quinta-feira

Mais espanhóis em Portugal

Ministro quer mais espanhóis em Portugal
O ministro da Economia quer haja cada vez mais turistas espanhóis a visitar Portugal, isto depois de cerca de 2,5 milhões o terem feito em 2007. Na Feira Internacional de Turismo de Madrid, Manuel Pinho considerou ser possível ir muito mais além neste número.
( 08:40 / 31 de Janeiro 08 )
O ministro da Economia quer ver mais turistas espanhóis em Portugal e considerou mesmo que o mercado espanhol é prioritário e «extremamente importante» para o turismo português.
Na Feira Internacional de Turismo de Madrid (FITUR), Manuel Pinho justificou esta sua afirmação, ao recordar que dos 12 milhões de turistas que visitaram Portugal cerca de 2,5 milhões foram espanhóis.
«Acredito que é possível ir muito mais além e portanto a primeira grande sessão de lançamento de imagem vai ser feita na FITUR que é uma das maiores, porventura a maior feira turismo do mundo», sublinhou.
Manuel Pinho lembrou ainda que esta é uma boa altura passar o lançamento da imagem do turismo nacional, uma campanha que custou nove milhões de euros, numa altura em que o turismo nacional cresceu 11 por cento em termos de receitas.
«Temos uma visão e uma estratégia para o turismo e temos uma equipa estável que não muda há três anos e não vai mudar», assegurou Manuel Pinho.
O Governo quer dar uma imagem de que o país pode oferecer mais do que sol e mar, tendo apostado na cultura como um dos focos da nova campanha que arrancou em força em Espanha, país que continua a ter a França como destino prioritário a nível de turismo.
Para além de Espanha, a nova campanha para promover o turismo nacional será lançada na Holanda, Alemanha, Irlanda, Rússia e Reino Unido.
Obs: Os tempos mudam, a história também e a natureza das relações entre as nações, as sociedades e os Estados sofrem mutações. Dantes dizia-se que de Espanha nem bom vento nem bom casamento, hoje, ao invés, podem vir de lá ambas as coisas e mais e melhores investimentos. Dantes os vizinhos estavam condenados a conflituar, hoje, ao contrário, as relações de proximidade - por força da gestão das interdependências no quadro da globalização económica e política - aconselha a que Estados vizinhos concertem posições económicas para gerar mais valias e vantagens comparativas. Hoje, de facto, até há mais portugueses a casar com espanholas, só teremos é de passar a fazer a tal siesta após o almoço (uma prática inaugurada por Santana lopes..), o que não será muito aconselhável, pois aqui comandam as leis da produtividade e da competitividade, e neste capítulo ainda estamos uns furinhos abaixo dos espanhóis. Temos, pois, de deixar a siesta para a noite, na esperança de que as espanholas não se importem...

CML aprova moção contra nova lei eleitoral autárquica

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Nota prévia do Macro:
Mais um nó górdio por dissolver, embora a solução de António Costa seja a mais realista, pragmática e a que mais autenticidade tem junto das populações cujo quadro de legitimidade importa garantir, sob pena de tornarmos a democracia local num simulacro ou num pedaço de barro que se manuseia segundo conveniências conjunturais de que tivémos lamentável exemplo da Assembleia Municipal manipulada pelo psd no passado recente - e cujos efeitos - a cidade ainda se ressente.
CML aprova moção contra nova lei eleitoral autárquica
A Câmara de Lisboa aprovou hoje uma moção contra a proposta de alteração à lei eleitoral autárquica que está a ser discutida na especialidade no Parlamento, condenando sobretudo a diminuição prevista do número de vereadores dos executivos municipais.
A moção foi aprovada com os votos favoráveis do PS, PCP, Cidadãos por Lisboa e Bloco de Esquerda, a abstenção do PSD e os votos contra do movimento Lisboa com Carmona.
«A redução do número de vereadores da Câmara Municipal de Lisboa limita o número de vereadores com pelouro a um nível que a experiência considera manifestamente insuficiente para a responsabilidade e complexidade da gestão de uma cidade capital e centro da maior área metropolitana do país», lê-se na proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda.
O projecto de lei aprovado na generalidade na Assembleia da República a 18 de Janeiro diminui o número de vereadores dos actuais 16 para 12 nas autarquias de Lisboa e do Porto, prevendo igualmente que o presidente da câmara seja o primeiro da lista mais votada para a assembleia municipal e escolha a maioria da vereação, independentemente do resultado eleitoral.
O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), afirmou, em entrevista ao Correio da Manhã no domingo, não se reconhecer no «modelo de maiorias artificiais» proposto no projecto de lei.
«Nós devíamos ter a nível municipal um modelo idêntico ao que temos a nível nacional. O presidente da Câmara é o cabeça-de-lista da lista mais votada e forma um executivo em função da realidade que tiver na Assembleia Municipal. Se tiver maioria absoluta forma um governo só da sua força política. Se não tem, tem de fazer coligações com os outros», sustentou António Costa.
De acordo com o projecto de lei, as listas da oposição poderão indicar vereadores, mas numa representação mínima, não podendo, somados, ultrapassar um terço do total.
O diploma prevê que as assembleias municipais possam apresentar moções de rejeição à proposta de composição do executivo municipal, mas para isso são necessários três quintos dos membros eleitos.
O projecto reforça ainda os poderes de fiscalização que competem à assembleia municipal, retirando, por outro lado, aos presidentes de junta, o poder de votar os orçamentos e planos municipais.
Diário Digital / Lusa 30-01-2008 18:58:00
Obs: Apoie-se, portanto, a solução proposta por António Costa por ser aquela que é politicamente mais realista, legítima e sustentável.

Sócrates aposta num pacote social: maternidade e combate à pobreza

Sócrates aposta nas questões sociais.
Medidas contra pobreza e apoio natalidade aplicadas... (act.)
O ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, afirmou hoje que as três medidas anunciadas hoje por José Sócrates, de combate à pobreza e apoio à natalidade, deverão ser aplicadas em Abril.
No final do debate quinzenal com o primeiro-ministro, no Parlamento, Vieira da Silva explicou que «todo o processo legislativo deve estar concluído até ao final do primeiro trimestre» e «em aplicação em Abril».
O ministro do Trabalho admitiu não saber ainda quanto custarão estas medidas, mas garantiu que «têm cabimento orçamental».
José Sócrates anunciou novas medidas de combate à pobreza e estímulo à natalidade, como o aumento para 400 euros do complemento solidário para idosos - actualmente está fixado em 323,5 euros - e a criação do subsídio social de maternidade, destinado «às mães que não tiveram carreira contributiva».
Assim, estas mães passarão a receber 325 nos quatro meses correspondentes ao período do actual subsídio de maternidade.
O ministro estima que este subsídio possa ser requerido por um universo de 100 mil pessoas, apesar de «não existirem estatísticas muito exactas».
O primeiro-ministro anunciou também que haverá um aumento de 20 por cento no abono de famílias das famílias mono-parentais, aquelas que estão «em maior risco de pobreza».
O complemento solidário para idosos, explicou Vieira da Silva aos jornalistas, poderá abranger cerca de 65 mil pensionistas.
Assim, estas mães passarão a receber 325 nos quatro meses correspondentes ao período do actual subsídio de maternidade, referiu.
«Estas são medidas que reforçam um conjunto já amplo de políticas sociais (...), queremos desenvolver e dar maturidade ao Estado Social», salientou José Sócrates.
Vieira da Silva escusou-se ainda a relacionar directamente as medidas anunciadas hoje por Sócrates com os insistentes apelos do Presidente da República, Cavaco Silva, para que sejam tomadas medidas de apoio a natalidade em Portugal.
«São essencialmente medidas de combate à pobreza», afirmou, lembrando que o apoio à natalidade não se faz com «medidas únicas», isoladas.
Diário Digital / Lusa 30-01-2008 18:39:00

quarta-feira

Gotan Project - Diferente

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O IDIOTA E A MOEDA... UMA LIÇÃO DE VIDA

O IDIOTA E A MOEDA Conta-se que, numa cidade do interior, um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia, um pobre coitado, de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra menor, de 2000 REIS.
Ele escolhia sempre a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. Respondeu o tolo:
- Eu sei, ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar a minha moeda.
Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa:
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quem eram os verdadeiros idiotas da história?
Terceira: Se fores ganancioso, acabas por estragar a tua fonte de rendimento.
Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, o que realmente somos.
"O maior prazer de um homem inteligente é armar-se em idiota diante de um idiota que se arma em inteligente".

Portugal virou um imenso Zoo, um mega-Entroncamento...

Azambuja: GNR vai abrir inquérito à fuga dos tigres
A GNR vai abrir um inquérito à fuga de dois tigres de uma carruagem do circo Chen hoje de manhã na Azambuja, disse à Lusa o responsável do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA).
«Obviamente a GNR vai levantar um auto e fazer um inquérito para averiguar como é que os animais conseguiram fugir», referiu. A mesma fonte adiantou que já foi pedido apoio ao Instituto de Conservação da Natureza (ICN) para sedar o animal, que se encontra «muito agitado», devido à presença de helicópteros de várias televisões, a quem já foi pedido para evitarem a zona. O comandante da GNR local, Pedro Ramos, acrescentou, entretanto, que o animal está ferido. [...] Diário Digital / Lusa 30-01-2008 9:35:00
Obs: Confesso que é este tipo de notícias que me dá alegria de viver e alento ao espírito, porque comporta perigo, adrelalina, emoção e, claro, logo à noite lá teremos mais umas notícias africanas sobre este imenso Zoo em que Portugal se transformou. Sempre é preferível isto do que ver os deputados da nação ofenderem-se no hemiciclo, mas com toda esta "(in)segurança", até no transporte de animais especiais e adestrados (que também gostam de comer homens e mulheres ao pequeno almoço, se não forem tigres gays, é claro!!!) encontra falhas que podem ser fatais. Onde estará a ASAE... Chamem-nos!!!
Fatais porque o malvado do tigre pode comer um, dois ou três GNRs, e como nós já temos um contingente tão escasso para cobrir o nosso território nacional seria uma malvada ironia do destino um ou dois tigres em fuga agravarem essa crise de (in)segurança em Portugal.
Pergunto-me se em vez desses dois tigres o circo que transporta os animais passasse pela zona de S. Bento e perdesse dois "alifantes", certamente que a escadaria e algumas paredes da Assembleia da República ficariam destruídas, já para não falar nos deputados do PCP ou do BE (e outros) que seriam esmagados nessa turbulência circense; pergunto-me se o mesmo circo perdesse meia dúzia de girafas e dois ou três leões na zona de Belém - e na rua da Junqueira - onde mora lá um amigo.. - o que se ficaria a saber do que se passa no Palácio de Belém!!??
Ou o que restaria da bicentenária casa dos Pastelinhos de Belém, da Colecção Joe Berardo no CCB ou até daquele rendilhado monumental que configura o Mosteiro dos Jerónimos - que também tem uma história exótica - familiarizada por tigres, leões, girafas e conexos... Isto, de facto, representa todo o esplendor da globalização.
Numa palavra: Portugal virou um mega-Entroncamento, e se um dia lhe disserem que uma manada de búfalos foi almoçar alí ao Galeto na Av. da República e à saída escavacou o Mcdonald e apontou toda aquela cornadura em direcção à Versalhes - do outro lado da avenida - (onde "tias e tios" almoçam)..., só temos de acreditar o mais rápidamente possível e tentar procurar um refúgio..
De facto, Portugal é um país perigoso e até nem é por causa do terrorismo...
PS: E se fossem jacarés... Alguém imagina ver jacarés a fazer compras no Atrium do Saldanha..., ou uma gibóia, lá mais em baixo, a amaranhar pela cabeleira da estátua do Marquês de Pombal (depois de asfixiar o leão que o ladeia e perde os campeonatos todos..) - e já com os olhos postos no ataque às Amoreiras do arqº Taveira - para dali partir em direcção a Cascais...
Meu Deus, isto é a guerra dos mundos..

Manuel Pinho prevê criação de 150 mil empregos até 2009

Nota prévia do Macro:
Entre "dançar o vira" no avião e o cumprimento duma promessa eleitoral com tremendo impacto na economia e na sociedade - Pinho deseja a realização desta última. Nós também, embora a economia, nestes últimos tempos, se tenha transformado numa ciência oculta, perigosa e completamente imprevisível, daí as reservas a este tipo de afirmações. Porque hoje não existe coisa mais errática e atomisado do que a meretriz da economia internacional - cada vez - mais globalizada.
O ministro da Economia, Manuel Pinho, manifestou-se confiante terça-feira à noite na criação de 150 mil postos de trabalho até 2009, uma promessa eleitoral do governo, e no crescimento da economia.
«Devo manter esse objectivo e tenho confiança em que lá vamos chegar», afirmou Manuel Pinho, em entrevista à SIC Notícias, lembrando que, apesar de a taxa de desemprego se situar nos 7,9% e terem encerrado 65 mil postos de emprego, foram criados outros 105 mil.
O titular da pasta da Economia defendeu que a aposta deve continuar na captação de investimento, no incentivo às exportações e na «requalificação dos recursos humanos» .
Segundo Manuel Pinho, as perspectivas de crescimento económico «bateram as expectativas» em 2005, 2006 e 2007, sendo que, acrescentou, «este ano a economia vai crescer perto de dois por cento», devido à actividade empresarial.
Diário Digital / Lusa 30-01-2008 7:22:00
Obs: Temos de seguir com atenção esta profecia, porque Portugal de cem em cem anos faz um milagre. Veremos se este será inspirado em Fátima, na economia ou na maldita globalização predatória..., que também não ajuda. Mas a fé e a crença em algo sempre foram excelentes motores para a livre iniciativa e o empreendedorismo, variável indispensável para o take-of da economia.

O PsD de Meneses deseja o impossível. Debater c/ Socas...

A foto é da n/ responsabilidade...
Menezes volta a propor debate televisivo a Sócrates
O líder do PSD voltou a propor ao primeiro-ministro a realização de um debate em qualquer canal televisivo e nos moldes que José Sócrates pretender. Luís Filipe Menezes disse ainda que o PSD está contra a ligação Lisboa-Porto por TGV e a terceira travessia do Tejo.
( 09:18 / 30 de Janeiro 08 ) "O presidente do PSD voltou a desafiar, na terça-feira à noite, o primeiro-ministro para um debate televisivo, agora com o pretexto do terceiro aniversário do mandato do Governo.
«Com a devida antecedência, quase 50 dias, peço ao senhor engenheiro José Sócrates que, a bem do aprofundamento de uma democracia adulta, aceite um debate com o líder da oposição sobre os três anos da sua governação num canal de televisão», afirmou Luís Filipe Menezes.
Após uma reunião da Comissão Política social-democrata, o líder do PSD acrescentou ainda que não se importa em que canal se realizará este debate e a forma como ele seja organizado, podendo mesmo vir a ser feito por vários órgãos de comunicação social.
Menezes adiantou ainda que o seu partido está contra os investimentos para a linha de TGV entre Lisboa e o Porto e para a terceira travessia do Tejo, reclamando mesmo um debate sobre estes assuntos.
«Pensamos que não faz nenhum sentido embarcar de novo numa aventura sem que haja a sustentabilidade técnica e os estudos técnicos credíveis que traduzam ao país a segurança de que não se vai avançar de novo para grandes investimentos de uma forma leviana e pouco suportada», explicou.
Já no que diz respeito às questões relacionadas com a supervisão bancária e a crise do BCP, o líder social-democrata ficou mandatado para decidir se apoia a criação de uma comissão de inquérito sobre este caso".
Obs: Sugira-se a Meneses que faça uma de duas coisas, ou mesmo ambas - 1) convide SLopes a debater com ele e a esgrimir as divergências que têm em matéria de liderança e de agências de comunicação; 2) peça desculpa a MMendes pelo que lhe disse em sede eleitoral. A 3ª coisinha é que regresse a Gaia e nunca mais saía de lá, pouparia o país a uma prestação medíocre, visto que nestes últimos 100 dias de oposição Meneses não tem sido apenas uma nódoa, mas uma mancha política. Meneses espelha bem o paradigma daqueles políticos de plástico que só diz uma frase quando ela já foi "mastigada" por um expert em marketing político, só propõe uma medida quando ela já foi medida em termos de popularidade. Meneses é, portanto, o modelo daqueles políticos sem cabeça - apenas com tronco e pernas, mas com esses órgãos ele também não conseguirá fazer política. E é uma pena, porque ele até poderia dar um razoável médico...

Ainda a remodelação governamental....

Remodelação pode afectar mais secretários de Estado
Seis ou sete secretários de Estado poderão sair numa eventual continuação da remodelação governamental, disseram fontes governamentais à TSF. Entretanto, os ministros Ana Jorge e Pinto Ribeiro são empossados esta quarta-feira, participando logo a seguir no debate parlamentar.
( 08:02 / 30 de Janeiro 08 )
A remodelação governamental operada na terça-feira com a substituição de dois ministros e um secretário de Estado poderá continuar com a saída de mais seis ou sete secretários de Estado.
Fontes governamentais disseram à TSF que a saída destes secretários de Estado poderá acontecer por causa da sua actuação ou porque a relação com os respectivos ministros não são as melhores.
Entretanto, os novos ministros da Saúde e da Cultura, Ana Jorge e José António Pinto Ribeiro, bem como o novo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo, tomam posse esta quarta-feira às 12:00. [...]
Obs: Deseja-se boa sorte aos novos titulares do poder político

Um dia Marinho vai a Roma e depõe o Papa

Ano judicial começa com polémica de Marinho e Pinto
29.01.2008 - 10h12 Paula Torres de Carvalho, com Leonete Botelho
Com as atenções concentradas na recente polémica levantada pelo bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, que acusa altas figuras do Estado de envolvimento em crimes de corrupção, inaugura-se, hoje, mais um ano judicial. É precisamente o discurso de Marinho e Pinto que dá início à sessão solene, esta tarde, no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), em Lisboa.
Além do bastonário vão também intervir o procurador-geral da República, o presidente do STJ, o ministro da Justiça, em representação do primeiro-ministro e o Presidente da República.
A corrupção será, tal como no ano passado, um dos principais temas abordados pelos oradores, sobretudo após a convulsão criada pelas recentes declarações públicas de Marinho e Pinto. Em entrevista à Antena 1, o bastonário denunciou o envolvimento de pessoas que ocupam cargos de relevo no Estado português, em crimes de corrupção que ficam impunes. Não concretizou, contudo, estas acusações, notando que "o fenómeno da corrupção é um dos cenários que mais ameaça a saúde do Estado de direito em Portugal".
Apesar de ter imediatamente reagido a estas declarações com a abertura de um inquérito, o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, não deverá referir-se ao assunto no seu discurso desta tarde.
As investigações relativamente às denúncias do bastonário passaram para a mão de Cândida Almeida, a procuradora que dirige o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). Todos os pormenores foram acertados entre Pinto Monteiro e aquela magistrada, no passado domingo, não se tendo realizado qualquer reunião, ontem, ao contrário do que foi divulgado.
Marinho e Pinto não manifestou preocupação quanto à instauração deste inquérito, frisando que o procurador-geral "devia era apresentar resultados da operação Furacão". Mantendo todas as afirmações feitas na entrevista, o bastonário recomenda a criação de uma comissão parlamentar de inquérito.
Na passada quinta-feira, Marinho e Pinto pediu uma audiência a Pinto Monteiro para apresentar cumprimentos de Ano Novo, encontro que, por enquanto, não tem data.
As acusações feitas por Marinho Pinto caíram mal junto de certos advogados e de magistrados, que defendem que as suas afirmações deveriam ser fundamentadas, principalmente por pertencerem ao bastonário da Ordem dos Advogados. Manuela Ferreira Leite, conselheira de Cavaco Silva, manifestou-se, ontem, indignada, no programa Falar Claro, da Rádio Renascença, com as denúncias sobre a classe política feitas pelo bastonário, considerando-as "lamentáveis".
No seu entender, Marinho e Pinto "devia apresentar nomes" e não "lançar suspeições para o ar, recaindo sobre a classe política em geral, sabendo que esta já é malvista na sociedade". Também o socialista Vera Jardim criticou o facto de as declarações do bastonário "criarem um clima de suspeição generalizada", tanto mais quanto algumas delas se referem a situações que não são crimes. Por isso mesmo, aliás, receia que o inquérito aberto pela PGR "possa dar poucos resultados".
Obs: Antes das eleições um amigo, Advogado, referia-me que se Marinho ganhasse o homem iria "partir a loiça" toda. É o que está a fazer, numa forma condizente com o seu estilo, fracturante e abrindo clivagens não dando espaço para o Procurador-Geral da República respirar - dizendo-lhe até que o que Pinto Monteiro deveria fazer era apresentar resultados no mega-processo Furacão. Marinho é hoje bastonário da O.A. e está a tentar mexer no País real a partir daí, veremos com que resultados, reacções e adesões. Com sorte, talvez este estilo seja eficaz, a prazo. Contudo, a franqueza por vezes paga-se caro, mas a longo prazo a verdade sempre foi a melhor política. Aposte-se, portanto, na verdade - ainda que esta seja uma construção sociológica permanente, como a própria corrupção que atravessa a sociedade portuguesa, independentemente da cor dos partidos no poder.
Sugiro uma medida: aumente-se os ordenados aos políticos, diminui-se, assim, as possibilidades de C. Já agora, aumente-se também os salários aos portugueses em geral - para potenciar o seu poder de compra e ajudar a recuperar alguma da dignidade perdida. Se não houver dinheiro vendam-se algumas tabletes d'ouro estacionadas no BdP, em nome da inflação e da carestia de vida...
Pergunte-se a Marinho o que propõe para combater a C. O que já começou a fazer para a combater dentro da sua própria Ordem, pois os advogados, pela natureza das coisas... Mas também há excepções.
Questione-se Marinho quando é que vai a Roma "dar cabo do canastro ao Papa" e da corrupção que pulula no Vaticano...
E em 2045, se ainda cá andar, não terei dúvidas de ver as manchetes afirmarem:
Marinho fez uma expedição a Marte via Venús e apanhou 13 corruptos - um a mais do que o número de virgens que são prometidas aos terroristas suicidas que se implodem nessa esperança de se dirigirem para a Ilha dos Amores, narrada por Luís Vaz noutro contexto, menos terrorista, salvo para os indígenas de 500...

terça-feira

REMODELAÇÃO GOVERNAMENTAL. SOCAS É ASSIM, IMPREVISÍVEL

O advogado José António Pinto Ribeiro vai ser o novo ministro da Cultura
Primeiro-ministro substitui três membros do Governo
Ana Jorge vai ser ministra da Saúde e José António Pinto Ribeiro assume a Cultura
29.01.2008 - 15h54 Lusa, PUBLICO.PT
Ana Jorge vai ser a nova ministra da Saúde e José António Pinto Ribeiro vai assumir a pasta da Cultura, substituindo respectivamente António Correia de Campos e Isabel Pires de Lima, que solicitaram a exoneração ao primeiro-ministro.
Entra também para o Governo Carlos Baptista Lobo, que vai ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, substituindo João Amaral Tomaz, que na semana passada fez saber que pediu no Verão a demissão e José Sócrates.
Estes são os únicos nomes que constam do comunicado emitido pelo Gabinete do Primeiro-Ministro, onde se diz que José Sócrates pediu hoje ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, a exoneração dos governantes que estão de saída. [...]

Charles Aznavour em Portugal com Joe Dassin à ilharga

CHARLES AZNAVOUR- La B o h e m e

Um pedaço da humanidade está plasmado nesta letra duma música intemporal. Só por isso C. Aznavour já poderia morrer feliz porque já teria conquistado o Paraíso em Terra. Contudo, desejamos-lhe mais duas décadas de vida, tempo necessário para ele compôr outro La Bohéme, se conseguir... Desejamos-lhe todo o tempo do mundo.
Passatempo: Ganhe bilhetes para ver Charles Aznavour
O Disco Digital e a Mandrake têm treze bilhetes duplos para oferecer para o concerto de Charles Aznavour, a 23 de Fevereiro no Pavilhão Atlântico.
Charles Aznavour, eleito o "Maior Artista do Século" pela revista Time e pela CNN, destronando Elvis Presley, Frank Sinatra e John Lennon, vai estar no Pavilhão Atlantico dia 23 de Fevereiro.
Para ficar habilitado a ganhar um dos convites, basta ligar para 760104553. Serão entregues prémios de 50 em 50 chamadas.
Os 3 primeiros vencedores terão lugares privilegiados para assistir ao espectáculo.
O custo de cada chamada é de 60 cêntimos + IVA.
Passatempo estará em vigor até ao dia 20 de Fevereiro.
Só deve participar neste passatempo quem estiver de acordo com os termos definidos.
Para ver os termos de participação no passatempo, clique aqui. Os bilhetes serão levantados no Diário Digital, Av. Liberdade 13 - 3º entre as 10h e 18h nos dias 21 e 22 de Fevereiro. 23-01-2008
Já agora e para que C. Aznavour não fique a pensar que foi o maior entre os maiores do seu tempo (de forma isolada) deixamos aqui um pequeno tributo a Joe Dassin, outra malha revivalista do tempo que passa.

TRIBUTO A JOE DASSIN NESTA MÁQUINA DO TEMPO COM ESTE UP-GRADE DE

Joe Dassin

Joe Dassin / Willy Denzey

Et si tu n'existais pas

Frente ribeirinha de Lisboa permanece no domínio público

Frente Ribeirinha de Lisboa permanece no domínio público As áreas do Porto de Lisboa que passam para a administração da autarquia não ficarão sujeitas à especulação imobiliária, permanecendo no domínio público, garantiram hoje o ministro das Obras Públicas e o autarca da capital.
«São áreas que fazem parte do domínio público do Estado e assim devem permanecer. Passam a ser áreas do domínio público municipal», disse o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, durante a assinatura do protocolo entre a Câmara e o Estado que determinou a passagem para a autarquia das zonas da Ribeira das Naus, Terreiro do Paço, Cais do Sodré, Doca de Santo Amaro, Padrão dos Descobrimentos e Torre de Belém.
O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), sublinhou igualmente que, caso a autarquia queira eventualmente no futuro desafectar aquelas áreas, os terrenos «revertem para o Estado».
«Desiludam-se aquelas que pensavam que a transferência para o Município de Lisboa iria afectar estes terrenos à especulação comercial e urbanística«, afirmou António Costa.
A zona ribeirinha não deverá, contudo, ser uma »gigantesca zona de lazer«, referiu António Costa, que defende um uso »diversificado« daquela área, estando dentro de três meses concluído o plano estratégico para as zonas que passaram para a gestão da Câmara.
No plano estratégico serão definidos »os usos e o que é que é possível definir para cada um dos sítios«, disse o autarca aos jornalistas.
«Esta zona não pode ser de especulação imobiliária», reforçou.
As zonas de gestão conjunta da autarquia e o Estado, a zona do terrapleno de Santos - entre os estaleiros da Naval Rocha e o Clube Naval de Lisboa - serão objecto de um estudo urbanístico que estará pronto em seis meses.
Dentro de seis meses estarão igualmente concluídos os estudos para as áreas da Matinha, de Pedrouços e das docas de náutica de recreio, com o objectivo de definir «a sua utilização e a sua configuração portuária futura».
No mesmo sentido, o estudo para a zona do terminal de Alcântara demorará cerca de um ano.
O advogado José Miguel Júdice, apontado como o futuro gestor de uma sociedade para a recuperação da frente ribeirinha entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré, assistiu hoje à assinatura do protocolo mas escusou-se a clarificar o seu papel numa futura unidade de reabilitação da Frente Tejo.
O presidente da Câmara de Lisboa também não prestou esses esclarecimentos mas adiantou que a constituição dessa sociedade, no âmbito do plano da Baixa-Chiado, não fica dependente dos prazos definidos para o plano estratégico e os estudos urbanísticos.
António Costa referiu que a sociedade «poderá avançar entretanto» nomeadamente tendo em conta «o calendário que a Câmara e o Governo concordaram no anterior mandato», para a conclusão da recuperação da frente ribeirinha coincidir com as comemorações do centenário da República, em 2010.
A construção de uma «ecopista», uma ciclovia entre o Parque das Nações e Algés, um dos projectos do vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes (BE), ficou definida no protocolo assinado hoje entre autarquia e o Estado.
Diário Digital / Lusa 28-01-2008 14:49:00
Obs: Publique-se.

Músicas do outro mundo: Café Del Mar Vol.6 - dZihan&Kamien - Homebase; Everythyng but the girl

Café Del Mar Vol.6 - dZihan&Kamien - Homebase (Covers Slide)
Everything But The Girl - Missing
Everything but the girl - Missing (Terry Todd Club Mix)
Everything But The Girl-"The Future of the Future"
Mas que grande profecia..., ia, ia)))

segunda-feira

Viver num apartamento - por Bruno Bozzetto

Este homem não existe, ou melhor existe - tem é de ser compreendido!!! - como todos os génios.

- Como será viver num apartamento? Será que ele tem razão? - Pois eu creio que sim, e o papel dos génios é esse mesmo: narrar em 3 min. aquilo que outros jamais conseguirão fazer em resmas de sebentas anquilosadas. -

Dedicamos este post ao próprio Bruno Bozzetto - que nos mostra como se vive numa "coelheira".

Aqui [link] posted by RPM at Sexta-feira, Agosto 03, 2007

F-16 despenha-se no Pinhal de Leiria

A semana passada estes aviões andaram a voar baixinho na zona de Penamacor. A velocidade do som e a baixa altitude levou ao pânico das popupulações, à morte de dois coelhos e a uma brecha na parede duma casa. Agora, premonitóriamente, a coisa foi mais grave visto que se despenhou um F-16. Nem de propósito... O acaso e o destino são terríveis!!!
( 15:12 / 28 de Janeiro 08 ) De acordo com o Comando Distrital de Operações de Socorro de Leiria, o avião F-16 estacionado Base Aérea de Monte Real despenhou-se ao início da tarde próximo da povoação de Pilado, no concelho da Marinha Grande, nos terrenos limítrofes à base aérea.
António Seabra, o porta-voz da Força Aérea, disse à TSF que este acidente que aconteceu na zona do pinhal de Leiria, «não causou danos colaterais» de relevo, além de um pequeno incêndio.
António Seabra explica também que o F16 despenhou-se durante um voo de treino. «O acidente ocorreu por volta das 13.40. O piloto ejectou-se e caiu fora do perímetro da base», explicou, salientando que ainda não há indicações do que aconteceu.
O piloto já foi observado por um médico das Forças Armadas.
Obs: Já não se pode ir merendar para o Pinhal de Leiria - obra de D.Dinis e Dona Isabel - porque, a qualquer momento, pode-se levar com um F-16 na cabeça e depois ninguém almoça. Mais uns milhões de contos enviados pela janela, talvez o valor correspondente a meia dúzia de hospitais e de escolas de média dimensão que ali foi jogada fora.
Perante isto faço daqui duas perguntinhas a esses "matemáticos dos ares" que sempre foram uns "cagõezitos" e só sabem falar de aviões no ar e aviões no chão, este teve sorte porque se ejectou a tempo:
1) Será que o piloto andou a beber demasiados martinis antes do vôo?
2) Por que razão o rapaz não treinou mais intensivamente nos simuladores em terra a fim de evitar este desperdício de milhões de contos ao erário público?!
Obviamente, estas incertezas e riscos não se podem prever, mas a opinião pública tem o direito a ser devidamente esclarecida. Infelizmente, nestas circunstâncias abrem-se uns "inquéritos-macacos" cujos resultados ninguém conhece (ou já são conhecidos à partida), muitos não são independentes e depois tudo é arquivado, como alguns crimes de colarinho branco e de pedofilia, mau grado a analogia. É o costume, o contribuinte depois repõe a verba por via dos impostos compensando aquilo que faltou em competência, skills e perícia ao piloto e a culpa vai sempre morrendo solteira.
Mas neste caso, até para se começar a responsabilizar essa malta dos top-gun da Base Aérea de Monte Real (e conexos), seria urgente que começassem a ser devidamente responsabilizados, e os inquéritos também deveriam ser realizados por entidades externas à Força Aérea (que é uma corporação que protege sempre os seus operacionais...) a fim de se evitar resultados viciados ou desresponsabilizantes, como é costume neste tipo de acidentes aéreos.
Em duas palavras: o piloto em questão deveria ficar inibido de voar mais e durante o resto da sua vida deveria descontar 1/3 do seu ordenado para ajudar a pagar umas das turbinas do avião - que os otários dos contribuintes vão agora ter de injectar no Estado (através de impostos) para repôr mais esse aparelho à esquadra.
Até porque não estamos em contexto de guerra, portanto falhas destas - que envolvem milhões de contos, não são admissíveis, eles que treinem mais nos simuladores em terra, porque aí os estragos são menores para o erário público, i.é, para os portugueses. XX
Perspectivar este tipo de acidentes, que não devem ser comparados com os acidentes de viação normais, é um exercício tão idiota como não compreender que acima dos interesses corporativos dos pilotos da FA estão sempre os interesses dos contribuintes, da opinião pública e dos portugueses em geral que pagam a factura.
Alguns idiotas ainda não conseguiram compreender esta coisa comezinha e tendem a sobrepor os interesses corporativos acima do interesse geral.

Zona ribeirinha de Lisboa é, finalmente, devolvida aos lisboetas via CML

Mais uma promessa eleitoral de António Costa que hoje começa a ganhar forma e a ter alguma intervenção concreta entre as partes envolvidas: CML, Porto de Lisboa e Governo. Desta forma, a zona ribeirinha passará a estar sob tutela directa da CML - no âmbito do protocolo hoje assinado entre o Governo e a autarquia. Nos termos do qual uma nova filosofia de gestão para a cidade se começa a definir, ainda que isso implique uma intervenção crescente da autarquia em esferas tradicionalmente adstritas ao PL ou ao Governo (via MOTC).

O objectivo estratégico é, em rigor, devolver aquele pedaço nobre da cidade aos seus visitantes, e não, como até hoje sucedia, manter aquele biombo como se uma doca gigante se tratasse, apesar da intensa actividade portuária alí desenvolvida que significa boa parte do PIB nacional.

Consequentemente, nas zonas onde não existam actividade portuária caberá à CML gizar planos de desenvolvimento e de requalificação de toda aquela zona ribeirinha e espaço envolvente com vista ao lazer das pessoas que procurem aquela parte da cidade, requalificação urbana e melhoria de acessos que tem privado os cidadãos da sua utilização.

Um dos méritos de António Costa e da sua equipa é que as medidas inscritas no seu programa eleitoral, uma a uma e com uma visão de conjunto, estão sendo agendadas e operacionalizadas conforme previsto. Nos nossos dias, tratando-se de promessas políticas, isto já começa a ser uma raridade.
Ainda bem que aqui a excepção confirma a regra...

A inveja tem as costas largas - por Francisco Sarsfield Cabral -

A inveja tem as costas largas, in Público
Não surpreendeu a notícia de que a recente saída de cinco administradores custou ao BCP 70 milhões de euros, a abater aos resultados de 2007. Este banco habituou-nos a uma generosidade extravagante para com os seus gestores, à custa dos accionistas. Antes, o Presidente da República tinha sido criticado ao pôr em dúvida “se os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores”.
A insensibilidade dos bem-pensantes às desigualdades de rendimentos, onde Portugal é o triste “campeão europeu”, terá várias explicações, além do interesse próprio (cada um adopta a filosofia das suas atitudes). O esquerdismo igualitário que se seguiu ao 25 de Abril não ajudou a nossa economia. Diz-se, e bem, que uma sociedade onde se pretenda igualar riqueza só poderá ser totalitária, além de economicamente estagnada.
Daí a insistência em que a liberdade prevaleça sobre a igualdade. O colapso do comunismo deu nova força à economia de mercado, desigual por natureza. A vitória do capitalismo estimulou a despreocupação pelo valor da igualdade e pela observância de princípios éticos no mercado. No entanto, os escândalos em Wall Street e em empresas como a Enron ou a WorldCom vieram lembrar a importância da ética nos negócios, até como condição de bom funcionamento dos mercados.
Ora, não sendo um valor absoluto, a igualdade é moralmente relevante. Desde logo, como observou Amartya Sen, todos os sistemas éticos partem da ideia de uma qualquer igualdade: de rendimentos, de dignidade, de oportunidades, de liberdade, etc. E embora o igualitarismo seja opressivo, há desigualdades que violam elementares critérios de decência e de solidariedade humana, além de valores mais pragmáticos, como a coesão social.
Argumenta-se que quem protesta contra as desigualdades o faz por inveja. A inveja existe, claro, e é um defeito. Mas há boas razões para não aceitar toda e qualquer desigualdade como preço a pagar pela liberdade individual e empresarial.
As sociedades desenvolvidas estão a regressar às desigualdades que o capitalismo industrial havia atenuado e até a estratificações de classe que lembram o antigo regime pré-industrial. Noutros países, os altos vencimentos dos gestores de empresas estão há muito na ordem do dia. Por cá, atrasámo-nos como de costume - os extraordinários ganhos dos administradores do BCP apenas emergiram no debate público com a falhada OPA deste banco sobre o BPI e com as desavenças recentes.
Também se argumenta que, se não ganharem fabulosamente em Portugal, os gestores vão para o estrangeiro. Mas muitas empresas portuguesas já oferecem aos seus gestores de topo ganhos iguais ou superiores aos correntes em países mais ricos, onde o custo de vida é superior.
Aliás, nesses países Bush, Angela Merkel, Sarkozy e outros políticos têm criticado o exagero nos ganhos dos administradores. Mas a crítica importante vem dos donos das empresas – os accionistas. Na Suíça, por exemplo, é um empresário, Thomas Minder, a encabeçar a luta por uma “democracia de accionistas”, contrariando a cupidez dos gestores.
Nos EUA, em França, nos países escandinavos e noutros já foram ou estão em vias de ser tomadas medidas para travar os exageros nos ganhos dos administradores. Mas as leis, aqui, têm um papel limitado – importa sobretudo que imponham uma maior transparência quanto aos vencimentos de cada gestor.
O papel decisivo cabe aos accionistas, em vez de os vencimentos dos gestores serem corporativamente decididos por colegas executivos noutras empresas (caso dos EUA). Os accionistas devem exigir que os ganhos dos administradores correspondam à “performance” da empresa - e não apenas a curto prazo, como acontece quando o indicador é a cotação das acções.
Há dois meses o presidente da Merril Lynch saiu com um envelope de 160 milhões de dólares, depois de o banco ter perdido 8,4 mil milhões. E o ex-presidente da EADS, que controla a Airbus, levou também uma indemnização milionária, com a empresa a debater-se numa grave crise.
Casos como estes tiram legitimidade à economia de mercado, porque não a tornam mais eficaz e são moralmente repulsivos. Importa denunciá-los, ainda que nos chamem invejosos, demagogos ou economicamente incorrectos.
Francisco Sarsfield Cabral
Jornalista
Obs: Confesso que apreciei aqui ver o Francisco citar Amartya Sen, o grande autor e Nobel da economia que já esteve na Gulbenkian a falar das questões do desenvolvimento, em que é uma autoridade mundial. Publique-se este artigo por manifesto interesse público.

António Gedeão: Estou olhando o teu retrato..

"Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano, aquele teu retrato que toda a gente conhece, em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce sobre um modesto cabeção de pano. Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença. (Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício. Disse Galeria dos Ofícios.) Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença. Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria. Eu sei. Eu sei. As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia. Ai que saudade, Galileo Galilei!"

António Gedeão - um "rocket" de lucidez e de sabedoria - que importa recordar

Parabens - António Gedeão - Pedra Filosofal

Hoje "alguém" fez o favor de me recordar a importância de Rómulo de Carvalho: em termos filosóficos, físicos, culturais, simbólicos e outros que tais, por vezes numa incursão à infância. Enfim, fica aqui este simples registo - para AIG - um "rocket" - a meio caminho d'África e Portugal - que, se calhar, também reclama para si António Gedeão - poeta que talvez tenha lido na infância e que nos acompanha para sempre...

Pedra Filosofal

domingo

Poeta andaluces; Anima Sound System - 68. Letras e sons do outro mundo

Poeta andaluces
Anima Sound System - 68

Simon Webbe my soul pleads for you; Lighthouse Family - Be Happy

Simon Webbe my soul pleads for you
Simon Webbe - New Grace Music Video

Lighthouse Family - Lifted

Lighthouse Family - Be Happy

Paulo Gonzo - Sei-te de côr -

Coma fruta, a cores e descascada. Ou com casca, mas lavada primeiro. Ainda assim, alguma tem bicho no meio...
Paulo Gonzo
Paulo Gonzo

Kissinger lida com as novas tecnologias como um burro olha para um palácio

Henry Kissinger answers The Davos Question
Na América Kissinger foi empregado dos Rockfeller (dinamizando no estrangeiro os vectores da saúde pública, do ensino e da investigação), em Portugal alguns "restolhos" - ainda ligados e confundidos com o salazarismo universitário-fundacional são ainda empregados de Stanley Ho. As motivações repetem-se nas várias latitudes do mundo, é apenas uma questão de nível, meridiano e de salário. Aqui Carlinhos Marx tem razão em toda a linha, pois é do dinheiro que se trata. A única diferença é que no primeiro caso, de Henry Albert Kissinger, a América promovia políticas públicas ao abrigo da filosofia e dos recursos daquela família poderosa e influente (os Rockfeller), em Portugal as fundações ligadas ao jogo e casinos servem apenas para pagar salários aos velhos reformados do regime (do antes e do depois) sem nenhum proveito público para as populações.
Mas compreende-se, pois certos académicos têm famílias muito numerosas e isso exige salários chorudos provenientes das receitas do jogo oriundo, por sua vez, de pessoas que frequentam o meio. Agora até o tipo da ASAE lá vai deixar o seu tributo para pagar os ordenados aos parasitas dessas fundações-stanley holianas muito (in)salitradas que ocupam zonas nobres da cidade. Será caso para voltar a perguntar aos ex-ministros de Salazar que conceito têm da ditadura e da democracia, e qual das duas paga melhor.
A ronda das questões poderia ter início alí pelos arrebaldes do Estádio do Belenenses e seguir pela rota do rio Tejo (a)fora..., ou (a)dentro!!!
Parece que (já) estou a ver a nova edição do Compromisso Portugal, que esperemos já não esteja sepultado nalgum jazigo empresarial, convidar um desses restolhos do ancien regime e pô-lo diante dum écran - que lhe perguntaria: ó restolho "está-se bem" a Oriente-in-Portugal, não está!!!

Barack Obama "esmaga" nas primárias da Carolina do Sul

Voto negro decide primárias na Carolina do Sul
Barack Obama na última acção de campanha na Carolina do Sul
Mais de 50% dos eleitores democratas que participaram nas primárias de ontem no Estado da Carolina do Sul são negros e, destes, boa parte anunciou a intenção de votar no senador Barack Obama.
As urnas abriram em todo o Estado às 7 horas e fecharam às 19 horas locais, já depois do fecho desta edição. Os candidatos na disputa - a senadora Hillary Clinton e os seus colegas Barack Obama e John Edwards - apelaram aos militantes para persuadirem os amigos a votar, através de telefonemas e batendo de porta em porta.
Na sexta-feira, Hillary, que está atrás de Obama nas sondagens, participou num evento de campanha no Benedict College, uma faculdade de predominância afro-americana de Columbia.
Na ocasião, a senadora chegou acompanhada de dois destacados políticos negros que a apoiam - o deputado por Nova Iorque Charles Rangel e o ex-mayor de Nova Iorque David Dinkins.
Quando questionado se não se sente desconfortável por apoiar Hillary, quando o seu rival é um afro-americano, Rangel disse que não, destacando a experiência da senadora e a sua suposta melhor preparação para governar o país.
Pelo contrário, Obama trouxe ao palco, na sexta-feira, o ex-governador da Carolina do Sul Jim Hodges, que é branco. E a maior parte do público que lotou o auditório do Korger Center, em Columbia, para ver Obama era predominantemente branco.
Já o ex-senador John Edwards, que está em terceiro nas sondagens e ainda não venceu qualquer primária, acredita que poderá mudar o rumo nna Carolina do Sul, seu Estado natal.
Obs: Os métodos de Valentino Loureiro eram, apesar de tudo, relativamente diferentes. Pergunte-se a Obama se chegou a oferecer alguma torradeira, micro-ondas, frigorífico, ventoínhas ou afins como contrapartida do votinho... Não fazemos a pergunta ao cacique do Norte e um corrupto do futebol nacional porque sabemos ser verdade. Em suma: a América ainda é mais civilizada no momento do voto.
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Morreu Georges Habash
Presidente da Autoridade Palestiniana decreta luto oficial
O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, rendeu hoje homenagem ao "líder histórico" e fundador da Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), Georges Habash, e anunciou um luto oficial. Habash, rival histórico de Yasser Arafat e iniciador do sequestro de aviões comerciais, morreu hoje em Amã vítima de um ataque de coração.
Lusa
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Morreu mais um ditador: Suharto na Indonésia
Veja-se o testemunho de Xanana Gusmão
Xanana recorda SuhartoPrimeiro-ministro de Timor-Leste fala do lado bom e do lado mau do ex-ditador indonésio
O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, recorda "um lado bom e um lado mau na passagem pela História" do ex-Presidente da Indonésia. Shuarto morreu hoje. Tinha 86 anos.
"Suharto teve um lado bom e um lado mau" como Presidente da Indonésia, declarou Xanana Gusmão à Agência Lusa. O ex-comandante da resistência timorense recordou que o ex-ditador indonésio "foi o promotor do desenvolvimento de um grande país, de um país difícil". "Não foi fácil desenvolver um país assim, que é o quinto país mais populoso do mundo", acrescentou Xanana Gusmão. Por outro lado, "Suharto teve os seus lados fracos, sobretudo a violação dos direitos humanos, a ditadura e a corrupção", afirmou Xanana Gusmão à Lusa. "Quando estive na prisão (de Cipinang, em Jacarta), eu costumava encontrar-me com jovens universitários indonésios e dizia-lhes que não podiam olhar apenas para o lado mau mas também para o lado bom para avaliar uma pessoa no fim da sua vida", sublinhou o ex-comandante da guerrilha timorense. Xanana Gusmão, para quem Suharto "teve algum brilho em várias questões", coloca a ditadura indonésia no contexto da Guerra Fria. [...]
Obs: Xanana, que é um genuíno democrata (e deve ter andado a tomar xanax), além de poeta e ingénuo, disse de Suharto o que o ditador não diria dele. Seria bom não se levar muito a sério as palavras de Xanana - que ainda aproveita o seu testemunho para fazer um poema. Os elevados índices de corrupção, nepotismo de toda a família Suharto - e o mal que fizeram ao País e aos milhões de indonésios - deixando-os subdesenvolvidos, não tem perdão possível, nem a Guerra Fria pode explicar essa lógica, apenas em parte. Mas recordo aqui ao poeta Gusmão que a GF já terminou há quase duas décadas.
Já agora, pergunto daqui a Xanana se está agora mais satisfeito com a Independência de Timor - que Guterres e Bill Clinton lhe deram - ou preferia o statu quo ante?!
Por vezes chego a pensar, ante a desordem, a pobreza e o ambiente de pré-guerra civil que se tem vivido em Timor leste que o poeta Gusmão preferiria a situação de 27ª província da Indonésia. Governar ou presidir um País um país não é bem a mesma coisa do que fazer uns poemas na montanha..., que depois nenhum eco têm nas populações. E é pena, porque a situação social e económica em Timor leste, apesar da Liberdade, continua preocupante revelando ao mundo que não há pior Liberdade do que essa: tê-la para depois não ser aproveitada.

sábado

Política, uma arte? - por Manuel Maria Carrilho -

POLÍTICA, UMA ARTE?
Manuel Maria Carrilho
A situação que se tem vivido com a crise financeira que abala o mundo mostra, mais uma vez, como a economia é, afinal, uma ciência pouco mais rigorosa do que a astrologia. Hábil nas profecias de curto prazo, a economia revela-se incapaz de previsões ou antecipações seguras de médio ou longo prazo.
É nestas alturas que se pode avaliar o que seria um mundo sem política, entregue - como tantos às vezes defendem - ao mercado e às suas "mãos invisíveis". É também nestes momentos que melhor se percebe como o mercado só serve a sociedade se - e só se - ela não abdicar de se conduzir a si própria, e de lutar pelos seus desígnios colectivos.
E isto só a política o pode, legitimamente, fazer. Mas, dir-se-á, a política não está, também ela, em crise? Claro, mas aqui a história é outra, e há nela coisas novas e coisas velhas. As mais velhas têm a ver com o natural balancear entre esperança e decepção que desde sempre marcou a relação dos cidadãos com os seus governos. As mais novas são sobretudo três: em primeiro lugar, a globalização, que reforça a ideia de uma crescente incapacidade dos governos nacionais. Depois, o desgaste dos partidos, que acentua a impressão de organizações pouco sensíveis aos problemas das pessoas. Por fim, a emergência de uma poderosa opinião pública que, apoiada em redes de informação cada vez mais cruzadas e amplas e num individualismo cada vez mais consolidado, questiona em permanência a acção do poder, sobrepondo-se aos Parlamentos no escrutínio dos executivos e na denúncia das suas falhas.
É por isso que o maior desafio que os políticos têm hoje pela frente é o de serem contemporâneos de seu próprio mundo. O que implica assumir que a sua acção se joga em duas frentes: por um lado, na capacidade de decisão sobre matérias complexas e sobre assuntos que não podem esperar. E, por outro lado, nos rumos a propor à sociedade em contextos de alta contingência, em que a sua acção tem quase sempre mais consequências do que as que foram previstas.
Como diz Daniel Innerarity, "os políticos fazem mal uma coisa que até hoje ninguém conseguiu fazer melhor do que eles" - o que, não sendo uma ciência, não deixa de ser uma arte.
Interessante este artigo de MMC, se nem sempre o seguimos por tão raras ver acertar, aqui temos uma excepção, por sinal bem apoiada em Daniel Innerarity - também professor de filosofia na Universidade Zaragoza - cuja obra valerá a pena consultar. Agora fiquei confuso e não sei a quem hei-de felicitar pela exposição desta reflexão, talvez a ambos...

Questão racial será determinante nas primárias da Carolina do Sul

Questão racial será determinante nas primárias da Carolina do Sul
As primárias democratas deste sábado na Carolina do Sul são determinantes para John Edwards, que briga por seu futuro em seu estado natal, e para Barack Obama, que poderia sair dali, mesmo contra sua vontade, como o "candidato dos negros".
Já a senadora Hillary Clinton decidiu quase que ignorar este Estado, onde as pesquisas indicam que não ganhará, e deixou a tarefa de fazer campanha para seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, em uma jogada que gerou polêmica.
A batalha de Bill Clinton contra Obama na Carolina do Sul foi tão agressiva que muitos analistas asseguraram que parecia que o ex-presidente estava buscando uma terceira reeleição.
Para alguns observadores, o casal Clinton acredita que uma eficaz estratégia na Carolina do Sul permitirá que Hillary saia ganhando, mesmo que perca as primárias.
O escritor e ex-assessor de Clinton Dick Morris indica no site RealClearPolitics.com que o casal está fazendo o possível para transformar as primárias em uma votação "racial".
Para isso, Bill Clinton, que joga com o trunfo de ter sido, segundo alguns, "o primeiro presidente negro dos Estados Unidos", em razão de algumas políticas, lembrou em todos os actos dos quais participou seu histórico de defesa dos direitos civis, em comparação com Obama, e como o voto negro pode desempenhar um papel-chave nestas eleições.
Enquanto isso, Hillary esteve fazendo campanha em Nova York, Nova Jersey e Pensilvânia, visando as primárias de 5 de fevereiro, na chamada Super Terça.
Tudo indica que Hillary vai perder nas primárias da Carolina do Sul, onde mais da metade dos eleitores democratas são negros, especialmente após ser divulgado o elevado apoio que Obama obtém entre a população afro-americana em outros estados.
Hillary Clinton conta com o apoio de seu marido na campanha e em ataques a Obama
Se as previsões se cumprirem, a ex-primeira-dama conseguirá algo que está buscando há muito tempo, que é demonstrar que Obama é o candidato da minoria negra e, com isso, atrair o voto dos brancos no resto do país.
É uma maneira de fingir que busca o voto negro, quando na verdade o que quer é perdê-lo, e ganhar, em troca, o da maioria branca, segundo o especialista.
Portanto, as primárias na Carolina do Sul serão determinantes tanto para Obama como para Hillary, pois marcarão o perfil do restante da campanha eleitoral.
Mas o candidato democrata que estará mais em campanha no sábado é o senador John Edwards, que não conseguiu ganhar nenhuma primária até agora e confia pelo menos em obter um bom resultado em seu estado natal.
As pesquisas não são favoráveis a Edwards, já que outorgam a ele uma intenção de voto de 19%, muito abaixo dos 26,4% de Hillary e dos 38,2% de Obama, segundo dados do instituto Zogby.
[...]
Obs: Tenha-se fé no Negro Barack Obama para chegar à sala oval. Até lá o casal Clinton fará de tudo para chamar "preto ao preto", seria assim como se Obama - recorresse ao affair Monica Lewinski para assassinar políticamente o casal. O facto de Obama não recorrer a golpes baixos fará dele, à partida, um candidato que oferece melhores condições, morais e psicológicas para governar a América nesta fase de globalização competitiva em que o mundo se encontra. Depois um Negro a governar os EUA seria, por razões de equilíbrio racial, um factor de estabilização do sistema internacional, e até a América poderia beneficiar de melhores programas sociais para reduzir aquela pobreza encapotada de que só quem tem dinheiro tem acesso à educação e à saúde e aos demais serviços básicos que possam garantir igualdade de oportunidades para todos. Acresce que Obama é um homem com mundo, estudou, viajou, conhece mundo além de N.Y., enquanto que dona Hilária nem saberá onde começa África e termina a Europa.
Meta-se, portanto, o negro a governar a América, até por razões históricas e simbólicas e fazer a vontade ao Dr. Luther King, um batalhador pelos direitos civis numa América da década de 60 que ainda tinha mentalidade medieval, verdadeiramente racista - que hoje é manipulada pelo casal Clinton a fim de "queimar" Obama - que, espero, os cilindrará.
Pergunte-se à dona Mónica Lewinski em quem deposita o seu votinho, ou por qual dos dois preferia ser recebida na Sala Oval...
Partimos aqui do pressuposto de Obama terá melhor gosto, focas só no Ártico...

Violência no Quénia mediada por Kofi Annan

Annan diz que violência no Quênia é mais étnica do que política
Nairóbi - O ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan afirmou neste sábado, 26, ter visto uma "situação dramática" na sua visita-relâmpago ao Vale do Rift e concluiu que a violência no Quênia é mais étnica do que política.
Acompanhado pelo ex-presidente da Tanzânia Benjamin Mkapa e pela ex-primeira-dama de Moçambique e atual esposa do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, Graça Machel, Annan concedeu uma breve entrevista coletiva em Nairóbi na qual expressou sua consternação pela "situação desastrosa" no Vale do Rift.
O ex-secretário-geral da ONU explicou que observaram uma mudança quanto à natureza dos incidentes violentos no Quênia.
Para Annan, "não se trata da ira de cidadãos furiosos pelos resultados das eleições gerais. Agora é outra coisa, uma violência mais étnica do que política".
O ganês Annan, que lidera o grupo de personalidades encarregado de mediar o conflito entre o Governo queniano de Mwai Kibaki e o líder opositor Raila Odinga, do Movimento Democrático Laranja (ODM), declarou ter "provas das muitas violações dos direitos humanos que estão sendo cometidas naquela região".
O Vale do Rift é o reduto político de Raila Odinga e bastião dos luos, terceiro maior grupo étnico do Quênia e do qual o líder do ODM faz parte.
Segundo fontes policiais e das Nações Unidas, as vítimas da onda de violência que atinge o Quênia são majoritariamente quicuios, a etnia mais numerosa do país e à qual pertence Kibaki.
Os choques entre clãs e facções já deixaram cerca de 800 mortos e mais de 250 mil deslocados.
Kofi Annan considerou que "os líderes políticos têm a obrigação de entrarem em acordo para que o Quênia não continue nesta situação crítica dentro de cinco anos".
Ele disse que o Governo queniano deve estabelecer as medidas necessárias para "garantir a segurança essencial de qualquer cidadão nestes momentos terríveis".
Annan contou que permanecerá por mais alguns dias no Quênia para tentar reunir novamente Kibaki e Odinga, "para que ponham ponto final a esta crise nacional, humanitária e econômica que também afeta toda a região".
Obs: O Quénia era um dos países de África com maiores e melhores performances económicas, de súbito vieram as eleições, as fraudes eleitorais e a política da catanada... De raiz política ou étnica o sangue jorra na mesma, em todo o caso felicite-se Kofi Annan - ex-Secretário-Geral da ONU - por mediar o conflito e fazer o que pode a fim de estancar aquela sangria e estabilizar o país.

sexta-feira

Uma oposição para escavacar o PSD, ou o que resta dele. Um diálogo possível

UM DIÁLOGO POSSÍVEL NUM MUNDO IMPROVÁVEL
De tudo quanto temos ouvido e visto desta dupla errática que demandou a Lapa com o fito de escavacar o que restou do PSD após a fuga de Durão para Bruxelas, apraz registar o seguinte diálogo que de imaginário talvez tenha muito pouco:

- Santana:
Um governo representado por nós os dois exigiria outro tipo de política, teria de reflectir as nossas vidas tal como elas são vividas, não achas Meneses!?

- Meneses:
Talvez te estejas a referir à política pré-embalada, pronta a servir determinada pelas agências de comunicação dos V. & Associados...

- Santana:
Sim, mais ou menos isso, teria de ser uma política construída a partir do melhor que temos das nossas tradições, muito Sá Carneiro, pouco ou nenhum Cavaco e eliminar qualquer referência ao MMendes e ao Durão Barroso, percebes!!! Que ainda são os nossos fantasmas..., pois até o eloquente do Ângelo se assusta com eles e chama de "líder de facção" ao Barroso...

- Menezes:
Sim, claro que percebo, não sou burro!! Mas para fazer isso também teremos de perceber os aspectos mais negros do nosso passado, como chegámos até aqui, a esta terra de facções, de tribos dentro do mesmo partido, de ódios intestinos e tribais. Como se a África, de súbito, passasse por Gaia e montasse arraiais na Lapa.

- Santana:
Se te portares bem com a língua e não disseres mais asneiras como as que disseste no passado - com aquela dos Nortistas e Sulistas - diminuímos substancialmente a nossa probabilidade de erro e de asneira. Logo, de sermos ridicularizados...

- Meneses:
O que tu queres dizer é que se nos lembrarmos de todos os nossos podres achas que nos safamos?!. E teremos de partilhar esse fardo até 2009, apesar das nossas diferenças, esperanças, sonhos e laços que já nem a memória de Sá Carneiro consegue soldar...

- Santana:
Para a próxima vez que evocares esse nome parto-te a cara, já te disse que no PPD/PSD quem tem o exclusivo de utilizar essa "marca" sou eu, pois eu fui assessor dele, apertei-lhe a mão mais de 5 vezes em público e sou só eu que tenho o direito exclusivo de usar esse capital-simbólico, percebes ó ventrícolo de Gaia...

- Meneses:
Afinal, não mudaste nada, quer dizer mudaste, está mais velho, mais canastrão e sem cabelo. Se o Sá Carneiro cá viesse achas que ele te apertaria a mão outra vez!? Depois daquela vergonhosa prestação enquanto PM, em que escavacaste o País durante um semestre negro, nem penses que ele te daria um segundo de atenção.

- Santana:
Estás aqui estás a levar, vê lá se chamo o Rui Gomes da Silva para te dar uma sova, com cabalas à mistura. E como não gostei das tuas bocas foleiras, quebrou-se o nosso pacto, terás de arranjar outro secretário "para-lamentar", comigo já não contas mais.

- Meneses:
Mas será que algum dia contei... No hemiciclo andas aos bonés e aos paus, não metes uma. Aquilo não são própriamente os comícios que fazias no PPD há 20 anos atrás. Ou tu não te lembras da forma como corremos com o MMendes da liderança do PSD, juntando os nossos votinhos...
- Santana:
Queres tu ser PM com essa falta de auto-estima e de confiança.
- Meneses:
Mas como é que eu posso ter confiança e auto-estima quando tive de enxertar no grupo parlamentar alguém como tu... Ainda não percebeste que a nossa ligação política é de conveniência, ainda mais precária do que a do sapo com o escorpião...