sexta-feira

Ficção: o Jaguar de Jardim Gonçalves. Mais velho que o carquejas... Regresso ao statu quo ante.

Género: FICÇÃO
Após ter lido a renúncia de Paulo Teixeira Pinto na presidência do BCP - Jardim Gonçalves ficou tão satisfeito que só lhe ocorreram três coisas: ler mal e porcamente uma cábula mal escrita e pior pensada, reservar mesa para 10 no restaurante A Fortaleza do Guincho, um retiro luxuoso e exclusivo construído sobre as ruinas do séc. XVII - situado no topo de uma falesia e, em terceiro lugar, esfregar as mãos de contente, qual sabujo dentro dum Jaguar de 1967 - mais velho que o carquejas. Não porque quer ele quer o carro sejam velhos e representem um passado, mas porque daquela cabeça já nenhuma vitalidade brota em benefício da instituição, dos accionistas, dos clientes e do mercado.

Só que após a leitura do despacho de renúncia de PTP a coisa começou logo a correr mal: em vez de irem pela auto-estrada, Jardim pediu ao motorista que alinhasse em direcção à Marginal, e logo na curva do Mónaco, porque o motorista já se encontrava meio embriagado pelo excesso de conhaques que mandou a baixo no local onde decorreu a conferência de imprensa em que Jardim "enforcou" PTP, despistaram-se e o carro e os ocupantes foram parar ao mar.

Volvido meia hora após o acidente, e enquanto o mordomo da Fortaleza do Guincho aguardava o motorista e Jardim Gonçalves - para o jantar com os restantes accionistas que ganharam (pírricamente) a causa, uma traineira gigante que passava ao largo do Bugio com camiões Toyota avariados e milho para Angola - avistou dois pelintas encolhidos no dito farol acenando para que o Instituto de Socorros a Náufragos em Paço de Arcos os fosse lá levantar.

Só que nesse trajecto Jardim Gonçalves não conseguiu resistir aos ferimentos resultantes do acidente, e veio a secumbir ainda antes de chegar a terra, apenas com o motorista vivo e a dizer para si e para quem o ouvia: coitado, mas antes ele do que eu!!.

Com o fundador do bcp defunto, que impôs a solução Filipe Leal - os demais accionistas (alinhados com PTP) revoltaram-se e até antes do funeral decidiram agendar uma Assembleia Geral extraordinária do bcp - onde se impugnaria a opção Filipe Leal (imposta pelo "velho-Jaguar") e onde Joe Berardo - que entretanto reforçou a sua posição na estrutura accionista do banco após a venda de metade do espólio artístico que tinha no "seu museu" do CCB (onde despachou o Mega Ferreira) - para voltar a reiterar a confiança em PTP. Os demais accionistas acabaram por seguir Joe, sob ameaça deste levantar todo o seu património de Portugal e investir no País de Robert Mugabe. Aqui até o PM, Socas, interveio subterrâneamente a seu favor - mediante uma nota confidencial ao mercado no sentido de se apoiar a estratégia de Big Joe.

Com este acidente post-renúncia de PTP recolocou-se, portanto, o velho problema - não já da sucessão no bcp - mas da liderança do maior banco privado em Portugal.
O 3º elemento que ia no Jaguar de 1967 foi o primeiro a falecer no acidente, foi encontrado mais tarde entalado entre duas rochas na velha praia de Cruz-Quebrada. Há quem diga que era Filipe Leal que ía no jaguar a anotar indicações acerca do futuro do futuro..., que acabou por não acontecer.
Nessa noite PTP e os seus acabaram por jantar na Bica do Sapato calma e serenamente, e quando souberam da notícia pelos media mandaram vir o bolo, as velas e o Champagne...
Lá fora ouviram-se muitas palmas e um viva: Viva o Presidente Paulo!!! E no day after a Prelatura da Opus Dei emitiu uma nota à impensa sugerindo que PTP regressasse ao velho lar - donde partira precipitadamente.
Amén.

O padrinho e o afilhado no Milenium-bcp. Uma deposição a prazo.. "Se quiser" + So sexy de Kim Coper

O Padrinho e o afilhado: Filipe Leal - é o sucessor de Paulo Teixeira Pinto (que hoje renunciou), vice-presidente do grupo, conhecedor do sector do retalho e diz-se apostado no futuro. O que é facto é que a sua autonomia será aquela que o Padrinho lhe ditar, as opções serão aquelas que o Padrinho lhe ditar, os timings também. Mas, claro, tudo dentro dos mandatos e no final dos mesmos, como disse o Padrinho, haverá avaliações.
Discurso cínico o de Jorge Jardim Gonçalves que, nitidamente, está xé-xé, nem a ler a cábula aquela narrativa fazia sentido, mais parecia um banqueiro do séc. XIX a teorizar o capitalismo medieval (emergente) das cidades mediterrânicas de 500.
Daquela testa e daquela boca nenhuma novidade ou ideia emergiu, só lugares comuns, demasiado normativo e procedimental, mais parecia um manga-de-alpaca judicial a ler uma setença provisória no átrio decadente de um tribunal de Santa Comba Dão, terra do "Botas".
Seria bem feito que Filipe Leal - que parece ser mais inteligente do que dizem, e menos subserviente do que o douto Marcelo teoriza, leve à prática aquilo que Paulo Teixeira Pinto tentou mas não conseguiu: gizar um plano que assegure quatro coisas:
1. Introduza mais-valias rápidas na estrutura geral do grupo e dos seus accionistas;
2. Potenciando melhores serviços junto dos clientes - fragmentando assim a concorrência;
3. Ultrapasse e garanta, a prazo, a deposição de Jardim Gonçalves. Neste domínio Filipe Leal será, a prazo, um aliado estratégico de Big Joe Berardo. Haver vamos...
4. E define uma estratégia de alianças com outras instituições a fim de racionalizar serviços e diminua as possibilidades de ser opado por um "tubarão" que veja alí uma presa fácil para especular e ganhar mais uns patacos, que é a grande especialidade de big Joe.
Com a saída de P.T.Pinto, após 120 dias de guerra psicológica com danos na instituição junto do mercado (ficando mais opável), parece que as acções já começaram a recuperar, o que é bom sinal.
Em suma: parece que o PTP traduzia mesmo "a moeda má" da Lei de Gresham do BCP, veremos agora se Filipe Leal (que não tem de o ser ao Jardim Gonçalves) representa "a moeda boa" da mesma lei.

Filipe Leal, sucessor de Paulo Teixeira Pinto e presidente-executivo do maior banco privado português

Digamos que esta é a música - Se quiser - que Jardim Gonçalves dedica ao seu "afilhado" (mais um..) e que este lhe devolve - por enquanto - com igual carinho, dedicação e ternura. É bonito ver estes sentimentos na banca... Afinal, o dinheiro não é tudo. Antes vem o Poder, uma pulsão mais perigosa.

TANIA MARA VS. KELLY CLARKSON-SE QUISER REMIX ( VJ WKS )

Quando as coisas aquecerem, talvez Filipe Leal resolva ser "desleal" e mandar o Jardim para a Madeira, onde se encontra o maior proxeneta político da República, também com o mesmo nome, e que hoje se dedica a brincar às eleições antecipadas e ao lego da aplicação das leis - como lamentavelmente vimos - com a questão do aborto. Tudo, claro, por causa do dinheiro, com o Al berto é assim. Ainda é pior que o Joe.., son ami!! Se aquele fosse especulador de arte Portugal já teria sido vendido na Feira da Ladra a um camone indolente.

Jamie Lewis & Dj Pippi Feat. Kim Cooper - So Sexy

Gentleman - Intoxication, Seven Seconds e Seal

Gentleman - Intoxication

Youssou N'Dour & Neneh Cherry "7 Seconds"

Seal - Walk On By

"Di"

"Único e complexo" - from Italy -

Hoje é 6ª Feira, dia de azar, mas também de sorte sob os céus...
Um Sting de bigode, rsrsrs
Sting - Ain't No Sunshine

GARANTIR A NOSSA SEGURANÇA - por António Vitorino -

António Vitorino
jurista

O recente atentado terrorista da ETA no País Basco colocou em cima da mesa a chamada "conexão portuguesa".

Antes do mais, convém analisar a questão sem a fazer refém das tradicionais sensibilidades entre os dois países ibéricos. As duas democracias ibéricas condenam igualmente o terrorismo, encaram o terrorismo da ETA como um atentado aos mais elementares direitos humanos e à essência do Estado de direito democrático. Como por diversas vezes foi afirmado, sobretudo nos últimos anos, um atentado terrorista em Espanha é uma ameaça á estabilidade e à segurança de todos os países da União Europeia.

O terrorismo de base regional, como é o caso da ETA, actua preferencialmente no País Basco espanhol e visa alvos no país vizinho. Mas desde sempre a ETA careceu de bases de apoio logístico e até de alguns "santuários de refúgio" fora de Espanha. Durante muitos anos, a sustentação logística foi assegurada a partir do País Basco francês e os "santuários" foram na América Latina e num ou noutro país europeu, designadamente a Bélgica.

Com o apertar do cerco proporcionado pelo reforço da cooperação policial e judiciária europeia, a base logística e de refúgio dos terroristas bascos teve que se diversificar, buscando novos pontos de apoio e optando por uma mobilidade acrescida.

Isto mesmo assinalava um relatório da Agência Europeia de Polícia, a Europol, de 2003, chamando a atenção para a probabilidade de acções de pura logística ou de recobro de operacionais da ETA poderem vir a desenvolver-se noutros países europeus.

O envolvimento de duas viaturas obtidas em Portugal em duas acções da ETA, uma abortada em Ayamonte e outra relacionada com o atentado levado a cabo na semana passada no próprio País Basco, estão em linha com esta evolução previsível.

A atenção centrou-se então em saber se haveria uma "célula da ETA" em Portugal, tendo aflorado na comunicação social algumas opiniões dissonantes entre responsáveis policiais portugueses e espanhóis, a qual, expressa em público, não é positiva nem desejável.

Desde logo, porque o perfil de actuação dos terroristas da ETA não faz de Portugal um alvo de acções violentas. Mesmo que hoje a organização terrorista seja controlada por uma nova direcção, mais jovem, inexperiente e radical, não parece que tal corresponda a uma alteração na definição dos alvos.

Em segundo lugar, não é de hoje que Portugal está na rota de recobro de alguns operacionais da ETA. Ora uma das regras do recobro é a descrição, o que passa por não causar problemas nos países em causa. A melhoria das trocas de informações entre as policias ibéricas permitirá quando muito que as autoridades portuguesas fiquem a saber tanto quanto normalmente já sabem as espanholas, mesmo sobre movimentações no território português. O que constitui uma medida sensata, atendendo à abolição dos controlos fronteiriços internos no espaço Shengen.

A questão mais delicada tem a ver com o apoio logístico. Num espaço comum sem fronteiras internas, as acções preparatórias de actos terroristas levadas a cabo num país com o objectivo de atingir alvos noutro país constitui uma ameaça à segurança interna de todo esse espaço comum. Logo não podemos enjeitar as nossas próprias responsabilidades de tudo fazermos em Portugal para prevenirmos acções terroristas que possam ocorrer noutro país europeu, sejam elas de matriz fundamentalista islâmica sejam elas da ETA.

Neste plano, a troca de informações é essencial. Porque alguns actos preparatórios podem não revestir qualquer ilegalidade à luz da lei portuguesa, mas a sua ilicitude resultar dos fins últimos da cadeia de actuação em que se inserem. É o caso do aluguer de viaturas, como o serão as comunicações destinadas a preparar actos terroristas em Espanha. Pelo que haverá que incorporar esta dimensão na nossa própria acção policial, o que depende da matéria de base que seja fornecida pelas autoridades espanholas.

Especialmente delicado e relevante é o controlo de explosivos no espaço nacional, elemento incontornável da cadeia logística de preparação de atentados terroristas.

Usar o instrumento das equipas de investigação conjuntas criado no âmbito da União Europeia há quatro anos, à semelhança do que se passa entre a Espanha e a França, pode representar uma mais-valia para a nossa própria segurança interna.

Obs: António Vitorino reflecte sobre um dos temas que lhe é caro: a segurança estratégica. Duvulgue-se junto do maior número por ser assunto de interesse comum.

Eu não sabia, eu não estava lá. Eu até sou analfabeto, cheguei à Comissão Europeia sem saber como...

MANIAC...**
A ambição de quem não tem capacidade é um crime.
Chateaubriand
Um dos argumentos de Barroso para se esquivar da teia de cumplicidades que criou para alimentar a máquina partidária, foi dizer que desconhecia a origem desse pagamento por conta da dona Somague (mais de 40 mil cts) por uns servicinhos de Pub. que uma empresa prestou ao PSD em contexto eleitoral. Isto também poderia ter sucedido ao PS ou a qualquer outro partido, mormente ao CDS, o partido-Portucale que mai envolto anda em financiamentos ilícitos e que até recebe cheques de pessoas que já morreram, o que é um extremo sinal de inovação contabilística e financeira.
Enfim, aquilo que a doutrina já denominou como contabilidades criativas. Porventura, a integrar o POC do próximo ano e uma referência procedimental para futuros DGCI.
Mas o ponto é este: quando Zé das Fritas diz o que diz, ou seja, quando debita a desculpa mais primária e esfarrapada alicerçada no desconhecimento do financiamento da Somague ao PsD - eu pergunto-me o seguinte:
1. Será que Francisco Pinto Balsemão antes de António José saraiva ser corrido do Expresso desconhecia que o Henrique Monteiro seria o seu substituto?
2. Será que Belmiro de Azevedo desconhece o que se passa no sector da Distribuição em Portugal se o que está em jogo - no momento - são milhões de contos?
3. Será que Ricardo Salgado Espírito Santo desconhece quem são os futebolistas que trabalham com o BES e lá depositam os seus chorudos ordenados (escandalosos, diga-se de passagem, alguns nem o ordenado mínimo deveriam receber)?
4. Será que o Amorim das cortiças desconhece o que se passa no mercado da rolha em todo o mundo a ponto de o fazer perder quota de mercado e, assim, incorrer em prejuízos terríveis capazes de desequilibrar o seu cash-flow empresarial?
5. Será que o Durão barroso é parvo ou, tão somente, quer fazer-nos de parvos?!
Infelizmente, conhecio-o numa Universidade privada para as bandas da rua da Junqueira, e posso certificar que ele é mesmo parvo, além de arrogante e inseguro - que disfarça com a arrogância, claro está, e com aquele trejeito de queixo ao lado empertigado para dar uma pose de estadista de quarto-mundo.
Estes comezinhos exemplos revelam uma coisa: quando se atinge um lugar de topo numa qualquer organização não se pode (nem sequer se deve) invocar o desconhecimento de um procedimento (bom ou mau) para se justificar a correspondente irresponsabilidade. É isto que objectiva e subjectivamente faz o idiota do Barroso. Um político tão medíocre quanto oportunista que conseguiu enganar o eleitorado e os ministros com quem trabalhava simultaneamente.
Mas mais: ele manda avançar o seu peão de brega: o Luís Arnaut que se oferece ao "boi", para logo afirmar que não quer levar marrada (denotando cobardia política); o outro, o tal que está doente, o Vieira de Castro, manda a mulher falar em nome dele (ridículo e caricato, além de irresponsável); e o historiador José pacheco Pereira vem, torpemente, fazer o papel de Instituto Português da Qualidade (IPQ) para certificar as canalhices partidárias cumplices dos players que, ao tempo, riscavam a decisão na S. Caetano à Lapa. Isto mais parece uma ópera bufa..
Paralelamente, Cavaco parece que ainda tem bolo-rei na boca porque nada diz, e o PGR, o tal que confunde os blogues com as "cartas anónimas" (e adianta que "tem uma senhora que lhe faz o serviço", sic) - codifica o processo e normaliza-o por o mesmo não ser ilegal.
E eu pergunto-me: será que a culpa em Portugal continuará a morrer solteira?!
Será que Portugal é a Libéria, o Burkina-Fasso, Angola, a República Centro-Africana ou a Madeira do Alberto João - que só aplica as leis que convém, jogando as outras ao mar!!
Chateaubriand tinha razão: A ambição de quem não tem capacidade é um crime. Um crime político chamado Durão barroso.
Mas isto sucedeu por duas ordens de factores: a) por causa da Guerra do Iraque e à posição de força da República Imperial - à qual se enfeudou barroso através da Cimeira dos Azores, trampolim para a Comissão Europeia com o Tony Blair a coadjuvar nos bastidores; b) e pelo facto de o Portugal-político de então não se ter empenhado a sério em apostar em António Vitorino, pessoa muito mais experiente e qualificada, para presidente da Comissão Europeia.
Com ele no centro de gravidade da Europa - até Portugal estaria hoje bem mais desenvolvido. E barroso, muito provavelmente, seria promovido a administrador-delegado da Somague em Frexos-de-Espada-à-Cinta onde hoje estaria a supervisionar a queda de pontes construídas pela dita Construtora...

MÚSICA DEDICADA AO ZÉ BARROSO - O EUROPEU TRANSFUFA - POR O TÍTULO SE ADAPTAR AO PERSONAGEM

[espero não estragar a música.., Sembello que me perdoe]

**Maniac - de Michael Sembello (Flashdance)

PS: Um sujeito que nunca me viu, não sabe o que faço, o que sou ou o que tenho e quero vir a ser no futuro - envia-me este mail. Deve ser parvo. Deve ser o Barroso, de Bruxelas...

"Hi Friend,

We need to schedule a time to speak right away. It's URGENT we speak ..., I want you on my executive team. I'm in the beginning phase of building a multi-million dollar business from home and I'm lookingfor a handful of sharp people to work with. Make no mistake about this, the income level is SPECTACULAR (like multiple 6 figures)". [...]

Dois traços sonoros que fizeram carreira. Recuperamos a memória e a música

Ain't No Sunshine When She's Gone
(a Isabella Brave é uma miúda esforçada)
Fever - Peggy Lee

Gmail: Behind the Scenes (Final Cut) + L'esibicionista

Gmail: Behind the Scenes (Final Cut)

L'esibizionista

Monica Setta - La giornalista più esibizionista del reame

sexy spot tipe da spiaggia

A Isabella Brave explica como é... Maneiras & etiqueta

Dating Advice for Gentlemen - 3 points

quinta-feira

A Somague e a Lei de Gresham - plo Jumento -

Nota prévia do Macro:
Vale bem a pena ler e reler o Editorial do Jumento d' hoje. Ele reflecte o estado de total desresponsabilização de um partido político liderado por Durão barroso, com os seus vested interest, o empurrar da barriga para a frente para que o tempo faça esquecer e apagar da memória estas golpadas de financiamento ilícito, a ausência de valores e de transparência na vida dos partidos, mormente neste PSD de Zé das Fritas Barroso, qual espécie de "couve de Bruxelas", o encobrimento em cadeia por parte de alguns peões de brega (Arnaut), etc, etc.. Depois queixam-se da abstenção e da apatia e indiferença dos eleitorados face ao escol político que se governa a si (e aos amigos) com isso prejudicando o interesse público e o bem comum.
É que por cada euro ilicitamente recebido pelo PsD da Somague aquele partido dos "antónios pretos e das malas negras e das cartas de condução" está a prejudicar objectivamente cada um dos 10 milhões de portugueses que que pagam impostos e respeitam o estadao de direito e em nada beneficiaram com essa golpada - que só aproveitou Barroso e os sues amiguinhos do partido, os mesmos que hoje o vieram encobrir. Mas nem os 2m de altura de José L. Arnaut (é grande, mas não é grande coisa..) bastam para encobrir o rabinho de palha de Durão Barroso.
Investigue-se e apurem-se responsabildiades. E mande-se depois o relatório para Bruxelas com a pena a aplicar: jurídica e política.
in Jumento :
Quando Durão Barroso chegou à liderança do PSD os cofres do partido tinham meia dúzia de contos e se isso não bastasse o anterior secretário-geral decidiu aumentar o vencimento das secretárias pouco antes de abandonar o cargo. Quando Marcelo abandonou o PSD terá feito o mesmo que os dirigentes dos clubes de futebol, retirou o dinheiro que tinha “investido”. Pouco tempo depois foram convocadas eleições legislativas antecipadas e o PSD lançou uma imensa campanha publicitária enchendo o país com outdoors de excelente qualidade. O PSD de Durão Barroso evidenciou uma saúde financeira invejável. Que se saiba Durão Barroso não é rico e quando chegou ao cargo até estava “desempregado”, portanto, o dinheiro terá vindo de algum lado o que não implica necessariamente que tenha origem menos própria. [...]
- Vale a pena ver as imagens restantes...

Zé Barroso: o grande mentiroso

Foto Jumento
Barroso garante ao Parlamento Europeu que não interveio no caso Somague
29.08.2007 - 11h17 Lusa Durão Barroso escreveu ao presidente do Parlamento Europeu para garantir que não teve qualquer conhecimento ou intervenção no caso do financiamento da empresa de construção civil Somague ao PSD, considerado ilegal pelo Tribunal de Contas. O actual presidente da Comissão Europeia era o líder dos sociais-democratas à época, em 2001.
"De facto, não tive qualquer conhecimento, nem evidentemente qualquer intervenção neste caso, nem em qualquer situação especificamente ligada ao financiamento do partido", escreveu o presidente da Comissão Europeia na carta endereçada a Hans Gert Poettering, a que a agência Lusa teve acesso.
Barroso sublinha que, "nos termos legais e estatutários vigentes em Portugal — na altura dos factos e actualmente — não é da competência do presidente do partido, mas sim do secretário-geral, e do secretário-geral adjunto se lhe tiverem sido delegados poderes, o tratamento das questões de natureza financeira". (..)
Obs: Digamos que o responsável desta negligência de mais de 40 mil cts deve ter sido o porteiro da S. Caetano à Lapa, foi ele que tinha contactos de alto nível com os administradores da Somague, fez as diligências, encaminhou os recursos e adjudicou a empreitada. Os dirigentes propriamente ditos, Durão, Arnaut, Vieira de Castro (que está doente e manda a mulher falar) e conexos abriam as cancelas e a seguir fechavam-nas, serviam os cafés, atendiam os telefones, asseguravam a correspondência e o mais.
Em suma: o maoismo barrosista convertido ao neoliberalismo de pacotilha faz-me supor que -
os oceanos estão cheios de água, os desertos repletos de areia e no Inverno as chuvas são uma constante. Mentiroso aqui só pode ser um: o porteiro, da Europa.
O mesmo que galgou os degraus desse miserável poder através duma guerra sangrenta imposta ao Iraque - feita à margem do CS de ONU e, ainda por cima, com o beneplácito de Zé barroso que fez de cicerone na Cimeira dos Azores. Este foi o seu prémio por ter-se enfeudado à República Imperial.

GERARD BUTLER - KISSING A FOOL - MICHAEL BUBLE - To M.

GERARD BUTLER - KISSING A FOOL - MICHAEL BUBLE
To a Special friend.

Senilidade e o analfabeto

S. é quando compramos um livro e chegamos a casa e ele já lá se encontra, refastelado numa prateleira.
Isto poderia acontecer com os carros, os pratos, as roupas, as mulheres, mas não, isto parece só suceder com os livros. E é isto que me intriga!!
O que um analfabeto diria de tudo isto!??

quarta-feira

Rihanna unfaithful - To - S. Av. + The Secret garden de Barry White e Quincy Jones

rihanna unfaithful

Quincy Jones - The Secret Garden (Sweet Seduction Suite)

A teoria do funeral: uma omnipresença estranha senão mórbida

Anacleto Louçã é o conhecido académico e economista que lidera o BE e no Parlamento "parte a loiça" toda com aquela sua preparação numérica que constrange o Poder e obnubila o insignificante MMendes que, não raro, não passa de simples verborreia ao permitir-se prometer o paraíso na terra por saber, antecipadamente, que nunca será poder.
Aparte isto, ele é uma pessoa qualificada, mas essa qualificação intelectual, cultural e até política, mormente em acções de agi-prop, deveria ter limites e encontar algumas fronteiras éticas. Pois ultimamente ele anda por tudo quanto é funeral, e no átrio das igrejas, onde os defuntos aguardam o sinal da emigração para debaixo da terra, para um jazigo ou para o além, lá está o Anacleto de pescoço erguido mais parece um boneco articulado em busca de palco mórbido - diante da camara de tv dando a sua entrevistazinha. Confesso que já chateia, e no outro dia até o Jumento (de quem esta foto é pertença) sublinhou isso, como que a antecipar o meu próprio feeling - que ora desenvolvo.
Isto até me faz lembrar aquele take, igualmente lamentável, do SLOpes a visitar a campa do Sá Carneiro e a deixar-se filmar diante da mesma naquela sua posição de devoção de falsete a orar pelo falecido, seguida duma entrevista à boca do cemitério. Nesse dia, confesso, vomitei.
Somando um e outro take, apesar do Anacleto ser mais reincidente neste tipo de cerimónias fúnebres, pergunto-me se não estaremos diante uma nova forma de fazer política para, desse modo, gerar uma compaixão contagiante junto da opinião pública e, assim, as ditas carpideiras entrarem melhor nesse tal sub-consciente colectivo que faz da memória um lugar do voto que pode, a prazo, reproduzir-se (e ampliar-se) em contextos eleitorais?! Ou talvez não..., pelo efeito de boomerang que gera nas pessoas que não são parvas e sabem "filtrar" os comportamentos e condutas políticas.
Dito isto, desejaria perguntar ao frenético Anacleto Louçã se também vai ao funeral do empresário do Norte que foi baleado no outro dia, e se sim daqui gostaria (também) de saber se já preparou o discurso.
Por vezes penso que o hemiciclo, as sedes partidárias e demais forúns de guerrilha politico-partidária se transfere em peso para os átrios das igrejas. O que os mortos diriam se, nesse caso, pudessem abrir a boca e exprimir o seu último desejo?!
Por mim, não terei dúvidas acerca das (hipotéticas) respostas...

A noite do Norte "mafiosou-se" e agora resolve diferendos aos tiros. É a lei da morte e da omerta...

Violência: Medo instala-se no Porto (in CM)
Depois desta morte é de temer tudo
Nota Macro:
SE ESTÁ A PENSAR IR DE FÉRIAS PARA O NORTE E DIVERTIR-SE NA NOITE PENSE DUAS VEZES...
Obs: Julgo que não será apenas a quota de mercado, mas as motivações passionais imbricadas neste negócio da noite que leva a este tipo de resultados com perdas de vidas. A inveja, o ciúme e o desejo de vingança transforma aquilo que deveria ser um momento de lazer num funeral pegado, que agora terá a respectiva retaliação.
Meter os PSPs todos a dançar nas discos também não me parece solução. Deixá-los dentros dos carros a multar os automobilistas (numa autentica caça à multa) também não, ou a fazer serviço burocrático nos quartéis... Afinal, onde é que andam as autoridades, será que vão todos jogar roleta russa para os casinos em vez de patrulhar as noites perigosas do Norte?!
Este regresso aos anos 20 duma América da lei da rolha, à lei (siciliana) da Omerta e à impotência das autoridades policiais nacionais - que actuam sempre à posteriori, preocupa-me. Eles chegam sempre depois do crime, sendo que o seu papel deveria dissuadi-los, i.é, serem preventivos e até terem pessoal infiltrado "na noite" que pudesse servir de antena estratégica em relação ao que se vai passando.
Mas nunca fazem o que se impõe, o que revela um grave défice de formação e de actuação das policiais em Portugal. Apesar de já não serem os barrigudos a cheirar a alcool quando falam com os cidadãos também ainda não atingiram o nível de destreza mental de saber lidar com o perigo, os riscos e as ameças emergentes da nossa sociedade.
Nunca me esquecerei que um dia, pelo ano de 1997 - fui multado por um sr. agente que mesmo a três metros de mim tresandava a vinho daquela boca. Oxalá não fosse ele o condutor e que o seu colega também não estivesse semi-embriagado. É triste dizer isto, mas é a verdade, ainda que pontual.
Até dá vontade de perguntar se alguns desses agentes (repito e sublinho, alguns) antes de desempenharem fielmente a sua missão de segurança também andam na noite...

Preço do livros escolares acima da inflação. A barraca anual ante a gula dos editores...

Perante este escândalo anual dá vontade de inventar livros de pedra, assim os editores já não poderão justificar o aumento inaceitável com o crescente preço do papel...
O preço dos manuais escolares aumentou 3,1% e metade das disciplinas vai passar a ter dois manuais, o que significa que quem tiver dois filhos a estudar vai gastar, no mínimo, 300 euros. Uma despesa que aumenta em anos mais avançados chegando mesmo aos 400 euros no 12º ano. À factura acrescem ainda os livros de apoio e os cadernos de actividades, que em média fazem subir os encargos em 40 euros.
De acordo com a «Agência Financeira» os preços não variam apenas conforme as editoras, mas segundo os estabelecimentos de ensino e as regiões. Se compararmos manuais de cidades como Lisboa, Porto e Faro encontramos uma diferença significativa de 15 euros nos livros do quinto ano.
A publicação online garante ainda que comprar através da Internet pode sair até 20% mais barato, durante as campanhas de livros escolares. Na livraria on-line do grupo «Porto Editora», por exemplo, as encomendas de manuais registam nesta altura um aumento superior a 50%, em relação a igual período do ano passado."
Obs: Livros de pedra poderá ser a solução... Se os portugueses já têm cada vez menos filhos com esta carestia que dificulta imenso a gestão do orçamento familiar, então agora é que os portugueses se reproduziram menos, ou deixam de ler ou não comem.
Apesar de eu ter a sensação que cada vez fazemos menos amor (agora é tudo on line), lemos pouco e mal (a avaliar pelos índices de ignorância que campeia por aí) e também não comemos bem, dados os indicadores de obesidade mórbida que atinge as crianças e os adultos em Portugal.
Portanto, perdemos em toda a linha: talvez com os livros de pedra esta realidade possa mudar, apesar de desconhecer a tecnologia de os fazer e de virem a ser demasiado pesados.
Instalar um chip na nuca de cada criança ligado directamente às empresas editoras e à 5 de Outubro também me parece uma péssima solução, v.q., que apontaria para uma eloctrocução imediata. Resta mesmo a solução mais pesada, o recurso aos livros de pedra...

Sinais dos tempos - por Santana Castilho -

Sinais dos tempos [in Público, 28 Agosto 2007]
Santana Castilho*
1. O primeiro-ministro, naquele seu jeito pesporrento de quem cuida dos súbditos graças a iluminação divina, anunciou mais um favor: o pai Estado garantirá empréstimos bancários a todos os que queiram cursar o ensino superior. Sem garantias patrimoniais. Sem fiadores particulares. A 6 por cento de juros, em média, considerando valores actuais, e, ainda por cima, com descontos para os melhores alunos.
A medida, há muito referida mas nunca concretizada, havida globalmente como positiva, merece reflexão quanto a efeitos práticos facilmente antecipáveis. Com o endividamento desproporcionado por referência aos proventos da sociedade portuguesa, com o desemprego que atinge os jovens e continua a crescer particularmente no grupo dos licenciados, como poderão ser pagos os empréstimos em análise? O sistema prevê um ano de carência, após a conclusão dos estudos. Feitas contas genéricas para o montante máximo possível, chegaremos a valores de reembolso próximos dos 500 euros mensais. Será isto exequível com as negras perspectivas do desemprego jovem? Este modelo, decalcado da sociedade americana, será adequado para a nossa? Mariano Gago, que referiu cerca de duzentos milhões de euros como montante médio garantido pelo Estado quando o modelo entrar em “velocidade de cruzeiro”, já não estará em funções na primeira hora da verdade. Mas os sempre espoliados contribuintes não terão como escapar. Se os doutores não pagarem, eles pagarão. Porque a banca, essa, não perdoará receber.
Uma segunda vertente que me causa perplexidade radica na minha militante descrença sobre o que os políticos dizem. Sócrates e Gago garantiram que não baixarão os apoios sociais aos mais carenciados e que este modelo de empréstimos se somará às bolsas de estudo existentes. Mas por que hei-de eu acreditar em quem já fez hoje o contrário do que prometeu ontem? Em quem não cumpre os compromissos públicos que assume? Em quem só tem promovido politicas de corte de benefícios sociais, mesmo nas áreas mais vitais da condição humana? Esta medida é para mim a anestesia antecipada e efeito longo da lógica de Bolonha: desresponsabilizar o Estado do financiamento do ensino superior público que, paulatinamente, vai passando do serviço ao conhecimento para o serviço à omnipresente economia de mercado. Sinais dos tempos, que o futuro confirmará.
2. O novo Regime Jurídico do Ensino Superior foi promulgado, sem surpresa, pelo Presidente da República, apesar da rejeição de todos os partidos da oposição e das criticas da comunidade universitária. A pressa e a obstinação dos que têm da democracia apenas uma vaga visão formal impediu que um diploma tão importante como este reunisse o mesmo consenso que se verificou a quando da aprovação do que o antecedeu, há vinte anos. Como vão os académicos aplicar uma reforma que criticam e na qual não se revêem, que institui um modelo rígido, que domestica pelo mercado quem deveria ser dele sempre independente? Oportunidade perdida. Sinais dos tempos, que o futuro condenará.
3. Mariano Gago apresentou ao país, como mudança muito significativa para a qualidade do ensino, a circunstância de nenhum curso superior poder funcionar sem ser avaliado e acreditado. Esta distracção do cientista de mérito, agora ministro, como se os cursos que têm funcionado pelo país inteiro fossem clandestinos e não estivessem “acreditados” nem nunca tivessem sido avaliados, justifica-se, talvez, pelo provincianismo que embrulha em modernismo e eficácia mágica a nova Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior. Gago está excitado por ter criado uma “fundação de direito privado” e um “sistema reconhecido em termos europeus”. Eu fico preocupado por ver o Estado alienar uma após outras as suas responsabilidades primeiras e os seus agentes confundirem velocidade com toucinho. O debate sério sobre os critérios em que deve assentar um modelo de avaliação do ensino está por fazer e seguramente que não se reduz à nacionalidade dos avaliadores, muito menos ao selo de garantia da Europa. Sinais dos tempos, que o futuro esclarecerá.
* Professor do ensino superior
Obs: Santana Castilho faz contas à vida..., dos estudantes e não chega a conclusões brilhantes (para os estudantes, claro). Parece que mesmo após o ano de carência, e ante a dificuldade de os licenciados arranjarem um emprego estável e razoavelmente remunerado para pagarem a dívida à banca, o Estado - querendo ajudar (à americana, onde a moblidade social e o crescimento são maiores) acaba por complicar a liquidação à banca dos respectivos empréstimos. We shall see...
E se forem empréstimos junto do bcp - a ajuizar pelo andamento daquele regabofe - os juros ainda serão capazes de disparar..., a fim de pagar os chamados "custos de contexto" (uma expressão muito querida a Miguel de Cadilhe quando dirigiou a API, hoje liderada por Basílio Horta que não se percebe o que faz e por onde anda) da actual barraca que se vive na instituição.
Seja como for, nunca sei se fico mais pessimista antes ou depois de ler os realistas artigos de Santana Castilho, mas se a realidade é já assim tão má custa-me a crer que seja Castilho que inventa tudo isto só para ela ficar ainda pior. Reflicta-se, portanto.
Aquela ideia do banquete de Agostinho da Silva segundo a qual a Educação deveria ser gratuita, em que as pessoas se poderiam servir a toda a hora, como num posto de abastecimento de combustíveis agrada-me bastante. But...

Mais uma desarticulação em MMendes.

"Que me lembre nunca um líder do PSD se preocupou com as muitas pessoas competentes que vi serem saneadas por Governos daquele partido, nalguns casos, como sucedeu com o director-geral dos Impostos no tempo em que Marques Mendes governou ao lado de Durão Barroso e Ferreira Leite, o PSD não só saneou com ofendeu em público.

Marques Mendes não tem autoridade moral para visitar alguém que considera saneado o que, nos termos da lei, nem sequer é o caso pois Dalila Rodrigues não viu a sua comissão ser interrompida por motivos políticos. Seria bom que alguém recordasse a Marques Mendes que este governo foi obrigado pelo tribunal a pagar indemnizações aos dirigentes que o governo do PSD saneou.

Portanto, desta vez não é propriamente um Sansão que vai ter com a Dalila, digamos que não passa de um Dansãozito que faz política com coisas menores".

Obs: Digamos que desta vez nem com pilhas Duracell o boneco voltará a mexer... Ficou-me, contudo, uma dúvida: aquele pedido de idemnização seria referente aquela purga colectiva da Segurança Social e por fax emitida por um ministro da quota do Paulinho das feiras ou a outra circunstância do governo barroso (?) o 2º pior depois do de santana lopes, também da sua responsabilidade.
E é por tamanha incompetência que o dito maoista recem-convertido às regras do Consenso de Washington recebe prémios na Europa por causa do clima. Deve ter sido pelo clima de cortar à faca que semeou na S. Caetano à Lapa quando zarpou para Bruxelas que fez com que o mesmo boneco com pilhas Duracell não volte a mexer.
Quanto muito fará bodyboard impulsionado com alguma onda à boleia das braçadas do Marcelo no mar do Guincho até Carcavelos em 10 min. Ou menos... se for rebocado por alguma lancha rápida. Não das da autoridade costeira, mas das dos "cocaineiros" - cujas lanchas são bem mais rápidas.
Em suma, a Dalila vai regressar ao Norte. Pois fica aqui o conselho do Macro: não vá para o NOrte, porque aquilo por lá está perigoso, na noite perdem-se muitas balas, sugerimos o Sul, apesar de Albufeira - com o Silvias, o Sete e Meio (na praia dos Pescadores), o Silver Screen, o Kiss, o Summer Time também já não são o que foram.
Ó Dalila porque não vai até à linha do storil, para lá da Cruz Quebrada já é chique. Chique a valer!!!
Ou então até Benfica...

Alexander O'Neal - Criticize - e Junior - Mama Used to say...

MAIS DUAS CORES DO ARCOS-ÍRIS SONORO DA DÉCADA DE 80...
Alexander O'Neal Criticize
Junior - Mama Used To Say

terça-feira

Versão do Plano Tecnológico..., na Índia e a força (e a velocidade) com que a Anaconda mata

Most Incredible video! A Baby V/s a Cobra!

Anaconda crushing force at 90psi?

Contrastes: Charles Aznavour - La Boheme e Mas que Nada, Sérgio Mendes

Duas pérolas sonoras que não sei se são loucura, vontade de chorar ou somente fomento à natalidade neste tempo que passa...
La Boheme
Atenção: "Este samba tem misto de marakatú..."
Sergio Mendes & Brasil 66 - Mas Que Nada

Jumento analisa a romaria em que se converteram as Assembleias Gerais do BCP. Um regabofe digno dum Club de 3ª Divisão

Amén
A escolha desta troika de fotos é nossa, o editorial do Jumento - que deixou a letra "t" no início do texto para, eventualmente, enviar algum sinal ao advogado do representante minoritário das suas acções no bcp. É uma análise eficiente e incisiva, apesar do "t"...
"Millennium: no melhor pano cai a nódoa
t O espectáculo dado pela luta pelo poder no Millennium é digno das piores assembleias dos clubes de futebol, há muito que deixou de haver verniz nas unhas de alguns dos nossos mais distintos empresários. Quem esperaria que numa assembleia de um banco que foi “obra de Deus” se falassem em missas, ordenados abusivos ou despesas sumptuárias? Aquele que era um banco de onde nada transpirava tem agora as janelas escancaradas permitindo aos portugueses conhecer melhor as suas elites empresariais.
O que está em causa no Millennium é uma única coisa: dinheiro e dinheiro é uma coisa que os grandes accionistas de um banco podem ganhar de múltiplas formas, desde a valorização especulativa das acções na bolsa à partilha dos bons negócios atraídos por um grande banco, passando pelo acesso fácil a dinheiro barato para novos investimentos.
Nesta guerra tem sido evidente a luta entre os que querem ganhar dentro do banco e os que preferem ver as suas acções valorizadas na bolsa. Para grupos como a Teixeira Duarte o investimento no Millennium significa uma grande segurança financeira e o acesso a dinheiro barato. Para accionistas como Joe Berardo o investimento no Millennium será rentável se este puder ficar exposto a opas que valorizem o seu dinheiro de forma exponencial.
Se o BPI tivesse tentado vingar-se da opa oportunista lançada pelo Millennium não teria conseguido melhor, os que se mantiveram em silêncio quando imaginaram comprar o BPI barato estão agora a abrir as portas a uma opa sobre o próprio Millennium. E como se isso não bastasse, a participação do BI no capital do Millennium é suficiente para influenciar as decisões nas assembleias gerais deste banco. Teve razão Artur Santos Silva quando a propósito da opa do Millnennium sobre o BPI afirmou “no passarán”. Não só não passaram como a Opus Dei poderá estar a enfrentar um dos seus piores momentos em Portugal e tudo por causa do pecado da gula.
Este reality show rodado dentro do maior banco privado português tem-nos permitido conhecer como se movimento alguns dos nossos “ricos”, como ganham dinheiro, como e porque se preocupam com a manutenção dos centros de decisão em Portugal. O Millennium é uma imensa máquina de fazer e atrair dinheiro, conta com um imenso poder, gere uma grande teia de influências, conta com antenas em serviços do Estado estratégicos como é o caso do fisco onde os seus “empregados” conseguem o que querem.
Controlar a gestão do Millennium não significa apenas ganhar, ter e controlar muito dinheiro, significa também ter muito poder dentro do banco e nalgumas estruturas do Estado.
De fora ficam os pequenos accionistas, o valor das suas acções está condicionada pelo poder dos grandes accionistas, não acedem às benesses dos paraísos ficais, não beneficiam dos favores fiscais geridos pela rede do director do contencioso fiscal, não ganham com os negócios do home banking, são, tal como todos nós, meros espectadores do reality show dado pelos senhores da Opus Dei e por alguns dos notáveis do nosso capitalismo de trazer por casa".
Obs: Mande-se cópia para a Prelatura do Campo Grande e para os Conselhos de Administração da Somague e afins, PTP e Jardim Gonçalves que, segundo, Big Joe Berardo, há muito que já deveria estar num retiro de Terceira Idade no Restelo.
Ainda bem que os meus milhões não estão naquele banco, pois qualquer dia investir no bcp seria como um bom chefe de família mandar os seus filhos tirarem uma licenciatura de engenheiria na Universidade Independente. Os custos são certos, os resultados incertos.

Evocação de Agostinho da Silva

Por vezes a vida não passa dum mar de leite, mas nele distingue-se um ponto azul muito luminoso, aqui lembrado através deste up-grade do clássico de Joe Dassin - pela vox de Willy Denzer.
Willy Denzey - Et Si Tu N'existais Pas (www.bmj.c.la

Nota transtemporal:

Regressamos às profundezas para não esbulhar a memória das gerações mais velhas, hoje na casa dos 60 anos. Entre a versão original e a trave-mestra que originou o up-grade resulta uma esquizofrenia difícil de resolver: a versão original diz menos às gerações mais novas, ainda assim é a semente; o remix diz mais às gerações mais novas e tende a ocultar as fontes. Ora isto é assim porque a nossa esperança média de vida anda na casa dos 75 anos. Quando ela dobrar o velho passa a ser novo, e o novo nunca deixará de o ser. Até lá - uns vão acertando contas na contabilidade geral da memória; outros vão morrendo que nem tordos, perguntando-me se para onde vão também haverá música.

Joe Dassin - Et si tu n'existais pas

Mais uma reflexão de Bertrand Russel - dedicada aos nossos politicos -. Seguida do lazer maravilhoso do Rio

REFLEXÃO DO DIA: ENTRE O CONFORTO E A IMPOTÊNCIA
A dado passo da sua obra filosófica, histórica, psicológica e politológica Bertrand Russel tem uma tirada genial sobre o cinismo, tão frequente no Ocidente, entre os jovens mais cultos de ambos os sexos, e tal decorre, segundo ele, da combinação de duas coisas: do conforto e da impotência. Da impotência porque dá às pessoas a impressão de que nada vale a pena ser feito e o conforto porque torna suportável esse sentimento doloroso.

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Icaraí Beach in Nikiti, Rio de Janeiro State - Des'ree Fire

Queen - We are the champions - um pouco de triunfalismo não fal mal...**

UM CAMPEÃO MUNDIAL PORTUGUÊS NO TRIPLO SALTO [LINK]

Nelson Évora é (já) o Homem-Kangurú)))

** E assim aproveito para evocar os Queen e, por extensão, felicitar Nelson Évora pelo seu feito atlético no triplo salto, um recorde mundial. Não é todos os dias, nem todos os anos, nem todas as décadas...
Queen - We are the champions

Gibóia engole um hipopótamo e adjacências...

snake swallowed a hippo
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Coelho tenta fazer o mesmo a MMendes. Conseguirá!?
Que maldade!!! Se o Meneses vê este post - ou melhor o assessor que lhe faz o blog - desata a copiar sem citar a fonte, como é seu timbre. Deve ser um blog "nortista", certamente. Nortista ou autista!? António Vitorino nas suas Notas Soltas diz que é "populista", e acertou.

Princess - After The Love Has Gone

Princess - After The Love Has Gone

segunda-feira

Confissão - por Mário Quintana -

Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!

PS: Dedicada ao génio brasileiro.

Notas Soltas de António Vitorino - com um cheirinho a Triplo Salto de "kangurú" dado por Nelson Évora. O herói do momento

Foto Macroscópio - que reflecte bem as "rasterinhas" jornalísticas que Judite prega a AV - e a que este dá a volta, sai por cima e baralha de novo.
António Vitorino tem tanta sorte que assim que regressa de férias e arranca com o Notas Soltas tem logo uma excelente notícia desportiva para dar, com a medalha d' ouro conquistada pelo triplo salto de kangurú de Nelson Évora. É claro que AV fazia votos para que esse efeito positivo se contagiasse ao governo, à sociedade e à dinâmica que tem faltado em Portugal entre a iniciativa privada dos cidadãos. Digamos que foi ao mesmo tempo um elogio de mérito ao Nelson fugindo-lhe, também, o pensamento para a verdade em relação ao escasso desenvolvimento que ainda tolhe o País. Ou seja, o Nelson terá ainda de dar um salto maior.., e nós com ele. Fica o aviso para Socas.
Depois vieram os vetos de Belém e as relações com S. Bento (revelando que o checks & balances funciona), e aqui apenas destaco o veto ao diploma que regula a actividade jornalística, que o governo agora terá de alterar e conformar-se com uma posição mais tolerante e menos interventora no sector. Porque uma coisa é a ríspidez por vezes petulante do sociólogo do Norte e ministro da pasta, cujo nome agora me escapa, outra bem diferente deverá ser a posição do governo em relação ao sector dos media em geral. Fez bem Cavaco em ter vetado o diploma, e melhor Vitorino em ter assim opinado.
O que prova que o analista, apesar de ser da área do governo em funções, não faz fretes ao PM como, não raro, vemos Marcelo fazer relativamente a MMendes, na esperança vã - de que este um dia se sente no cadeirão de S. Bento. Nem levado ao colo por Cavaco, quanto mai por Marcelo que, consoante o estado do tempo e as indicações meterológicas, muda de opinião.
Sinalizo mais uma curta em relação ao PsD: entre a continuidade das políticas de oposição mais credíveis e a manipulação das emoções de pendor populista encabeçadas por L.F.Meneses, AV votaria naquela proposta. E eu digo: por este apoio de peso é que MMendes não esperava em vésperas de congresso. Já ganhou o dia, até porque vale mais este apoio de AV (mesmo sendo do PS) do que o apoio explícito de Marcelo (sendo do PSD).
Portanto, António Vitorino sabe bem o que pensa e o que diz, pois acabou de "votar" (ainda que indirectamente, apesar das rasteirinhas de Judite) em MMendes, que ganhará sem dúvida as directas, e ganhando-as será o candidato a PM contra Sócrates nas eleições legislativas de 2009. E se Sócrates não cometer muitos erros tal significa que teremos novamente Sócrates em S. Bento por mais 4 anos (restando saber se com maioria absoluta se relativa) com a S. Caetano à Lapa em busca de novo líder daqui por dois anos.
Diria a rematar: mas que grande amigo MMendes ganhou no Notas Soltas de hoje à noite, dia de medalha d´ouro de Nelson Évora, que acabou por balizar a notícia do dia ante a romaria em que já se converteram as toscas assembleias gerais do BCP (mais para mostrar o novo look de Big Joe Berardo e os últimos modelos da Mercedes) do que para normalizar a vida da instituição. BCP que qualquer dia é opado por um banco que queira rapidamente fazer mais valias.
PS: MMendes não se pode queixar por mais este apoio de peso, até porque António Vitorino não é candidato à liderança do PSD. Para quem tivesse dúvidas...
Mas, em nosso entender deveria - em nome dos elevados interesses do País, ante a erosão e desilusão que campeia no PSD.
PS1: Estamos a pensar enviar a foto supra para Cannes para o melhor prémio de fotografia ou doutra rúbrica. Talvez "análise".

Os lares de Terceira Idade no III milénio

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A 4ª IDADE DANÇA AO SOM DE JAMIROQUAI EM 2040: COSMIC GIRL E VIRTUAL INSANITY EMPRESTAM O MOTE SONORO...
UM EXERCÍCIO INTELECTUAL PROSPECTIVO DE NATUREZA FALÍVEL. MAS A VIDA TAMBÉM É UM ERRO...
O que serão os lares de Terceira Idade daqui por 20-30 anos? Esta é a pergunta que tentarei responder nesta simples reflexão, em boa parte induzida por reflexão anterior e também por sugestão da amiga "Hemy" que também valora o assunto numa perspectiva de médio e longo prazo. E a médio e longo prazos, como diria o economista John M. Keynes, estaremos todos mortos. Se não estivermos, a outra certeza é que cá andaremos a pagar impostos ao Estado que os esbulha legalmente, o que não deixa de ser estranho.
Mas logo que equacionei que ideia ou conceito assumiriam os lares de Terceira Idade (TI) em 2030/40, lembrei-me do argumento do filme Voando sobre um ninho de cucos - majistralmente interpretado por Jack Nicholson. Um bem disposto ladrão de segunda que é internado num hospital mental do Estado, e com um estado de espírito rebelde contagioso vai rapidamente desestabilizar a rotina da sua enfermaria.
Daí ter equacionado esta reflexão: como serão os lares de TI nas pessoas da minha geração. Lares que mais se parecerão com autenticas discotecas ambulantes, com Dj´s pirados, velhos malucos e enfermeiras ainda mais loucas. Tudo num ambiente polar e algo esquizofrénico em que os utentes descobrem que, afinal, estar dentro do lar é mais seguro que ficar em casa dos filhos que também já não os querem ter ou os rejeitaram de forma desprezível, denotando o que o capitalismo neoliberal lhes fez ao longo da vida.
Mas isto será - previsivelmente - assim porquê? Bem sabemos como são desastrosas as relações pessoais hoje em dia. Relações rápidas, fogosas, hiper-interesseiras, de desgaste intensivo animadas por um amor gasoso sem projecto nem consistência. O seu prazo de validade é curto a avaliar pela esperança média de vida dos casamentos - que redundam em divórcios, muitos deles litigiosos e que já vêm de segundas e terceiras vidas, todas elas maradas.
É natural que estes trajectos pessoais e familiares destruam a identidade das pessoas, as mesmas que depois se convertem em "lixo humano", uma espécie de fast food com um refugado que passa a ser cozinhado 30 anos depois nos tais novos lares de TI - e que só podem atingir um elevado poder de explosão social. E o problema é que tudo isto, também mercê da evolução da medicina e das profilaxias, irá rebentar nos novos lares daqui por 20/30 anos.
Os lares exctasy, cheios de pedrada e animados por novos conceitos de modernidade social - em que por o companheiro ideal não existir a traição, a sacanagem, a vingança, a fúria interpessoal marcará a tónica do dia nesses novos (velhos) espaços societais que configurarão uma versão mais virulenta do filme Voando sobre um ninho de cucos - quando os actores descobrem que, afinal, a vida lá fora oferece mais riscos e ameaças do que dentro do hospital psiquiátrico.
Ou seja, antevejo que a vida nesses novos lares seja uma perdição diária, uma vivência altamente incerta, precária, assustadora em certos casos - com os idosos a consumirem drogas emergentes e a dar cabo das instalações, deixando o pessoal da enfermaria e da segurança social - e o restante que apoia nessas infra-estruturas sociais - à beira dum ataque de nervos. Porque os ritmos de exigência serão mais intensos, a longevidade dos novos idosos será maior em 2030/40 - e ou todos alinham com todos nessa nova fúria colectiva, ou acabará tudo à pancaada com os comprimidos Viagra a voarem pelos ares dos jardins desses novos espaços de acolhimento que, na altura, terão certamente um novo conceito de arquitectura. E alguns continuaram a ser construídos dentro das cidades, como os aeroportos, assim serão mais caros e barulhentos, para ajudar à loucura geral que se pretende..
Porque essas pessoas vieram de casamentos fragmentados, levaram experiências de vida estilhaçadas, muitos deles não tiveram um emprego certo e viveram até aos 40 anos em casa dos pais - e por eles eram controlados a dar a queca nos seus quartos visto que eram surpreendidos pelos progenitores nessas idades, alguns tiveram problemas de consumo de drogas e de alcoolismo - o quadro global dos relacionamentos torna-se, portanto, frágil e o sacrifício, amor, carinho e compreensão que era suposto ter-se pelo parceiro da relação é completamente posto de lado em nome dum narcisismo feroz.
De modo que a vida nos lares de TI daqui por uns anos será, em nosso entender, uma autêntica selva, um desgoverno na cidade e na província cujos berros se ouvirão nos céus, porque as contradições (interpessoais, então amplificadas) serão mais gritantes, ainda que a dor esteja diluída em pequenas doses de indiferença suavizada por speeds que na altura a indústria farmacêutica - que sempre soube ganhar dinheiro à custa dos otários - irá colocar no mercado em quantidades industriais prometendo o paraíso na terra.
Como consequência deste quadro previsível de fragilidade social iremos ter - dentro do lares de TI - tantos relacionamentos como os que tivemos no passado, alguns ainda mais virulentos e estéreis, os telemóveis (na altura mais pequenos, leves mas também mais cortantes) continuarão a voar sobre algumas cabeças, outros acertarão na testa dos visados. Tudo num ambiente em que nenhum dos parceiros fará concessões ao outro, o amor também já é uma palavra vã - porque demasiado tarde para acontecer - um projecto desanimador porque os corpos também já não respondem com o fulgor de outros tempos.
Consequências de toda esta falência humana? Potenciação do egoísmo, do narcisismo, maior amargura entre as pessoas, maior sensação de futilidade social, intensificação do risco, da ameaça e do medo, virtualização geral das relações - mesmo quando as pessoas se tocam físicamente. Isto para além, como constato na qualidade de observador social atento, de um aumento da homosexualidade - especialmente entre as mulheres - emboram o façam de forma não declarada porque sabem ser uma prática ainda socialmente rejeitada.
Últimamente, tenho registado isso em pequenas mas densas doses de "desvio social" (este termo deverá ser relativizado ante o novo quadro de modernidade social, ao qual eu não adiro, mas respeito) que terá como efeito, objectivamente, uma diminuição da apetência para a natalidade. E o mais grave aqui é que essa (crescente) homosexualidade feminina (seja no meio urbano seja nas cidades de província e do interior mais profundo) não deriva duma soi-disant presdisposição genética para tal, mas decorre duma frustração acumulada de casamentos que as faz pensar que o problema reside mesmo no homem, sendo que a escapatória culmina numa fufice desenfreada e num jogo de esquemas múltiplo a que recorrem sob a capa de aparência de normalidade. E assim vão vivendo, enganando os pais e a comunidade/sociedade, pensando que iludem (alguns) amigos, enganando-se também a elas próprias. Pobres criaturas... deste novo experimentalismo social de laboratório de vão-de-escada.
Será tudo isto, em meu entender, que balizará o quadro de relações dos velhos que o serão daqui por 20/30 anos, sendo certo que as suas histórias contadas aos seus netos serão povoadas de narrativas desastradas, de pormenores de sobrevivência, de indicações de marginalidade e de marginalização, em suma, de uma mega-narrativa capaz de deixar doente qualquer netinho que à soleira da porta ouça aquelas passagens dos seus avós loucos que viveram a geração da globalização infeliz passada no final do séc. XX e transitada para o III milénio - balizado pelo tal lixo humano, pelo dinheiro, pelas pessoas vistas como meras mercadorias - comprometendo com isto o futuro do próprio Homem e da Humanidade.
Sem nos apercebermos, pelo modelo de relacionamento social que estamos cabotinamente a cultivar entre nós, estamos já - hoje - a contribuir de forma determinante para esse descalabro social. E 2030/40 fica já alí, ao virar da esquina.
Porque hoje a fisiologia das percepções e do Tempo que passa, a natureza veloz das tecnologias e o estilo de vida obriga-nos a viver mais depressa, e isso faz com que também "o tempo perca o esplendor e o ritmo cadenciado doutros tempos" e se afigure hoje como um Ferrari decadente que nos leva para a porta do cemitério bem mais depressa.
PS: Esta reflexão é dedicada à geração dos homens e das mulheres que nos anos 2030/40 serão os novos velhos de Portugal. Os mesmos que irão "partir" os lares de 4ª Idade nesse tempo: um tempo novo, mas mais sofrível.
PS1: Quanto à música que então se ouvirá creio que será muito Jamiroquai: Cosmic girl e virtual insanity. Aqui as colocaremos logo que seja possível.

Jamiroquai, Cosmic Girl

Jamiroquai - Virtual Insanity MV

"Boa noite" - há sempre um momento de bater com a porta

" Boa noite" - é mais uma peça em parceria luso-brasileira que sobe à cena numa sala de Teatro perto de si... A chávena da esquerda é de RGS a da direita é o "Lusitano".

Infelizmente não consegui identificar a autoria desta bela imagem. É daqui até ser reclamada.

O paradoxo do Estado português - por Francisco Sarsfield Cabral -

O paradoxo do Estado português
(in Público, 27 de Agosto de 2007)
O marxismo prometia acabar com o Estado. Mas só depois de uma ditadura, para eliminar os exploradores. Assim surgiu o Estado totalitário soviético.
Os liberais também não gostam do Estado, que alguns pretendem mínimo. A ideia de limitar radicalmente o poder político já circulava há mais de um século, quando a despesa pública no conjunto dos actuais membros da OCDE não chegava, em média, aos 13 % do PIB. Em 1937 essa média estava em 23 %. Mas em 1980 atingia os 43 %. Depois, a “revolução liberal” (no sentido de favorável à economia de mercado), que Reagan e Thatcher simbolizaram, o mais que conseguiu foi travar o ritmo de crescimento dos gastos do Estado (46 % do PIB em 1996, na OCDE). Com o envelhecimento da população nos países desenvolvidos, obrigando a financiar com impostos boa parte da segurança social e dos cuidados de saúde, tudo indica que o peso do Estado na economia não irá diminuir no século XXI.
Mas, sem cair em fantasias de Estado mínimo, em Portugal há que exigir maior eficácia na aplicação do dinheiro dos contribuintes. O nosso Estado é fraco e ineficiente, mas quer incessantemente aumentar, sem critério, as suas áreas de intervenção.
O centralismo na educação foi reforçado no ensino superior. A actual lei das rendas multiplica as intervenções administrativas. Com tal pesadelo burocrático, o arrendamento não anima e os portugueses continuam a endividar-se para terem casa. E mantém-se o apego dos governantes às “golden shares” e outros instrumentos de intervenção, permitindo-lhes “jogar ao Monopólio” com as empresas.
Na comunicação social a tendência governamental é para interferir em tudo. O que já levou à não promulgação do Estatuto de Jornalista pelo Presidente da República. O Presidente apelou a “uma lógica de auto-regulação que garantisse, quer às empresas de comunicação social quer aos jornalistas, um maior espaço de liberdade e de flexibilidade no acesso à profissão”. Aliás, nesta área o mais grave ainda está para vir, com a projectada lei sobre concentração nos “media”, que também permite “interpretações divergentes” (criticadas pelo PR no Estatuto). Ora a ambiguidade das leis, voluntária ou não, é uma porta aberta às intromissões arbitrárias dos poderes públicos.
No essencial, onde o Estado português se deveria concentrar, ele falha rotundamente. As leis só às vezes são cumpridas, parecendo ter mero valor indicativo (como denunciou Jorge Sampaio, quando Presidente da República). Há dias, a GNR não impediu, embora avisada, a destruição de uma plantação legal de milho transgénico no Algarve. Ninguém respeita os PDM e as áreas ditas protegidas. A construção caótica está à vista de todos. Os interesses particulares prevalecem sobre o interesse geral, que o Estado deveria assegurar.
Em proporção, não temos menos operadores na justiça do que a França, mas a ineficácia do nosso sistema judicial é conhecida. Na educação, em percentagem do PIB Portugal gasta mais dinheiro público do que a média europeia, com os resultados que se conhecem. A despesa do Estado português na saúde é de 7,4 % do PIB, contra a média de 6,5 % na OCDE.
A despesa social não conseguiu evitar sermos o país mais desigual da UE. E que as desigualdades aumentem. Um Estado sem autoridade prejudica os mais fracos. A lei da selva favorece quem tem poder.
É certo que o actual governo está a pôr ordem nas finanças do Estado, reduzindo o défice orçamental (abençoadas regras da moeda única, que a tal obrigam...). Ainda bem, até para virmos, um dia, a ter níveis aceitáveis de protecção social. Mas, em contrapartida, a ânsia regulamentadora do Governo aponta para alvos errados e ignora a inépcia do Estado.
Só na aparência é paradoxal que um Estado fraco seja tão intervencionista. Veja-se o caso do ensino: ao querer decidir tudo centralizadamente, tornámos ingerível o monstro da educação pública. Quando se pretende controlar tudo, não se controla nada.
Não haverá uma centelha de bom senso? Quem nos governa não perceberá que quanto mais tarefas atribuir à gripada máquina do Estado mais fomenta a corrupção? A burocracia resiste às tentativas de modernização e simplificação porque há quem ganhe com os seus entraves: alguns deles podem desbloquear-se mediante compensação. A corrupção é a irmã gémea do intervencionismo estatal. P.S. Por motivo de férias, esta coluna não será publicada nas próximas três semanas, regressando a 24 de Setembro. Francisco Sarsfield Cabral
Jornalista
Obs: Confesso que apreciei ler mais este texto do Francisco, mesmo antes de ir para férias ele parece não estar cansado, e agora manda uma saraivada no governo que é qualquer coisa. Depois de ler este artigo fiquei com pena do governo gerido por Sócrates, que poderia ser menos interventor a bem do interesse comum. É claro que o Francisco é jornalista e desgosta de muita coisa que afectam a classe, e com razão, e Belém também concorda, mas não se percebe porque a razão o Estado - como acima é indicado - tendo a autoridade e os recursos para intervir, não o faz como deveria. Até parece que o Estado hoje só gere bem uma coisa: a tributação do imposto ao contribuinte.
Votos de boas férias ao Francisco. De preferência quando regressar encontre um Portugal um pouco melhorsinho. Duvido, mas... A esperança é a última a morrer.

A felicidade do jardineiro de Bertrand Russel. Mais uma lição

Bertrand Russel costumava contar uma história interessante acerca do conceito de Felicidade (F.) que hoje devemos recuperar e meditar seriamente. Para certas pessoas essa F. não derivava de nenhum prazer do espírito, nem decorria da lei ou da própria perfectibilidade da condição humana, da propriedade ou dos serviços públicos. Em Portugal, consabidamente, são bem motivo de tristeza e frustração. Mas já foi pior. A F. para Russel, talvez o maior filósofo do séc. XX, excepto para Carlos Espada que entende que foi Karl Popper só porque o foi ver ao hospital e lhe deu dois ou três bacalhaus na vida, baseava-e no vigor físico, no facto de ter trabalho e de triunfar sempre os obstáculos que se nos deparam sob a forma de rochas. Estas coisas actualmente em Portugal não são uma realidade, daí a preocupação colectiva dos portugueses, quiça fonte de alguma infelicidade. O mais curioso é que Russel - a quem eu nunca apertei a mão, mas tenho pena, teorizou o que escrevemos acima com base na experiência de F. do seu próprio jardineiro. O mesmo que sustentava uma guerra contra os coelhos e falava deles como a Scotland Yard falava dos bolcheviques.
A Felicidade é uma coisa velha como o ....