sábado

O eleitoraleiro e as "malabarices": coisas dessas

O IRS vai descer? Passos duvida que haja "grande espaço para coisas dessas"

Primeiro-ministro diz ainda ser "prematuro fazer qualquer anúncio nesse capítulo para o Orçamento de 2015, porque ainda está a ser trabalhado".




Passos Coelho tem dúvidas de que haja "grande espaço" nas contas públicas para baixar o IRS em 2015. "Se houver espaço para isso nós não deixaremos de o fazer, independentemente de haver eleições ou não. Tenho dúvidas de que tenhamos um grande espaço para fazer coisas dessas", disse o primeiro-ministro quando questionado pelos jornalistas se há margem para baixar aquele imposto em 2015.
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Obs: A forma despicienda, vulgar como o homem-da-Tecnoforma trata o aspecto mais relevante da vida pública portuguesa é, segundo o eleitoraleiro Passos, assumido pela fórmula: "COISAS DESSAS".

Momentos há na vida pública e na vida privada das pessoas em que uma frase, uma expressão, um arroto mental define-as tão clara e objectivamente que não há mais espaço para dizer mais nada, pois tudo já ficou dito. 

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terça-feira

Porta e & Passos Coelho S.A. O maior embuste desde 1974


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Obs: Descontado o teor desta entrevista de Paulinho Portas, mais uma em que ele verdadeiramente se revela, é lamentável vê-lo, em Abril de 2014, afirmar perante os portugueses e em resposta aos ditames do FMI, que o ajustamento da economia portuguesa já se fez e que, por essa razão, os salários não terão de sofrer mais um corte, conforme deseja o FMI; ao invés, o país assiste Passos Coelho, o alegado primeiro-ministro, declarar não saber se há condições para baixar impostos e, agora, até declara que tenciona subir o salário mínimo, só não se sabe é para quando. 

Entre esta dupla-maravilha o desacordo não poderia ser mais gritante; ainda que ambos se apoiem na dissimulação geradora da mentira que se institucionalizou em Portugal, desde 2011. Eis os seu método de governação. 

Ou seja, Portas, líder do proclamado partido dos idosos, dos agricultores, pensionistas e demais sectores fragilizados da população - manifesta uma vontade em baixar o IRS, o IVA (por pressão dos empresários amigos) de molde a dar uma folga aos portugueses a fim de fomentar a procura interna e por a economia a mexer; Passos Coelho, ao invés, fixa-se no "nim", faz afirmações sem qualquer fundamento em estudos conhecidos, como relativamente à sustentabilidade da Segurança social, e ostenta um brilhosinho nos olhos quando, ultrapassando a troika pela direita, defende que a Austeridade é para manter.

Pelo caminho, a dupla maravilha de Passos & Portas - vai esbulhando mais salários aos fp e aos pensionistas, que vão ter uma velhice tão criminosa quanto negligente por parte deste miserável governo que os saqueia sem nó nem piedade, encerra escolas, fecha tribunais e centros de saúde e, doravante, até os serviços de Finanças pretende encerrar em nome da austeridade.

As consequências sociais e económicas destes cortes cegos são brutais junto das populações, que vivem na incerteza e sob ameaça diária de desconhecerem o futuro imediato. 

Eis o método que infunde o MEDO nas populações escolhido por este governo para fingir que governa, e enquanto difunde a incerteza e o pânico nas populações paralisa a sua capacidade de reacção, e é com base nessa PARALISIA que este governo criminoso vai impondo os cortes cegos que estão a escavacar Portugal aos solavancos  e a destruir a vida aos portugueses. 

Até quando, dr. Aníbal?!

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sábado

António Nogueira Leite quer jogar o Governo contra a parede...

... e exterminar de vez com o ciclo político socrático. Disso não restam dúvidas. E serve-se da sua dupla legitimidade para o fazer: a sua componente política aliada à sua componente técnica, de economista respeitado que cedo deu provas na sociedade.
Nogueira Leite foi o negociador do PSD com o ministro das Finanças, o objectivo era - e é - cortar nas despesas públicas, sob pena de os mercados agravarem mais a situação económica e prejudicar a vida aos portugueses. Por outro lado, Leite diz não ceder nos impostos e nas medidas de austeridade que o governo subscreveu, mas que no entender do PSD não estão a ser observadas.
É aqui que o caminho se bifurca: Leite - e o PSD - de que é conselheiro nacional com a vantagem de ser politicamente independente - não estão dispostos a ceder caso o Governo não altere a sua política de impostos e de tributação dura sobre os portugueses, pois o PSD sabe que o país real está farto de ser tributado, esbulhado por uma máquina fiscal e estatal demasiado acéfala com muita gordura e pouco músculo. O Governo, pelo seu lado, também não pode arriscar no póker dos impostos, pois saberá que caso vá a eleições - tratando-se dum governo minoritário e com grande desgaste - as possibilidades de perder o poder são, neste caso, superiores às verificadas no último acto legislativo.
Portanto, temos aqui uma alteração da correlação de forças entre PS e PSD, com aquele mais fraco e à beira de perder o poder pelo odioso do excesso de impostos junto das empresas e das famílias portuguesas, e um PSD mais vigoroso, mais enérgico - e também mais errático - mas, ainda assim, preferível 100 mil vezes ao PSD amorfo de Ferreira leite - que foi um erro acidental e de que não rezará memória.
Na prática, Nogueira leite vem agora cobrar a factura a Teixeira dos Santos por em Maio último ter permitido negociar o pacote que aumentou o IVA e o IRS, mas, é bom lembrar, e disso Nogueira Leite não se esqueceu, que essa concessão do PSD ao PS implicaria (que teve imensos custos políticos para Passos Coelho) - no futuro - que hoje é presente - o tal corte na despesa de mil milhões de euros ainda em 2010, cortes que não estão sendo realizados.
Tal implica que o Estado não consegue libertar recursos para a economia privada se financiar e internacionalizar e competir lá fora em boas condições de concorrência, o que penaliza a actividade económica nesta pescadinha de rabo-na-boca em que Portugal caiu.
E como desta vez o PSD está convencido de que caso vá a eleições captura o poder, o partido da Lapa não está disposto a - mais uma vez - perder a face e co-adjuvar o governo a viabilizar o OE para 2011. Por isso, não tenho dúvidas de que será o governo a ceder nas negociações que se irão realizar a fim de cumprir os acordos imperfeitos que PS e PSD fizeram, até para evitar - mais uma vez - a humilhação do regresso do FMI entre nós, a mais pura manifestação de incompetência de que não nos sabemos governar.
Mal comparado, seria como ter em casa uma mulher linda e pedir ao vizinho - de que até nem apreciamos - que fosse lá a casa fazer o "trabalho" por nós.
Creio que desta vez já não é a cabeça do líder do PSD que está sob a guilhotina política, mas sim todo o ciclo socrático que irá ser jogado neste próximo OE. E nisso Cavaco - no quadro das eleições presidenciais de 2011 - não hesitará em ajudar Passos Coelho visando o afundamento do porta-aviões do PS de que Sócrates tem sido o comandante (e Alegre - um modesto e mui oportunista actor político que leva no rosto a sigla garrafal - DERROTA).
Todavia, é útil registar que esta modificação da correlação de forças no xadrez político, não decorre da menor virtude de Sócrates ou da maior virtude de PPCoelho e do PSD (que não têm verdadeiramente um projecto para Portugal), mas sim duma percepção cada vez mais generalizada de que a composição da vontade e da motivação sociológica dos portugueses está a mudar.
Uma percepção que encontra correspondência nos factos se confirmarmos que os sentimentos colectivos passaram a flutuar mais do que no passado recente, hoje são mais desarticulados e dissociados dos dispositivos de regulação da vida social, i.é, do Estado a que chegámos e dos Estado que ainda temos.
E isso Sócrates talvez ainda não tenha compreendido, ou então pretende afastar com a barriga essa energia subjectiva e imputar o peso da responsabilidade de tudo de negativo que nos acontece à metáfora nebulosa da globalização predatória que, de fora para dentro, gera toda esta desregulação emocional resultante duma brutal taxa de desemprego aliada a uma ausência de crescimento económico neste Portugal à beira mar [mal] plantado.

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terça-feira

Interrogações problemáticas na incerteza dos tempos

A vida comporta, entre muitas coisas, dois tipos de questões: as fáceis e as complexas. Aquelas são lineares e têm, por regra, respostas simples e objectivas; estas empurram-nos para o lado mais problemático da existência.
Agora também é moda elencar o top das 20, das 15 ou das 10 questões mais complexas do mundo, que é a maneira mais simples de fazer interessar o homem pelo sentido da vida, até mesmo para aqueles para quem a reflexão organizada e metódica é um exercício estranho.
Vejamos uma pequena tabela de questões que podem traduzir essa preocupação: por quanto tempo vamos viver? Deus existe? Os OVNIS existem? Como encontrar a felicidade absoluta? [se Deus existe] Jesus, seu filho, já deveria ter dado à costa, porque razão ainda não o fez?! Por quanto mais tempo vamos viver? Vamos ficar ricos? Como envelhecemos?
Eis, no fundo, algumas questões mais metafísicas enquanto que o Estado tem a despesa corrente descontrolada, a receita é cada vez menor, apesar de pagarmos mais impostos, o défice público e o desemprego são brutais e as perspectivas de toda essa tendência negativa se inverter é débil. Se calhar, é por isso que será mais útil regressar aos enigmas de todos os tempos e tentar procurar Deus na praia de Carcavelos e um Ovni alí na Guia, soprado pelos ventos da Serra da Malveira.
Quanto à morte..., é certa e os impostos também.
De resto, os impostos em Portugal, que ganham uma especial cor no mês de Setembro (na despedida do Verão!!) são a forma mais parecida com a morte, de tal modo que já se tornaram indistintos.
E com um Estado destes, que nos asfixia com impostos, sem que daí decorram contrapartidas em linha com aquilo que pagamos por bens que até já são nossos, não nos será difícil adivinhar como iremos todos morrer à praia, com as ilusões do costume, pintando a paisagem com Ovnis multicolores em movimentos acelerados e atribuindo a Deus a função do polícia sinaleiro que existia na capital há umas décadas para tentar regular todo aquele tráfego aéreo por entre as dúvidas e as grandes questões do nosso tempo.
Afinal, questões de todos os tempos.

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Populações do Mali organizam brigadas de vigilância para proteger os “seus” elefantes

Os habitantes do Norte do Mali decidiram organizar brigadas de vigilância para proteger da caça ilegal os últimos elefantes que vivem na região. Além disso, os animais são seguidos por GPS.
(...)

Obs: Temo que em Portugal por causa das scuts sejam as populações do Norte que se mobilizem na via pública para reconstruir o "buzinão" da Ponte 25 de Abril. Veremos se a revolta se desencadeia ou opera a resignação dum povo que já suporta uma carga fiscal brutal. E nisto, claro está, estão dois interesses contraditórios: o governo que precisa de cobrar impostos, custe o que custar, e a oposição, mormente, o PSD que, oportunísticamente, explora a situação até a conduzir à moção de censura no Parlamento.

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