pena que alguns destes animais acabem por ter mais dignidade, direitos, protecção e condições do que os próprios seres humanos, e é aqui que reside a gritante contradição desta cultura de excepção que mata um homem por uma mera questão de delito de opinião e depois comporta-se como um avatar dos direitos humanos relativamente a certos animais, sejam eles quais forem, pois nenhum se deveria equiparar ou equivaler em direitos ao ser humano. Culturas milenares como a da China deveriam parar e reflectir, não para subtrair os direitos existentes aos animais, mas para conceder aos homens aquilo que pela sua própria natureza eles merecem, ainda que saibamos que uns homens, à semelhança certos animais, sejam sempre mais iguais do que outros...

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sábado

Imagens: os girassóis, a crise e o verão

O grito do pintor dentro do mar ou nos seios duma seara...
Podia ser o Verão por V.V.G., com orelha e muita visão A crise...
"O amor e a arte não abraçam o que é belo, mas o que justamente com esse abraço se torna belo."
Um abraço amigo ao AG.

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sexta-feira

Portugal está no 27º lugar entre 100 países analisados, vistas cinco áreas essenciais.

Portugal está no 27º lugar entre 100 países analisados, vistas cinco áreas essenciais. rr
A “Newsweek” analisou um conjunto de parâmetros em 100 países e chegou à conclusão que o melhor país do mundo para se viver é a Finlândia (lidera, por exemplo, na educação com 93.4% de literacia).
São cinco as áreas analisadas pela revista norte-americana: Educação, Saúde, Qualidade de Vida, Dinamismo Económico e Ambiente Político.
Portugal figura no 27º lugar na lista dos melhores do mundo, com uma pontuação final de 76,29 pontos, ocupando o 37º lugar na Educação, 23º na Saúde, 27º na Qualidade de vida, 42º no Dinamismo económico e 23º no Ambiente político.
No top três, depois de Finlândia, estão a Suíça e a Suécia. Os Estados Unidos estão em 11º lugar, Alemanha em 12º, Espanha 21º e Grécia 26º.
Obs: Confesso que me surpreendeu o "bom" posicionamento relativo de Portugal nas areas analisadas. Apetece dizer: mudemo-nos para a Finlândia ou então importemos aquele "maravilhoso" clima, sol, praias e gastronomias que devem ser de "fugir a sete pés". Enfim, não se pode ter tudo! Talvez agora a Newsweek possa elaborar outro estudo de Verão para aferir em que posição ficam os países escandinavos - onde a corrupção é escassa e as mulheres são uns lugares de culto que nos habituámos a ver nas revistas, em postais e no Allgarve fazendo turismo provando, de facto, que a Newsweek está equivocada. Será?!

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quarta-feira

Evocar Fernando Pessoa - nas essências e entranhas de Portugal -

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena
.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

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terça-feira

Evocar Guilherme Shakespeare

Quem perscruta Portugal neste Verão o que vê senão um vazio incendiário, repleto de futilidades políticas e sociais - com uma "estória" de herança milionária luso-brasileira a animar as hostes, como se esse facto canalha (porque envolve motivações obscuras, dinheiro e sexo), que envolve um milionário, uma sopeira-amante assassinada e uma filha que reclama um maior quinhão sejam, de facto, pelo alinhamento do agenda-setting das estações de tv que enfardam a palha do dia - a seiva deste país que vegeta entre o incêndio cinegético e o fogo posto ante o deserto de alternativas dum governo estafado, duma oposição incapacitante e duma sociedade que não sabe que fazer ao tempo e aos magros recursos de que dispõe para tornar este país um pouco mais respirável. Por vezes, torna-se difícil encontrar um sentido para este país, um significado colectivo para a existência. Um país que nos obriga a ser os tais idiotas de que W.S. nos fala, e esse nunca morreu, pelo que será sempre recordado e não consta que fosse governante, integrasse a oposição ou andasse por aí à cata de heranças manhosas.
A vida é uma simples sombra que passa (...); é uma história contada por um idiota, cheia de ruído e de furor e que nada significa.
Fonte: "Macbeth" Tema: Vida Inglaterra [1564-1616] Dramaturgo/Poeta/Actor/Compositor

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sábado

A Queda de um Anjo - por Camilo Castelo Branco

Os verões em Portugal converteram-se numa rotina lamentável: fogos postos e incêndios naturais, as promessas vãs do poder, o ridículo e ausência de ideias das oposições, a futebolada e a pornoxanchada do caso Queiroz e as notícias de ocasião num exercício fútil de encher chouriços para dar pão e circo ao povo que continua alienado como dantes.
Resta pouco no mês de Agosto para fazer ou pensar algo de jeito neste nosso querido Portugal à beira-mar "implantado". Assim sendo, sempre temos a opção de revisitar os clássicos da nossa literatura, de que Camilo Castelo Branco foi um dos nossos maiores escritores e que aqui evocamos sumariamente na sua obra A Queda de um Anjo - em cujo romance satítrico Camilo descreve a corrupção de Calisto Eloi e de Barbuda, um fidalgo minhoto que ao deslocar-se da província para a capital se deixa corromper.
Nesse trajecto se descreve a vida social no país, o Portugal antigo, os costumes conservadores do nosso povo. O luxo, o sexo e os prazeres acabam por corromper Calisto - que acaba por se enrolar com uma prima distante, a Ifigénia - numa relação reprovada pela sociedade puritana de então.
Para equilibrar as coisas, sua mulher, Teodora, uma aldeã conservadora, imita-o na sua devassidão diante tanta modernidade e, curiosamente, acaba por ter um caso com um primo interesseiro.
Ver, a esta distância, o interesseirismo destes personagens corruptos é, em inúmeras circunstâncias, descrever cenas do nosso quotidiano, a ponto de pensarmos que apenas mudam os nomes e as vestes das pessoas, quanto ao mais tudo permanence na maior das podridões. Apanhar este registo de forma sistemática (satírica e até humorística) só um Camilo ou um Eça, com mais mundo e cosmopolitismo, conseguem fazê-lo. Talvez por essa razão valha a pena regressar aos clássicos portugueses. Um exercício sempre mais útil e vantagoso do que vegetar nas desgraças e futilidades que as estações de tv nos servem em quantidades industriais.
No fundo, todas as alturas são boas ocasiões para evocar um intelecto e uma figura da dimensão de Camilo Castelo Branco. Ainda que a meio do Verão, dos incêndios e dos factóides que a media debita como quem fornece palha aos burros do nosso tempo.

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Sobrevivente do Holocausto dança "I Will Survive" em Auschwitz

Adam "Adolek" Kohn não esperou nunca viver tantos anos. Também não esperou aos 89 anos viajar até ao antigo campo de extermínio de Auschwitz e dançar ao som do hino disco "I Will Survive" com os seus netos.(...)
Obs: Felicite-se Adam "Adolek" pela experiência de vida que partilha com a Humanidade. Long life - é o que lhe desejamos.

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As ideias estranhas do Expresso

in expresso
Painel de Palpites arranca para a 13ª edição Com mais uma Liga de futebol arranca também a 13ª edição do Painel de Palpites do Expresso. Manuela Ferreira Leite defende o título deste "campeonato paralelo". (...)
Obs: Não sendo conhecidas nenhumas afinidades de Leite com o mundo do futebol (directas ou indirectas), para o qual não tem nenhuma competência - esta campanha do semanário de balsemão só pode traduzir a maior pobreza de espírito que um jornal dito de refª pode ter, com as consequências imediatas previsíveis: perder mais leitores com palpiteiras deste quilate.
É um assunto que merece arquivamento por manifesta falta de interesse.

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sexta-feira

James Ingram & Michael McDonald - Yah Mo B There

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Recordar Vergílio Ferreira

Espólio Como Vergílio Ferreira preparou o futuro Isabel Coutinho
Uma novela e um romance inéditos, que Vergílio Ferreira optou por não publicar em vida, saíram na Quetzal, que está a reeditar a obra completa. A equipa de investigadores que está a trabalhar o seu espólio conta ao Ípsilon as razões da decisão Eça de Queirós achava que se deviam publicar de um homem célebre até as "contas do alfaiate". Quem conta isto é o escritor Vergílio Ferreira num dos volumes do seu diário "Conta?Corrente", a propósito de uma discussão que teve com a sua mulher, Regina Kasprzykowski, sobre se é lícito ou não publicar?se o que um autor rejeitou. Para Vergílio Ferreira, "um autor não dá garantias quase nenhumas (mormente quando grande autor) sobre a valia do que realiza. E não há obra medíocre alguma de um autor que lhe destrua a obra superior."
O escritor foi mais longe: "Saber como se errou, progrediu, hesitou - tudo são modos de ampliar o conhecimento de um autor. De qualquer modo, se um artista não quer que se lhe conheça a obra, destrua a ele". Vergílio Ferreira não destruiu a sua e deixou o acervo tão organizado que só poderia estar a pensar no futuro.
Dois inéditos do autor chegam agora às livrarias, editados pela Quetzal: uma novela ("A Curva de Uma Vida", 1938) e um romance ("Promessa", de 1947). Passados tantos anos depois da publicação de "Cartas a Sandra", o último romance do Prémio Camões 1992, já saíram do seu espólio "Escrever" (livro em que estava a trabalhar quando morreu), um "Diário Inédito" e estas duas obras. "Promessa", que teve como primeiro título "Sequência", é o único romance inédito completo que existe no espólio e a decisão de o trazer a público não foi fácil de tomar para a equipa de investigadores e professores que está a estudar, catalogar e anotar a sua obra.
Em 1997, a família de Vergílio Ferreira doou o espólio do escritor à Biblioteca Nacional e, por sua sugestão, foi criada uma equipa para o estudar dirigida pelo académico Helder Godinho, seu aluno e amigo, que fez a tese sobre a sua obra.
A investigadora Ana Isabel Turíbio, que faz parte do grupo de estudo e inventariou o espólio, diz que este estava organizado a pensar nos estudiosos futuros. "O espólio vinha muito organizado, com as abreviaturas desenvolvidas, com alguns comentários para ele próprio ('anotei outra cópia e agora não sei onde está'; 'críticos de lábia fácil não imaginam o esforço...'). Vê-se que é um espólio trabalhado, deixado para a posteridade. Tive oportunidade na Biblioteca Nacional de mexer em papéis de vários autores e nem todos têm essa consciência de os deixar arrumadinhos", conta. Através do estudo do espólio a investigadora percebeu que Vergílio Ferreira ia revisitando os seus papéis. "Mexia e, às vezes, até datava essas visitas. Às vezes chegamos lá pelos instrumentos utilizados, pelas canetas, pelas tintas."
"Ele estava a preparar o espólio para o futuro. Tinha essa noção de que era necessário conhecer tudo o que um escritor fez para substanciar a apreciação que fazemos dele", acrescenta Helder Godinho.
As hesitações do autor
Vergílio Ferreira morreu aos 80 anos, a 1 de Março de 1996. Nas últimas décadas, muitos dos seus títulos foram desaparecendo das livrarias. "A publicação dos inéditos veio agitar as águas e ter o efeito contrário a esse adormecimento", considera o investigador. "Houve uma má gestão da edição e do catálogo. Há muitos livros que se deixaram esgotar", lamenta.
Francisco José Viegas, editor da Quetzal, está a reeditar a obra completa e a publicar os inéditos encontrados no espólio. A reedição de "Na Tua Face" sai este mês, as reedições "Cartas a Sandra" e "Carta ao Futuro" estão previstas para Setembro. No próximo ano deverão publicar a edição crítica de "O Caminho Fica Longe" (por Ana Isabel Turíbio). Em preparação está a edição genética de "Onde Tudo Foi Morrendo", bem como uma edição de "Sobre o humorismo de Eça de Queirós" - no espólio existe uma segunda edição completamente preparada que deveria ter saído em 1945, mas que Vergílio Ferreira não chegou a publicar. Em negociação está um contrato com uma agente literária internacional que ficará com os direitos da obra para o mundo inteiro.
Esta equipa que estuda o espólio, e que inclui ainda Fernanda Irene Fonseca e Cátia Barroso, assumiu a responsabilidade de trazer a público o romance e a novela que o autor não publicou em vida por várias razões. Uma delas é o facto de Vergílio Ferreira ter emprestado há 30 anos o original dactiloscrito do romance "Promessa" (1947) a Helder Godinho quando ele estava fazer a sua tese. "Portanto, ele não rejeitava o livro", afirma o académico. "Eu estava a fazer a tese de doutoramento e o Vergílio Ferreira disse-me que havia um romance que não tinha publicado mas que achava que eu devia ler. Li-o e percebi por que não o publicou."
Os investigadores têm consciência do "carácter datado" deste romance escrito antes de "Mudança" (1949). "'Promessa' é um romance em que falta o equilíbrio do sentimento, a emoção poética na escrita que 'Mudança' já tem. Mas é importante porque é o primeiro romance de ideias, escrito na época em que o autor acabara de ler Hegel e Sartre. Escreveu a seguir 'Mudança', que na obra publicada passou a ser o primeiro romance de ideias", explica o investigador.
"Promessa" mostra também que a ruptura de Vergílio Ferreira com a temática neo?realista foi anterior a "Mudança".
"A leitura de 'Promessa' pode ser difícil para o leitor comum. É um livro cheio de ideias secamente expostas sem aquela dimensão poética com que ele vai depois adoçar as ideias", afirma Helder Godinho. "Há muitos diálogos, mais do que ele fará posteriormente. 'Promessa' é o momento de mudança de um tipo de romance neo-realista para um romance de ideias. Vê-se que ele está à procura do estilo, no sentido forte do termo."
Em 1956, Vergílio Ferreira escreveu na página de rosto do dactiloscrito de "Promessa": "Releio trechos. O livro não é precisamente uma tolice. Está quase certo, embora à sua maneira. Com pequenas emendas..." Anos depois, em 1980, contam os investigadores no prefácio do livro agora publicado, o escritor voltou a reler o romance e acrescentou um outro comentário: "Livro medíocre e precipitado. Talvez re?escrito possa aguentar?se. Ou talvez não muito 'medíocre', mas apenas ultrapassado. Se o tivesse publicado antes de 'Mudança', estaria certo, talvez."
Ao longo do tempo, Vergílio Ferreira vai mudando de opinião em relação aos seus livros. O escritor contou a Helder Godinho que quando publicou "Alegria Breve", andou preocupado uns dias a pensar que se calhar o livro não prestava. "Este livro, que é talvez o maior de Vergílio Ferreira, foi publicado em francês na colecção Gallimard e penso que foi até Jean Bloch-Michel que disse que ao ler-se aquele livro via-se que um dos grandes escritores europeus vivia em Lisboa. As hesitações dele, opinativas, não eram significativas", afirma Godinho.
O primeiro escrito
Quando Ana Isabel Turíbio pegou no espólio de Vergílio Ferreira para o inventariar teve de dar várias voltas para organizar os papéis. Foi nessa altura que encontrou o manuscrito da novela "A Curva de Uma Vida", que é o primeiro escrito de Vergílio Ferreira, e foi agora publicada.
"É difícil pegar nos papéis porque temos a presença do autor, física, ainda muito próxima. À medida que o tempo vai passando conseguimos criar distância e espaço para reflectir, e já sem emoção trabalhar com os critérios que a Biblioteca Nacional utiliza", explica a investigadora, que fez a edição genética e crítica da novela com Cátia Barroso, bolseira no Centro de Estudos do Imaginário Literário, e que se tornou "uma ilustre vergiliana aos 22 anos".
As especialistas consideram que em "A Curva de Uma Vida" se encontra muito do que irá ser a maneira como Vergílio escreverá no futuro. Estão lá temas como a morte, a partida, a relação com os pais. "Vergílio Ferreira integrou na novela outros tipos de registo: o diarístico, o epistolar e o lírico, que serão géneros que o vão acompanhando depois em outras obras", explica Ana Isabel para quem a publicação desta novela se justifica em função da obra que veio depois. "Isto era publicável quando ele tinha 22 anos, hoje é publicável como documento histórico", acrescenta Helder Godinho. "E como prova de coerência, já aqui se encontra muito daquilo que foi a sua obra", nota Ana Isabel.
No espólio encontra-se correspondência que ainda não foi publicada. "Nem será", dizem os investigadores. É muito privada, faz referências pessoais e envolve pessoas vivas. Grande parte da correspondência é trocada com Eduardo Lourenço (que Vergílio considerava ser o seu melhor amigo), Jorge de Sena, Mário Dionísio, André Malraux, com brasileiros que fizeram teses sobre a sua obra, com o pintor Júlio Resende, etc.
No espólio também estão as fotografias que Vergílio Ferreira usava na construção dos seus romances.
"É muito interessante visitar o 'dossier' genético de 'Para Sempre' e de outros romances. Vê-se que ele tirava fotografias às ruas para depois as descrever", conta Helder Godinho. Vergílio fotografou "a zona do Saldanha, da Casal Ribeiro [Lisboa], e para a descrever com rigor" na obra "Em Nome da Terra". "Em 'Rápida, a Sombra' usou uma fotografia de um calendário com uma rapariga com uma camisola transparente para descrever a situação em que a personagem sai das águas como uma Vénus."
Depois de reunir essa documentação, conta Ana Isabel Turíbio, Vergílio perguntava "Para quê, se tudo o mais está na imaginação?". Mas logo a seguir explicava que era para não cometer "gaffes".
Obs: O critério da publicação (ou não) de um trabalho post-mortem deverá obedecer ao facto de nele se identificar uma manifestação inequívoca de cultura, porque se essa dimensão estiver plasmada no trabalho é mais uma partícula que determinado autor acrescenta ao universo de partículas que tecem os movimentos culturais no quadro de uma civilização. Tratando-se de VF, o que defendemos é simples: publique-se os seus materiais.

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The logical Song - Supertramp with composer Roger Hodgson

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Domingos Duarte Lima: o super-advogado

Simpatizo com Duarte Lima já desde o tempo em que foi presidente do Grupo parlamentar do psd - juntamente com paceco Pereira - que nunca o conseguiu controlar ou manobrar. Depois foi o afastamento da política activa e o regresso à advocacia de negócios - onde se faz dinheiro, muito dinheiro. Pelo caminho uma desgraçada doença que a coragem e a determinação venceram. Hoje o advogado vê-se envolvido numa situação delicada com ramificações luso-brasileiras, um assassinato, metendo 30 milhões de euros ao barulho, uma sopeira-amante (assassinada) do empresário Feteira falecido em 2000 e uma filha do dito que reclama um maior quinhão da herança. Neste quadro apertado Domingos Duarte Lima, cujos honorários não devem ser muito caros, terá de provar que apesar de já ter comido alguns caramelos foi só a Badajoz comprados rebuçados.

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quinta-feira

Neurónios e a recuperação de Mário Viegas

Ainda hoje um amigo me dizia quando ouvimos a voz dum verme a debitar décibeis elevados o melhor antídoto é falar baixinho para neutralizar o referido verme. De certo modo, este auto-domínio passa também pela forma como as células do nosso sistema nervoso conduz os impulsos nervosos alojados no cérebro. No fundo, estamos entregues áquelas membranas exteriores dos neurónios, as dendrites, que recebem os sinais electricos de outros neurónios. Vem tudo isto a propósito da calma que temos que ter na relação com certos vermes e o papel que aí cabe ao cortex cerebral, esse tecido fino composto por uma rede de neurónios profundamente interligados, e a sua boa utilização pode significar a diferença entre esmagar o verme e meter a sola do sapato ligeiramente ao lado, contornando-o, para o esmagar mais tarde... Por isso agradeço ao amigo AG ter partilhado esta bela imagem da nossa complexa e intricada fisiologia.
A Cena do Ódio - Parte II

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Wonderfull Chill Out Music by Karunesh

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Esta semana há chuva de estrelas cadentes

Esta semana há chuva de estrelas cadentes! Queda de meteoros é visível em todo o hemisfério norte
Nas madrugadas de 12 e 13 de Agosto, quinta e sexta-feiras, vai ser possível observar uma chuva de perseidas (assim denominadas por surgirem na constelação de Perseus) que se desenvolve quando a Terra, no seu movimento de translação em redor do sol, atravessa a órbita do cometa Swift-Tuttle, fazendo com que este último se divida em fragmentos rochosos (meteoros). O fenómeno acontece todos os anos por esta altura e pode ser visto entre a meia-noite e o amanhecer no hemisfério norte.
As perseidas podem atingir velocidades de entrada na atmosfera de 59 quilómetros por segundo. Espera-se para estas duas noites a queda de 50 meteoros por hora a 61 quilómetros por segundo.
Na Europa, as estrelas cadentes são também conhecidas como “lágrimas de São Lourenço”, já que a chuva de meteoros decorre numa data próxima de 10 de Agosto, dia do mártir espanhol queimado em Roma no ano de 258.
Obs:
Assista-se ao fenómeno na esperança de identificar uns OVNIS que resolvam passar em regime de turismo.

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quarta-feira

«Justiça vive crise mais grave desde o 25 de Abril» - Ana Gomes

«Justiça vive crise mais grave desde o 25 de Abril» - Ana Gomes.
A eurodeputada socialista disse, esta quarta-feira, que «a justiça vive a crise mais grave desde o 25 de Abril» e pediu a intervenção do presidente da República, alegando que está em causa a confiança dos portugueses na justiça.
«Não é possível continuar a fechar os olhos e dizer que o problema não existe. Mas existe e é grave, põe em causa o Estado de Direito, portanto quem é principalmente responsável o Presidente da República e o Governo também, têm que fazer alguma coisa para corrigir isso», declarou Ana Gomes à TSF.
«É evidente que tem que haver respeito pela separação de poderes. O problema é que há um poder, que é a justiça, que está claramente disfuncional. Portanto, o Presidente da República não pode dizer que o problema não existe», acrescentou a eurodeputada.

Obs: Por regra esta eurodeputada é excessiva na defesa dos seus pontos de vista, mas temos de reconhecer que neste domínio concreto da justiça quer Pinto Monteiro quer a outra senhora têm demonstrado uma falta de autoridade gritantes no desempenho dos seus cargos. Percebe-se que não têm capacidade intelectual para aquele desempenho. Ouvir 4 minutos Pinto Monteiro é confirmar a pobreza das suas perspectivas, ausÊncia total de ideias sobre a justiça, além da debilidade com que tem exercido a sua autoridade, com um excesso de exposição mediática, que se agrava com a existência de sindicatos anacrónicos num estado de direito.

A justiça precisa de um chefe que esteja no MP que tenha mundo, e não um provinciano sem ideias estruturadas sobre o sector, cuja justiça é lenta, corrupta, feudal e hiper-corporativa. Creio até que Sócrates não precisa de Pinto Monteiro nem da outra senhora para se defender, à contrário, a perpetuação destes dois players naqueles lugares cimeiros é antes o certificado de que a relação de Sócrates com a justiça irá agravar-se.

Discordo, contudo, quando Ana Gomes defende que Cavaco deverá intervir, quando é precisamente o PR que (também) tem contribuído para agravar a eficiência do funcionamento da justiça em Portugal, designadamente quando abre as portas de Belém ao sindicalista dos magistrados cujo único papel é ter conseguido transformar aquele anacrónico sindicato num partido político sem representação parlamentar.

A justiça, ou a falta dela, é hoje bem a imagem lamentável do Portugal que temos.

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O papel das "sopeiras" na vida dos patrões

A filha do milionário Lúcio Tomé Feteira de Menezes acusa o advogado e ex-líder parlamentar do PSD, Duarte Lima, de ter ficado com mais de cinco milhões de euros da fortuna do pai dela. O valor alegadamente transferido é apenas uma fatia dos 25 milhões de euros que Rosalina Ribeiro terá desviado das contas do falecido, após a sua morte, através de um documento falso.
"Isto foi tudo uma vigarice que ela montou para ficar com o dinheiro do meu pai. Parte do dinheiro foi parar à conta de Duarte Lima", disse ao DN Olímpia de Menezes, que há dez anos trava uma luta para conseguir partilhar todos os bens que o pai deixou em testamento.
Segundo a engenheira, que desde cedo seguiu os negócios do pai, Rosalina foi sempre uma secretária, com quem o pai mantinha um relacionamento amoroso extraconjugal. "Eles não tiveram qualquer vida em comum, só nos últimos dois anos de vida é que ela aproveitou o facto de ele ter partido as pernas para estar mais próxima", conta.
Diz Olímpia que a vida do pai foi sempre ao lado da mulher, Adelaide, e que foi em jeito de "retribuição", que ele deixou 15% da quota disponível da sua herança (ver infografia) a Rosalina Ribeiro.
Meses após a morte de Lúcio Tomé Feteira, adianta ainda a única herdeira legítima viva, Rosalina terá "desfalcado" em 25 milhões de euros as contas de Lúcio em Portugal, Suíça, Brasil, Inglaterra e Estados Unidos. "Só na Suíça foram 9 milhões", explica. Olímpia apresentou queixa contra ela em Portugal.
As autoridades mandaram cartas rogatórias para a Suíça a fim de descobrir quem tinha movimentado o dinheiro. Conclusão: logo em Março de 2001, três meses após a morte do milionário, houve cinco transferências para as contas bancárias de Duarte Lima (ver caixa).
Os destinatários desses valores poderão ser uma chave para a resolução do crime que, em Dezembro, vitimou Rosalina - horas após uma conversa com Duarte Lima.
"Não sei quem a matou, mas foi alguém que a queria silenciar. Eu não fui!", responde ao DN Olímpia, que só quer ver todo o caso resolvido. A engenheira não acredita que os documentos que Rosalina trazia na noite do crime fossem um móbil. "Os documentos de que se fala referem-se a uma situação ainda passada no último ano de vida do meu pai", explica. Tratava-se de uma procuração falsa para a cedência de uns terrenos no Brasil. Olímpia terminou em 2004 uma guerra judicial com Rosalina no tribunal de Brasília. A ex-amante do pai tentou provar a "união estável" com Lúcio, após a sua morte, para herdar a parte que cabia à sua mulher legítima. Mas perdeu a causa.
O DN tentou várias vezes ao longo do dia contactar com Duarte Li-ma, sem sucesso. Na segunda-feira, Lima disse ao DN não poder adiantar nada sobre os processos de Rosalina por segredo profissional.
Obs: As sopeiras são verdadeiras ervas daninhas na vida de certas famílias, pelas suas verdadeiras motivações, pelos interesses que servem (sob a capa de autentico amor) e, no limite, por destruírem lares. Certamente, aqui os responsáveis não serão as ditas sopeiras, mas certos homens que ao não poder ver um rabo de saias, por regra mulheres feias e desinteressantes, acabam por condicionar a vida a famílias inteiras. Infelizmente, conheço alguns destes casos, cometidos por várias gerações de homens, por regra, o crasso erro de meter as sopeiras nos negócios da família, e em todos esses casos as coisas complicaram-se. A figura da sopeira moderna é, pois, uma erva daninha que se amantiza de gente com recursos e a sua conduta acaba por ser ainda mais venal do que a de certos advogados ou solicitadoras sem escrúpulos que, mesmo sabendo que se está diante duma terrível venalidade, defendem esses casos como se se tratasse dos mais altos valores. No caso em apreço a senhora foi abatida no Brasil ao estilo da máfia, talvez a lição frutifique e comece a desenvolver-se o mesmo método em Portugal em casos similares.
Por efeito de contraste, D. Maria, governanta de Salazar, morreu sem recursos, embora durante décadas fosse uma das mulheres mais poderosas de Portugal. Além de que o velho botas também não era casado..., daí a analogia.

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segunda-feira

DINNER FOR ONE 1/2

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Ler mente de terroristas para evitar ataques

Investigadores desenvolvem técnica que recorre a ondas cerebrais P300 para identificar ou confirmar detalhes de ataques.dn
Num país que vive em constante preocupação com a segurança interna, uma equipa de investigadores da Universidade do Noroeste, nos EUA, anunciou ter desenvolvido uma técnica que permite às autoridades ler a mente dos terroristas e, assim, antecipar eventuais ataques. O estudo foi publicado na revista cientifica Psychophysiology.
Segundo a equipa, a leitura da mente é feita através de um teste às ondas cerebrais P300, um conjunto de sinais eléctricos do córtex cerebral com maior produção quando há informações secretas. Nos testes em laboratório, os cientistas identificaram com grande precisão detalhes como o local, a data e até o tipo de armas a usar no ataque.
Peter Rosenfeld, que liderou a equipa, disse que quando os cientistas sabiam de antemão as especificidades do ataque "foram capazes de correlacionar as ondas cerebrais com os conhecimentos incriminatórios e confirmar com 100% de precisão os detalhes conhecidos".
A equipa escolheu 29 voluntários da universidade, que tiveram como missão simular o planeamento de um ataque terrorista. Os voluntários tiveram de organizar o ataque com base em informações recebidas sobre bombas e armas letais a usar.
Com eléctrodos ligados à cabeça, os estudantes tiveram de ver de seguida, através do ecrã de um computador, as palavras Boston, Houston, Nova Iorque, Chicago e Phoenix, dispostas de forma aleatória. Segundo Rosenfeld, o nome da cidade onde iria ocorrer o ataque foi a que provocou maior actividade das P300 no cérebro dos terroristas.
Rosenfeld adiantou que mesmo quando os investigadores não tinham informações antecipadas sobre os planos, a técnica permitiu identificar importantes informações secretas. "Sem qualquer conhecimento prévio do cenário simulado, fomos capazes de identificar 10 dos 12 terroristas e, entre eles, 20 dos 30 detalhes relacionados com o crime", assegurou o porta-voz da equipa. "O teste teve uma eficácia de 83% na previsão de conhecimentos secretos, sugerindo que o nosso complexo protocolo pode identificar actividades terroristas no futuro."
A técnica, apesar de tudo polémica, continuará a ser aperfeiçoada e, dentro de algum tempo, poderá vir a ser utilizada pelas autoridades na detecção ou confirmação de suspeitas de ataques terroristas.

Obs: Felicite-se Peter Rosenfelt e a sua equipa de investigadores, e reforce-se o financiamento a esta crucial investigação que pode salvar vidas e desmantelar o maior "cancro" na transição do séc. XX para o III milénio em matéria de segurança e defesa das nações, preocupação que ganhou maior acuidade após o fatídico 11 de Setembro que mandou abaixou as Torres do WTC em NY e matou milhares de pessoas inocentes. Essas pessoas jamais poderão ter morrido em vão.

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domingo

Evocação de Fernando Pessoa e o seu "banqueiro anarquista"

É sempre útil recordar o imenso legado de Fernando Pessoa, o mais criativo poeta nacional de todos os tempos, alguém que compreendeu transversalmente a modernidade dos tempos, dos processos e o seu "Banqueiro Anarquista" representa essa espécie de conto metafísico que absorveu o autor e tem a vantagem de resumir hoje aspectos da nossa vida económica e financeira. Este regresso ao mix de praxis com o dever-ser da ética e da moral faz com que os nossos banqueiros sejam, hoje, pérolas do disfarce que procuram mitigar com inteligência, dissimulação e alguma lógica. Até que sobrevém o vazio das suas palavras, eis o que entendo após ler declarações de banqueiros do regime, nas suas máscaras mercantis e egocentricas que tentam ocultar o vazio que existe por detrás do dinheiro que os cerca. São pessoas que nunca chegam a conhecer o valor da amizade, dos amigos, dos homens, pois o cálculo do dinheiro atravessa sempre todas essas relações. Casam entre si, consolidam-se endogamicamente para aumentar a formação dos respectivos capitais, são meros comerciantes sem personalidade, ainda que tentem dar uma imagem pública de a ter, mas uma análise mais fina demonstra aquilo que verdadeiramente são: meros comerciantes com máscaras múltiplas que utilizam para cada momento. Ou melhor, a sua personalidade deve ser subordinada ao seu comércio, que está fatalmente condicionada ao seu mercado, e Pessoa, que era poeta, e publicitário nas horas vagas, topou bem estes cromos modernos que hoje funcionalizam boa parte da nossa vida económica, para o melhor e para o pior. Pessoa foi o maior banqueiro de todos os tempos, na medida em que a sua obra é hoje um activo, nunca nos criou dívida nem sacou comissões indevidas. Com ele alguns mestres do disfarce da alta finança em Portugal deveriam aprender algo, deixando cair as máscaras do costume que hoje qualquer observador atento e informado já topou à légua.

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«Testes de stress podem ser melhorados» - Ricardo Salgado

«Testes de stress podem ser melhorados» - Ricardo Salgado - Por Redacção O presidente do Banco Espírito Santo (BES) disse, este sábado, que o seu banco «está bem», depois de divulgados os testes de resistência feitos aos bancos portugueses, mas admitiu que estes testes «podem ser melhorados».(...)

Obs: Para acalmar o dr. Ricardo, líder do banco das comissões, receite-se um Lexotan reforçado por um Dormonid - talvez o melhor fármaco para aplacar estados de ansiedade, agitação, stress e alguma irritabilidade decorrente de o seu banco apresentar uma péssima performance nos testes de resistência financeira para aferir a credibilidade do sector. Esperemos, contudo, que com tanto fármaco não se produzam úlceras, colites ou mesmo doenças do coração que conduzam à depressão e que depois possam generalizar-se ao mercado agravando ainda mais o conjunto da situação financeira, económica e social do país, já por si altamente depressiva.

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Moscovo com níveis de monóxido de carbono seis vezes superior ao aceitável

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sábado

Aguaviva - Poetas andaluces (1975) e Vicente Amigo

Vicente Amigo - tres notas para decir te quiero

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sexta-feira

Seal-It's a man's world e Jamiroquai - corner of the earth

Jamiroquai - corner of the earth

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Evocação de Pablo Picasso

Se sabemos exactamente o que vamos fazer, para quê fazê-lo?
Pablo Picasso Espanha [1881-1973] Pintor

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O poço do desejo - por António Vitorino -

Nesta semana que finda, o preço do trigo nos mercados internacionais atingiu o seu valor mais alto dos últimos 22 meses e o barril do petróleo bordejou os 80 dólares.dn
Para os mais optimistas significa que a crise financeira e económica deve estar à beira do fim, porque estamos a voltar ao cenário… da crise de 2007, provocada pelo aumento das matérias-primas alimentares e energéticas! Os pessimistas dirão, por seu turno, que acresce à crise ainda em curso uma quebra da oferta e uma retoma dos movimentos especulativos sobre os bens alimentares e o petróleo que ocuparam as manchetes do Verão de há dois anos…
Com efeito, as alterações climáticas de que praticamente se deixou de falar a seguir à Conferência de Copenhaga, em Dezembro de 2009, voltam a fazer-se sentir, quer na intensidade dos fogos florestais e da seca prolongada na Rússia quer nas terríveis inundações no Paquistão, provocando uma assinalável quebra da produção cerealífera na Rússia, na Ucrânia e nos demais países da Ásia Central. Só no espaço do último mês o trigo aumentou cerca de 60% do seu preço… Mas a procura de cereais não apresenta sinais de contracção!
A distracção provocada pela crise do sistema bancário e financeiro não anulou os problemas de fundo da economia internacional, que, assim, voltam de novo à superfície do debate político à escala global.
E, por falar em superfície, foi também nesta semana que a BP informou ter logrado tapar o poço de petróleo que há 105 dias derramava crude no golfo do México. Embora esta notícia ainda esteja dependente de confirmação quanto à sua sustentabilidade a prazo, sabe-se que o petróleo derramado nestes três meses correspondeu a 4,9 milhões de barris e que a petrolífera inglesa terá de responder por danos e indemnizações avaliados em 30 mil milhões de dólares! O número faz concorrência às cifras a que nos habituámos com a crise do sistema bancário!
O desastre ecológico das costas da Luisiana foi já considerado o pior das últimas décadas, e a extensão da calamidade ambiental chegará em breve à própria economia. Com efeito, o que sucedeu no golfo do México vai obrigar os Estados e as empresas a reequacionarem as condições de exploração do petróleo a grande profundidade, exploração essa responsável por boa parte das reservas susceptíveis de serem utilizadas nos próximos anos.
O debate no Congresso sobre o tema vai decerto saldar-se por novas exigências sobre as condições de segurança das explorações offshore a grande profundidade, delas decorrendo naturalmente custos acrescidos para as próprias empresas petrolíferas. E o que vier a ser decidido pelos legisladores americanos acabará por influenciar outros países e outras empresas envolvidas nesta actividade económica.
O que não deixa de ser profundamente irónico: a crer nos relatos produzidos aquando da perda de controlo do processo de extracção do crude do poço Macondo, mais do que uma falha humana ou tecnológica esteve em causa um erro do sistema de monitorização do processo e uma incapacidade de resposta imediata que permitiu o alastrar da catástrofe, erro esse que derivou de uma obsessiva preocupação com o corte dos custos da operação de extracção! É caso para dizer que raramente um corte de custos terá custado tão caro, em termos de degradação ambiental e de responsabilidades financeiras das empresas envolvidas!
O desastre do golfo do México terá consequências duradouras e prolongadas no tempo, a começar por um aumento dos custos de extracção que decerto se repercutirão no preço do barril de petróleo a curto prazo. O que é uma má notícia para os consumidores em geral e, muito especialmente, para os países que dependem de importações de combustíveis fósseis e que já se encontram numa situação debilitada do ponto de vista das suas contas externas…
Ao ver as imagens impressionantes que nos chegam das profundezas do golfo do México, além de ver o bombear da chamada "lama" para dentro do poço, vejo também o comum contribuinte a deitar dinheiro para dentro do malfadado poço. Com a agravante de que nem serve de compensação recordar a nossa infância, onde nos diziam que se deitássemos uma moeda a um poço e formulássemos um desejo ele se concretizaria no dia seguinte!
Obs: Um retrato eficiente e abundante do mundo contemporâneo, com mais agruras do que maravilhas. É o que temos. Ainda bem que Portugal não dispõe - no manto dos seus recursos naturais (além de sol e praia) - de jazidas petrolíferas... Em tempos ainda se falou que "havia petróleo no Beato", mas isso não passou duma peça de teatro. Ainda que os portugueses, mesmo privados de ouro negro, também tenham o seu fardo com tantos impostos que já pagam e a benefício de tão pouco.

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Vítimas do violador de Telheiras querem ser indemnizadas

o sublinhado é nosso.
Vítimas do violador de Telheiras querem ser indemnizadas
por ISALTINA PADRÃO, dn
Mulheres pediram para ser constituídas assistentes. Despacho final concluído.
Das 11 mulheres que identificaram e acusaram Henrique Sotero, o designado violador de Telheiras, de as ter violado, quase todas já pediram para serem constituídas assistentes no processo com o objectivo final de serem indemnizadas pelos danos (físicos e morais) causados pelo seu agressor.
Isto mesmo admitiu, no início desta semana ao DN, José António Pereira da Silva, o advogado de defesa de Sotero, que ontem foi notificado da acusação pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP). Segundo o Correio da Manhã de ontem Sotero é acusado de 74 crimes, mas Pereira da Silva não confirma.
Relativamente ao conteúdo do documento, o advogado diz que só hoje irá consultá-lo, uma vez que se encontra de férias. "Após analisar a documentação irei falar com o meu constituinte para verificar a veracidade da acusação e mais não digo", frisou Pereira da Silva.
Já relativamente à decisão tomada pelas vítimas, o advogado de Sotero falou na terça-feira ao DN. "Inicialmente não aconteceu nada. As vítimas limitaram-se a apresentar queixa na Polícia Judiciária (PJ). Depois, e uma a uma, têm vindo sucessivamente a pedir para serem constituídas assistentes no processo. Terão sido já umas oito a nove raparigas e não me surpreende que as restantes também o façam", referiu Pereira da Silva, que foi notificado há tempos para lhe ser transmitida tal informação.
E se para o advogado de Sotero este é um pedido normal por parte das vítimas, o juiz desembargador Eurico Reis vai mais longe e considera "justo" que tal aconteça, já que ao serem constituídas assistentes num processo, as vítimas ficam com mais capacidade de intervenção, o que é "legítimo". E justifica: "O interesse do Ministério Público (MP), a quem cabe representar as vítimas caso estas não sejam constituídas assistentes no processo, não tem os mesmos interesses das vítimas. Podem existir zonas comuns, mas não sente na pele a humilhação que a vítima sentiu. Vê o caso de fora."
Sem falar em situações concretos, o juiz não tem dúvidas que a humilhação é maior em crimes de natureza sexual. "O crime sexual é dos mais graves que há porque existe uma invasão da intimidade. O crime passa-se dentro do corpo da vítima e isso é uma sensação horrível que só ela pode avaliar como deve ser. Não vai ser uma entidade externa, por mais que tente colocar-se no lugar da vítima, que vai entender o sofrimento por que passaram e as consequências que nunca mais a deixarão".
As referidas lesões, no caso do violador de Telheiras, ficaram marcadas em pelo menos 40 mulheres, todas elas jovens. Foi este o número de casos de violação que Henrique Sotero, de 30 anos, confessou à PJ ter cometido na última década. Terá sido quando o jovem deu entrada no Instituto Superior Técnico de Lisboa - onde frequentou o curso de engenharia civil sem nunca o ter concluído -, que as violações tiveram início.
Sotero seguia as suas vítimas e atacava-as sobretudo em escadas ou elevadores de prédios, nomeadamente nas zonas de Algés, Olivais e principalmente em Telheiras, onde frequentava um ginásio.
Seriam precisamente as idas aos treinos que serviriam de desculpa para dizer à namorada com quem vivia há cerca de três anos que ia sair. Nessas saídas, Henrique obrigaria as jovens a praticar sexo oral (era sempre esse o acto a que eram forçadas), regressando depois a casa, no Cacém, onde se transformava no jovem exemplar e prestativo que a vizinhança tinha em muito boa conta. Foi um choque para todos quando a 5 de Março deste ano Sotero foi detido pela PJ no seu local de trabalho.
O jovem foi de imediato levado para Estabelecimento Prisional junto da PJ, na Gomes Freire, onde foi interrogado várias vezes. Dias depois foi transferido para o Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), onde permanece. É aqui que, regularmente, Sotero recebe a visita do seu médico assistente (o psiquiatra a quem pediu ajuda para se tratar meses antes de ser detido), da família e do advogado.
Obs: Este pequeno bárbaro dos tempos modernos não merece grandes comentários, salvo para referir três notas: mão pesada da lei para este criminoso, até para servir de exemplo e como medida dissuasora para outros como ele que praticam os mesmos crimes e andam escondidos; que se trate na cadeia, mediante um programa de reeducação intensivo nos vários anos que terá de permanecer na cadeia; e que as vítimas, na medida do possível, sejam ressarcidas destes crimes hediondos que deixam marcas, pela sua própria natureza, para todo o sempre nas suas personalidades.
Uma nota final relativamente ao adágio popular que diz que quem não vê caras, não vê corações. Quem olha para a imagem do sujeito violador vê, aparentemente, o perfil de um "menino-de-bem" da Av. de Roma da década de 80 que joga ténis no Jamor, passe férias no Allgarve e no estrangeiro.
É apenas um esterótipo que pode e deve ser relativizado, naturalmente. Seja como for até se poderá ver no sujeito o perfil dum praticante de artes marciais, um delegado de propaganda médica ou um gestor duma multinacional formado em gestão na Católica com uma boa média, mas nunca aquilo de que verdadeiramente ele é agora acusado e que irá marcar para todo o sempre na sua existência.
Valerá a pena reflectir no que se passou de errado na educação deste sujeito para tirar algumas ilações e evitar condutas semelhantes noutros jovens que hoje atravessam a adolescência.
Onde pretendo chegar?! Ao seguinte ponto: espero, esperemos, que este sujeito e o seu advogado não venham a alegar que a sua conduta no presente é um reflexo directo duma educação e duma adolescência traumatizantes em criança, um pouco como o Bibi, que tentou justificar alguns dos seus crimes de pedófilia pelo facto de também ter sido objecto das mesmíssimas violações em criança.
Mas aguardemos para ver que tipo de fundamentação clínica e jurídica a defesa irá apresentar para justificar o comportamento criminoso deste bárbaro dos novos tempos.
Até lá fixemos bem a cara do alegado criminoso. Dará jeito para o futuro.
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