terça-feira

Ganharam o Euromilhões e separaram-se

O Tribunal Cível de Barcelos junta dia 31 de Março um ex-casal de namorados, desavindos por causa da repartição de um prémio do Euromilhões de 15 milhões de euros, na tentativa de encontrar um entendimento, disse fonte judicial. (...)
Primeiro casam
Os primeiros juros da fortuna depositada no banco foram divididos pelos dois ex-namorados, mas as desavenças começaram quando o Luís, a residir em Courel, arredores de Barcelos, pediu mais dinheiro da sua parte - 7,5 milhões de euros - para ajudar pais e irmãos.
Na ocasião, terá sido o pai de Cristina Simões, da freguesia de Remelhe, Barcelos, a negar o pedido, defendendo que, só depois de casarem, ele poderia ter acesso ao dinheiro.
Obs: A gula deste par idiota deveria privá-los do dinheiro, o prémio ser todo canalizado para uma IPSS ou um Banco alimentar e os ditos deveriam ficar inibidos de apostar em qualquer espécie de jogo de sorte e azar sob pena de dar má fama ao País de que são nacionais.
Pior do que a gula, só mesmo a gula de um par de idiotas.
Sugira-se ao par-idiota que, doravante, apenas jogue a feijões. Com testemunhas de preferência...

Eliane Elias

Eliane Elias - Running

eliane elias-the girl from ipanema

Postos de trabalho na Bordalo Pinheiro estão assegurados

Pinto Monteiro nega pressões e deixa avisos

Freeport
PGR nega «pressões» e deixa avisos
O Procurador-Geral da República assegurou, esta terça-feira, que os magistrados que têm o processo Freeport em mãos não estão a sofrer «qualquer pressão ou intimidação». Em comunicado, Pinto Monteiro garantiu ainda que «fracassarão» quaisquer manobras para criar suspeição e desacreditar a investigação. Comunicado do Procurador Geral da República
«Face às notícias amplamente divulgadas pela Comunicação Social sobre o chamado caso “Freeport”, após reunião com os magistrados titulares do processo e a Directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, considera-se necessário esclarecer o seguinte:
1º - Os Magistrados titulares do processo estão a proceder à investigação com completa autonomia, sem quaisquer interferências, sem pressões, sem prazos fixados, sem directivas ou determinações, directa ou indirectamente transmitidas, obedecendo somente aos princípios legais em vigor;
2º - Como os Magistrados titulares do processo expressa e pessoalmente reconheceram, não existe qualquer pressão ou intimidação que os atinja ou impeça de exercerem a sua missão com completa e total serenidade, autonomia e segurança;
3º - A existência de qualquer conduta ou intervenção de magistrado do Ministério Público, junto dos titulares da investigação, com violação da deontologia profissional, está já a ser averiguada com vista à sua avaliação em sede disciplinar e idêntico procedimento será adoptado relativamente a comportamentos de magistrados do Ministério Público que intencionalmente e sem fundamento, visem criar suspeições sobre a isenção da investigação;
4º - A investigação prossegue com a inquirição de todas as pessoas que os magistrados considerarem necessárias, com a análise de todos os fluxos e contas bancárias com relevância, bem como com o exame da documentação atinente, nacional e estrangeiro».
5º - Todos os elementos de prova serão analisados e todas as informações estudadas, sem qualquer limitação para além daquelas que a equipa de investigação entender decorrerem da lei;
6º - Tem sido correcta, eficaz e dedicada a colaboração dos Órgãos de Polícia Criminal, esperando-se uma cooperação igualmente frutuosa das autoridades de outros países a quem foi solicitada, de harmonia com as leis que regem as relações internacionais;
7º - Fracassarão todas e quaisquer manobras destinadas a criar suspeições e a desacreditar a investigação, bem como as tentativas de enfraquecer a posição do Ministério Público como titular do exercício da acção penal ou a enfraquecer a hierarquia legalmente estabelecida para o Ministério Público, atenta a firme determinação da equipa de investigação de chegar à verdade última do processo e tornar conhecidos todos os factos, logo que isso seja possível;
8º - O Procurador-Geral da República e a Directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal têm completa e total confiança em toda a equipa de investigadores, designadamente nos elementos da Polícia Judiciária, que colaboram, como foi transmitido ao seu Director Nacional.
Lisboa, 31 de Março de 2009
O Procurador-Geral da República
Obs: Este PGR ainda passará à história como o Procurador dos comunicados. Confesso que se tiver de o comparar só me recordo de Souto Moura, que também se notabilizou por ser um bom passador, perdão, procurador que deixou passar mais fugas ao segredo de Justiça do que anos tinha.
Pinto Monteiro especializou-se nos comunicados, com sotaque.
Desta vez, não foi pedir ajudar ao chefe das secretas. Já é um franco progresso.
O nosso aparelho de justiça está muito bem servido, não há dúvida...

G20 - Primeira viagem de Obama à Europa para encontros do G20 e da NATO

Barack Obama viaja pela primeira vez à Europa como presidente dos Estados Unidos para participar no encontro do G20, em Londres, e posteriormente na cimeira dos 60 anos da NATO.
O chefe de Estado norte-americano traz uma agenda ambiciosa e pretende convencer os parceiros europeus a gastar mais para resgatar a economia global e a oferecer uma maior contribuição para a guerra no Afeganistão.
O primeiro-ministro britânico, anfitrião do G20, disse hoje que serão adoptadas regras internacionais para a remuneração de bancários.
Gordon Brown explicou que estão “a pôr dinheiro no sistema bancário para salvar os bancos e não os dirigentes bancários, para salvar as poupanças e depósitos da população e para garantir que têm um sistema bancário que serve a população”.
Em Bruxelas, o presidente da Comissão Europeia sublinhou um dos objectivos que os Vinte e Sete querem ver concretizado na cimeira desta quinta-feira: “Um dos objectivos, que já foi aliás aceite em Washington, é que nenhuma instituição, nenhuma entidade relevante, deve ficar fora de controle ou de supervisão. E este principio é o princípio que eu espero que seja confirmado e consolidado em Londres.”
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico lançou um alerta aos líderes mundiais que estarão reunidos em Londres.
Segundo a OCDE, a economia global vai encolher bastante mais rápido do que o previsto, anunciando para este ano uma contracção de 4,3 por cento.
Obs: Obama procura vender os produtos norte-americanos na Europa, Gordon Brown, mais uma vez, põe o dedo na ferida, e apresenta-se não apenas como o anfitrião como também como o conceptor das grandes reformas políticas, económicas e financeiras para o sistema da globalidade, e Barroso diz o óbvio com o dedinho indicador, mas fá-lo com a excepcionalidade como se estivesse a apresentar um milagre em powerpoint no Santuário de Fátima. Portanto, tenhamos fé em Gordon Brown que tem tido boas ideias para salvar o mundo da bancarrota.

Halle Berry “salva” por um paparazzi

A actriz norte-americana ia pôr gasóleo no seu carro a gasolina... não fosse o fotógrafo e Halle tinha sido obrigada a chamar um reboque.
Não há figura pública no mundo que não tenha reclamado, pelo menos uma vez, o facto de ser perseguida por um paparazzi. Mas, nos EUA, as proporções ganham dimensões maiores, claro.
Desta vez, Halle Berry não tem motivos para repudiar a presença de um paparazzi... não fosse ele e a actriz tinha sido obrigada a ir para casa de reboque. Isto porque a actriz, que parou numa bomba de gasolina para abastecer o seu Lexus, ia meter gasóleo em vez de gasolina. Não fosse o fotógrafo que a seguia a avisá-la e Halle teria de ter chamado um reboque.
Obs: De vez em quando temos de publicar aqui uma notícia de polichinelo, e no caso o cérebro de Berry fica reduzido ao tamanho duma ervilha, o paparazzi brilhou e o Lexus deveria ser meu.
Foi esta rapariga uma Bond-girl... Só mesmo um papparazi lhe podia conceder esse tipo de salvação.

Lisboa(s). Da fragmentação das esquerdas à anamorfose de Santana Lopes

O tempo político actual revela descontinuidade e fragmentação entre quase todos os actores políticos na capital. A interpretação desses movimentos revela as intenções dos intervenientes.
Vejamos esses posicionamentos relativos:
  • 1. Uns escolhem enfrentar a realidade que herdaram, é o caso de António Costa e do seu Executivo que teve de lidar com um passivo verdadeiramente paralisador na autarquia, agravado com o veto do Tribunal de Contas ao empréstimo solicitado, além do caos urbanístico e dum caldo de cultura burocrático-administrativo propiciador da corrupção - que o SimpLis está a erradicar. Um programa lançado pela Câmara Municipal de Lisboa em Julho de 2008, que consiste na simplificação administrativa para facilitar a vida aos cidadãos, às empresas, às associações e que comprometeu os serviços municipais com um conjunto ambicioso de medidas que aproximam a Câmara dos cidadãos e das empresas e criam novos e melhores métodos de trabalho, tornando-a menos burocrática. Portanto, a obra autárquica não tem, necessáriamente, que passar pelo "betão", por túneis, por obras monumentais - apesar de serem necessários e de encherem o olho. Mas cada um faz as omeletes com os ovos que tem, e no caso do actual Executivo, até tem conseguido fazer omeletes sem ovos;
  • 2. Outros, como Santana e o cds/pp, estão a tentar renascer das cinzas racionalizando a ilusão e recorrendo à mentira como método de fazer política e ao efeito de anamorfose que adianto explicito;
  • 3. Outros ainda, como o PCP e o BE tentam um ensaio a solo, já comum no partido da foíce e do martelo, e com um BE tentando apoiar a alegrista e histriónica Helena Roseta - que parece querer ir a votos sózinha e depois, então, fazer as coligações pós-eleitorais que melhor servirem os seus interesses.

Daqui resulta uma concreta configuração de forças: as esquerdas estão divididas, em parte, pelo ódio e a oposição a Sócrates no plano nacional que impede um entendimento autárquico na capital. O que não valoriza nem potencia a candidatura de António Costa, vencedora à partida, mas não de forma esmagadora, como seria desejável e em nome da governabilidade e da continuidade do projecto de modernização lançado para Lisboa em 2008.

Ruben de Carvalho será, novamente, a bandeira do PCP em Lisboa e o BE, que ficou órfão de candidato (o Zé, que hoje trabalha em estreita cooperação com o PS), terá, doravante, que arranjar alguém para apoiar. Roseta, com um ego do tamanho do mundo, e para fazer o joguinho malandreco do poeta Manuel Alegre, resolve ser durona e inviabilizar uma aliança com António Costa, apesar de ser um movimento e não um partido. O que dificulta formalmente essa aliança.

Daqui resulta, objectivamente, uma fragmentação sociológica que não valoriza a posição de António Costa na capital.
Por outro lado, sanear uma autarquia em bancarota e pagar aos credores parece não ser uma tarefa devidamente valorizada, como devia. Os túneis e as maquetes megalómanas de Santana seduzem mais um eleitorado fútil que, quando pensa melhor, acaba por dar razão ao Executivo socialista em funções. Já que nada poderia ser continuado se aquele saneamento financeiro não se fizesse.
É preciso recordar que quando António Costa pegou na autarquia nem os fornecedores de papel higiénico da CML queriam vender mais a crédito...
Perante isto, o que resta a Santana fazer para renascer das cinzas?
Falar no Túnel do Marquês, se possível repeti-lo 10, 100, 300 vezes. Até me surpreende por que razão Santana em vez de se auto-cognominar o "menino-guerreiro" ou, agora, um "D. Sebastião" - não se auto-proclama o Fontes Pereira de Melo!? Só por ignorância histórica Lopes baralha as narrativas históricas...
É aqui que Santana se espalha, na medida em que denega a própria realidade. Diz que não foi um perdulário, e toda a gente sabe que foi; diz que foi um autarca razoável, e toda a gente sabe que foi um péssimo gestor; em parte também porque já estava com os olhos postos no cadeirão de S. Bento, tal o seu desejo, diria compulsivo e patológico em querer ser Primeiro Ministro de Portugal. O que acabou por suceder de forma quase-monárquica, curiosamente.
Resta agora a Santana recriar uma nova realidade, feita à medida, para explorar o tal efeito de anamorfose a fim de corrigir os erros, as ilusões e as sucessivas incompetências de que sanatana foi autor na CML. Hoje ao procurar fazer retro-história, apagando os pedaços da história que não interessam e tentando recuperar os aspectos menos maus, procura relançar a sua candidatura e criar um "efeito de túnel" da mente das pessoas. E até recorre à simbologia histórica, auto-proclamando-se o "D. Sebastião que vai lutar contra o nevoeiro", para criar esse efeito de curvatura da história para melhor se pôr em bicos de pés.
No fundo, o objectivo de Santana é simples: gerar na opinião pública um efeito visual que leve as pessoas a mudar de posição em relação ao seu próprio passado político e, assim, ter hipóteses de ser eleito. Esse efeito de tentativa de correcção da ilusão e dos erros de Santana para limpar a sua imagem culmina na tal anamorfose.
Em rigor, aquilo que verdadeiramente Santana representa é um buraco em Lisboa, mas ele pede às pessoas que olhem para ele como se fosse um político credível e confiável.
Como a bota não bate com a perdigota, é natural que as pessoas não elegam de novo a ilusão, o erro e a incompetência.

segunda-feira

Retratos de Moçambique - por Rui Tukayana, com sonorização de Joaquim Dias, TSF

Agradeço terem partilhado esta preciosa informação, não apenas porque Moçambique integrou um Império que já não há, mas porque ficou a língua, a história, a cultura que hoje abraça estes povos lusófonos e em relação aos quais tenho a sensação que ainda não se fez a verdadeira cooperação. Pelo meio ficou a fauna, os cheiros, as especiarias, as gentes, a gastronomia, enfim, um mundo de mundos que por mais que vivamos nunca verdadeiramente os conhecemos.
África é, acima de tudo, poesia, muita poesia...
Desde logo, porque a terra e o sol apresentam cores diversas e se tivermos que ser surpreendidos que seja por causa dum elefante, dum leão ou dum bufâlo a investir contra um Jeep marado no Parque Nacional da Gorongosa cujo motor de arranque nem sempre responde quando mais precisamos...
Mas há coisas que ficam para a vida, como por ex., ver 17 leões a esfarrapar um hipopótamo, e se há certeza de não-ataque é constatar que os leões não são muito agressivos desde que saciados.
É aí que percebemos que os leões, apesar daquela garra, não passam de gatos de maior porte...

A história em movimento. Viseu berço de D. Afonso Henriques...

A história está em revisão constante. As teorias da história não são, por isso, diferentes da revisão dos paradigmas aplicados nas chamadas ciências duras, que revogam um paradigma assim que ele perde potencial explicativo para prever e explicar a novidade emergente, como ensinara Thomas Khun. Neste quadro de mudança defende-se que Viseu poderá ser o berço da nacionalidade do pai-fundador da Nação - porque foi aí, e não já em Guimarães, que terá nascido o fundador do reino de Portugal, D. Afonso Henriques.

E a coisa faz sentido porque se comemoram agora os 900 anos do rei-fundador, quase um milénio, o que é "muita fruta", convenhamos. É óbvio que já se está a ver o filme, com Guimarães a chamar tolinhos aos visienses, e estes, por seu turno, a jurar a pé juntos que D. Afonso Henriques, o tal que batia na Mãe, nasceu em "B"iseu e não onde a manela Ferreira leite foi empossada para dirigir a comissão liquidatária do actual psd.

Ou ainda, para se ser mais original, haverá quem defenda que, afinal, D. Afonso Henriques terá nascido em Viseu e em Guimarães, e depois foi baptizado em Coimbra, onde terá também tirado um mestrado em Direito Comunitário num curso dirigido pelo distinto constitucionalista Vital Moreira, hoje cabeça de lista pelo PS às eleições Europeias que se avizinham.

Por aqui vemos que o caminho da imaginação não conhece limites, e se a moda pega amanhã um qualquer historiador também poderá defender que Cavaco nasceu em Trás-os-Montes, Durão Barroso é de Boliqueime, Santana lopes nasceu em Fátima e teve uma pan na Cova da Iria - por isso ainda acredita em milagres, Cunhal ainda está vivo e dá missa disfarçado de padre barbudo numa Igreja do Seixal, Mário Soares nasceu em Paris e exilou-se em Portugal, o poeta Manuel Alegre entrevista Salazar e aproveita para o esbofetear em directo numa emissão transmitida pela TVI, Moura Guedes é varina no mercado da Ribeira, Eduardo Moniz é um pacóvio sofisticado como diz o Jumento, o camarada Jerónimo de Sousa desejava ser torneiro-mecânico mas acabou em deputado e, por isso, já perdeu os calos, o Carvalho da Silva tem uma afinidade com Al berto João da Madeira pelo facto de estarem há 30 anos no poder das respectivas organizações (CGTP e PSD-Madeira).

Descobrir-se-á nesta reciclagem da história que Pacheco Pereira é neto de Mao Tsé Tung e Lobo Xavier filho ilegítimo do empresário Belmiro de Azevedo detentor de um jornal dirigido por um idiota maoista que além de escrever mal ainda pensa pior. E a avaliar pela forma como "mancheta" nem sequer deveria ser jornalista...

Por fim, Santana lopes dirá que já não deseja ser o "menino-guerreiro", nem sequer ser o Dom Sebastião - O Encoberto, o que ele agora deseja ser é o D. Afonso Henriques.

Sempre terá a vantagem de, caso perca em Lisboa as eleições autárquicas (como tudo indica), apresentar-se-á em Guimarães ou a Viseu, ou ainda à Junta de Freguesia do Areeiro ou mesmo à freguesia das Olaias. A esperança de ser autarca nunca deve morrer... E se for como a experiência de Primeiro-Ministro é um estouro...

Tudo isto significa que, afinal, as investigações na história são um pouco como as revoluções na ciência e na tecnologia. Sabe-se como começam mas nunca se sabe como terminam nem que efeitos podem ter nas populações as novas descobertas.

Eis o nosso admirável mundo novo...

Tudo por causa dum tipo corajoso que batia na Mãe, dona Teresa, bastarda do rei Afonso de Castela e Leão.

Se fosse vivo D. Afonso Henriques teria hoje a módica idade de 900 anos.

Santana Lopes: de "menino guerreiro" a Dom Sebastião

Sebastião, rei de Portugal (pintura a óleo atribuída a Cristóvão de Morais, patente no Museu Nacional de Arte Antiga). A representação do rei vestido com armadura e acompanhado por um galgo retomam simbolicamente a imagética imperial do seu bisavô D. Manuel e do seu avô Carlos V da Alemanha., in Wikipédia
Em 1º lugar, e atendendo aos cognomes que Santana lopes reclama para si próprio, entendo que deveria pedir desculpa à história e aos visados por frustrar o alcance e o peso simbólico que eles representam na história. O que contrasta com as performances e as cenas políticas a que Santana já habituou o país - que, em rigor, não o leva a sério.
Agora o candidato pelo psd a Lisboa afirma um desejo: ser mais ouvido pelos munícipes do que o é a líder do seu partido no País, Ferreira leite, que inicialmente se opôs ao seu nome para Lisboa. E para que Santana seja ouvido, terá de fazer duas coisas: andar de microfone na mão falando no Túnel do Marquês (o tal que é mais usado pelo moradores da Linha do Estoril que depois pagam os impostos ao Isaltino de Morais) e apostar na coligação com o cds/pp.
Pelos vistos, já está fazendo ambas as coisas, na medida em que já citou o Túnel uma centena de vezes e, por outro lado, precisa da muleta de Portas para não ser esmagado na capital - que deixou num pântano quando se serviu dela para trampolim político.
Mas o mais curioso é a gramática política utilizada pelo antigo e pior primeiro-ministro de que a história do post-25 de Abril guarda memória: já não deseja ser o "menino-guerreiro", doravante Santana, depois de ter sido literalmente corrido do Governo (por má governação e degradação do normal funcionamento das instituições) pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, quer encarnar na pele do D. Sebastião, e lutar contra o nevoeiro (in RTP), como diz.
Ouvir isto a frio é quase uma barbaridade histórica, mas após pensar um pouco conclui-se que, afinal, Santana "tem razão" no uso e abuso dessa terminologia. Vejamos: D. Sebastião era neto do reio João III, herdeiro do trono após a morte de seu pai. Trata-se, pois, de um herdeiro que dava continuidade à Dinastia de Avis, e ficou conhecido como O Desejado.
Ora, consabidamente, seria assim que Santana, passe a analogia, gostaria de ser tratado e recordado, em vez da "matrafona política" em que se tornou, esfrangalhando as condições de vida na cidade de Lisboa, primeiro, escavacando o País, depois, naquele semestre negro em que sucedeu monárquicamente a Durão Barroso na sequência da fuga deste para Bruxelas. Recorde-se, apenas por uma curiosidade histórico-financeira, que então (2004) Portugal tinha um défice quase nos 7% - ultrapassando em duas vezes o tecto do Pacto de Estabilidade e Crescimento/PEC imposto pela UE.
Mas D. Sebastião também era memorado pelo O Encoberto ou O Adormecido, devido à lenda que narra o seu regresso numa manhã de nevoeiro a fim de salvar a Nação. Talvez por isso não admira que, mais uma vez, Santana lopes tenha escolhido nomes, metáforas com as quais se possa identificar a fim de capitalizar simbólica e políticamente aquilo que elas representam na nossa memória colectiva.
Sucede, porém, que os portugueses, quando fazem apelo à sua memória colectiva por refª ao dito autarca da capital - apenas recordam uma gestão ruinosa e megalómana, o caos urbanístico e um caldo de cultura organizacional que convidava à corrupção. Eis a "lenda" de Santana que, apesar de agora se auto-cognominar D. Sebastião para lutar contra o nevoeiro - apenas dá de si, mais uma vez, uma imagem ridícula e pouco séria de mau político, ainda por cima reincidente representando o pior do passado recente na política autárquica e nacional em Portugal. Além de um usurpador da história e dos nossos símbolos colectivos que ele deveria saber respeitar.
Será este o regresso numa manhã de nevoeiro para salvar Lisboa agora em versão santanista?! Assim como assim, seria preferível o mergulho no rio Tejo de Marcelo, em 1989...
Aliás, se Santana lopes tivesse alguma vergonha política ele interrogar-se-ía acerca do método escolhido para a sua nomeação de Primeiro-Ministro de Portugal, aquando da saída de Durão para a Comissão Europeia. Como se tratou duma nomeação quasi-monárquica, sem congresso talvez isso explique a razão pela qual santana hoje recorre à metáfora do D. Sebastião, neto do rei João, para se pôr novamente em bicos-de-pés numa cidade que ajudou a destruir e da qual se serviu para vôos mais altos: ser PM.
Hoje, Santana já não quer ser deputado e ninguém lhe liga e também já está farto de andar por aí - resolve armar-se em O Desejado e atirar-se a Lisboa como gato a bofe - na vã esperança de que os lisboetas, mais uma vez, enfiem o barrete deste ex-PM duma República mas que foi empossado no cargo de forma monárquica.
Só assim se compreende o recurso abusivo ao D. Sebastião e à evocação histórica. A não ser que santana pense fazer uma expedição a Marrocos a partir da Torre de Belém e retomar as nossas possessões do Norte d' África como forma de relançar o comércio da Baixa de Lisboa e, assim, reforçar as nossas posições geoestratégicas em todo o Norte de África. As quais eram, diga-se em abono da verdade, uns autenticos sorvedouros de dinheiro à então monarquia, à semelhança da gestão perdulária santanista nos anos em que foi edil da capital.
Tal como D. Sebastião, parece agora poder concluir-se, pelo que se sabe da história de ambos, que quer D. Sebastião quer Santana lopes desenvolveram uma personalidade mimada e teimosa. Creio que são "qualidades" que não fazem um bom autarca, muito menos na capital do País.
É por isso que é infeliz e desadequada mais esta candidatura de Santana Lopes. Para não ficarmos totalmente deprimidos, resta-nos, talvez, recuperar o velhinho José Cid e ouvir o que ele nos canta...
Ainda que numa vã tentativa de salvar mais uma vez o infeliz do inevitável.
El Rei D. Sebastião - José Cid/Quarteto 1111

O mundo...

... É um pensamento encadeado. Quando algo se consolida, os pensamentos libertam-se. Quando algo se desfaz, os pensamentos encadeiam-se.

domingo

Jesus Cristo e os médicos: uma experiência no Hospital S. Francisco Xavier

  • A anedota - metafísica - da semana
Jesus Cristo, cansado do tédio do Paraíso, resolveu voltar à Terra para fazer o bem. Procurou o melhor lugar para descer e optou pelo Hospital de S. Francisco Xavier, onde viu um médico a trabalhar há muitas horas e a morrer de cansaço.
Para não atrair as atenções, decidiu ir vestido de médico. Jesus Cristo entrou de bata, passando pela fila de pacientes no corredor, até atingir o gabinete do médico.
Os pacientes viram e comentaram:
- Olha, vai mudar o turno...
Jesus Cristo entrou na sala e disse ao médico que podia sair, dado que ele mesmo iria assegurar o serviço.
E, decidido, gritou: - O PRÓXIMO!
Entrou no gabinete um homem paraplégico que se deslocava numa cadeira de rodas.
Jesus Cristo levantou-se, olhou bem para o homem, e com a palma da mão direita sobre a sua cabeça disse:
- LEVANTA-TE E ANDA!
O homem levantou-se, andou e saiu do gabinete empurrando a cadeira de rodas.
Quando chegou ao corredor, o próximo da fila perguntou:
- Que tal é o médico novo?
Ele respondeu: - Igualzinho aos outros... nem exames, nem análises, nem medicamentos...
Nada! Só querem é despachar...
PS: Esta é dedicada aos médicos e, especialmente, aos doentes que já vivenciaram milagres.

A Estrada de Benfica parece o Autódromo do Estoril, sem curvas...

A Estrada de Benfica era, ainda há poucos dias, uma via complicada, porque esburacada. Com as chuvas de Inverno os buracos alargaram-se criando pequenas piscinas artificiais. Resultado: os engarrafamentos complicavam a vida às pessoas. Agora, ainda a meses das eleições, vê-se que a Estrada de Benfica, que assegura o trânsito de milhares de pessoas diáriamente, levou um novo tapete e parece o Autódromo do Estoril, sem curvas.
Por isso o Executivo autárquico em funções na CML está de parabéns.
Agora até de skate...

Marcelo insta Ferreira leite a escolher Marques Mendes para combater Sócrates. É a rifa do comentador

Marcelo acha que este psd ainda vai a tempo de escapar à humilhação eleitoral das legislativas. Basta para tal que Ferreira leite seja ambiciosa e escolha Marques Mendes para cabeça de cartaz do Psd para as europeias. Não deixa de ser curioso, pois Marcelo - quando Mendes estava na liderança do partido, ora lhe dava 16 quando ele merecia 9 - e farpeava-o quando merecia uma nota de crédito. Entretanto, Mendes foi literalmente expulso do psd através duma negociata entre Meneses & santana, aquele durou no cargo enquanto os barões quiseram, depois caíu e teve de regressar ao seu bastião de Vila Nova de Gaia.
Sossobrou Ferreira leite no congresso de Guimarães - que não tem dado uma para a caixa. E agora o altruísta Marcelo quer que a Manela empurre Mendes para a Europa porque pensa que assim dá à ignição do motor para as legislativas e ganhar ao PS e derrotar Sócrates.
Até dá vontade de dizer que Marcelo é um génio, o pior é se a chefe de economato do psd se lembra de convidar o comentador para cabeça de cartaz nas Europeias. Talvez ficasse com menor inveja do seu colega e distinto constitucionalista Jorge Miranda, em vias de preencher o cargo de Provedor de Justiça proposto pelo PS.
Para a semana Marcelo ainda se lembra do nome de Fernando Nogueira, como 2ª rifa, em jeito de proposta útil para o psd a fim de ganhar as autárquicas ao PS em Lisboa, já que com Santana não vai além da rotunda das Olaias.

Notas de culinária política sobre o tempo que passa

"O que é que tenho andado a fazer? A almoçar e a jantar com gente de esquerda. Santana Lopes está prestes a fechar o acordo com Paulo Portas para irem juntos em Lisboa, mas a sua grande prioridade é, a partir de agora, jogar à esquerda. Escolheu o 25 de Abril para lançar o primeiro cartaz e fazer o discurso de abertura de campanha. O simbolismo é óbvio: não tentem acantoná-lo à direita. “Não vou deixar”, avisa o candidato.
À conversa com o Expresso na sede de campanha no Príncipe Real — que em Abril passará a escritório, quando as verdadeiras sedes abrirem as portas aos lisboetas, na Fontes Pereira de Melo e em Marvila, além da sede para jovens que abrirá no noctívago bairro de Santos —, Santana rejeita a ideia de um combate entre esquerda e direita na cidade.
‘‘Escolhi o 25 de Abril porque é fundamental as pessoas perceberem que ninguém está obrigado a nada e que a liberdade de escolha é essencial’’, diz. Para esbater a ideia de frente de direita entre si e Portas, o candidato garante que o que está a negociar com o CDS “não é uma coligação, é um movimento, que só avança se integrar gente de esquerda em lugar de destaque. Senão vou sozinho”. » [Expresso assinantes] via Jumento
Obs: Santana foi, tão só o pior PM pós-25 de Abril, o pior edil da capital pós-25 de Abril, o pior chefe de banda da bancada para-lamentar do psd desde o 25 de Abril.
Creio até que foi um dos piores dirigentes desportivos que o clube de Alvalade jamais teve. Lopes sempre foi um demagogo. Nas décadas de 80 e 90 fazia comícios, incendiava plateias e arrebanhava palmarias, convenceu-se que era um político com dimensão de estadista, para concorrer com o seu rival, Durão barroso: perdeu. Talvez na Figueira-da-Foz se tenha notabilizado por causa das palmeiras e por ter levado para um meio pequeno o élan da capital. Mas também foi "sol de pouca-dura". Cedo as pessoas descobriram-lhe a careca...
Agora, depois de ter levado a autarquia de Lisboa à bancarota, nela ter gerado o caos urbanístico e de ter permitido que a corrupção se sedimentasse e multiplicasse, tem a lata de se candidatar de novo, até mesmo contra o seu próprio partido, que só depois, e sob pressão da Distrital, lá conseguiu a anuência de Leite (que é um cata-vento), que teve de fazer hara-kiri político.
Afinal, santana já não é a má moeda, como defendera Cavaco e depois secundara Ferreira leite.
A "esquerda" do Santana tem nome: incompetência política nos vários escalões da política à portuguesa: local e nacional.
Santana lopes, por todo o seu demopopulismo, revela-se o maior mágico de sempre, v.q., se pudesse seria aquele que simulteanemente se enfeitiçaria a si mesmo, de tal modo que os seus sortilégios lhe aparecessem como fenómenos estranhos e com poderes próprios.
Aliás, a política de santana para Lisboa não passa dum imenso túnel no vazio das nossas memórias a que se soma uma megalomania cujo único efeito foi obrigar o actual Executivo a pagar quase 2 milhões de euros por uma maquete estonteante à la Frank Garry, tudo para gaúdio do "menino-guerreiro".
Como diria alguém, seria preferível tirar a pilinha para fora e brincar com ela, e não andar a estafar abusivamente o dinheiro dos contribuintes.
Este idiota manchou a semana europeia com uma afirmação canalha segundo a qual as ditas câmaras de gás do seu amigo Adolfo não passaram, afinal, dum detalhe histórico. Pensava que Le penis já tinha desaparecido do mapa, surpreendi-me ao vê-lo ainda como eurodeputado. Qualquer comparação com os suínos - não deixa de ser uma ofensa para estes. Ele nem em casa deveria falar, quanto mais no PE.
Esta semana a srª Ferreira voltou a preterir o nome do constitucionalista Jorge Miranda para o cargo de Provedor de Justiça. Não sendo desadequado para o cargo, só poderá supôr-se que o veto da Manela decorre do facto de Jorge Miranda ser homem. Se assim é, estamos perante (mais) um crime de género em Portugal - digno de uma verdadeira reclamação junto do Provedor de Justiça. Resta, apenas, uma dúvida: saber se a dita queixa será apresentada em nome do actual PJ, Nascimento rodrigues ou irá já endossada em nome do prof. Jorge Miranda...

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Esta foi uma semana de pequenas vinganças políticas, para não dizer de pequenas canalhices, foi a Manuela Ferreira Leite a vingar-se do Professor Jorge Miranda e o José Eduardo Moniz a vingar-se das críticas do PS ao jornaleco de extrema-direita da sua amada esposa.
Para a líder o PSD o cargo de Provedor de Justiça deve ser um exclusivo do PSD, quando este partido tem a maioria faz uso dela para escolher um dos seus militantes, quando está na oposição o cargo deve ser entendido como um contra-poder e, em consequência, escolhido pelo PSD. Não bastou que o PS tenha escolhido alguém da sua área política e que até já militou no PSD, Jorge Miranda não foi escolhido por ela e, ainda por cima, cometeu o maior dos crimes, quando o PS o convidou não foi ao beija-mão, Manuela Ferreira Leite ainda esperou um telefonema mas o professor esqueceu-se. A verdade é que Manuela Ferreira Leite ainda não se recompôs da escolha do presidente da CGD, o seu nome foi um dos três propostos a José Sócrates mas o primeiro-ministro excluiu-a.
José Alberto Moniz, um pacóvio sofisticado que lançou a TVI com filmes pornográficos, e a sua bela esposa, uma “beldade” local que encontrou a juventude eterna num frasco de botox, ficaram ofendidos porque o PS ousou criticar a dama. Era de esperar a vingança, à falta de melhor lá foi buscar o famoso DVD que tinha guardado para alguma ocasião especial e durante dias tem feito tudo para tentar derrubar Sócrates. É de esperar que isso continue, Moniz sabe que Sócrates não o vai esquecer.
Quem não tem medo de vinganças e muito menos de criminosos é o ministro da Administração Interna que nos faz lembrar o famoso ministro da informação de Sadam, apesar dos resultados desastrosos no combate à criminalidade e de ser mais seguro ir às compras no centro de Bagdad do que ser professor em Chelas, disse ao Expresso que não sente medo quando anda na rua. Pudera, para ir do seu ministério ao Martinho da Arcada beber o seu Whisky o ministro leva sempre os seus seguranças.
Se a Manuela Moura Guedes viu no fraco do botox o elixir da sua juventude, já José Sócrates prefere ir ao saco orçamental para rejuvenescer a sua imagem eleitoral, dia sim dia não anuncia um pacote de milhões para grupos de empresários, há muito que Portugal não tinha tanto dinheiro para um primeiro-ministro andar a distribuir generosamente.

Bruno Bozzetto - Neuro

sábado

Art of Noise - Moments in Love

Validation, Mordillo

Validation

Ah, L'Amour

La Linea #203

Mordillo Switch off

Dinossauros

Se os dinossauros tivessem sobrevivido até hoje, eram actualmente uma espécie em vias de extinção.

A velha contradição da estafada política

Esta semana ouvimos pela boca da srª Ferreira leite que gosta do nome de Jorge Miranda para o lugar de Provedor de Justiça, adequa-se ao perfil exigido, e até o suplanta. É independente, é competente e idóneo, nunca foi próximo do PS, há 30 anos que já não é do PSD. Tem um currículo (profissional e cívico) invejável, aos 12 anos já escrevia projectos de constituição, antecipando um futuro promissor à sua frente como constitucionalista, como veio a acontecer. Tem dado provas de independência. Se tivesse que ser, até seria capaz de chumbar o seu próprio filho. E, vá-se lá saber porquê, a madrinha do António preto - apesar de gostar do nome para o cargo em aberto, não o subscreve. Até dá vontade de perguntar se essa birra decorre do facto de ser um homem..

Craig David e Sting. John Legend

Craig David - Rise & Fall (Studio Version)

Craig David - Walking Away (US Version)

John legend - Used to love you - Live

Marcelo Rebelo de Sousa vai testemunhar a favor de Isaltino Morais

O constitucionalista Marcelo Rebelo de Sousa é testemunha do processo que envolve o autarca Isaltino Morais, que disse hoje em julgamento ter intenção de chamar também o antigo Presidente da República Jorge Sampaio, enquanto conselheiro de Estado. in dn
Marcelo Rebelo de Sousa responderá por escrito - o que lhe é permitido por ser conselheiro de Estado - a questões colocadas previamente no âmbito de uma acusação relacionada com a cedência de um terreno no município de São Vicente, em Cabo Verde, imputada ao presidente da Câmara de Oeiras.
Segundo a Acusação, Isaltino Morais recebeu do município, com o qual a Câmara de Oeiras mantinha uma geminação, um terreno de 1.500 metros quadrados junto à praia para construir uma casa de férias, tendo encomendado um projecto da mesma alguns anos depois, uma questão levantada hoje pelo procurador Luís Eloy. (...)
Obs: Digamos que só um procurador míope é que procurará incriminar Isaltino Morais por uma bagatela destas que nenhuma responsabilidade deverá produzir. Isto é o que se chama atirar poeira para os olhos...
Quanto a Marcelo.., digamos que me surpreende, na medida em que o comentador nunca "dá ponto sem nó", mas aqui revela um altruísmo e um solidarismo que só lhe fica bem. No fundo, os amigos são para as ocasiões.
Daqui não se infere, contudo, que Marcelo já desistiu de Belém, e, doravante, apenas coloca a fasquia no Concelho de Oeiras, o que faria dele um digno sucessor de Isaltino Morais na linha do Estoril, ou Costa do Sol, como se dizia ao tempo do salazarismo em que Marcelo cresceu e começou a respirar política, como dizia.
Mas se Isaltino não deveria ter aceite o terreno, já Marcelo poderia tê-lo aceite para aí mandar construir uma praia com ondas especiais que servissem a sua necessidade de natação diária que o põe em forma antes daquelas charlas de Domingo.
Esta é uma dimensão da lusofonia que desconhecia.
Histórias de Cabo Verde, apenas conhecia a do banco insular do BPN..., que provocou uma insulação a muita gente, embora só Oliveira e Costa veja hoje o mundo aos quadradinhos.
O que não deixa de ser uma maldade...

sexta-feira

Sócrates vai agir judicialmente por "difamação" contra quem envolve o seu nome

Sócrates vai agir judicialmente por "difamação" contra quem envolve o seu nome. (...), in DN
Obs: Sócrates faz bem em agir desta forma, e até poderia declarar à partida que o montante da indemnização reclamada deveria ser doada a uma ONG ou uma IPSS apostada em combater a pobreza em Portugal. Seria, assim, um duplo prazer: obrigar os injuriosos a pagar a indemnização ao visado por danos morais e outros e, de caminho, canalizar esse dinheiro para o apoio aos mais desfavorecidos.
Seria um precedente que poderia fazer doutrina no País, e se a moda pegasse seria mais uma forma alternativa (e inovadora), concorrente com os recursos do Estado em matéria de apoio social, para diminuir os indicadores da pobreza em Portugal.

Nomeação do provedor continua em debate

O líder parlamentar do PSD iniciou, esta sexta-feira, uma ronda de conversas com o Bloco de Esquerda e o PCP com vista a uma solução para a nomeação do novo Provedor de Justiça. Paulo Rangel considera que o tempo urge, mas Alberto Martins afirma que não pode ser fixada uma data limite para a resolução deste problema. (...)
Obs: Esperemos que a srª Ferreira através do seu porta-voz na AR, Paulo Rangel não venha agora propôr o nome do ex-ministro da Justiça de Sá Carneiro, Meneres Pimentel para ser novamente Provedor de Justiça. O qual esta semana na tsf se prestou a um papel verdadeiramente lamentável, não apenas porque Pimentel já mal consegue falar, dada a sua idade avançada, como também não apresentou um argumento válido sobre o problema, apenas quis ajudar Leite, mas foi um testemunho pernicioso e caricato.
De facto, a política não é uma ciência, ou melhor, também é, mas é, essencialmente, uma arte. E arte teve o PS ao apresentar o nome do constitucionalista Jorge Miranda (curiosamente, da área política do psd) como um sério candidato ao cargo. Mas parece que não serve porque, tal é o paroxismo em democracia, não foi o psd a propô-lo.
Como diria um amigo, R. Carmo, isto é "democracia a mais..."

Ana Gomes é a candidata do PS à Câmara de Sintra

Ana Gomes é a candidata do PS à Câmara de Sintra, in tsf
A eurodeputada Ana Gomes é a candidata socialista à Câmara de Sintra, escolhida esta quinta-feira à noite depois uma votação da Comissão Política Concelhia do PS que nomeou ainda o vereador Domingos Quintas como o número dois da lista.
«Esta proposta do Secretariado do PS consiste em nomear Ana Gomes como candidata e Domingos Quintas como o numero dois da lista», adiantou Rui Pereira.
Obs: Esta é uma boa notícia, a possibilidade de Ana Gomes vir a ser autarca em Sintra é uma janela de oportunidade que se abre no Concelho, apesar de os seus interesses intelectuais e políticos se inscreverem noutra área que não a área autárquica. Seja como for, Ana Gomes é uma mulher corajosa, tem uma experiência política rica e variada, que é coisa que Fernando roboredo seara não tem.
Aliás, aquilo que Seara tem é, em rigor, o paleio da futebolítica, pois toda a sua trajectória, sendo origináriamente do cds, foi cavalgar a onda do futebol - para atingir os fins políticos que esse fenómeno de massas proporciona. No fundo, Seara parasitou o Benfica para ser autarca, e hoje é lícito perguntar com que benefícios para as populações ou para o bem comum?!
Em rigor, nenhum.
Aliás, mesmo os seus comentários futebolísticos, assim como o dos seus comparsas naquele programa deprimente, mais não são do que conversa de taberna que não espelham nenhuma especialização ou conhecimento substancial dessa mdoalidade.
É mais um treinador de sofá que demandou a política parasitando o futebol. E como se isso não bastasse, as estações de tv ainda compram aquelas postas de pescada futeboleira, que não gozam de nenhum conteúdo técnico, e difundem-nas na opinião pública.
Neste quadro, qualquer candidato seria melhor do que Seara em Sintra.. Um verdadeiro "paraquedista" do IC19.

Prisões - por António Vitorino -

o sublinhado é nosso.
As estatísticas sobre a evolução da criminalidade são sempre complexas de analisar. Não apenas porque os crimes declarados às autoridades não coincidem exactamente com os praticados, havendo um certo número de casos que não chegam às entidades oficiais, mas também porque as comparações falam de números agregados quando o interesse para a prevenção e a actuação futura está sobretudo na sua leitura fina em termos regionais e locais e por perfis dos próprios criminosos.
Mas as estatísticas são relevantes na parte em que indiciam grandes tendências por tipos de crimes. Nesse particular, o aumento da criminalidade violenta exige uma análise cuidada quer das suas causas, quer das vulnerabilidades que o propicia quer da motivação dos seus agentes.
Um dos motes mais comuns no discurso político perante um aumento da criminalidade consiste na queixa de que é escassa a utilização da prisão preventiva por parte dos juízes e que esse pretenso laxismo é responsável pela reincidência. Acresce que se invoca também a alteração recente da legislação penal e processual penal como causa da libertação de presos que reincidem na actividade criminosa.
Dados divulgados há alguns meses mostram que estas leituras são apressadas: nem o número de presos preventivos é inferior à média europeia, nem a lei teve o efeito que lhe é imputado nem a taxa de reincidência entre nós aumentou significativamente. Mas o debate político vai decerto prolongar-se em torno destas interpretações.
O que normalmente não figura nestas análises é a relação entre o sistema prisional e a evolução da criminalidade. Mesmo os mais acrisolados protagonistas de um discurso securitário tendem a escorraçar do seu discurso a função das prisões e quando desempenham cargos políticos o investimento neste sistema de garantia do Estado de direito nunca figura como uma sua prioridade. Só assim se explica que durante mais de década e meia não tenha havido investimentos de monta nas infra-estruturas prisionais e que não se tenha antecipado nesse plano a evolução previsível da criminalidade entre nós.
As prisões são um mundo concentracionário, por definição subtraído ao olhar do grande público. Sabe-se que a dupla missão que lhes está confiada é cumprida desigualmente: por um lado, expia-se a pena e, por outro, prepara-se a ressocialização dos detidos.
A primeira vertente é normalmente enfatizada, a segunda, menos sublinhada, embora existam entre nós casos e práticas muito interessantes neste domínio.
Um relatório do professor Freitas do Amaral veio há alguns anos chamar a atenção para a necessidade de uma intervenção de fundo no sector prisional. Esta semana, o Ministério da Justiça veio divulgar não apenas um programa de investimentos na construção e modernização de prisões no valor de 450 milhões de euros, mas também uma reformulação do sistema de detenção segundo critérios de especialização em função da natureza dos presos (preventivos, condenados, em regime aberto com ou sem actuação dos presos no exterior) mas também da gravidade dos crimes e do elevado risco de segurança envolvido.
O novo modelo de organização do sistema prisional vai ter de conciliar estes critérios com regras de proximidade dos presos em relação ao lugar de vida dos seus próximos, designadamente familiares, o que não será decerto uma tarefa fácil mas que releva na vertente da ressocialização.
No desenho destas soluções importa, por isso, considerar a ligação que existe entre a lógica de organização e funcionamento das prisões e a evolução da própria criminalidade, em termos regionais e em termos de gravidade dos crimes. Com efeito, muitas vezes, a tendência para a radicalização da criminalidade e para o contágio para formas mais elevadas de violência criminal começa nas condições do regime de detenção, sendo pois aí que se impõe tomar desde logo as precauções necessárias.
Só assim se poderá compreender que as prisões não são apenas uma forma de punir culpados por actos criminosos mas também instrumentos de salvaguarda da segurança e da paz públicas cumprindo uma função preventiva e ressocializadora.
Obs: Em tempos idos recordo que Agostinho da Silva foi visitar alguns estabelecimentos prisionais, na sua mente havia a concepção de que é a sociedade que nos aprisiona e, portanto, o melhor seria mesmo abrir os portões das cadeias.
Análogamente, e recorrendo à narrativa do filme Voando sobre um ninho de cucos que tem no grande actor Jack Nicolson o protagonista - chegou-se a uma conclusão inversa, ou seja, após a fuga desse hospital psiquiátrico em que eles se encontravam, descobriram uma sociedade mais feroz e agressiva, apresentando difíceis condições de vida.
Talvez o melhor, como sucedeu, fosse regressar ao dito estabelecimento psiquiátrico, onde tinham essas condições. Isto revela, de per se, a dificuldade em determinar causas únicas que levam os criminosos a praticar crimes e a reincindir neles continuadamente ou de forma mais ou menos intermitente. É óbvio que quando se vai parar à cadeia não se regressa de lá com um doutoramento ou com um convite expresso para ser CEO duma multinacional a ganahar seis ou sete vezes mais do que o PM - que ganha mal, diga-se de passagem.
Vejamos a coisa por este prisma: a racionalidade de um delito varia consoante o observador entende os seus resultados imediatos ou as suas consequências mais mediatas. Por exemplo, o assalto à mão armada permite reembolsar quase instantaneamente uma soma razoável, mas pode conduzir o seu autor à cadeia. Ou seja, se o resultado imediato foi atendido, as suas consequências foram indesejáveis.
Esta é, em boa medida, a sequência estrutural do crime, seja furto, roubo, violência, toxicomania, agora o carjacking e também o homejacking e outros crimes para os quais ainda não há lei.
No fundo, um criminoso vive a crédito, aproveita o tempo imediato, correndo o risco de pagar mais tarde. Mas quando se avaliam os dossiers de reincidentes, cobrindo um período de uma década, revelam-se as consequências catastróficas do crime: reclusões repetidas, empregos perdidos, divórcios. O horizonte em que a acção destes homens se inscreve é demasiado imediato. Reflecte uma miopia temporal que não lhes permite governar racionalmente as suas vidas. Para estas pessoas o futuro não existe, só o presente tem lugar, e esse empurra muitos deles para o crime.
E nalguns casos não é só o factor necessidade, mas um mix de luxúria, embriaguez e excitação. É como se fosse um espectáculo do tipo Moulin Rouge que põe em cena esses homens e que depois do crime vão todos comemorar o resultado do roubo com cocaína, champagne num caldo de gozo venal - que nem sempre deriva do facto de terem sido presos em estabelecimentos prisionais com poucas condições de higiéne e salubridade.
Os criminosos que andam por aí também não deixam de disputar entre si um código de honra que resulta, em primeiro lugar, da ambição do lucro, mas também do controlo do gang, da competição, da "honra", da vingança e até mesmo da sexualidade que, não raro, anda associada aos crimes.
E a razão pela qual este tipo de pessoas já não se cura nas cadeias velhas nem nas cadeias novas (a construir ou a requalificar) decorre do facto de os problemas que transportam consigam foram sendo acumulado desde o seu nascimento, no seio da família e prolongou-se depois pela vida fora.
Melhores instalações presidiárias podem, eventualmente, fazer sentir ao agente criminoso que cumpre uma pena e que ele, afinal, até poderá resgatar a sua antiga honra e restaurar a sua velha dignidade, mas o "bichinho", aquele impulso determinante para o crime, como quem vai praticar ténis, está no seu ADN, e é despoletado sempre que a ocasião e as companhias se conjugam nesse sentido.
Por outro lado, a busca de sensações fortes de vária ordem: a embriaguez, a euforia, a vertigem que subjazem à preparação dos crimes é uma energia que não é marginal. O assalto a uma vivenda, o vandalismo, o furto de um veículo de 50 mil euros, o assalto à mão armada, as lutas de faca ou mesmo a violação têm, para personalidades mal estruturadas que não conhecem o arrependimento e são insensíveis à dor de terceiros, representa o seu quê de estímulo.
Prova provada é que são depois os próprios detidos a confessá-lo quando exprimem as sensações vivenciadas no cometimento desses crimes. Não podemos esquecer que por cada furto, roubo, agressão que cada um desses agentes criminoso comete é, para eles, uma "droga" que repõe um sentimento de justiça que eles reclamam e que, no seu entender, acham que a sociedade lhes tirou quase desde que nasceram.
Portanto, o que é natural é a reincidência dos crimes, até porque muitos deles tornaram-se grandes especialistas, além de ser uma "profissão" bem remunerada, não tem horários e, não raro, também se tem o status que muitos de nós, na normal vidinha civil e bem comportada, jamais conseguimos alcançar.

Recuperação de Constantino Cavafy. "Quando Puderes"

QUANTO PUDERES
Se não podes fazer da vida o que tu queres, tenta ao menos isto, quanto puderes: não a disperses em mundanas cortesias, em vã conversa, fúteis correrias. Não a tornes banal à força de exibida, e de mostrada muito em toda a parte e a muita gente, no vácuo dia-a-dia que é o deles - até que seja em ti uma visita incómoda.
Constantino Cavafy, 90 E Mais Quatro Poemas (1913)

Obama usa internet para buscar apoio a medidas econômicas

Internautas votaram nas perguntas que foram respondidas por Obama
Bruno Garcez
Da BBC Brasil em Washington
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participou nesta quinta-feira de uma inovadora sessão de perguntas e respostas com questões enviadas pelo público que mostrou mais ser receptivo a suas ideias desde a campanha presidencial: os internautas.
O líder americano respondeu a algumas das perguntas selecionadas entre milhares enviadas pela rede em um evento batizado pela Casa Branca de Online Town Hall Meeting, algo como Assembleia Popular Online.
Na sessão - transmitida simultaneamente pela internet, no site da Casa Branca, e por redes de TV -, os internautas e os convidados que foram à Casa Branca fizeram perguntas sobre muitos dos temas que Obama julga os mais importantes de sua proposta orçamentária: educação, seguro-saúde e energia.
Um total de 92.925 mil pessoas submeteu 104.129 mil perguntas ao site da Casa Branca. Os internautas então votaram em suas favoritas durante 36h, e 3.607.837 votos foram computados. (...)
Obs: Com o ódio de estimação que a Ferreira leite e o psd em geral têm ao Magalhães não estou a ver que a senhora amanhã possa conduzir alguma política tecnológica virada para as Tecnologias da Informação e da Comunicação. Ainda é pior do que o sociólogo António barreto, que destesta telemóveis e computadores por não saber trabalhar com eles.
By the way, felicite-se Obama por estes breves meses de Executivo. Embora muita gente pensasse que ele era, de facto, um mágico que iria, da noite para o dia, esconder o défice, ocultar o desemprego e apresentar um País repleto de ouro e diamantes ao amanhecer.
Não sendo mágico, Barack Obama é, seguramente, um Homem do caraças.

As "sobras" de Madonna são bem aproveitadas...

Madonna Intro to "I Am Because We Are"

madonna - miles away.... (sticky & sweet tour)

Isaltino diz que 400 mil depositados na Suíça eram «sobras»

O autarca Isaltino Morais afirmou esta quinta-feira em julgamento que os depósitos efectuados na Suíça, numa «única conta nominativa», se refeririam a alienações de património próprio, investimentos, heranças e cerca de 400 mil euros de sobras de campanhas, noticia a Lusa. (...),
in Portugal Diário
Obs: Pergunte-se a Isaltino se está disposto a fazer alguma doação das sobras a este site para executarmos algumas reformas gráficas há muito adiadas. Se tivermos que dizer que somos taxistas di-lo-emos, se também tivermos que dizer que gostamos de chocolate - também o faremos.
E de relógios, já agora...
Eu farto-me de poupar, e nunca acumulei sobras.
Pergunto-me em que Escola de Gestão estudou o grande Isaltino Morais...

Candidatos do PT dizem que só receberam doações legais da Camargo Corrêa

Castelo de Areia, o Globo
Candidatos do PT dizem que só receberam doações legais da Camargo Corrêa
A construtora Camargo Corrêa, que está sendo investigada pela Polícia Federal por desvio de recursos públicos e financiamento ilegal de campanhas políticas , fez várias doações para candidatos do PT. Tais doações são consideradas legais pela Justiça Eleitoral. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alguns candidatos chegaram a receber no ano passado R$ 500 mil. É o caso da candidata a prefeitura de Curitiba, no Paraná, Gleisi Hoffmann, que acabou perdendo as eleições para o tucano Beto Richa. Gleisi recebeu R$ 150 mil no dia 30 de julho, outros R$ 150 mil no dia 22 de agosto e mais R$ 200 mil no dia 29 do mesmo mês.
De acordo com o Ministério Público Federal, entre os partidos que teriam recebido dinheiro por fora, em doações ilegais, estão PPS, PSB, PDT, DEM, PP, PMDB e PSDB. A operação Operação Castelo de Areia prendeu 10 pessoas na quarta-feira. Nesta quinta-feira, os partidos negaram as irregularidades e lançaram suspeitas sobre a PF . O ministro da Justiça, Tarso Genro, negou que haja uma conotação política na operação da PF. (...)

quinta-feira

Ferreira Leite defende «maior organização e mais autoridade» das polícias

A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, defendeu esta quinta-feira que é necessária «maior organização e mais autoridade» das polícias, para melhorar as condições de segurança e dos portugueses.[..]
Obs: Ferreira leite é quase uma ignorante funcional em todas as áreas da governação. Ouvi-la já começa a ser penoso, e mesmo na área da economia & finanças revela um atavismo verdadeiramente lamentável.
Os portugueses lembram-se bem onde estava Ferreira leite no Verão de 2008, aquando do sequestro na Agência bancária em Campolide. Nem antes, durante e depois Leite saíu da toca onde estava hibernada. Não se lhe conhece um pensamento nessa área a não ser debitar manchetes de jornais mais as generalidades que pacheco Pereira lhe dita.
Isto não obsta a que o MAI não tenha de reforçar os efectivos nas ruas das grandes urbes, aumentando o policiamento de proximidade e a mobilidade dos agentes de segurança a fim de dissuadir ou prevenir um maior número de crimes que hoje lamentavelmente ainda ocorrem no País.

Marinho Pinto acusa PJ de ter combinado a carta que incrimina Sócrates

Bastonário da Ordem dos Advogados vai provocar uma nova polémica, na medida em que na próxima edição do Boltim da Ordem critica fortemente a actuação do Ministério Público e da PJ no caso Freeport. O tema é capa do Boletim da Ordem, com o título «A carta anónima que incriminou Sócrates foi combinada com a PJ».

Já esta noite, em declarações à SIC, Marinho Pinto afirmou que a carta foi combinada entre o autor e alguns elementos da Polícia Judiciária e registada falsamente como anónima nos autos. [...]

Obs: Fica patente o gosto de Marinho Pinto pelo jornalismo. E mesmo nesta circunstância ainda consegue melhor do que Mário crespo, que é, consabidamente, um mau jornalista. O problema é que Pinto não é, hoje, jornalista. E como bastonário da OA também fica mal na fotografia, viola algumas regras de deontologia evitáveis. Apesar de falar verdade, Marinho não o deveria dizer nem escrever. Ao politizar-se desta forma descredebiliza-se na OA a que preside. Depois nem como jornalista nem como bastonário.

Pergunto-me para onde deseja ir Marinho Pinto, e só encontro uma resposta: para o além...

Lá duvido que existam ordens profissionais e jornalistas...

Arranje-se, pois, um bilhete em classe executiva para Marinho Pinto.

A questão a saber é se é one-way-ticket ou é um bilhete de ida e volta!?

Diana Krall - The Look of Love

Carlos Paredes, Goran Project e Sara Vaughan

Carlos Paredes - Verdes Anos

Gotan Project - Diferente

Sarah Vaughan - Whatever Lola Wants

Suiça

Isaltino Morais: o grande amealhador... São as sobras...

... E eu a pensar que Isaltino Morais apenas gostava de chocolate suíço. Ofereça-se, pois, um Toblerone de Sacavém a Isaltino.
Por este andar Marques Mendes ainda terá de pedir desculpa ao autarca e com efeitos retroactivos ao tempo do Governo Durão em que o visado era ministro das Cidades e depois candidato independente a Oeiras - que ganhou contra a candidata apoiada pelo PSD, Teresa Zambujo, que daqui aproveito para cumprimentar.

O resto das mestelas poderão ser lidas aqui. Mas Oeiras é um caso curioso, porque o grande Isaltino, mesmo amputado na sua honra pessoal e limitado na sua potencialidade política, consegue ter na mão os vereadores e assessores do PS e do PSD e até independentes.
Por uma razão simples: as necessidades da empregomania que a conjuntura agudizou obrigam a este tipo de subordinações e de lealdades caninas.
Oeiras já foi um exemplo, hoje não passa do "esgoto" da linha. O PS, por seu lado, apenas tem apresentado candidatos de 2ª e 3ª linha, à partida derrotados.
Com a cumplicidade podre de todos, o que faz da autarquia uma espécie de reino da Dinamarca... para evocar W. Shakespeare em que Hamlet, após perceber que algo estava podre naquele reino, passou a fingir-se de louco com o intuíto de não ser eliminado e, assim, conseguir sobreviver.
Isaltino, não só conseguiu ganhar as eleições sob fortes suspeitas judiciais como, seguramente, não leu W. Shakespear, mas está aí para as curvas autárquicas que se avizinham. Ainda veremos a madrinha do António preto (o homem da mala e das cartas de condução...), actual directora do economato do psd, apoiar Isaltino a Oeiras nas próximas autárquicas.
Como se vê, em Portugal tudo é possível. Hoje, curiosamente, Adelino Ferreira Torres - outro autarca modelo do Marco de Canavezes, saíu ilibado.
À luz destes factos, que são miseráveis, fico com a sensação, agora e sempre, que quem, verdadeiramente, deveria sentar-se no banco dos réus era a nossa garbosa e mui previligiada e miserável justiça.