quinta-feira

Só as ditaduras disfarçadas pelo capitalismo selvático reagem assim: cobardemente


Tiananmen? “Se não me tivesse falado disso, nem me lembrava”





Foi na noite de 3 para 4 de Junho de 1989 que os soldados e os tanques do exército chinês avançaram em direcção à Praça Tiananmen de Pequim, onde dois meses antes nascera um movimento estudantil e civil que pedia liberdades e mudanças políticas. O movimento transformou-se num protesto nacional, com manifestações pró-democracia em pelo menos 160 grandes cidades. Na noite de 3 de Junho, a direcção política — liderada por Deng Xiaoping — deu a ordem de fogo. No dia 4, o protesto foi esmagado pela força dos tanques e pelas balas que deixaram centenas ou milhares de mortos. O número oficial de vítimas nunca foi revelado. (...)
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domingo

O Papa Francisco e a Igreja portuguesa - por MÁRIO SOARES

Nota prévia: Mário Soares, e bem, deixa aqui D. Manuel Clemente numa posição deveras insustentável. Neste 1ª grande prova de fogo, o Patriarca parece não estar à altura do cargo e do desafio social e religioso que tem pela frente. E, curiosamente, antes de assumir funções parecia ter outra postura. Afinal, o que mudou nele?!
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O Papa Francisco e a Igreja portuguesa

É, com efeito, um Papa singular porque fala com toda a gente, seja de que religião for ou de nenhuma. Porque, segundo diz, todos são filhos de Deus. Além disso, detesta o capitalismo selvagem que hoje governa a Europa, sobretudo a zona euro, que deixou de ser solidária e igualitária – como sempre foi – e se encontra agora à beira do abismo, como escreveram Helmut Schmidt, Jacques Delors, entre outros, mesmo economistas e prémios Nobel, como Joseph Stiglitz e Paul Krugman.
Sua Santidade detesta a austeridade, imposta pela senhora Merkel, que ganhou as eleições e veremos agora o que fará aliada aos sociais-democratas. Porque sabe bem que a austeridade conduz necessariamente à desgraça dos Estados que dela são vítimas. Infelizmente há já muitas vítimas para além da Grécia, da Irlanda, de Portugal, de Espanha, da Itália, da Holanda e de outras que estão para vir, se não houver uma mudança.
A Igreja portuguesa, que foi colonialista, durante os tempos das guerras coloniais e sempre próxima da ditadura, foi salva pelos socialistas, na maior parte deles não religiosos, porque depois do 25 de Abril impediram que os esquerdistas invadissem o Patriarcado como tentaram fazer. Porquê? Porque os socialistas sabiam que a I República (1910-1926) foi muito prejudicada pelo conflito (inútil) entre o Governo e a Igreja...
Graças à intervenção do PS, depois do 25 de Abril, a Igreja portuguesa tornou-se muito aberta, com o patriarca D. António Ribeiro, e progressista, ao contrário do que sucedeu com a Igreja espanhola, que foi sempre de direita, mesmo após a morte de Franco, e quando Suarez introduziu a democracia. Mas parece que, com o novo patriarca português, tudo está a mudar, o que é péssimo e triste para o futuro.
Porquê? Porque a Igreja portuguesa tem mantido um silêncio inaceitável, tal como o actual patriarca, em relação ao Papa. Parece que não gosta dele ou mesmo que o detesta.
Prefere a corrupção e a imoralidade, que reinava no Vaticano, à solidariedade do Papa que respeita os pobres? Que patriarca é este que há meses não fala e, em especial, de Sua Santidade. Aliás, quando era bispo fazia-se passar por um homem desempoeirado e progressista – que afinal não é; tendo em conta o que não diz agora, parece que nunca foi.
É algo que não se entende! O Papa Francisco alertou que a exclusão e a desigualdade social "provocarão a explosão da violência". É importante que o tenha feito, por mero acaso no dia seguinte a eu ter sido atacado por dizer o mesmo. Leia, o actual patriarca, D. Manuel Clemente, a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium do Santo Papa, ao Episcopado, ao Clero, às Pessoas Consagradas e aos Fiéis e Leigos, sobre o anúncio do Evangelho no mundo actual. Talvez lhe seja útil e o leve a falar de Sua Santidade, que, incontestavelmente, representa no mundo de hoje um dos maiores papas de todos os tempos. Não deixe que a Igreja portuguesa volte a ser o que foi no tempo do colonialismo e da ditadura...
Ex-Presidente da República

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Os direitos "humanos dos animais" na China

Consabidamente, os chineses tratam os pandas no seu país, ainda uma ditadura, como a Índia trata as vacas, com a reverência dos animais sagrados. Aqui a componente da cultura determina a conduta e a legislação que protege certas espécies animais. Só é pena que alguns destes animais acabem por ter mais dignidade, direitos, protecção e condições do que os próprios seres humanos, e é aqui que reside a gritante contradição desta cultura de excepção que mata um homem por uma mera questão de delito de opinião e depois comporta-se como um avatar dos direitos humanos relativamente a certos animais, sejam eles quais forem, pois nenhum se deveria equiparar ou equivaler em direitos ao ser humano. Culturas milenares como a da China deveriam parar e reflectir, não para subtrair os direitos existentes aos animais, mas para conceder aos homens aquilo que pela sua própria natureza eles merecem, ainda que saibamos que uns homens, à semelhança certos animais, sejam sempre mais iguais do que outros...

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O dissidente Guillermo Fariñas manteve-se em greve de fome durante 135 dias (Desmond Boylan/Reuters)
O Governo cubano libertou ontem três dos 52 prisioneiros políticos que tinha anunciado libertar na quinta-feira. A decisão foi feita entre a Igreja Católica do país e Raúl Castro depois do dissidente político Guillermo Fariñas fazer uma greve de fome de 135 dias.

Público

As famílias dos três presos anunciaram a libertação ontem à AFP. O local onde estão é desconhecido, os activistas fazem parte de um grupo de 17 presos que quer ir para a Espanha. Se tudo correr bem, os restantes 49 prisioneiros serão libertados no próximo mês, tornando esta a mais importante libertação desde a tomada de posse do irmão de Fidel Castro em 2008. Todos os 52 prisioneiros faziam parte de 75 dissidentes que foram presos durante a Primavera Negra de 2003. Foram condenados a penas entre os seis e 28 anos. (...)

Obs: É lamentável constatar que meio século após a revolução cubana - primeiro nacionalista e depois alinhada ao sovietismo internacionalista eivada de anti-americanismo - que Cuba ainda seja uma ditadura execrável que manda prender e matar todos aqueles que cometem o chamado crime de delito de opinião apenas por pensarem diferente de castro, o lagarto de Havana e do idiota do seu irmão Raul, que o sucedeu e de toda uma clique militar que vive à sombra do poder - segurando-o - com sacrificício de todas as liberdades civis, políticas, económicas e culturais dum povo que vive alienado, prostituído e subjugado aos ditames da ditadura militar que subdesenvolveu o território neste último meio século, isolando-o do mundo. O povo vive anestesiado e domesticado, a economia está moribunda, as injustiças sociais são gritantes, faltam todos os bens na ilha e, apesar de tudo, ainda não houve uma verdadeira revolução socialista que fizesse verdadeiramente ius à Sierra Maiestra que liberte aquele povo das grilhetas de ditadores bárbaros, quais cadáveres ambulantes, a fim de democratizar a sociedade e desenvolver o território e, acima de tudo, libertar um povo que nunca conheceu a LIBERDADE. Um povo que foi primeiramente usado pelos EUA ao tempo de Fulgêncio Baptista, que instrumentalizou o território para o jogo e prostituição, e depois pelos bárbaros da revolução sem cultura democrática que em nome do socialismo cometeram os maiores crime humanos e económicos. Volvidos 50 anos o povo cubano ainda não conseguiu fazer uma verdadeira revolução para fazer ius aquilo que significa a palavra SOCIALISMO. Está na hora!!!

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