domingo

Todos desejam Guterres para Belém

Nota: Fragmentos de uma entrevista a António Costa

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Um dos grandes problemas que estamos a viver resulta do facto de a direita ter construído esta ilusão de que as opções políticas que lhe estão subjacentes resultam de meras necessidades ou determinismos técnicos. Ora, é falso. Não podemos aceitar como determinismo técnico aquilo que assenta em opções políticas. E aquilo que reforça a democracia é a escolha democrática ser feita em torno de políticas e em nome de valores. Se há coisa que se perdeu na sociedade portuguesa foi a desvalorização dos valores e a desvalorização da política. Se me pergunta a mim se a técnica é necessária. Com certeza. Devo ser das pessoas que há mais anos consecutivos exerço funções executivas. E se as exerço é porque tenho bem a noção de que gerir o concreto não se faz só com base em valores. Não fui daquelas pessoas de fazer carreira política escondido na sexta fila da bancada do Parlamento. Desde há muitos anos que estou na primeira fila. Por isso dispenso lições sobre o exercício da acção executiva e não desvalorizo as limitações da técnica, nem acho que o voluntarismo político possa sobrepor-se. [...]

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Marcelo está quase...


... Quase (candidato) a presidente da república. 

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quarta-feira

José Policarpo - esmaga Cavaco Silva, e com razão

José Policarpo - Só a si o deve
"Para nosso infortúnio, pelo menos para o meu, a morte do escritor e prémio Nobel José Saramago veio trazer a lume mais uma vez as fragilidades e inabilidades politicas do actual presidente da república, prof. Cavaco e Silva.
Não é a primeira vez que o país fica perplexo, não todos, é certo, mas muitos portugueses ficaram, com as tomadas de decisão do PR. Para reavivar a memória colectiva, porque há quem diga que a nossa, em particular, é fraca. A primeira vez, aquando da alteração legislativa do estatutos dos Açores, fez parar o país, está a fazer quase um ano, com aquela enigmática declaração feita aos portugueses. A segunda vez, fora a forma como geriu o silêncio ensurdecedor sobre a alegada vigilância ao palácio de Belém, feita por um órgão do policia criminal a mando do Governo. A última, fora a justificação mirabolante que arranjou para não vetar politicamente a Lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Na verdade, não escrevo esta crónica para fazer a defesa dos méritos ou deméritos do Nobel da literatura. O meu conhecimento sobre literatura não me permite fazer nenhum tipo de juízo. Porém, do pouco que li do escritor, gostei.
Agora não posso deixar de reconhecer que, o contributo dado pelo José Saramago, à cultura e, em particular à literatura portuguesa, é inestimável e inquestionável.
Pelas razões aqui aduzidas, qualquer cidadão constituído de bom senso concluirá que o escritor José Saramago é uma personalidade portuguesa incontornável e devemos estar todos reconhecidos pelo contributo dado por ele na projecção da nossa cultura no mundo inteiro.
Por isso, sem tibiezas e eufemismos baratos, o Presidente da República Portuguesa, por força de imperativo constitucional, é o máximo representante da nação. Mais, jurou a constituição aquando da sua posse. Por isso, era seu dever, como presidente da república, ter estado no funeral do Nobel José Saramago. Não esteve.
Resta-me perguntar por que é não esteve. Se foram razões pessoais que motivaram a sua ausência, não pode ser chefe de Estado. Se outras houve, ficámos sem as perceber. Temo, por isso, que o actual chefe de Estado irá ser o primeiro a não ser reeleito. Se isso suceder, só a si o deve".
Obs: Este é o mais violento e "fundamentado" ataque ao PR oriundo duma autoridade da igreja católica em Portugal. D. José Policarpo escreveu este artigo para reiterar algumas coisas:
1. Afirmar que gostou da obra de Saramago, poderia tê-lo feito em vida, agora é tarde e cheira a bafio apenas para justificar o seu violentíssimo ataque a Cavaco, daí as aspas;
2. Chamar Cavaco de irresponsável por ter jurado a Constituição e não a cumprir, e não o fazer a igreja de Policarpo chama, na prática, Cavaco de mentiroso, e com razão;
3. Acha que cavaco é politicamente incompetente e, por essa razão, não deve ser reeleito: o casamento gay, o estatuto dos Açores e as falsas escutas do Governo a Belém, protagonizadas pelo amanuense de serviço, Fernando lima, justificam plenamente a derrota que D. José Policarpo defende para Cavaco nas próximas eleições presidenciais.
A minha questão dirigida a Sua eminência é, então, votar em quem?
Parece que Alegre, o candidato de Louçã e de António costa, apoiantes contranatura, também não é uma alternativa credível.
Sobra Fernando Nobre.
Ao menos o médico ainda ajuda a salvar vidas, ao invés de Cavaco e de Alegre - que só nos tiram anos de vida.

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