segunda-feira

Mais uma excrescência do chamado cavaquismo, que se desenvolveu à sombra dele

O despacho de acusação do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), a que o i teve acesso, revela que Arlindo de Carvalho, ex-ministro da Saúde de Cavaco Silva, e José Neto, seu sócio e antigo também governante, seriam dois dos ‘testas-de-ferro’ do esquema comandado pelo presidente do BPN, José Oliveira Costa, para esconder os investimentos e a aquisição de património pelo grupo BPN/SLN.

Na edição de hoje, o jornal adianta que o antigo ministro de Cavaco e o seu sócio são acusados pelo Ministério Público de terem recebido ilegitimamente mais de 80 milhões de euros.

Os dois arguidos no processo BPN terão ganho 46 milhões de euros de financiamento do BPN e 32,4 milhões de financiamento do Banco Insular, que nunca foram pagos, explica o i, acrescentando que, além disso, os dois terão recebido ainda cerca de 2 milhões pela aquisição de imóveis a Ricardo Oliveira, outro dos alegados ‘testa-de-ferro’ igualmente acusado no processo, mais 889 mil euros de juros creditados “indevidamente” numa conta pessoal que tinham no BPN.
Os dois são acusados de um crime de burla qualificada, abuso de confiança e fraude fiscal qualificada, em co-autoria.

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Obs: Solicite-se um comentário ao sr. Silva, de quem estes dois mal-feitores foram "ajudantes".

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quarta-feira

Declarações fantasmas do sr. Silva

Nota prévia: Declarações FANTASMAS:

- Em matéria de BPN, BES e Grécia - o sr. Silva tende a misturar "alhos com bugalhos" e a fazer grandes concessões à mentira, à perfídia, ao interesse próprio em nome duma carreira feita à custa do Estado - de tudo resultando uma congénita falta de seriedade.
- De facto, os portugueses mereciam melhor. Muito melhor!!!
- Pior do que isto, só isto em versão reincidente, ou seja, em versão cavaco.
- Os contributos - modestos - de Portugal para o "bolo" comunitário (e para a Grécia em particular!!) resultam do seu magro PIB e da sua população, cada vez menor por força da emigração compulsiva pressionada pelo incompetente XIX Governo (in)Constitucional - activamente apoiado pelo ainda locatário de Belém. 

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Cavaco diz que Portugal é um dos países que fez e fará maiores doações à Grécia

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segunda-feira

Cavaco e o BES. Um tratamento privilegiado



O PR, Cavaco Silva, não hesitou, mesmo a milhares de kilómetros de distância e reportando da Coreia do Sul, passar um certificado de qualidade ao BES, dizendo que está a salvo dos problema do GES e até elogiou a actuação do governador do BdP no caso.

De facto, relativamente ao caso BPN, que foi até ao momento a maior fraude do século XX-XXI e é objectivamente um caso de polícia, Cavaco demarcou-se sempre de tecer quaisquer comentários sobre o banco criado por Oliveira e Costa, seu ex-secretário de Estado (e pelo seu inner circle), procurando até poupar e/ou salvaguardar até às últimas o papel daqueles, como Dias Loureiro (à época Conselheiro de Estado), tiveram importante acção naquela mega-fraude do século e foram e são profundamente lesivas do erário público. 

Perante as dificuldades do BES, Cavaco não se coíbe de assumir o papel de "notário" e certificar e recomendar o BES. 

Será que esta falta de equidade no tratamento de instituições financeiras remete para o facto de, num caso, o PR ter tido acções e as ter vendido out of market e, noutro, aparentemente, nada ter que ver com o banco dirigido por Ricardo Salgado?!

A que se deve, afinal, esta DISCRICIONARIDADE no tratamento que Cavaco Silva concede às instituições financeiras em Portugal?

Não podemos crer que essa desigualdade de tratamento decorre apenas de a pessoa em questão ser ou não titular de acções dos bancos ou manter com eles qualquer tipo de envolvimento.


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Duarte Lima começa a ser julgado no caso BPN


Duarte Lima
Duarte LimaFotografia © Álvaro Isidoro - Global Imagens
Este julgamento está relacionado com a aquisição de terrenos no concelho de Oeiras, através de uma empresa - Homeland -, constituída por Duarte Lima, Vítor Raposo e Pedro Lima.
A Homeland foi constituída com a participação de 1,5 milhões de euros do BPN, de 4,2 milhões de euros de Vítor Raposo (então sócio de Duarte Lima) e igual capital do arguido Pedro Lima (filho do ex-líder parlamentar do PSD).
Os terrenos estavam nas imediações da projetada sede do Instituto Português de Oncologia (IPO), que acabou por não avançar, pelo que o crédito pedido ao BPN, no valor de mais de 40 milhões de euros, ficou por liquidar.
Duarte Lima, antigo líder parlamentar do PSD, é suspeito de beneficiar de vários créditos no valor de mais de 40 milhões de euros, obtidos com garantias bancárias de baixo valor.
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Obs: De facto, temos de admitir que o BPN foi um grande banco pelas pessoas que, inadvertidamente e à margem da lei, financiou:
- financiou campanhas eleitorais ao cavaquismo;
- financiou a compra & venda de acções (out of market) ao locatário de Belém - violando normas da CMVM (out of law);
- financiou aquisição de terrenos em Oeiras, como descreve o artigo supra;
-financiou a aquisição de obras d´arte..

Enfim, permitiu um conjunto de operações financeiras à margem da lei e pagas hoje com o sangue, suor e lágrimas do povo português (através do erário público). 

O BPN foi, de facto, um grande banco, mas gerido por gente que agiu de forma criminosa e prejudicando os interesses legítimos do Estado e lesando milhares de clientes particulares. 

Num caso destes urge fazer Justiça, mas também esta entrou em roda livre, porque os elementos do cavaquismo (e não só!!!) apagaram provas, dissimularam circunstâncias, compraram influências.  

Em suma: a Justiça em Portugal revela-se pequena demais para combater tamanho polvo.

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quarta-feira

Ex-dirigentes do BPN integram comissão de honra de Cavaco

Nota prévia:

Esta Comissão de Inquérito servirá tanto para apurar a verdade dos factos como as sucessivas comissões de inquérito para apurar o que verdadeiramente se passou em Camarate, em 1980, cujo acidente (ou crime!?) vitimou o então PM, Sá Carneiro, o MDF, Adelino Amaroda Costa e outras pessoas. Se há valor que em Portugal deve ser completamente desvalorizado são as condições em que se desenvolvem processos de justiça altamente politizados. De resto, a inclusão de certas personalidades influentes em processos políticos (como são as eleições, em que todos os players dão tudo por tudo) dos mais diversos quadrantes(finança, política, empresariado, etc) é, precisamente, para obstaculizar a realização plena da justiça, ocultando provas que possam prejudicar a ascenção ao poder.

Neste contexto, pergunta-se: para quê, então, reeditar Camarate através do BPN (em que se sabe que cavaco especulou à margem dos mecanismos bolsistas e ganhou muito dinheiro com isso)?!

Nada de mais se descobrirá, a não ser do que confirmar o humor negro de Oliveira e Costa que funcionalizou a sua lei da Omertà que aqui tratámos recentemente.(link)

Público
A nacionalização do banco justificou a criação de uma comissão de inquérito à supervisão e nacionalização do BPN, o que não foi alheio ao facto de a sua falência ter tido repercussões na esfera política. A instituição possuía nos seus órgãos sociais ou na estrutura accionista dirigentes políticos do PSD no activo, sendo os mais emblemáticos Dias Loureiro, nomeado por Cavaco para o Conselho de Estado, e os ex-ministros Arlindo Carvalho, Daniel Sanches e Rui Machete. E clientes como Duarte Lima. Também Cavaco Silva, a filha e o genro eram clientes do BPN e accionistas, posição que largariam antes de Cavaco avançar para Belém.
O Presidente disse ontem, nos Açores, que não falará mais sobre este assunto (ver texto nesta página).
A ligação de Abdool Vakil, economista e líder da comunidade islâmica, ao actual Presidente é antiga. Foram contemporâneos na faculdade, ambos passaram pelo Banco de Portugal, e o ex-presidente do Banco Efisa foi mandatário de Cavaco nas últimas presidenciais. E foi como presidente do Efisa, vendido por si em 2002 a Oliveira Costa, que passou a integrar a administração do BPN SGPS.
Alargamento ao PS
Mas a intenção de Oliveira Costa, principal arguido do processo BPN, era alargar a sua esfera de influência ao PS. Num email enviado a seu pedido, Vakil sugeriunomes ligados ao PS para integrarem os órgãos sociais do Efisa. José Lamego, Augusto Mateus e Guilherme Oliveira Martins chegaram a assumir funções no conselho superior do Efisa. Mas foram equacionados outros nomes como os de Fernando Castro, ex-chefe de gabinete de Pina Moura, e dos deputados socialistas Vera Jardim, João Cravinho e Alberto Costa.(...)

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Moody's corta 'rating' de oito bancos portugueses. BPN em alta

Moody's corta 'rating' de oito bancos portugueses por Lusa, DN
A agência de notação financeira Moody's cortou hoje o 'rating' de oito bancos portugueses, cinco descem um nível e a outros três são cortados dois níveis, na sequência do corte em dois níveis do 'rating' da dívida pública portuguesa.
Em comunicado, a agência indica que o 'rating' da Caixa Geral de Depósitos, do Santander Totta, do Banco Espírito Santo (BES), do Banco BPI e do Espírito Santo Financial Group foi revisto em baixa em um nível.
O Banco Comercial Português (BCP), o Montepio Geral e o Banif sofreram, por sua vez, um corte de dois níveis.
O 'rating' atribuído ao Banco Português de Negócios/BPN manteve-se inalterado.
Obs: Felicite-se Oliveira e Costa pelo crédito que o BPN ainda consegue ter perante os racionalizadores da especulação financeira globalitária.

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