terça-feira

Ferreira Leite a guardiã dos mercados financeiros. A estátua do Alberto: 50m de populismo e narcisismo

O fantasma reapareceu. E critica os outros por se atrasarem. Não deixa de ser caricato. Pergunte-se à governanta da Moviflôr da Lapa se ainda se consegue manter indiferente à encenação do seu próprio silêncio e vacuidade.
Ferreira Leite diz que palavras de serenidade de Sócrates vieram tarde
30.09.2008 - 20h37 Lusa
A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, lamenta que o primeiro-ministro não tenha vindo mais cedo deixar uma palavra de serenidade perante a crise nos mercados internacionais e criticou declarações de responsáveis do Governo que “diabolizaram” o sistema financeiro.Em conferência de imprensa, na sede nacional do PSD, em Lisboa, Manuela Ferreira Leite defendeu que “o sistema financeiro é essencial para o progresso económico e não pode ser posto em causa” e que “a primeira prioridade das autoridades deve ser o restaurar da confiança”.
Obs: É confrangedor ver a Manela falar sobre o que quer que seja. Desta vez a srª asseverou Sócrates por este ter tranquilizado tardiamente os portugueses, que também precisam das pensões de reforma e desejam estabilidade financeira nas instituições de crédito em Portugal. Mas pelo discurso da srª até parece que a turbulência já começou no mercado financeiro nacional afectando os pensionistas e pequenos aforradores nacionais.
Pareceu-me até ver uma crítica velada às propostas de Marques Mendes acerca da privatização dos fundos de pensões de há dois anos e mais: a pedagogia e o glamour do costume de Ferreira leite - até me fez supôr que ela estaria a criticar a famosa frase de Cavaco, quando este, há duas décadas, disse que não podíamos comprar gato por lebre, fase em que o engº Belmiro começou a encher os bolsos.
Esta Manela é um desastre total, ela nem de economia sabe. Quando não aparece peca por falta de presença e de afirmação de um pensamento, quando aparece é para enviar mais um fósforo para a asa do avião desatinado chamado PSD.
O deputado Coelho apontou o dedo ao regime "caciquista" de Jardim O deputado Coelho apontou o dedo ao regime "caciquista" de Jardim
O deputado do Partido Nova Democracia, José Manuel Coelho, apresentou hoje, em frente à sede do Governo Regional, no Funchal, o projecto de uma estátua de 50 metros em homenagem a Alberto João Jardim, em mais uma iniciativa marcada pela sátira e caricatura política.
O deputado, que se apresentou em cima de um palco improvisado, com um relógio ao pescoço e um coelho debaixo do braço - também com um relógio pendurado - apontou o dedo ao presidente do Governo Regional e ao regime "caciquista", que acusou estar a "engordar" com os dinheiros públicos.
"Querem que a República dê mais dinheiro, que a União Europeia dê mais dinheiro mas aqueles dinheiros vão sempre acabar nas contas bancárias do Jaime Ramos e do filhote e dos irmãos Sousas dos Portos enquanto a população que deveria ser a verdadeira beneficiária fica à margem", disse José Manuel Coelho, fazendo questão de frisar que a iniciativa foi paga com o dinheiro da Assembleia Regional. [...]
Obs: Fazer uma estátua ao Alberto de 50m é, convenhamos, um exagero. Pergunto-me quantos quilómetros de estrada se amputam para construir a estátua, além do perigo que representa para os aviões colarem o nariz à pista quando regressam do "contenente". Este Al berto é cá um exagerado. Está sempre a antecipar carnavais...
Com tantos metros, o homem ainda vai ficar com mais vertigens.

Max Keiser - explica-nos a crise financeira global (com epicento nos EUA)

Max Keiser - Special Liquidity Schemes, Gold and the Dollar

Contabilidades criativas: a grande mentira

  • Um texto que publicámos na imprensa em 2005
  • Republicámos aqui em 2007
  • E para o futuro o tema ameaça ser a sopa dos pobres de milhões de pessoas - hoje convertidas em "pessoinhas". Só mudam as referências institucionais...
Contabilidades criativas: a grande mentira
Jean-Marie Messier, ex-presidente da Vivendi Universal, foi multado num milhão de euros pela AMF, a entidade reguladora do mercado de capitais francesa. Na base desta decisão está a divulgação deliberada, por parte de Messier e em nome da Vivendi Universal, de informações incorrectas e excessivamente optimistas sobre a contabilidade e a dívida do grupo, nos exercícios entre 2000 e 2002.
Acresce que Messier está ainda a ser investigado pelos tribunais franceses por suspeita de manipulação da cotação dos títulos da Vivendi em Bolsa, devido à prestação de falsas informações ao mercado. Ora foi sob a gestão de Messier que a Vivendi (ex-Compagnie Générale des Eaux) fez aquisições no valor de 60 milhões de euros para converter-se num grande grupo de media, operações essas que fizeram subir os prejuízos e endividamento da empresa para valores astronómicos (ocultados).
A invocação deste caso em que uma empresa engana (deliberadamente) o mercado através de práticas fraudulentas pode já estar a generalizar-se aos próprios Estados quando difundem as suas próprias estatísticas e as suas contas públicas, transportando para o primeiro plano do paradoxo o facto de serem as sociedades da informação que geram a indeterminação fundamental nos mercados financeiros e, por extensão, instabilizam os sistemas eleitorais que, em Portugal, desde 2002, não tem permitido aos agentes políticos terminarem os seus mandatos (primeiro com Guterres, depois, de forma mais grave, com Zé durão barroso, aqui por mera ambição pessoal e falta de escrúpulos pessoais e ética política).
Para as sociedades modernas que assentam na informação e para o funcionamento dos seus dispositivos e legitimação dos seus centros de poder, esta é, talvez, uma das maiores crises, visto que impossibilita uma resposta eficaz à crise dos pólos de modernização e à crise por força dos atentados terroristas do 11 de Setembro de 2001. Mas o traço mais marcante desta prática decorre do facto de a crise dos mercados financeiros (americanos - onde se detectou práticas fraudulentas de contabilidades criativas com maior relevância) se estenderem à Europa e à Ásia, mostrando como hoje não há lugares isoláveis, ou seja, lugares seguros que ofereçam tranquilidade para o conjunto das relações económicas que se globalizam (e fragmentam).
Aliás, no caso dos mercados financeiros essa hipótese de isolamento em gavetas estanques é ainda mais remota do que nos mercados de sectores da produção ou de import & export. A questão que se coloca é saber se este é um problema tipicamente americano, e se tal decorre imediatamente da ausência de regulação dos mercados financeiros, cujas peculiaridades - não raro - andam associadas à cumplicidade dos agentes políticos com os gestores de topo que, na prática, dirigem as grandes empresas onde tais ocultações criativas são cometidas pervertendo as boas regras dos mercados através de práticas fraudulentas em larga escala.
Ora hoje é pacífico aceitar que a crise do mercado financeiro nipónico, na década de 80 e arrastando-se para a seguinte, teve a sua origem numa bolha especulativa resultante duma excessiva valorização do mercado imobiliário e de investimentos contraídos em empresas industriais, os quais distorceram as garantias bancárias dos empréstimos concedidos aos agentes empresariais, levando-os, por seu turno, a assumirem maiores riscos que não encontrava, do lado da procura, adequada relação.
E não havendo compradores para esses bens gerou-se uma incapacidade de liquidar créditos provocando, assim, um bloqueamento múltiplo: do sistema bancário, do sistema empresarial que vivia de impulsos especulativos, e dos défices orçamentais por parte dos Estados. Foi o encadeamento deste conjunto de factores negativos que levou a banca à “cegueira”, e essa falta de liquidez traduziu-se numa incapacidade de consumo. E assim se perdeu a harmonia e o ritmo do crescimento económico no Japão.
Por outro lado, a globalidade dos processos de fusões e de aquisições e o lançamento de novas empresas no sector das novas tecnologias, foram financiados ou por emissões de acções ou por cruzamento de acções. Na prática, a expansão das empresas a operar no seio das condições da globalização competitiva (já) não se baseava apenas nos ganhos de competitividade, mas fundava-se nas valorizações das posições de capital obtidas nos mercados financeiros. Eram nessas grandes empresas que a eficiência e a expansão eram maiores, com a inevitabilidade da euforia especulativa. Só que após o ciclo de expansão, sobrevem o ciclo da explosão, só que este é evitado (ou atenuado) por recurso às tais práticas de contabilidade criativa de manipulação de resultados financeiros viciados entre agentes empresariais (e políticos) cujo objectivo era o aumento do poder efectivo da empresa medido pelos resultados criativos e pelas quotas de mercado.
Hoje, as crises já não são nacionais ou regionais, antes tendem a ser globais porque as más notícias correm depressa pelas praças financeiras. O caso Vivendi, como vimos, mostrou como o processo de formação de poder na esfera empresarial acabou por distorcer as avaliações em sede de competitividade no seio de um sector específico, o dos media, apesar de se tratar de uma empresa tradicionalmente ligada à distribuição de água e à construção civil. Haverá algum paralelo com o mercado português do futebol vs construção civil?
Esta tendência para resolver as crises por ocultação dos indicadores económicos reais só subverte o mercado. E mais tarde ou mais cedo o fio da ilusão parte-se e a tendência de ocultação das contabilidades criativas pode revelar um dado ainda mais grave: a cumplicidade dos partidos políticos e dos agentes políticos em geral desses mecanismos fraudulentos que se alimentam da ausência de entidades reguladores. É da leitura integrada destes expedientes que identificamos um conjunto de constrangimentos: desequilíbrio entre a produção e o consumo, falta de transparência e de informação económica e financeira aos mercados, práticas empresariais fraudulentas, incapacidade de agir em contexto de risco e incerteza, cumplicidade política.
Tudo isto conduz a uma sociedade sem visão de futuro, porque os pólos de conflitualidade tendem a multiplicar-se com desequilíbrios entre a gestão da decisão política e a democracia de massas. E uma sociedade que permite estas contabilidades criativas não responde à frustração das expectativas sociais bloqueando por indeterminação a realização das reformas.
Em suma, a crise é múltipla: é de produção e de competitividade, é de endividamento, é estratégica e, por fim, é de representatividade - contrastando a possibilidade (política) com a necessidade (social) corroendo a legitimidade do poder político. Uma grande crise económica conduz sempre à crise social e política. É entre a sociedade da conflitualidade (que nasce da necessidade) e o exercício da regulação do poder do Príncipe que identificamos a finalidade da Política.
Tal serve para conter a conflitualidade de modo a que possa manifestar-se; e se ela se manifesta a política continuará a ser necessária.
posted by Macro at 19.9.07

Será fácil...

Arranjar narrativa para isto...

A história nas suas mãos...

A história nas suas mãos
Onde é que andam o IPPAR, o IPA e todos esses institutos que, supostamente, servem para preservar o nosso legado histórico? a espada do Nuno! Com estojo e tudo!!!

segunda-feira

Pacheco Pereira e o Magalhães: esgotou em 60 minutos

Magalhães «60 minutos» esgotou na primeira hora
Vendas estende-se a outros espaços a partir de agora A versão «60 minutos» do computador Magalhães esgotou na primeira hora.
Recorde-se que o novo computador chegou oficialmente ao mercado nacional e na primeira hora mais de uma centena de pessoas adquiriu o portátil.
As lojas Fnac do Colombo e do NorteShopping foram as primeiras a efectuar vendas, e os primeiros compradores puderam usufruir de um desconto promocional de 30 por cento.
A partir desta segunda-feira, a disponibilidade deste portátil estende-se a outros pontos de venda por todo o País como a Vobis, a Worten ou o Media Market e Rádio Popular. Cada portátil vai custar 285 euros ao consumidor comum, aquele que não está contemplado pelo programa e-escolinhas. (...)
Obs: Com a fobia ao Magalhães instilada nacionalmente pelo escrivão de Ferreira Leite, Pacheco Pereira, é de supôr que ambos chegaram à Fnac disfarçados de adolescentes e arrebanharam a edição completa para impedir que os demais clientes tivessem acesso ao dito PC. Não sendo isto verdadeiro tal não significa que não tenha sido pensado.
Ofereça-se um Magalhães ao Pacheco (azul bébé) e uma versão mais simplificada a Ferreira leite, que ainda deve andar à procura da "@".

Breves notas ao Notas Soltas de António Vitorino

1. A 1ª nota resulta do chumbo do Plano de Salvação Nacional que beneficiou o infractor, ou seja, a tecno-estrutura que se tem alimentado das contabilidades criativas das grandes empresas que manteve o valor das acções insuflado sem nenhuma correspondência com a economia real. Um dia o balão teria de rebentar, foi esse momento que o Estado-pai teve de intervir para disciplinar o mercado de casino e mafioso - à custa do zé povinho do Tio Sam.
2. O Estado-pai interveio para evitar o efeito de contaminação aos demais sub-sectores da economia norte-americana - que rápidamente, como metástases, se generalizaria à economia europeia, pelo efeito natural das interdependências económicas. Assim se estancou mais desemprego, mais falências, mais pessoas a viver debaixo da ponte e a comer a sopa dos pobres - v.q., deixaria de ter dinheiro para liquidar as prestações dos empréstimos contraídos para habitação, carrinhos e até viagens ao Brasil, muito corrente entre os tugas.
3. O chumbo republicano ao referido Plano - paradoxalmente - explica-se pela brevidade da eleição que terá de substituir os congressman, e como os deputados da República Imperial - hoje com pés de barro - não têm motivações diferentes das dos deputadps europeus - chumbaram o Plano - para se pouparem aos efeitos imediatos da impopularidade e do odioso que acarretaria a sua aprovação naqueles moldes. Terá, doravante, de se suavizar os termos do Plano de Salvação Nacional a fim de se dar a impressão de que já não é o zé povinho norte-americano a pagar a crise, mas os CEOs das grandes empresas. O que será difícil de explicar e mais ainda de entender. Peça-se um milagre aos fouthing fathers do constitucionalismo norte-americano, talvez resulte...
4. Os governos europeus também terão de intervir junto dos seus bancos e seguradoras mais periclitantes a fim de evitar males maiores. Portugal, por enquanto, só terá mais dificuldade em contrair mais empréstimos, o que torna o dinheiro disponível ainda mais caro. Maldito dinheiro... Por isso, subscrevo as palavras de Woody Allen que defendia que devíamos ser todos ricos, antes de mais nada por motivos financeiros.
5. Isto conduz-nos à proposta de Sarkosy para estruturar um novo modelo de regulação europeu global, esgotado que está o sistema de Bretton Woods e o neoliberalismo do Consenso de Washington - que tem permitido que os tubarões comam sempre as bogas, o que é uma injustiça - hoje a precisar de reparo supletivo com a intervenção keynesiana do Estado. Adam Smith vê aqui a sua obra esfacelada, e logo através da América...
6. O debate parlamentar em Portugal foi extemporâneo, com o PSD a (re)tomar a bandeira da segurança do cds, mais parece que o PSD sofre de amnésia e ainda está cristalisado no sequestro da agência bancária de Campolide. Pergunte-se a Ferreira leite se sabe qual foi o seu desfecho - ou se terá de perguntar a PPortas.
7. Depois, e este foi um "mimo" de António Vitorino - se ninguém coloca questões..., leia-se a mudez de Ferreira leite (!!!), então será porque a crise internacional explica grande parte da estagnação da economia nacional. Leite ficou aqui com as orelhas a arder, mas como a srª é surda e ainda está especada na rua de Campolide a aguardar o desfecho do sequestro (eficazmente debelado pelas forças de segurança) - é natural que ela amanhã telefone a Rui Pereira a perguntar quando é que ele se demite. Ou então pede a Pacheco Pereira para fazer mais uma rábula sobre assunto vário como manobra de diversão no pasquim da sonae...
8. António Vitorino continua em boa forma, esperemos que não tenha investido em acções das empresas que agora conhecem os efeitos do que são as contabilidades criativas. Pelo ar feliz é porque não investiu.

Pink Floyd: os "patrões" da música do séc. XX

Pink Floyd - 1973 - Dark Side Of The Moon
Pink Floyd - Wish You Were Here
Pink Floyd "Shine On You Crazy Diamond" Syd Barrett Tribute
Pink Floyd - 1973 - Dark Side Of The Moon

Pink Floyd- Pigs On The Wing e Animal Farm

Pink Floyd- Pigs On The Wing (Part 1 and 2) Video
Animal Farm

Os centros de decisão revisitados - por Francisco Sarsfield Cabral -

O sublinhado é nosso.
Os centros de decisão revisitados, in Público
Falando da missão da Caixa Geral de Depósitos enquanto banco do Estado, o seu presidente, Faria de Oliveira, incluiu nela a defesa estratégica dos centros nacionais de decisão empresarial, através da participação no capital de algumas empresas (entrevista ao PÚBLICO e à Renascença no programa Diga lá Excelência do passado dia 21). Aliás, e antes de mais, a CGD pertencer ao Estado permite que se mantenha no país o seu centro de decisão.
Por esse motivo defendi a permanência na órbita do Estado da CGD, o principal banco português, quando há anos se debateu a importância de manter entre nós centros de decisão empresariais. Outros tipos de intervenção estatal nas empresas, como as golden shares (que o Estado português detém na PT e na EDP, por exemplo), ou outras formas de protecção mais ou menos disfarçada por um alegado interesse nacional, em regra apenas fomentam a promiscuidade entre os negócios e a política. Além de que a batota é contraproducente, pois uma empresa amparada pelo Estado dificilmente se torna competitiva.
Há seis anos um grupo de empresários, gestores e economistas manifestou preocupação quanto à saída de Portugal de centros empresariais de decisão, em resultado da compra por estrangeiros de empresas nacionais. Foi o “manifesto dos quarenta”. Curiosamente, António Borges, subscritor do manifesto e agora vice-presidente do PSD, propôs há semanas a privatização da CGD. O que, a concretizar-se, iria abrir a porta à sua compra por estrangeiros.
É verdade que a coerência não parece ter sido o timbre desta iniciativa. Passado pouco tempo, vários empresários subscritores do documento venderam empresas suas a estrangeiros (Soponata, Somague, Banco Nacional de Crédito Imobiliário, etc.).
A questão, de resto, tinha vindo a lume antes, quando em 1999 António Champalimaud vendeu aos espanhóis do Santander o Banco Totta, que supostamente havia adquirido para que ficasse em mãos nacionais. Numerosas vozes se ouviram, então, contra a venda de empresas portuguesas a estrangeiros – sobretudo a espanhóis. Estes, dizia-se, iriam conseguir pela via económica aquilo que ao longo de séculos não tinham obtido pela via militar, a conquista de Portugal. E não faltaram personalidades para considerar que, sem as principais empresas em mãos portuguesas, deixaria de ter sentido uma estratégia nacional, se não mesmo a própria ideia de país.
Fui e sou crítico dessa espécie de “marxismo empresarial”, que considera a esfera económica como a instância decisiva da realidade, desvalorizando a política. E levantei objecções ao “manifesto dos quarenta”, que me pareceu sobretudo um apelo proteccionista sob a capa do patriotismo económico.
Não vou reabrir aqui a polémica. Apenas estranho o silêncio quase geral dos subscritores do manifesto, quando agora assistimos à tomada de posição em empresas nacionais por parte de entidades que são braços de governos estrangeiros, agindo segundo as lógicas políticas desses governos. Entidades comparáveis aos chamados fundos soberanos, isto é, fundos estatais, sobretudo de países que estão a ganhar muito dinheiro com a alta do petróleo e do gás natural. É o caso da Sonangol, por exemplo. E poderá vir a acontecer com a russa Gazprom.
Eu sei que hoje os tempos são outros e que o acesso ao crédito é muito mais difícil e caro do que há seis anos, o que torna mais apetecível o dinheiro estrangeiro. Vários bancos americanos e europeus foram salvos da bancarrota graças a entradas de capital investido por fundos soberanos. Dá jeito o dinheiro, ainda que não se saiba qual o preço político a pagar no futuro.
Simplesmente, bem mais preocupante do que a compra de empresas nacionais por estrangeiros agindo segundo uma lógica de mercado é a tomada de centros nacionais de decisão por entidades que actuam de acordo com estratégias políticas de outros Estados. Ou que, pelo menos, são tão pouco transparentes que parece prudente presumir que o fazem.
É o que se passa com a angolana Sonangol (que não publica relatório e contas) e a russa Gazprom. Recordo que, há meses, o representante da Sonangol se anunciou como o “patrão” da Galp. E a Sonangol tornou-se entretanto no maior accionista do BCP. Mas o assunto não parece preocupar quem tanto se afligiu com meras operações de mercado. Francisco Sarsfield Cabral Jornalista
Obs: Um bom e oportuno artigo do Francisco. Revela a incoerência do empresariado nacional, o aventureirismo pensante do Vice-Presidente da Manela Ferreira Leite, António Borges, e a necessidade absoluta de conceder ao Estado um papel de regulação na discipina dos mercados - quando estes entram em roda livre.
Envie-se pois uma cópia para o sr. Borges - que o irá traduzir para a sua chefe, na esperança de que a mesma não diga tanta asneira, até em matéria económica - esfera em que se diz expert...

Canção de Lisboa - Jorge Palma e Gotan Project - Diferente

UMA PÉROLA
Canção de Lisboa

Gotan Project - Diferente

CML atribuiu 3.200 casas por cunha, in CM

Cristo-Rei
CML atribuiu 3.200 casas por cunha, in CM
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) atribuiu mais de 3 mil casas por cunha, dadas à autarquia como contrapartida de benefícios atribuídos a cooperativas de habitação.
A notícia, avançada este sábado pelo semanário ‘Expresso’, indica que o esquema existe há mais de 30 anos, durante os quais a CML atribuiu 3.200 casas, entre moradias, palácios, lojas e apartamentos.
O jornal revela ainda que “tem sido o vereador da Habitação, ou o seus serviços – quando não é o próprio presidente da Câmara - a conceder aquelas habitações de forma directa” a amigos, artistas, jornalistas, familiares, entre outros.
A média das rendas é de 35,48 euros, mas desconhece-se a percentagem das que são pagas, adianta ainda o ‘Expresso, acrescentando que estas casas fazem parte do chamado Património Disperso.
Um estudo da Universidade Lusófona, divulgado pelo semanário, refere que "a CML não sabia, nem sabe, do que é dona”.
Obs: Com efeito, o momento não é fácil. Mas esta situação, mais do que saber se é imputável a A, B, D ou C (ou ao "sistema" em si) - remete-nos para algo que temos enraizado na nossa cultura de porreirismo nacional e depois logo se vê.
Mais do que a explicação encontrada para justificar determinadas situações pouco éticas é saber se essas mesmas explicações contribuem - definitivamente - para estruturar normativamente um corpo de critérios sociais com base nos quais essa atribuição de casas passará a ser realizada no futuro. Critérios esses que têm faltado, abrindo espaço para discricionaridades ao longo dos últimos 20 anos.
Há males que vêem por bem. A justificação conta, mas a explicação é que poderá (ou não) fazer doutrina para o futuro.
E seria bom que fizesse...

O Magalhães: "amor com amor se paga..."

Pedro Catarino
Hugo Chávez e José Sócrates quiseram aceder à internet, mas afinal o ‘Magalhães’ não estava ligado à rede
Acordo: Portugal vai vender um milhão de portáteis ‘Magalhães’ e 50 mil casas
Chávez compra dois mil milhões
Mais de dois mil milhões de euros. Este é o valor dos contratos assinados ontem entre Portugal e a Venezuela para a venda de um milhão de computadores ‘Magalhães’ e para a construção de 50 mil casas de habitação social pré-fabricadas. Pela quarta vez em Portugal, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, elogiou a "coragem" de José Sócrates ao lhe abrir as portas do País, quando na Europa é visto como um "diabo" e um "tirano".
"Na Europa muita gente me vê como um diabo, um demónio, um tirano [...] Há que agradecer-lhe [a José Sócrates] a coragem de nos abrir as portas. Queremos ser amigos de toda a Europa, de todo o Mundo, respeitamos qualquer concepção política e ideológica. Apenas esperamos que nos respeitem", afirmou Hugo Chávez, após a assinatura dos protocolos. Este era, aliás, o pretexto da visita do presidente venezuelano a Lisboa, mas o seu discurso, que durou cerca de 35 minutos, acabou por ser dedicado sobretudo às relações entre Venezuela e a Europa. Mesmo assim, o primeiro-ministro português manteve-se, em pé, ao seu lado durante toda a intervenção. Isto depois de já ter esperado por Hugo Chávez durante mais de 20 minutos ao sol, à porta do auditório da FIL, no Parque das Nações.(...)in CM
Obs: Hugo quer ser amigo de toda a Europa. "Pino, Lino, Lino, Pino..." Este Chavez tem piada. Daria um bom PR... Seria a concretização do sonho de descobrir um poço de petróleo no Palácio de Belém, até lá comam-se os pastelinhos de nata. Ofereça-se um nata a Pacheco Pereira, o amanuense de Ferreira leite, a descer nas sondagens.

Congresso americano fecha acordo e pacote de socorro ao mercado começa a ser votado nesta 2ª feira

Congresso americano fecha acordo e pacote de socorro ao mercado começa a ser votado nesta 2ª feira
O Globo, com agências internacionais
WASHINGTON - Depois de um fim de semana de negociações, o Congresso dos Estados Unidos conseguiu chegar a um acordo sobre o pacote de socorro do governo ao mercado financeiro. O texto deve ser votado nesta segunda-feira na Câmara de Representantes dos Estados Unidos e, na quarta-feira, deve passar pelo Senado. Depois de aprovado nas duas casas, o projeto segue para sanção do presidente George W. Bush.
Democratas e republicanos fizeram algumas alterações no texto original, mas mantiveram os principais pontos da proposta apresentada na semana passada. Ficou determinado que o Tesouro americano terá um limite máximo de US$ 700 bilhões de dólares para cobrir dívidas das empresas, mas apenas US$ 250 bilhões serão liberados de imediato. Outros US$ 100 bilhões ficarão disponíveis se o presidente dos EUA solicitar e o restante do dinheiro (US$ 350 bilhões) só será liberado se o Congresso ficar satisfeito com o andamento do plano de resgate. (...)
Obs: Em Portugal, mais concretamente em Lisboa - quando foi necessário votar um Plano de Saneamento Financeiro - o Tribunal de Contas disse, literalmente, Não. Há males que vêm por bem...

domingo

Eliane Elias e BB

Eliane Elias - Running
5 The Girl from Ipanema: Brigitte Bardot vs Getz/Gilberto
Brigitte Bardot in BRA & Panties Sweet Scene
eliane elias-the girl from ipanema

O raciocínio quadrado de Ferreira Leite. Entre o absurdo e a senilidade. James Brown...

M.S.
Ferreira Leite qualquer dia ou é proibida de falar em público ou alguém terá de a enrolhar. O seu esquema mental primário, a natureza do seu raciocínio atamancado e a forma deficiente como se expressa representam bem a tragédia do gago iletrado (que também é maneta e só vê de um olho) perante a iminência de morte da mulher e a ter de telefonar para o 112.
Manuela Ferreira Leite entende que Auto-estrada do Litoral não traz ganhos em competitividade. Manuela Ferreira Leite diz que se falar é para criticar PS.
A presidente do PSD defendeu, este sábado, que a segunda ligação rápida que o Governo pretende construir entre Lisboa e o Porto não só não vai dar mais competitividade ao país, como constitui um erro.
No Conselho Nacional dos Trabalhadores Sociais-democratas, Manuela Ferreira Leite considerou que a Auto-estrada do Litoral, que uma terceira alternativa na ligação entre as duas maiores cidades do país, «dá zero de aumento de competitividade».
«E ao dar zero de aumento de competitividade aquilo que faz é que para construir essa estrada é necessário endividar-se, o que quer dizer que está a retirar crédito a quem precisa dele», explicou Ferreira Leite, em Santarém.
A líder social-democrata acusou ainda o Governo de destruir postos de trabalho e maltratar as Pequenas e Médias Empresas e desafiou o Executivo a aprovar o projecto do PSD relativo à alteração do prazo de pagamento do IVA.
Numa resposta aqueles que dizem que não apresenta alternativas de governação, Ferreira Leite ripostou dizem que seria impossível «abrir a boca» para elogiar o Governo de José Sócrates.
«Se nós falamos é para o criticar. Portanto, considero masoquismo puro pedir para apresentarmos ideias, fazermos propostas. É absolutamente extraordinário, mas é assim o PS», acrescentou.
Num dia em que voltou a não responder às perguntas dos jornalistas, Manuela Ferreira Leite deixou ainda críticas à actual política do Governo para a Educação e que José Sócrates tem sublinhado nos últimos dias.
Estradas Manuela Ferreira Leite Política Portugal PSD
Obs: Sendo Ferreira leite uma modesta economista poderia fazer um esforço por não dizer tantas banalidades, mormente numa esfera de competência em que poderia revelar 1gr de autoridade.
Seja em termos de competitividade, seja no plano do endividamento. Pois não se conhece nenhuma obra pública em Portugal que se tenha realizado sem ser por recurso ao endividamento interno e externo. A não ser que os "patos-bravos" que fazem pontes e auto-estradas em Portugal tenham o dinheiro todo debaixo do colchão. O que seria um risco...
Depois, o que seria mais grave, quando o País investe em Educação não pode investir em Hospitais ou Escolas, quando investe na Defesa & Segurança já não pode investir na Agricultura ou no Ambiente. De facto, é confrangedor ver e ouvir Ferreira leite a falar sobre qualquer assunto.
Ainda que não seja líquido da indispensabilidade dessa auto-estrada Lisboa-Porto, o que só se consegue aferir mediante estudos de viabilidade económica sérios e pormenorizados, a prontidão com que se recorre à banalidade é que é gritante numa srª que se diz candidata a PM de Portugal, embora para nós, e com o devido respeito pela famosa marca da casa de móveis, não passe da governanta da Moviflôr da Lapa.
Ou seja, estou convencido que quando se escrever a estória do que foi a "liderança" fantasmagórica da srª Ferreira Leite à frente do PSD, os biógrafos, à esquerda e à direita do espectro político, dirão mais ou menos o seguinte:

Manela Ferreira Leite desviou a cómoda e o relógio de caixa alta que Meneses re-arrumou quando cilindrou Marques Mendes (com os votinhos de Santana) na Lapa. E o pusiché também já não está no mesmo sítio - ao tempo de Santana e Durão...

Isto já não é só um drama para o PSD. É uma tragédia comediada assistida em directo pelos portugueses - sempre que a "viúva negra" aparece, desta feita, para agravar, utiliza linguagem do Marquês de Sade.

Agora, já só faltam as ligas e o chicote. Aguardemos pelo debate do OGE em Outubro próximo na AR.

O "masoquismo puro" de Ferreira leite e a forma como a srª equaciona, molda e operacionaliza a [sua] democracia de trazer por casa - ainda nos leva a todos a ouvir James Brown, Sex Machine.

Quem diria...

James Brown - Sex Machine - Live at studio 54

Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Portugal tem aqui motivo de inspiração e transpiração...

Uma reunião de cúpula da ONU destinada a dar um novo impulso à luta contra a pobreza conseguiu arrecadar 16 bilhões de dólares para esse fim, anunciou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, nesta quinta-feira. "Temos um pleno compromisso de ajuda aos pobres do mundo de vários países, de cerca de 16 bilhões de dólares", disse Ki-moon à imprensa no encerramento da cúpula sobre os Objetivos do Milênio sobre o Desenvolvimento (OMD). Realizada em paralelo ao debate anual da Assembléia Geral da ONU, a cúpula buscava fazer um balanço do que já se alcançou para reduzir pela metade a pobreza em todo o mundo até 2015.
Saiba quais são os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio Agência Brasil
Durante reunião da Cúpula do Milênio, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, no ano 2000, líderes de 191 nações oficializaram um pacto para melhorar a situação da população até 2015, em termos de renda, educação, saúde, meio ambiente e gênero.
Ao todo, são oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Para alcançá-los, foram traçadas 18 metas e 48 indicadores para medir o avanço dos países nessas áreas.
Saiba quais são os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio:
1. Erradicar a extrema pobreza e a fome
- Reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a população com renda inferior a um dólar por dia.
- Reduzir pela metade, até 2015, a população que sofre de fome.
2. Universalizar o ensino básico
- Garantir que, até 2015, todas as crianças terminem o ensino básico.
3. Promover a igualdade entre os sexos
- Eliminar a disparidade entre os sexos no ensino primário e secundário, se possível até 2005, e em todos os níveis de ensino, no máximo, até 2015.
4. Reduzir a mortalidade infantil
- Reduzir em dois terços, até 2015, a mortalidade de crianças menores de 5 anos.
5. Melhorar a saúde materna
- Reduzir em três quartos, entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade materna.
6. Combater o HIV/aids, a malária e outras doenças
- Até 2015, ter detido a propagação do HIV/aids e começado a inverter a tendência atual.
- Até 2015, ter detido a incidência da malária e de outras doenças importantes e começado a inverter a tendência atual.
7. Garantir a sustentabilidade ambiental
- Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais.
- Reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população sem acesso permanente e sustentável à água potável segura.
- Até 2020, ter alcançado uma melhora significativa na vida de pelo menos 100 milhões de habitantes de bairros degradados.
8. Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento
- Avançar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro aberto, baseado em regras, e que seja previsível e não-discriminatório.
- Atender às necessidades especiais dos países menos desenvolvidos.
- Atender às necessidades especiais dos países sem acesso ao mar e dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento.
- Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento, mediante medidas nacionais e internacionais de modo a tornar a sua dívida sustentável em longo prazo.
- Em cooperação com os países em desenvolvimento, formular e executar estratégias que permitam que os jovens obtenham trabalho digno e produtivo.
- Em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar o acesso a medicamentos essenciais a preços acessíveis, nos países em vias de desenvolvimento. Em cooperação com o setor privado, tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em especial das tecnologias de informação e de comunicações.
Obs: Solicite-se uma proposta à srª Ferreira leite, ela que "adora" propôr.., mas só se for poder. Na oposição - ela diz que não..., assim, segundo diz, não lhe copiam as ideias. Pensamento canino, miseravelmente canino desta candidata a PM de Portugal.
Até nisto a srª Leite revela vistas curtas, pois ainda não enxergou que se, porventura, avançasse públicamente com uma proposta eficiente numa qualquer área da governação - e o governo em funções a adoptasse - os portugueses logo perceberiam que a paternidade da mesma seria dela e não de Sócrates (que a teria plagiado).
Logo, o capital político - ainda que fosse imediatamente rentabilizado pelo PM - a médio prazo a Srª leite iria acumulando esse capital-político num reservatório maior de pdoer.
Estando calada - fica igual a si própria: uma vacuidade de neurónios desencontrados.
Sendo assim, pergunto-me como é que a srª não tem um amigo que lhe diga a verdade - e a ajude a regressar a casa para fazer o bacalhau espiritual e brincar com o netinho.

Benfica vence por 2-0 os meninos de Alvalade... Os nossos pêsames

(...) Com um gol do atacante Reyes (ex-Real Madrid e Arsenal) e outro de Sidney, o Benfica venceu o jogo e chegou aos oito pontos, um a menos que o adversário, que se manteve na segunda posição.(...)
Obs: Deixamos aqui os nossos pêsames aos lagartinhos. Já brincam com tudo ao substituir répteis por roedores. Já nem a linguagem visual é o que era. Tudo está em mudança, desde o Obama ao livro de Marques Mendes. Até o nome dos futebolistas do Glorioso...
Ver futebol hoje assemelha-se mais um concurso de geografia.

Filipe Menezes: “Nunca o PSD desceu tão baixo"

Imagem picada na rede. Meneses não se cansa de invectivar Ferreira Leite. Um dia ainda lhe bate em directo. Até ao Natal temos uma sessão de pugilato. We shall see...
Filipe Menezes: “Nunca o PSD desceu tão baixo", in JN
O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, considera que as sondagens mostram que "não chega uma equipa de salamaleques e pessoas profissionalizadas no cocktail" para dirigir o PSD.
No final da inauguração da primeira fase do Centro de Artes, no Centro Histórico de Gaia, Luís Filipe Menezes salientou que, há seis meses, quando ele estava na presidência do partido e o "primeiro-ministro José Sócrates se encontrava no auge da presidência europeia, o PSD estava acima dos 30 por cento".
Agora que o Governo "bateu no fundo e está na sua pior fase, nunca o PSD desceu tão baixo", afirmou.
O anterior presidente do PSD comentava os resultados de uma sondagem efectuada pela Marktest, para o “Diário Económico”, que atribui ao PS 36,1 por cento das intenções de voto, ficando o PSD com 29,3 por cento.
Esta sondagem, realizada entre 16 e 20 de Setembro, com base nas respostas de 802 inquiridos, indica um crescimento das intenções de voto na CDU, com 12,6 por cento, e do Bloco de Esquerda, com 10,9 por cento, colocando o CDS/PP em quinto lugar, com apenas 7,1 por cento das intenções de voto.
Luís Filipe Menezes referiu-se também à entrevista de quinta-feira à noite dada por Marques Mendes à RTP, considerou o discurso do seu antecessor no PSD "miserabilista" e comparou-o ao do Bloco de Esquerda.
Obs: Digamos que Meneses quando estava na Lapa olhava para o cadeirão de S. Bento, teve azar e foi recambiado para Gaia - donde, aliás, nunca deveria ter saído, dada a sua dimensão política regional; quando regressou a Gaia aplaude Sócrates, fulmina semanalmente Ferreira leite e desanca em Marques Mendes. Um dia engana-se e começa a criticar ferozmente o actual autarca de Gaia, ele próprio.
Meneses, mais do que nunca, precisa do auxílio de uma Agência de Comunicação... De caminho, poderia dar uma ajudinha a Ferreira Leite, e aproveitar a onda de mediocridade política que tolhe ambos para fazerem as pazes - e dizer ao país que ambos, cada qual no seu estilo, foram grandes erros de casting no PSD e em Portugal.
Parece que só a oposição ao PSD é que ganhou algo com este dueto fratricida que demandou a Lapa.

sábado

PS distancia-se dos partidos da oposição...

PS distancia-se dos partidos da oposição nas intenções de voto dos portugueses. O Partido Socialista está em primeiro lugar na escolha dos portugueses para a Assembleia da República. De acordo com a sondagem efectuada pela Marktest para o Diário Económico e Semanário Económico, realizada entre os dias 16 e 20 de Setembro, a intenção de voto nas próximas eleições legislativas de 36,1 por cento dos inquiridos recai sobre o Partido Socialista.

Se as eleições se realizassem hoje, o PS reuniria 36,1 por cento das intenções de voto, situando-se à frente de PSD (29,3 por cento), CDU (12,6 por cento), BE (10,9 por cento) e, por fim, CDS (7,1 por cento).
PS
TEMAS: ecos, parlamento e partidos, partido socialista Publicado por: Raimul

Paul Newman: um Homem

Paul Newman
Paul Newman and Joanne Woodward Part 1
Paul Newman has died -Tribute - Song: " Broke Is My Heart"

Julia Roberts & Paul Newman @ Good Morning America
Duas notas (e meia):

1. Há algo de absurdo e trágico na morte. Tão absurdo e trágico como estas palavras.

2. O tempo - sempre foi o maior dos ditadores. Não só acaba com eles (e bem), como, através do tempo, também leva os bons da história (e mal).
Entre a memória que temos dos homens e aquilo em que se transformam há um poço de distância - que nos esmaga a todos. A alternativa a isto é não ter nascido, não ter memória, ou, simplesmente, ser idiota...

Morreu o actor Paul Newman

D.R.
Paul Newman foi, durante mais de 60 anos, uma das mais emblemáticas figuras de Hollywood
Uma das maiores estrelas de Hollywood, in CM
Morreu o actor Paul Newman
O conceituado actor e realizador Paul Newman faleceu aos 83 anos de idade, vítima de cancro nos pulmões, anunciou este sábado fonte próxima daquela que foi uma das maiores figuras de Hollywood.
(...)
Nascido a 26 de Janeiro de 1925 em Clevand, no Estado norte-americano de Ohio, Paul Newman foi uma das maiores estrelas da sétima arte, tendo participado em mais de 60 filmes. ‘Gato em Telhado de Zinco Quente’, ‘O Mercador de Almas', ‘Butch Cassidy and the Sundance Kid’ e 'A Vida é um Jogo' são alguns dos títulos que figuram na extensa lista.
Em 2002, Paul Newman fez a sua última aparição cinematográfica no filme ‘Estrada para a Perdição’, onde contracenou com Tom Hanks e foi dirigido por Sam Mendes. Só a sua voz se voltou a ouvir nas salas de cinema, no filme animado ‘Carros’, de 2006, no qual dobrou a personagem Doc Hudson.
O actor 'dos mais belos olhos azuis do cinema' anunciou a sua retirada no final de 2007, após 56 anos de carreira, poucos meses antes de ter revelado a sua doença.
Nomeado nove vezes para um Óscar, o lendário actor conquistou o tão ambicionado galardão na categoria de melhor actor com o filme ‘A Cor do Dinheiro’, em 1986. Newman foi ainda distinguido com um Óscar honorário pela sua carreira, em 1985, e o Prémio Humanitário ‘Jean Hersholt’, em 1994.
Obs: Paul Newman foi um exemplo para todos nós: como actor e como homem, sabendo inspirar actores doutras gerações - que com ele contracenaram. Caíu de pé. Que descanse em paz.

Cunnie Williams & Monie Love - Saturday e Karl Frierson - Ten Minutes. Dois socos [sonoros] no estomago...

Cunnie Williams e Karl Frierson: duas pérolas
Cunnie Williams & Monie Love - Saturday
Karl Frierson - Ten Minutes

Ferreira leite já não é só uma aberração política: é um study-case para psicólogos

Hoje Manuela Ferreira leite, que já não sabe o que há-de fazer à cabeça, à boca e às palavras - veio racionalizar o absurdo que colonizou o seu cérebro e acusou o PM de: ter insultado os portugueses com o comício cheio de opulência que os socialistas realizaram em Guimarães, numa região cheia de problemas sociais. [link].
Será cacofonia e falta de ideias que Leite regularmente denuncia?! Teria leite em mente a conduta de Al Berto da Madeira - quando invectivou Sócrates em Guimarães, onde falou para 10 mil pessoas ao estilo americano?! Tudo isto é possível naquele vendaval de neurónios desencontrados que Ferreira Leite apresenta aos portugueses sempre que aparece em público.
E porquê?!
A resposta é simples: Leite não consegue falar para 10 pessoas (quanto mais para 10 mil...), não consegue apresentar uma ideia sólida em qualquer domínio da economia, da sociedade ou da cultura. Não consegue falar com as suas bases, não motiva as suas elites, que também existem no PSD (estão é noutra!!!)...
Recordo aqui que quando Ferreira Leite pediu a colaboração da "nata" do PSD - que integra o mundo da administração das empresas e dos negócios - estes disseram a Leite que aceitariam colaborar, mas a título informal, dizendo-lhe que não queriam ver o seu nome associado ao PSD de Ferreira Leite nas páginas dos jornais. E foi este o governo sombra que leite conseguiu fazer deste o Congresso de Guimarães, onde foi eleita líder do actual PSD, na sequência da deserção de Meneses - atacado que foi pelos barões do partido durante todo o tempo que esteve na liderança.
Por isso é natural que a srª sinta frustração, impotência, incapacidade, ausência de vocação para a política (de resto, manifesta desde que escavacou a Educação aquando foi titular da pasta ao tempo de Cavaco), e, por todas estas razões, resolva, como escapatória idiota (mais uma!!!) dizer que aqueles que conseguem pensar, falar, governar são os mesmos que insultam os portugueses.
Isto já não é só uma aberração política, é uma metástase pseudo-intelectual.
A srª Ferreira leite não é apenas um zero à esquerda da política em Portugal, que é o que dizem as bases do PSD, ela representa também um cemitério de erros que se traduzem na forma como pensa e fala. Sinónimos do anti-pensamento e do anti-discurso - variáveis essenciais à política. Por isso, a afronta para os portugueses decorre do facto de ela se achar capaz de continuar à frente do maior partido da oposição em Portugal, acelerando a sua destruição - privando os portugueses de uma alternativa de ideias construtiva no País.
Por isso, até teve piada o argumento que Santos Silva usou para lembrar a Ferreira leite o seguinte:
"o comício de “rentrée” política do PS em Guimarães, (sábado passado) custou milhões de vezes menos do que o prejuízo que Manuela Ferreira Leite causou ao país com o negócio do Citigroup".
Compre-se um espelho à Manela, se possível - acompanhado de ventríloco...
Ah, e um dicionário - para introduzir algum vocabulário na pobreza discursiva da srª Leite - que há muito deveria estar em casa a tratar do netinho e a fazer bacalhau espiritual.
PS: Deixamos aqui um abraço amigo ao António Guerra que me chamou à atenção para tão arguta ofensiva política da parte da governanta da Moviflôr da Lapa. Hoje um caso sério de study-case, designadamente para psicólogos.
OFEREÇA-SE UM MAGALHÃES À MANELA NA ESPERANÇA DE DIMINUIR O SEU SOFRIMENTO... A DÚVIDA CONSISTE EM SABER QUAL A VERSÃO MAIS ACONSELHÁVEL..

sexta-feira

Resposta Global - por António Vitorino -

RESPOSTA GLOBAL, in DN António Vitorino Jurista
Acrise financeira internacional é o tema obrigatório da actualidade. Mas escrever sobre a crise no momento em que ainda estamos longe do seu fim é correr o risco de confundir as medidas de emergência para lhe responder com as questões de fundo que coloca.
Razão tem o primeiro-ministro britânico quando diz que a economia mundial muda de dia para dia e, às vezes, até de hora a hora.
O que está em causa em termos de postos de trabalho, poupanças, valor do imobiliário e garantia de pensões de reforma e de aposentação justifica que as atenções estejam centradas nos planos de resposta imediata à instabilidade dos mercados financeiros. Como se costuma dizer, em tempo de guerra não se limpam armas!
Mas as respostas de emergência não podem esconder o fundo da questão: o ciclo desregulador iniciado com o presidente Reagan e a primeira-ministra Margareth Thatcher no dealbar dos anos 80 atingiu um pico no plano financeiro que implodiu em cadeia a partir da crise do mercado hipotecário de alto risco nos EUA, o chamado subprime. Mas, se pensarmos bem, os germes da crise já estavam presentes em torno do chamado escândalo Enron e do que ele evidenciou da perversão de certo tipo de criatividade financeira e contabilística.
Quem acredita na economia de mercado como a base fundamental de sociedades livres e abertas só pode defender coerentemente esse modelo se reconhecer que os mercados, deixados apenas à sua dinâmica própria, geram abusos e excessos que acabam por minar a sua própria função e essência. Com efeito, as crises, como a actual, não podem ser benevolamente apresentadas como momentos purificadores e regeneradores de um sistema, como ajustamentos dolorosos mas necessários ao funcionamento do próprio mercado. Uma tal explicação prefere encontrar um certo número de "bodes expiatórios", puni-los (às vezes) e criar uma aparência de retorno à normalidade, quanto mais depressa melhor! São exactamente os defensores consequentes de uma economia de mercado que têm, em primeira linha, a obrigação intelectual e moral de identificar as causas da crise e a resposta a dar-lhe. A aparente tranquilidade de que não se prefigura nenhum modelo económico alternativo não pode, contudo, levar à ocultação ou à condescendência para com os factos de que hoje tomamos conhecimento aprofundado.
É que a crise com que estamos confrontados apresenta dois riscos maiores se a ela se pretender responder com atitudes business as usual.
A natureza transnacional do impacto da crise, cujo epicentro se registou nos EUA, mas que rapidamente se propagou à Europa, sublinha com crueza o elevado índice de interdependência dos vários espaços económicos entre si. E se é verdade que até ao momento as ondas de choque não se manifestaram substancialmente na Índia, na China ou no Brasil, não é menos verdade que ao passar da estrita esfera financeira para a economia real ninguém dela estará a salvo. A diferença será pois entre a linha da frente e os que se lhe seguem logo imediatamente, seja pelo impacto no abrandamento económico dos países mais desenvolvidos enquanto mercados de destino, seja pelo aumento dos preços de produtos de base (desde logo o petróleo), seja pelas garantias diminuídas de quem tem contribuído paulatinamente para o financiamento do défice externo americano... Um ponto, pois, a favor de uma resposta global.
Mas ao mesmo tempo as ondas de choque da crise, mais a mais associadas ao falhanço da ronda de negociação comercial internacional de Doha, vêm dar força a ilusórias alternativas proteccionistas, as quais, a vingarem, não só nada alterariam quanto às causas da crise mas, inclusivamente, a poderiam aprofundar ainda mais. Novo ponto a favor de uma resposta global.
E onde está então essa resposta global? É aqui que reside o desafio que vai exigir capacidade de liderança e clareza nos propósitos. Como afirmou o Presidente brasileiro, esta crise marca o regresso da política. E com ela o regresso das linhas de demarcação ideológica! Já viram o impacto do tema nas sondagens presidenciais americanas?
Obs: Mais regulação e menos anarco-capitalismo e capitalismo de casino; mais Europa social, económica e até militar e menos dependência transatlântica; mais supervisão e menos prémios milionários para os CEOs das grandes empresas que recorrem ao esquema das "contabilidades criativas" para enganar o mercado e encher os bolsos aos administradores de topo das empresas..
Tudo isto pode significar Obama na Sala Oval da Casa Branca nos EUA daqui por 40 dias, mais Europa social quando o take-of económico se fizer e a confiança regressar aos mercados. E em Portugal, que medidas, que respostas a este cilindro financeiro de índole especulativa que rola da América para o resto do mundo?!
O Orçamento Geral de Estado para 2009, a apresentar em Outubro na AR - terá de saber responder a isso. O OGE será a ferramenta que, no plano doméstico, o País encontra para responder às contingências da vida, já que a longo prazo, como diria um dos maiores economistas do séc. XX, John M. Keynes - a longo prazo todos estaremos mortos...
Até lá, continuaremos a pagar impostos. E por falar em impostos, já pagaram o famoso IMI?

Ferreira Leite também vai a Washington DC

Género: Ficção política. A Manela na América
É sabido que a situação financeira e económica nos EUA não é famosa, a bolha especulativa do neoliberalismo do Consenso de Washington praticada nas instituições financeiras, seguradoras, operadores de rating, casas de investimentos, bancos, fundos de pensões, etc - implodiu, jorrando o seu pus sobre os mais desprotegidos, que ali tinham as suas poupanças de reforma e investimentos privados.
Como a mão invisível de Adam Smith não funcionou, porque nesse mundo anarco-capitalista - os tubarões comem sempre as bogas, passou a funcionar a mão visível de "Adam Silva G. W. Bush" (à boleia das poupanças do Zé Povinho norte-americano) cujo Estado interveio - para evitar que a 3ª Idade e pensionistas não fossem para a rua pedir uma esmola para comer a sopa dos pobres.
O Estado converteu-se, assim, no Pai do mercado, como se John M. Keynes adoptasse os teóricos da Escola austríaca, com o hiper-liberal Friedrich von Hayek à cabeça. É neste turbulento contexto económico, de grande incerteza e risco - que G.W.Bush convidou Obama e MacCain a deslocarem-se à Casa Branca para discutir e eventualmente negociar um Grande Plano de Salvação Nacional - com base no qual se resgatará a podre situação económica norte-americana.
Ora, como todo este problema, que atinge as famílias norte-americanas e tem um alcance verdadeiramente nacional - se encontra integrado no timing da campanha eleitoral, com os candidatos democrata (Obama) e republicano (MacCain) ao rubro, é natural que o ruído politico-partidário conduza a situações de grande oportunismo - de parte a parte - com o fito de explorar essa eventual negociação de salvação da economia nacional para fins eleitorais. O que seria pior a emenda que o soneto e uma maldade à luz dos Founding Fathers que teceram o mais brilhante constitucionalismo moderno, como é o dos EUA, v.q., a sua Constituição é a mais curta do mundo e uma das mais perfeitas, do ponto de vista da técnica jurídica e do equilíbrio de poderes encontrado no Presidencialismo puro.
É precisamente aqui que entra o fantasma - Ferreira Leite, a mulher de vermelho, que vai assim vestida para Washington dar um sinal de esquerda ideológica, reguladora e justicialista ao mundo, ante o falhanço de toda a filosofia neoliberal - que hoje assiste ao enterro do capitalismo de casino.
Apesar de ainda não ter confirmado a sua presença, o seu escrivão Pacheco Pereira, mais o assessor que costuma passar as informações ao pasquim da sonae, adiantam ao Washington Post (ao qual o Macro teve acesso) que a sua missão para as bandas do Capitólio se destina a levar uma tonelada de silêncio aos negociadores e, desse modo, pacificar as hostes e levar uma mensagem de esperança à América profunda que hoje se encontra à beira do precipício.
Consta que a Manela, para efeitos logísticos, já mandou empacotar essa tonelada de silêncio dentro de um contentor do tipo - Big Mac - em homenagem ao capitalismo gastronómico cujas lojas alimentares a América pulverizou pelo mundo.
A Manela, segundo consta, até leva um exemplar do livro Mudar de Vida de Marques Mendes - para oferecer a G.W.Bush, só não vai autografado, porque ela não foi ao lançamento do livro dado encontrar-se em retiro profundo. Semelhante aqueles retiros Opus Dey que o ex-banqueiro do bcp, Jorge Jardim Gonçalves fazia com os quadros do dito banco para jizar estratégias futuras...
Viu-se no que deu, noutra bolha especulativa de capitaalismo de casino..., a que nem a regulação do BdP do majestático Vitor Constâncio atenuou.
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Por efeito de contraste, aqui [Link] poderá ver algo que não acontece na política, muito menos na economia e na alta finança. Uma relação especial entre um leão e os seus criadores.

quinta-feira

Marques Mendes o "laranja mecânico" do PSD - hoje mudou de vida.

Aposto que quer Santana quer Meneses após a entrevista de Luís Marques Mendes disseram para com os seus botões: eu quando for grande também quero ser assim, como o Luís...

Luís Marques Mendes ainda é, de entre muitos políticos nacionais, um político sério, estruturado, estudioso dos dossiers e com imensa experiência política. Um cavaquista convicto - que aí cresceu politicamente e distribuía jogo parlamentar ao tempo em que Cavaco se sentou no cadeirão de S. Bento e Portugal conheceu uma fase natural de expansão social e económica, ou seja, com mais redes viárias alavancadas com os famosos Fundos Comunitários - além duma classe média e hiper-consumista que também nasceu com o cavaquismo. Méritos de Cavaco e da nossa adesão à então CEE. Mendes, no fundo, cresceu com os Fundos Comunitários, v.q., que desde de pequenino que ele anda na política.

Hoje apareceu a lançar um livro - Mudar de Vida - que visa partilhar a sua experiência na vida pública e, se possível, desafiar a vida político-partidária a discutir as soluções políticas para os problemas dos portugueses dentro de um quadro ético - que ele julga faltar em Portugal. E tem razão. Ninguém está a ver a Manela Ferreira Leite a discutir ideologias, trocar ideias ou a fomentar um grupo de reflexão - à margem do recorte de imprensa de Pacheco - para obrigar a srª a dizer qualquer coisa de útil ao País.

Portanto, até mesmo quando Mendes suspira - esse silêncio jogava contra o fantasma de Ferreira Leite, além do título do seu livro - que espero vir a ler - e que parece ter aproveitado a corrente do Obama, que Sócrates reproduziu e que hoje Marques Mendes também não quis negligenciar. Portanto, anda tudo na onda da mudança, e até o douto Marcelo apoiou o mote a Força da Mudança de Sócrates em Guimarães.

Mendes está hoje de bem com a vida, já não tem nem Meneses nem Santana a armadilharem a sua liderança no PSD, está a ganhar pelo menos 3 ou 4 vezes mais do que ganhava e com menos stress - enquanto administrador duma empresa de energias renováveis. Portanto, em linha com as políticas governamentais na área energética. Também deve ter, seguramente, mais tempo para estar com a família e os amigos, coisa que não tem preço, e que não existe quando se está na vida pública activa.

Mas a dada altura, volvidos 15 min. da entrevista, que Judite conduzia como podia, dentro daquele figurino de jornalismo político hiper-previsível, que também não ajudou o entrevistador a soltar-se e a ser criativo, também não disse mais nada de inovador ao País. Remetia para o livro, neste sentido mais parecia o Saramago a criar suspense sobre a sua última obra a fim de levar as pessoas a comprar o livro e a lê-lo.

Ressalto mais um ou dois aspectos que desfazem um pouco a ideia de coerência absoluta que Mendes quis vender aos portugueses, designadamente quando um famoso deputado do psd, António Preto, foi indiciado de práticas ilícitas na qualidade de advogado duma emprega no Norte que - ao que consta - passava demasiadas cartas de condução - e Mendes, porque era imperioso assegurar o dinheiro das quotas dos militantes, segurou um deputado de que Lisboa inteira desconfiava e sobre quem impendia acusações de corrupção, e doutros ilícitos que ajudavam a explicar enriquecimento em causa própria.

O caso foi grave, conhecido e, então, Marques Mendes assobiou ao cochicho, como diria o douto Marcelo, seu grande amigo. Pois mesmo quando Mendes interferia diáriamente na gestão política de Carmona em Lisboa, pedindo-lhe para meter assessores que nem frequência universitária tinham, Marcelo atribuía a famosa nota de 16 Val. a Mendes na sua missa domingueira. Portanto, a coerência de Mendes também tem limites, um pouco como a de Marcelo a dar notas (o que dirão os seus alunos, com tanta parcialidade e injustiça?!), limites que se agravam quando outros autarcas - também judicialmente indiciados de práticas ilícitas, Mendes não deixou de os apoiar à sua recandidatura.

Obviamente, Mendes que não podia estender essa confiança política a Isaltino Morais, em Oeiras - de quem ainda hoje os portugueses só desconfiam por causa da estupidez da mentira cozinhada para o efeito, e que remetia para a estória de um sobrinho do autarca que trabalhava na Suíça como taxista. Muito provavelmente, lá as bandeiras eram mais recheadas...

Mas globalmente, considero positiva a postura de Luís Marques Mendes na vida pública em Portugal, e até quando disse que Portugal precisa muito de apresentar propostas concretas para os vários problemas do País - o que ele estava a fazer, ainda que de forma sincera e ingénua, era a fulminar Manela Ferreira leite - que além de não ter propostas - também não as saberia discutir se alguém lhe as desse.

Numa palavra: Luís Marques Mendes - não é Meneses nem Santana (vale até mais do que ambos, como escrevi aqui há anos), é um político mais sólido, mais articulado, mais conhecedor dos problemas do País e menos demo-populista. Na linha de Fernando Nogueira, que em 1995 disputou a liderança do PSD e perdeu-a para Durão Barroso. E apesar da caricatura que Meneses procurou fazer de Mendes nas eleições para as directas do PSD - gozando com a sua baixa estatura física, o "ex-laranja mecânica" de Cavaco - por ser hiper-energético - tem hoje capital político na mão que nem Meneses nem santana têm e, a prazo, poderá jogá-lo quando, onde e como quiser - sem pedir batatinhas à actual "governanta da Moviflôr" da Lapa, como hoje vemos Santana (de cócoras) esperando que a Manela lhe dê a benção para o pior PM que Portugal jamais teve no post-25 de Abril - tenha ordem para se apresentar às eleições autárquicas em Lisboa em 2009.

Ora aí está, Luís Marques Mendes, se quisesse, seria esse candidato ideal do PSD para Lisboa, e faria mossa se avançasse. Teria até o apoio pro-activo da actual presidente da AM de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz, outra boa candidata pela mesma área política.

Tudo visto e somado: parabéns a Marques Mendes por esta sua prestação editorial e pelo contributo ético que deu à política e ao país. Esperemos, desta vez, que o sem vergonha do deputado António Preto, um poço de desvios representando o pior que a tralha dos partidos políticos hoje representa em Portugal, também possa ler o livro e tirar as suas conclusões...

Nem que seja para inglês ver - e começar, assim, o seu processo de reciclagem política.

PS: Solicite-se comentários a Ferreira leite, Isaltino Morais, Santana e Meneses. Por escrito ao A. Preto, ou melhor este pode passar um comentário em forma de carta de condução.

Existe algo de "fim de festa" no mês de Setembro a cavalgar o trágico mês de Outubro. Tudo antes de mais um drama: o Natal

Neil Diamond September morning
Setembro assinala a transição do Verão para o Outono, mas com as alterações climáticas - tema do apetite dos ecofundamentalistas do costume - este argumento não pesa mais no cálculo colectivo. A memória de Agosto passado é uma vergonha, mais parecia Março a arrebitar.
Mas agora, agora que o Outubro está a rebentar, como as ondas do mar mais a sua espuma, as praias regressam novamente à solidão do recontro da água com a areia - as suas dunas e falésias mais a lixarada que o homem por lá deitou enquanto se divertiu. Banhistas, só uma 3 e 4ª Idade - e à cautela, não vão os velhos regressarem a pé para casa, porque a ocasião do assalto espreita a cada rebentamento de onda, a cada dissolução de espuma. Em terra, os miúdos regressam à escola, o trânsito monta-se na cidade, a poluição do costume multiplica-se, e a memória do futuro, como quem diz do Natal - espreita cadenciadamente.
Mas os cheiros do tempo novo, empurrados pelas novas brisas, pelo desabrochar de novas flores com as árvores a dar o sinal da sua graça, sendo penteadas pelos funcionários autárquicos - lembram-nos qualquer coisa que evoca o fim de festa, o termo de algo que já não regressa, é como se a luz do sol iluminasse mas, na verdade, ofuscasse mais do que deixa entrever. É um prenúncio de...
O mar é abandonado pelos banhistas do costume, quais formiguinhas que anualmente fazem as suas migrações neste Portugal das praias, a terra densifica-se, mormente nas cidades - arrastando mais e mais problemas e conflitualidade social, num Portugal que é cada vez mais assaltado e multicultural, e ainda bem - senão a nossa taxa de natalidade ainda seria mais deficitária.
Mas desta transição de estação resulta algo de irreversível a quem a perpassa. As brisas do tempo com o Setembro a findar recomendam que se medite no prenúncio. No prenúncio de morte... Nem que seja para se avaliar melhor a vida - que há muito entrou em contagem decrescente, e já sem surpresas de espécie alguma.
Eis a memória de Setembro, que envergonhou o Agosto - que esteve ao nível de Março.