segunda-feira

O falso perfil de Marcelo no Facebook




Take I


O dr. Rebelo de Sousa entende que enquanto estiver num estado de serenidade mental não adere ao FBook. 
- Não surpreende, pois em 2004/2005 - o comentador-mor do regime ainda não sabia enviar e-mails. 
- Não lhe faria mal ler algumas coisas sobre a sociedade do conhecimento, redes sociais e, essencialmente, conhecer as ferramentas tecnológicas ao dispor para que o Homem comunique mais e melhor com o seu semelhante. Pelo menos, não faria a figura de ignorante-passivo - deixando-se representar no FB por um alegado anónimo que assumiu, contra a sua vontade, o seu perfil e anda a formular convites em seu nome.
- Terá Marcelo passado alguma PROCURAÇÃO a alguém?!


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Take II


Agora que se sabe - pela boca do próprio - que alguém anda a abusar do direito de imagem do analista MRS no FBook - é natural que o mesmo analista responda aos que lhe telefonam, nem que seja para saber se ele é o verdadeiro autor do perfil e, de caminho, por que razão não aceita os convites.

- Ou será que o (alegado falso) perfil do comentador criado no FB serve já para a rampa de lançamento virtual a Belém...

- Enfim, mais um factóide que assinala o fim de Agosto, o que é verdadeiramente dramático.


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O rastilho dos meets e o ardil do falso (ou imaginário) racismo.

"O 'meet' do Vasco da Gama bateu bué. Mas houve 'beefs' e até a bófia apareceu"Encontro marcado no Facebook reuniu cerca de 600 adolescentes junto ao Centro Comercial Vasco da Gama e acabou com a intervenção da PSP, cinco agentes feridos  e quatro detenções. Há pelo menos mais quatro "meets"  já agendados para Queluz, Lisboa, Amadora e Oeiras. O primeiro é amanhã. Link


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Quando se tenta compreender os princípios, as motivações e as acções daqueles que organizam os "meets" - via redes sociais - cujo impacto negativo conheceu já um efeito lamentável no Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa, numa zona habitada pela classe média-alta, não se consegue identificar uma causa nobre, uma orientação ou filosofia de vida que faça do encontro uma partilha de valores, de informação útil, de experiência ou de conteúdos que permitam elevar o nível de consciência cívico e de educação para a cidadania.

Bem pelo contrário: a linguagem utilizada é pobre, "rasca" e pré-conflituosa, os termos utilizados pelos adolescentes entrevistados vão pouco mais além do que: "O meet é para socializar, tirar fotos e não para andar à porrada. Para isso não se criam meets, criam-se combates de rua", diz Bruno, rapaz de Chelas, 17 anos. Seguem-se dezenas de likes. link

Perniola, num dos seus ensaios, cita um outro exemplo que todos podemos reconhecer na nossa vida diária: um líder político faz uma declaração ofensiva, à noite dá parcialmente o dito por não dito, na manhã seguinte afirma que havia uma parte de verdade nas suas afirmações, para depois sustentar que era uma frase irónica e por fim, no 3.º dia, conclui ter sido mal interpretado.
Ou seja, de cada uma das vezes o tal agente político atinge uma parte da audiência, que é considerada uma espécie de tábua rasa profundamente sensível e receptiva aos apelos sociais, especialmente numa conjuntura económica e socialmente recessiva, mas incapaz de reter o que é dito sobre ela para além do momento da recepção e da transmissão daqueles sound bites de circunstância.  
Isto significa, na prática, - e caso não se tomem medidas de carácter preventivo e disciplinar, algumas de tipo de punitivo, sempre que pessoas e património estejam em causa, - que a semana passada a confusão foi lançada na zona envolvente ao CC Vasco da Gama; mas amanhã ou depois a mesma confusão e anarquia deliberadas, resultado de revolta social e de vontade de perturbar a ordem pública, nem que seja para dizer que (em nome dos mobilizadores destes "meets" sem qualquer finalidade social) - que nós existimos, estamos vivos, logo pensamos e actuamos!!!
Com efeito, todo o enredo destas manifs são muito pobres, nenhuma mensagem social oferecem à dita "comunidade de amigos virtuais, e, se assim é, à luz dos factos conhecidos e disponíveis, por que razão, numa linguagem verdadeiramente desafiadora das autoridades um bando de adolescentes continua à solta pela cidade, podendo - em nome duma revolta sem causa e dum projecto social inexistente - que tem uma expressão étnica acentuada (e prefigurando até uma modalidade de racismo invertido do negro ao branco) - poderá continuar a ameaçar pessoas, bens e a manutenção da ordem pública?!
O Facebook ou o Twitter não foram concebidos para este tipo de projecto sem causa ou finalidade social, que, no limite, e caso as autoridades policiais não interviessem a  tempo, poderiam desencadear um conflito de baixa intensidade, mas afectando a segurança de largas dezenas de jovens que, inconscientemente, se veriam envolvidos em conflitos interpessoais sem controle e fim à vista, até porque, sustentam alguns, esses "encontros" são engendrados sob a capa de reuniões alargadas de jovens, não já imbuídos do espírito que os leva a caminhar a Santiago de Compostela, mas, verdadeiramente, os seus mentores aproveitam-se da ingenuidade dos demais para fazerem acertos de contas entre grupos ou clãs rivais que contam já um historial de conflito e violência.
As redes sociais não passam de meras ferramentas utilizadas para a comunicação entre as pessoas e as organizações; elas jamais se substituem às causas, aos projectos e à vontade colectiva de sectores da população que, num dado momento da sua história e evolução, entendem utilizá-las para racionalizar a sua mensagem.
O problema é quando não há mensagem, resta apenas o ódio, a revolta social e um certo aproveitamento da ingenuidade da maior parte daqueles adolescentes que, piamente, acreditam que o agendamento desses meets tem como finalidade tocar umas guitarradas, cantar e prometer uma nova esperança sob os céus e pronunciar as palavras Peace & Love.
De facto, a eficácia de uma democracia, já que ela se tem revelado impotente para destituir um Governo incompetente e ilegítimo na arte de governar, radica na sua capacidade de gerir informações. O que exige alguma coordenação entre a intelligence nacional (que não serviu para nada na antecipação dos problemas do BES e conexos...) e as forças de segurança clássicas - cuja missão é prevenir que multidões em fúria provoquem desacatos na ordem pública, com isso procurando fazer uma demonstração de força perante as autoridades policiais e o país.
Quem verdadeiramente pretende divertir-se a uma escala humana considerável não procura um Centro Comercial numa zona fina da cidade, vai para um descampado, cujas condições naturais são mais propícias ao ajuntamento de grandes multidões.
Numa palavra: é preocupante este tipo de encontros sem qualquer finalidade social. Perante esta originalidade na forma de comunicar e de reunir em Portugal, haverá três formas de reagir a esta anarquia adolescente que, a cada momento, pode intensificar o rastilho para uma explosão social urbana (e suburbana) artificializada e que, com base na raça ou na etnia, poderia facilmente ser instrumentalizada pela esmagadora composição social não-branca que integram esses meets.
A primeira forma de reacção a este epifenómeno social seria falar do assunto como Cassandra, em tons melodramáticos, o que configura, desde já, uma reacção negativa e a evitar liminarmente - por parte das autoridades policiais e (outras);
A segunda forma de reacção perante esta adversidade - consiste em analisar o modo como estes meets são agendados como o Doutor Pangloss do Cândido de Voltaire, defendendo a não existência do mal e da perversidade humanas, o que também seria uma idiotice, já que a natureza humana comporta esta dimensão (explícita e oculta, até por via do ressentimento social, ideológico, religioso, étnico, etc) - e que manifestamente parece estar presente no modus operandi que levou 600 adolescentes ao Vasco da Gama - certamente não foi para comprar bacalhau, telemóveis, comer um gelado, nem contemplar a Ponte Vasco da Gama - que empurra a linha do horizonte para Alcochete;
A terceira forma de reacção, que parece mais realista e aconselhável da óptica das autoridades e da sociedade em geral cujos valores aqueles salvaguardam, é a de olhar para esse fenómeno social emergente - não com a reactividade do bombeiro (que apaga o fogo depois dele ser posto) - mas seguindo a perspectiva do segurador, i.é., adoptando uma postura de pré-actividade, o que implica conhecer a forma como se organizam, comunicam e as motivações que estão por trás dessa logística. 
Não vale a pena seguir a atitude passiva do bombeiro, que consiste em esperar que o fogo se declare para o combater. A experiência revela que essa política é muito arriscada. 
Daqui resulta uma conclusão óbvia, como forma de controlar alguns desses delinquentes (sublinho "alguns", porque a maioria dos jovens são ingénuos e facilmente instrumentalizados nesses meets) - tal implica uma vigilância apertada relativamente aos líderes desses grupos, tendo em vista neutralizar os seus intentos, pelos menos nos moldes e na linguagem desafiadora do passado recente, o que não prenuncia nada de bom. 
Provocar as autoridades policiais de modo a que os seus agentes percam a cabeça e apliquem a força de forma desproporcional e desnecessária diante das câmaras de televisão, "já foi chão que deu  uvas", pois esse também parece ser o ardil pobre de alguns líderes de grupos de etnia não-branca como forma de se vitimizarem duma condição social e étnica para, a partir desse simulacro mediatizado, extrapolarem os seus efeitos e apresentarem-se à sociedade como as vítimas do racismo que verdadeiramente não existe em Portugal.
Infelizmente, o que está a ocorrer entre nós, são manifestações lamentáveis de racismo invertido, quer do negro relativamente ao branco, quer doutras minorias que procuram impor a sua micro visão dos valores que têm da sociedade à maioria que tem uma outra cosmovisão. 
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terça-feira

Medite-se na tragédia...



Uma das 'selfies' que Courtney Sanford publicou no Facebook enquanto conduzia
Uma das 'selfies' que Courtney Sanford publicou no Facebook enquanto conduziaFotografia © DR
De acordo com os media norte-americanos, às 8.33 da manhã de quinta-feira, uma nova entrada apareceu na rede social de Courtney Sanford, de 32 anos, onde se lia: "A música Happy [feliz, referência à música de Pharrell Williams] faz-me feliz."
A polícia foi alertada para a ocorrência do acidente às 8.34. "Numa questão de segundos, uma vida acabou só porque ela queria dizer aos amigos que estava feliz. Não merece a pena", disse à estação WGHP o responsável pela polícia de High Point, na Carolina do Norte, Chris Weisner.
De acordo com as autoridades, Courtney seguia sozinha no carro quando este saltou o separador central, embateu num camião de reciclagem e incendiou-se, obrigando o outro veículo a sair da estrada.
Foi um amigo de Courtney que falou à polícia das suas atualizações de Facebook, depois de reparar que tinham sido publicadas por altura do acidente.
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Obs: Lamente-se a perda...
Se conduzir não mexa no Tm. 


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Papa Francisco foi o mais falado do ano no Facebook

A popularidade do Papa Francisco reflete-se no Facebook
A popularidade do Papa Francisco reflete-se no FacebookFotografia © REUTERS/Tony Gentile
O tópico mais referido durante o ano de 2013 no Facebook, a nível global, foi o Papa Francisco, revelou hoje a maior rede social do mundo.
Em comunicado que faz o balanço da atividade do Facebook durante este ano, a empresa norte-americana afirma que na categoria de "tópico mais referido" o novo líder da igreja católica surge à frente das palavras "Eleições", "Bebé real" ou "Tufão".
O Facebook esclarece que foram tidas em conta as várias línguas em que os temas foram referidos, o que justificará o facto de "Eleições" surgirem em segundo lugar: este ano houve escrutínios em países importantes como a Itália, a Índia ou o Irão.
No 'top 10' dos temas mais falados no mundo há lugar ainda para "Margaret Thatcher" (5.º posto), "Harlem Shake" (6.º) e Miley Cyrus (7.º). A "Maratona de Boston", alvo de atentado à bomba, "Tour de France" e "Nelson Mandela" ocupam as três últimas posições da lista.
A popularidade do Papa Francisco garante-lhe o primeiro lugar no 'top' mundial, mas não é suficiente para conquistar os norte-americanos. Ainda segundo o Facebook, "Super Bowl" foi o tópico mais referido nos EUA, seguido do "shutdown" do Governo e da Maratona de Boston.
Em terras do tio Sam, o Papa surge apenas no sexto lugar do 'top', depois da "Crise Síria" e do "Harlem Shake". Mas mesmo aqui bate "George Zimmerman" (o homem que matou a tiro Trayvon Martin, na Florida, por alegados motivos raciais), "Bebé Real", "Nelson Mandela" e "Tomada de Posse presidencial", de Barack Obama, que encerra este 'top 10'.
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Obs: Esta quantofrenia idiota acaba por ocultar o essencial e sublinhar perversamente o acessório, e para esta ampliação da futilidade global contribui, lamentavelmente, tanto media velhos como os new media. Afinal o que diz o Papa, como e para quem. E porquê, já agora. 
- Questões a que a psicose com a popularidade não responde, nem pode responder. E é triste que assim seja. 


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A "compra" de atenção nos media sociais. O Facebook

À noção de comércio de mercadorias regulada pelo dinheiro sucede-se a ideia de comércio de atenção, qual capital social que abrange vários componentes de transacção de atenção e de trade-of de pontos de vista entre as pessoas que agora se relacionam através dos media sociais.
A ideia subjacente a este tipo de relação emergente é a de que as pessoas passaram a valorizar mais as opiniões dos outros. Esta dinâmica tem implicações sociais, uma das quais é que em vez de sermos nós próprios a procurar serviços e produtos, são estes que podem vir ao nosso encontro. O que já não é novidade na net.
Dou um exemplo comezinho, mesmo no plano político que, de certo modo, surpreendeu Portugal e os portugueses. Na sequência das declarações de Cavaco sobre o valor das suas pensões de reforma, foi posta a circular na rede uma petição com o fito de reclamar a sua demissão. E em breves dias a referida petição foi assinada por dezenas de milhares de pessoas que, on line, fizeram a sua manifestação de vontade na sequência daquelas abjectas declarações, o que obrigou o PR a retratar-se mediante comunicados, embora o tenha feito de forma ainda mais abjecta do que o teor das suas declarações iniciais. Ou seja, pior a emenda do que o soneto...
Eis um exemplo oriundo da área política, da pequena política, em como as redes sociais facilitam exponencialmente a disseminação de informação. Para o melhor e para o pior, e o mais curioso é que Cavaco, ou alguém por ele no Palácio Rosa, é um utilizador intensivo do Facebook. Portanto, conhece bem o êxito dos novos media, e, agora, paradoxalmente, conheceu bem o seu lado mais negro.
Nesta linha de disseminação da informação, conferindo-lhe um carácter quase instantâneo, é que também se explica a popularidade de outras ferramentas virtuais, como o twitter e, mais interessantes, o microblogging. É através destas ferramentas que os seus utilizadores informam a sua rede de amigos do que estão a fazer e a partilhar com eles os seus interesses pessoais, intelectuais, de lazer, os mais variados.
No caso particular do Facebook, por ser o "rei" destas ferramentas virtuais mais populares do momento, importa sublinhar as chamadas actualizações de estado que cada um dos utilizadores vai fazendo, pois é a partir delas que os amigos virtuais dessa rede são informados do que cada um está a fazer e que opiniões estão sendo desenvolvidas e que assuntos debatidos, expressando, ao mesmo tempo, sentimentos, afectos e os estados de espírito daqueles que integram essa rede de amigos.
Hoje várias centenas de milhões de histórias, ou actualizações de estado diárias, são debitadas na rede e alimentadas pelos feeds de informação que asseguram a sua manutenção.
Hoje, estamos um pouco no cruzamento destas trocas de informações que, certamente, tem mais interesse nuns casos do que noutros. Como, de resto, em tudo na vida.

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sexta-feira

Facebook. Diz-me com quantos te dás e dir-te-ei qual o tamanho do teu cérebro

Quanto maior o número de amigos no Facebook maior o cérebro.

De acordo com uma investigação da Universidade de Londres, poderá haver uma relação directa entre o número de contactos na rede social e desenvolvimento de algumas partes do cérebro, revela a Reuters.

O estudo refere que quantos mais amigos se tiver no Facebook maior será a quantidade de massa cinzenta associada ao processamento de emoções e memórias, mas os investigadores advertem que não se pode estabelecer uma relação directa de causa-efeito, já que alguns cérebros poderão ter uma maior predisposição para ter mais amigos.

Para esta investigação os cientistas basearam-se em imagens tridimensionais do cérebro de 125 estudantes universitários, utilizadores activos do Facebook, e compararam essas imagens com a dimensão da rede de amigos, real e virtual, concluindo que aqueles que são mais sociáveis apresentam algumas regiões cerebrais aumentadas como a amígdala. Mas noutras três áreas do cérebro o aumento parece estar apenas associado à intensidade de interactividade na esfera social virtual, explicam os investigadores da universidade inglesa.

Obs: A empiricidade destes estudos resumem-se, no fundo, à quantidade de amigos. Se um utilizador tem 5000 amici é, tendencialmente, uma sumidade; se, ao invés, tem poucos amigos, é um "trolha". Pergunto-me qual a base científica para fazer este tipo de relação. Aqueles que são relações públicas nas mais diversas organizações são ... "brilhantíssimos", assim como os proponentes do estudo. Talvez fosse mais fácil meter a malta toda a comer salmão 4 vezes por semana.

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quarta-feira

Google cria acesso ao Facebook pelo Gmail

Reuters
Cerca de 400 milhões de pessoas mantém um perfil no Facebook, muitas das quais publicam comentários que não podem ser indexados pelo mecanismo de busca do Google. A enorme audiência do Facebook também representa uma ameaça às vendas de publicidade do gigante das buscas.
MOUNTAIN VIEW - O Google está facilitando a socialização no seu serviço de e-mail. A companhia apresentou hoje uma nova ferramenta chamada "Google Buzz" que permite a interação direta com o Facebook.
Com a nova ferramenta, os usuários do Gmail poderão fazer atualizações de estado no Facebook por meio do Google Buzz, além de ler e comentar as publicações dos seus amigos na rede social.
Outras ferramentas também permitirão que os usuários compartilhem vídeos, fotos e links, assim como é possível fazer em sites como o Twitter.
A novidade do Gmail é uma resposta direta ao rápido crescimento do Facebook, atualmente a maior rede social online do planet.

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Redes sociais na Net podem ser "altamente prejudiciais"

Redes sociais na Net podem ser "altamente prejudiciais" por Lusa
As redes sociais na Internet, como o Facebook, podem ser "altamente prejudiciais" para os trabalhadores e para a imagem das empresas mas, se bem utilizadas, as vantagens ultrapassam os prejuízos, considerou hoje Nuno Troni, especialista em recursos humanos.
Para Nuno Troni, especialista da empresa de recrutamento Michael Page, os trabalhadores têm "muito mais a ganhar do que a perder" com a utilização das redes sociais, mas precisam de estar atentos à forma como as utilizam, até para não prejudicarem a sua imagem perante futuros empregadores.
"Uma política de comunicação clara sobre a informação que os colaboradores de uma empresa podem passar ao exterior é a melhor forma de evitar constrangimentos nas redes sociais", como a polémica que envolve os pilotos e a administração da transportadora portuguesa TAP, provocado por comentários no Facebook, acrescentou o especialista.
Troni referiu ainda que a participação dos funcionários em redes sociais na Internet como o Facebook e o Twitter permite potenciar a exposição ao mercado laboral e divulgar o trabalho que realizam, desde que o façam "de forma inteligente" e não partilhar informações que se venha a arrepender mais tarde.
O trabalhador deve evitar informações "pouco abonatórias" para a empresa onde trabalha, até para proteger a sua imagem no mercado de trabalho, referiu Nuno Troni.
"Se estiver em processo de recrutamento para uma outra empresa, este tipo de comportamento não será bem visto pelo recrutador", afirmou.
De acordo com Nuno Troni, para as empresas "torna-se muito difícil controlar toda a informação que os colaboradores trocam entre si", quer no contexto de trabalho, quer no a nível social, com amigos ou familiares, dificuldades ainda maiores quando se trata de informação confidencial.
"A única forma de prevenir este tipo de situações é fazer uma boa política de comunicação que preveja este tipo de casos. Na banca isto funciona", disse.
A punição dos colaboradores também acaba por funcionar, mas de uma forma reactiva, considerou Nuno Troni.
TAP sanciona pilotos por conversa no Facebook com "curso de ética"
Segundo a notícia avançada pela Lusa, a TAP convocou nove dos seus pilotos para um "curso de ética", alegadamente por estes terem discutido assuntos da empresa na rede social Facebook.
Os pilotos acham que é uma "sanção disciplinar ilícita" e discriminatória, mas a TAP garante que este curso faz parte da formação dada a todos os trabalhadores e destina-se a todos os pilotos e pessoal de cabine.
O caso dos pilotos da TAP não é a primeira polémica laboral causada pelo Facebook. Recentemente, uma mulher no Canadá perdeu o direito à baixa médica, depois de terem sido descobertas fotografias suas no Facebook.
As fotografias mostravam que a funcionária da empresa informática IBM se estaria a divertir na praia, apesar quando esta se apresentava de baixa há mais de um ano, por depressão.
Obs: Hoje a necessidade de comunicar instantaneamente leva os intervenientes a cometer excessos, dar tiros no pé, e, por vezes, fazer da comunicação planos de implosão imediata, ainda que inconscientemente. Faz lembrar aqueles bloggers com a ânsia de potenciarem a sua visibilidade opinativa se agrupam em blogues colectivos, e depois aquilo mais parece uma salada russa intragável. Por vezes, o face book também é isso - em que todos dormem com todos, e isso só pode conduzir a uma coisa: promiscuidade.

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