quinta-feira

Primeira ministra da Islândia estreou-se no casamento gay

A primeira-ministra da Islândia, Johanna Sigurdardottir, casou-se este domingo com sua companheira, a escritora Jonina Leosdottir, ao abrigo por uma nova lei que autoriza a união civil entre pessoas do mesmo sexo no país.iol
O anúncio do casamento foi feito esta segunda-feira por Hrannar Arnarsson, uma assessora da primeira-ministra islandesa, uma líder social-democrata de 68 anos de idade.
As duas já viviam um relacionamento formal desde 2002 e deram entrada ao pedido para que a união fosse convertida em casamento depois da aprovação da nova lei no Parlamento, ocorrida em 11 de Junho. (...)
Obs: Portugal já está na crista da onda nessa matéria, Cavaco já promulgou a lei que reconhece o casamento gay, um passo em frente na modernidade cavaquista, portanto. De resto, no burgo até se poderia dar o caso de o PR - qualquer que ele seja - se apaixonar pelo motorista e casarem no Mosteiro dos Jerónimos por entre carapaus e jaquinzinhos numa tenda estival montada para o efeito na Praça do Império. O caso islandês é tão fascinante que o efeito de contágio se pode generalizar através dos desvios que a civilização vai, perversamente, tipificando como saltos de modernidade.

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quarta-feira

José Policarpo - esmaga Cavaco Silva, e com razão

José Policarpo - Só a si o deve
"Para nosso infortúnio, pelo menos para o meu, a morte do escritor e prémio Nobel José Saramago veio trazer a lume mais uma vez as fragilidades e inabilidades politicas do actual presidente da república, prof. Cavaco e Silva.
Não é a primeira vez que o país fica perplexo, não todos, é certo, mas muitos portugueses ficaram, com as tomadas de decisão do PR. Para reavivar a memória colectiva, porque há quem diga que a nossa, em particular, é fraca. A primeira vez, aquando da alteração legislativa do estatutos dos Açores, fez parar o país, está a fazer quase um ano, com aquela enigmática declaração feita aos portugueses. A segunda vez, fora a forma como geriu o silêncio ensurdecedor sobre a alegada vigilância ao palácio de Belém, feita por um órgão do policia criminal a mando do Governo. A última, fora a justificação mirabolante que arranjou para não vetar politicamente a Lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Na verdade, não escrevo esta crónica para fazer a defesa dos méritos ou deméritos do Nobel da literatura. O meu conhecimento sobre literatura não me permite fazer nenhum tipo de juízo. Porém, do pouco que li do escritor, gostei.
Agora não posso deixar de reconhecer que, o contributo dado pelo José Saramago, à cultura e, em particular à literatura portuguesa, é inestimável e inquestionável.
Pelas razões aqui aduzidas, qualquer cidadão constituído de bom senso concluirá que o escritor José Saramago é uma personalidade portuguesa incontornável e devemos estar todos reconhecidos pelo contributo dado por ele na projecção da nossa cultura no mundo inteiro.
Por isso, sem tibiezas e eufemismos baratos, o Presidente da República Portuguesa, por força de imperativo constitucional, é o máximo representante da nação. Mais, jurou a constituição aquando da sua posse. Por isso, era seu dever, como presidente da república, ter estado no funeral do Nobel José Saramago. Não esteve.
Resta-me perguntar por que é não esteve. Se foram razões pessoais que motivaram a sua ausência, não pode ser chefe de Estado. Se outras houve, ficámos sem as perceber. Temo, por isso, que o actual chefe de Estado irá ser o primeiro a não ser reeleito. Se isso suceder, só a si o deve".
Obs: Este é o mais violento e "fundamentado" ataque ao PR oriundo duma autoridade da igreja católica em Portugal. D. José Policarpo escreveu este artigo para reiterar algumas coisas:
1. Afirmar que gostou da obra de Saramago, poderia tê-lo feito em vida, agora é tarde e cheira a bafio apenas para justificar o seu violentíssimo ataque a Cavaco, daí as aspas;
2. Chamar Cavaco de irresponsável por ter jurado a Constituição e não a cumprir, e não o fazer a igreja de Policarpo chama, na prática, Cavaco de mentiroso, e com razão;
3. Acha que cavaco é politicamente incompetente e, por essa razão, não deve ser reeleito: o casamento gay, o estatuto dos Açores e as falsas escutas do Governo a Belém, protagonizadas pelo amanuense de serviço, Fernando lima, justificam plenamente a derrota que D. José Policarpo defende para Cavaco nas próximas eleições presidenciais.
A minha questão dirigida a Sua eminência é, então, votar em quem?
Parece que Alegre, o candidato de Louçã e de António costa, apoiantes contranatura, também não é uma alternativa credível.
Sobra Fernando Nobre.
Ao menos o médico ainda ajuda a salvar vidas, ao invés de Cavaco e de Alegre - que só nos tiram anos de vida.

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sexta-feira

Tribunal Constitucional aprova casamento gay

Tribunal Constitucional pronunciou-se pela não inconstitucionalidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo. O Presidente da República terá agora de decidir até ao final de Abril se promulga ou veta politicamente o diploma. dn
Nota: Quid juris Cavaco Silva?
Eis mais umas "escutas" a Belém para Cavaco resolver. A vida está, de facto, a ficar deveras estranha.

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sábado

Casamento gay aprovado

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O Parlamento acabou de aprovar a proposta do Governo que legaliza os casamentos homossexuais. O diploma ainda terá que passar por debate e votação na especialidade, mas terá aprovação garantida também aí. Mas as bancadas partiram-se nas várias votações.
Os projectos dos Verdes e Bloco de Esquerda que admitiam a adopção gay foram, por outro lado, reprovados, assim como a que pedia um referendo sobre a matéria (proposto por mais de 90 mil cidadãos) ou o do PSD que sugeria apenas uma nova união civil - não designada por casamento.
A proposta do Governo foi viabilizada com os votos de todas as bancadas da esquerda e com a oposição do PSD e CDS. Mas houve deputados que usaram da liberdade de voto: sete deputados do PSD abstiveram-se;no PS, duas deputadas rejeitaram o casamento gay proposto pelo seu partido.
Para José Sócrates, o debate de hoje marca "um dia muito histórico para a Assembleia da República". "Damos um passo da maior importância no sentido de combater a discriminação e a injustiça que existia na sociedade portuguesa", disse, afirmando a sua satisfação por liderar o Partido Socialista "no sentido de fazer aquilo que um humanista deve fazer", ou seja, "combater as injustiças dos outros como se fossem injustiças contra nós, combater as normas legais que impedem a igualdade como se nos atingisse a nós próprios". "É um momento histórico para a Assembleia da República e estou muito satisfeito por ter participado", destacou o primeiro-ministro.
Obs: De facto, é um momento histórico, aliás, Portugal precisa mesmo é de história desta natureza para afirmar a sua modernidade. Gratuitidades à parte, alguém notou a posição desconfortável assumida por Paulo Portas no hemiciclo.. Ainda pensei que assumisse a mesma coragem de Miguel vale Almeida e afirmasse publicamente as suas convicções. Mas não foi homem para isso. Faltou-lhe história...
Por momentos, regresso a 1500 e, aí, gostaria de perguntar aos nossos heróis, quem deu novos mundos ao Mundo, o que pensariam eles desta emergente concepção de modernidade que cavalgou as costas da Europa, e hoje faz com que Portugal também afine pelo mesmo diapasão?!.

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