terça-feira

Medite-se na tragédia...



Uma das 'selfies' que Courtney Sanford publicou no Facebook enquanto conduzia
Uma das 'selfies' que Courtney Sanford publicou no Facebook enquanto conduziaFotografia © DR
De acordo com os media norte-americanos, às 8.33 da manhã de quinta-feira, uma nova entrada apareceu na rede social de Courtney Sanford, de 32 anos, onde se lia: "A música Happy [feliz, referência à música de Pharrell Williams] faz-me feliz."
A polícia foi alertada para a ocorrência do acidente às 8.34. "Numa questão de segundos, uma vida acabou só porque ela queria dizer aos amigos que estava feliz. Não merece a pena", disse à estação WGHP o responsável pela polícia de High Point, na Carolina do Norte, Chris Weisner.
De acordo com as autoridades, Courtney seguia sozinha no carro quando este saltou o separador central, embateu num camião de reciclagem e incendiou-se, obrigando o outro veículo a sair da estrada.
Foi um amigo de Courtney que falou à polícia das suas atualizações de Facebook, depois de reparar que tinham sido publicadas por altura do acidente.
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Obs: Lamente-se a perda...
Se conduzir não mexa no Tm. 


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segunda-feira

Redes sociais: um bom tema de reflexão para os exames nacionais na transição do secundário para a universidade

Durante anos a televisão foi o principal veículo de comunicação social essencial à democracia, de certo modo ainda o é. Não por obsessão, mas porque ocupa um lugar essencial na teoria da comunicação no contexto de uma democracia de massas. Como não é possível que tudo mude de um momento para o outro não devemos, só por modismo fútil, dizer que a tv perdeu o seu primado, contudo outras fontes e formas de comunicação roubaram espaço aquele veículo, e é com base nessas estruturas emergentes que as pessoas, as organizações e os espaços se ligam uns aos outros. Eis o domínio das redes sociais, porventura um espaço de análise e de reflexão que informará os exames ao nível nacional dos jovens que fazem a transição do secundário para o ensino universitário.
É hoje por via desses canais, de que o Facebook é um dos expoentes, que muitas pessoas criam as suas identidades, fazem "amigos", desenvolvem relações económicas, de conhecimento, de tipo religioso ou meramente de estatuto. Algumas pessoas actuam nessas redes de modo compulsivo, para engrandecer o seu ego, para queimar a cinza dos dias e a solidão. Sendo certo que na grande maioria dessas ligações sobra muito pouco de duradoiro entre as pessoas, apesar da ilusão com que as pessoas partem para essas pequenas aventuras virtuais que, por vezes, terminam actos criminosos ou mesmo em tragédia que ceifam a vida a muitas pessoas.
No entanto, e porque a relação da sociedade deve ser (saudavelmente) restabelecida com a teoria da comunicação - que dinamiza as relações entre pessoas, organizações e espaços seria útil por os jovens, já com alguma massa crítica, a reflectir sobre a forma como se produz e desenvolve a comunicação nos nossos dias e aferir como essas derivas valorizam o conhecimento, a estrutura familiar, socioprofissional e todo um campo de actuação que interfere nas relações do homem com o seu semelhante.
Não podemos esquecer que todos nós recebemos hoje mensagens comerciais, políticas, que procuram influenciar a nossa conduta e comportamento na polís, o que impõe uma reflexão teórica sobre as ligações não reconhecidas entre o político, o económico e o social. Dimensões que implicam um certo tipo de Estado e democracia, sistema económico e um determinado tipo de sociedade.
Assim sendo, seria da maior utilidade que os docentes deste país organizassem o sistema de perguntas para levar os jovens a equacionar todas essas questões essenciais para a política, a economia e a sociedade. No fundo, reflectir sobre esses temas é também reorganizar o mapa de expectativas que irá condicionar o modelo de relações humanas que queremos contruir para o futuro colectivo.
Sobretudo numa fase em que a comunicação é um elemento essencial nas nossas vidas, talvez a questão teórica crucial para a própria democracia. E se essa reflexão - na transição do secundário para o ensino universitário - conseguir equacionar essa desproporção existente entre a legitimidade que sempre envolveu a política, a cultura e a ciência de par com a fragilidade que sempre envolveu a legitimidade da comunicação - talvez conseguíssemos preparar mais e melhor os nossos jovens, decisores de amanhã, para os principais desafios que se colocam, precisamente, àquelas três esferas: a política, a economia e a sociedade.
De resto, ainda não sabemos bem que tipo de progresso estamos construindo. E para que servem tantas tecnologias de comunicação. E qual a relação entre as necessidades de comunicação dos homens e das sociedades no quadro desta explosão de tecnologias. Será, em rigor, que precisamos assim tanto de comunicar?!
Hoje, é quase impossível ter uma democracia social e política competitiva sem uma eficiente teoria da comunicação, o que exige uma eficiente integração do grande número das massas que hoje andam por aí perdidas, de rede em rede buscando um ponto de apoio, uma razão para existir... supondo que são as redes os veículos da sua salvação quando, em inúmeros casos, representam antes factores de aprisionamento pessoal e colectivo.

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quarta-feira

Redes sociais na Net podem ser "altamente prejudiciais"

Redes sociais na Net podem ser "altamente prejudiciais" por Lusa
As redes sociais na Internet, como o Facebook, podem ser "altamente prejudiciais" para os trabalhadores e para a imagem das empresas mas, se bem utilizadas, as vantagens ultrapassam os prejuízos, considerou hoje Nuno Troni, especialista em recursos humanos.
Para Nuno Troni, especialista da empresa de recrutamento Michael Page, os trabalhadores têm "muito mais a ganhar do que a perder" com a utilização das redes sociais, mas precisam de estar atentos à forma como as utilizam, até para não prejudicarem a sua imagem perante futuros empregadores.
"Uma política de comunicação clara sobre a informação que os colaboradores de uma empresa podem passar ao exterior é a melhor forma de evitar constrangimentos nas redes sociais", como a polémica que envolve os pilotos e a administração da transportadora portuguesa TAP, provocado por comentários no Facebook, acrescentou o especialista.
Troni referiu ainda que a participação dos funcionários em redes sociais na Internet como o Facebook e o Twitter permite potenciar a exposição ao mercado laboral e divulgar o trabalho que realizam, desde que o façam "de forma inteligente" e não partilhar informações que se venha a arrepender mais tarde.
O trabalhador deve evitar informações "pouco abonatórias" para a empresa onde trabalha, até para proteger a sua imagem no mercado de trabalho, referiu Nuno Troni.
"Se estiver em processo de recrutamento para uma outra empresa, este tipo de comportamento não será bem visto pelo recrutador", afirmou.
De acordo com Nuno Troni, para as empresas "torna-se muito difícil controlar toda a informação que os colaboradores trocam entre si", quer no contexto de trabalho, quer no a nível social, com amigos ou familiares, dificuldades ainda maiores quando se trata de informação confidencial.
"A única forma de prevenir este tipo de situações é fazer uma boa política de comunicação que preveja este tipo de casos. Na banca isto funciona", disse.
A punição dos colaboradores também acaba por funcionar, mas de uma forma reactiva, considerou Nuno Troni.
TAP sanciona pilotos por conversa no Facebook com "curso de ética"
Segundo a notícia avançada pela Lusa, a TAP convocou nove dos seus pilotos para um "curso de ética", alegadamente por estes terem discutido assuntos da empresa na rede social Facebook.
Os pilotos acham que é uma "sanção disciplinar ilícita" e discriminatória, mas a TAP garante que este curso faz parte da formação dada a todos os trabalhadores e destina-se a todos os pilotos e pessoal de cabine.
O caso dos pilotos da TAP não é a primeira polémica laboral causada pelo Facebook. Recentemente, uma mulher no Canadá perdeu o direito à baixa médica, depois de terem sido descobertas fotografias suas no Facebook.
As fotografias mostravam que a funcionária da empresa informática IBM se estaria a divertir na praia, apesar quando esta se apresentava de baixa há mais de um ano, por depressão.
Obs: Hoje a necessidade de comunicar instantaneamente leva os intervenientes a cometer excessos, dar tiros no pé, e, por vezes, fazer da comunicação planos de implosão imediata, ainda que inconscientemente. Faz lembrar aqueles bloggers com a ânsia de potenciarem a sua visibilidade opinativa se agrupam em blogues colectivos, e depois aquilo mais parece uma salada russa intragável. Por vezes, o face book também é isso - em que todos dormem com todos, e isso só pode conduzir a uma coisa: promiscuidade.

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