domingo

Evocação do grande pedagogo, escritor e filósofo mineirinho: Rubem Alves


:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Obs: Rubem Alves - fica. 

::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Etiquetas: , , , , ,

quinta-feira

Rui Tovar - fica.



Edição de RTP com Lusa

Faleceu ao principio da noite, em Lisboa, Rui Tovar, figura e jornalista conceituado da RTP, que durante anos foi o principal «rosto» do Desporto na Radio Televisão de Portugal. link


____________

ObsCom o desaparecimento de uns conhecem-se os defeitos doutros já desaparecidos. Os factos são conhecidos para os mais atentos e com mais memória dos tempos quentes do PREC.
- Relativamente a Rui Tovar - era um "príncipe" da análise do futebol, tema que conhecia com profundidade e os seus comentários ilustravam a sua solidez. Com ele parte um tempo que já não volta. 
- R.I.P.

_____________________

Etiquetas: ,

sexta-feira

Pequena evocação a Salgueiro Maia...


.... curiosamente, esta imagem foi extraída de um Mural de um espanhol. Pelos vistos, nuestros irmanos, aqui ao lado, também se importam com o que se passa no burgo.

- E como o conteúdo da imagem assenta que nem uma luva àqueles que estão hoje literalmente a escavacar com o que resta do Estado social e de um conjunto de valores e conquistas de Abril (até já pareço um comunista a falar!!!) - dedicamos esta imagem (e o seu importante conteúdo) ao XIX Governo (in)Constitucional - precisamente por ser o COVEIRO  da economia portuguesa e dos portugueses.

- Recordo apenas mais uma coisinha: parece que foi negado à viúva deste Capitão uma reforma digna. Quem foi o autor dessa proeza foi alguém que, antes da Revolução dos Cravos, preenchia fichas da PIDE para continuar a estudar. Isso é conhecido e está documentado. 

- Paradoxalmente, foi também a mesma pessoa que, cumulativamente, negou o direito àquela pensão de viuvez (à viúva de Salgueiro Maia, bem entendido) e tentou, hoje, em pleno hemiciclo da Assembleia da República - fazer a pedagogia da Democracia e da Liberdade.

- Por isso, o dr. Aníbal está de "parabéns", v.q., consegue dizer uma coisa e fazer o seu exacto contrário. A coisa seria risível se não fosse grave e envolve a qualidade de vida a milhões de pessoas.

- É por atitudes, comportamentos e acções desta natureza que este Portugal está como está, ou, como diria Salgueiro Maia: foi o estado a que chegámos...

- É por isso que não devemos perder a MEMÓRIA. 

__________



Etiquetas: ,

Amnésia...Evocação de "Gabo"



Nunca esquecemos a nossa 1ª amnésia...

Etiquetas: , ,

Evocação de Carlos Drumond de Andrade





No meio do caminho tinha uma pedra 
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.



Carlos Drumond de Andrade


  • Obs: À Margarida que se lembrou dele, ainda que a propósito dum pedregulho inomimado que atrapalha mais do que faz.

Etiquetas: ,

terça-feira

Evocação de Walter Benjamin [1842-1940] e Giorgio Agamben


Talvez não seja excessivo considerar que nos momentos recessivos e de estagflação (diminuição da actividade económica, desemprego, falta de instrumentos de regulação pelas instituições competentes) pedir aos homens políticos que sejam realistas e falem verdade ao povo é o mínimo que se impõe. Veremos como reagem os oprimidos neste contexto de emergência nacional em que vivemos, sendo que a particularidade da nossa circunstância é a de que vivemos um estado de excepção regular e permanente, ao contrário do passado recente em que essa condição só era declarada pontualmente. Como hoje a crise é estrutural, permanente e apresenta uma face duradoura aquele estado de excepção converteu-se  em regra. É para tornar óbvio essa tragédia dos tempos que se abateu sobre Portugal e os portugueses que aqui, duma assentada, evoco três autores que tiveram preocupações epistemológicas comuns, ou que, pelo menos, encontraram um fio condutor nos seus trabalhos: Carl Schmitt, Walter Benjamin e Giorgio Agamben. 




Etiquetas: , ,

quinta-feira

Evoc. de Gina Lollobrigida..



... que vivia seguindo o lema: não importa que falem mal de mim, importa é que falem...

A madrinha do Gráfico era Gina Lollobrigida

Etiquetas: ,

Evocação do escritor Luiz Pacheco - em versão patriótica -




[Extractos]

Somos cinco numa cama. [...]



Gosto muito deste escritor, o grande Luiz Pacheco - aqui em versão "selfie" - que pode ser dedicado à Srª Cristina La Gardas - que faz do erro o empobrecimento de Portugal e tem o topete de não corrigir a política de austeridade do FMI no burgo.

Etiquetas: ,

domingo

Evocação de Osho

A morte é segura, a vida é insegurança. Uma pessoa que queira realmente viver tem de viver em perigo constante. Uma pessoa que quer alcançar os picos tem de correr o risco de se perder. Uma pessoa que quer subir aos picos mais altos tem de correr o risco de cair de algum lado, de escorregar


Etiquetas: , ,

quinta-feira

Resistência passiva. Evocação de Mohandas Gandhi






Mohandas Gandhi foi, talvez, de par com W. Churchil, uma das personalidades mais marcantes e influentes no séc. XX - de que, em certos aspectos, ainda não saímos. Liderou o movimento de independência da Índia, então jóia da coroa Britânica, para imediatamente a seguir se converter num barril de pólvora por dissidência com o Paquistão. 

Mas se essa unidade nunca foi conseguida, ficou uma lição para o mundo que, lamentavelmente, também não soubemos aproveitar. Refiro-me ao conceito de resistência passiva, exercida de modo não violento em ordem a atingir um objectivo sociopolítico, que vai da rejeição de um imposto sobre o sal à independência da colónia do então maior império do mundo, o Império britânico que tinha a maior frota naval e era dona dos mares. 

Gandhi ensinou aos indianos, e também aos africanos, que nunca levaram a peito essa teoria e práxis política (situação que descambou em guerras civis), que o protesto simbólico de não cooperação política, económica, social e moral para com a força opressora, culmina na chamada desobediência civil. Aqui a particularidade reside no não recurso ao mecanismo da violência. 

Um exemplo dessa desobediência civil poderá ser ilustrado com o exemplo do Nelson explicitado aqui. O Nelson não tem dinheiro, por isso tenciona ir buscar o quilo de arroz sem pagar. Será isto legítimo?

Naturalmente, num país em acelerada desagregação política (segurada constitucionalmente apenas por Belém), social e económica, profundamente dependente do exterior para se financiar, tenderá a ser imaginativo e criativo nas formas e modalidades que as estratégias de mudança social irão aconselhar os portugueses a desenvolver para combater um governo impreparado que já deu provas de não saber governar, nem de estar à altura dos desafios.

Atendendo ao contexto nacional de decomposição do Estado, cujas políticas públicas permitiram que se agravassem todos os indicadores micro e macro-económicos (desemprego, défice, dívida, natalidade, emigração, investimento público, etc) - é de admitir, pela força dos factos, que novos métodos de resistência passiva em Portugal estejam em gestação. Até pela ilegítima e imoral carga fiscal que o governo faz incidir sobre os segmentos da população menos afortunada e que, por  isso, vive com mais dificuldades. 

Neste colete-de-forças político, não surpreendem os protestos artísticos, mais invasões pacíficas de ministérios por parte de sindicalistas, operários e funcionários públicos descontentes, boicotes a certas medidas sociais, sabotagem de equipamentos, greves e um conjunto de acções directas não previstas e que dependem da criatividade do momento, como guerra de informação contra páginas web governamentais ou outros sítios que os novos protestantes considerem adequados ao fim em vista.

Tomando o exemplo inicial de Gandhi, que conseguiu obrigar o Império de Sua Majestade a fazer reformas e mudanças inesperadas até à concessão da independência final, em 1947, os portugueses mais desesperados e imaginativos poderão desenvolver um pacote de medidas contra o actual governo de forma a paralisar globalmente a sua acção. De resto, as próprias polícias, combinadas entre si, já deram um forte sinal dessa vontade nas escadaria do Parlamento. O precedente foi aberto, a barreira foi ultrapassada e as pessoas lembrar-se-ão disso quando outras iniciativas do género estiverem na calha.

É certo que Gandhi foi assassinado, e Martin Luther King, nos EUA, também conheceu o mesmo destino. Mas sobreviveram as ideias que defenderam. Este empenhou-se em resistir nos serviços de transportes públicos como forma de acabar com a descriminação racial; Gandhi, consabidamente, recorreu à produção clandestina de sal a fim de protestar contra o imposto iníquo sobre o sal na velha jóia da coroa, então sob domínio colonial. 

Animado por esta filosofia de acção não violenta, quem nos garante que depois de o Nelson cumprir a sua palavra dezenas, centenas e milhares de portugueses, em igual condição, ou em piores condições ainda, não lhes seguirão o exemplo. Um rastilho que, pela via da consciencialização do oprimido, irá incendiar moralmente o Portugal profundo e acordá-lo da letargia em que vive sob esta ditadura das finanças da troika a  que cegamente obedece um governo sem preparação, incompetente, insensível, imoral e injusto. No fundo, um governo por todos indesejado. 


Os portugueses que toleram este agrilhoamento durante dois anos, sendo esbulhados fiscalmente como nunca foram na sua história (do último século) - poderão, eventualmente, ser os mesmíssimos portugueses que, de forma disciplinada e criativa, advogam a utilização massiva da técnica da resistência passiva como forma de libertação moral, política e cultural. 

Sabemos que as greves de fome implicam riscos de vida que hoje dificilmente as pessoas não aceitam, porque já sentem a profunda injustiça aplicada pelo governo, e querem sobreviver-lhes. Portanto, o recurso às greves são uma condição necessária, mas não suficiente para se atingirem os objectivos desejados, que é a mudança sociopolítica. 

O recurso à inércia física em massa, usada noutros países, em hospitais, em ministérios, em escolas, em centros de saúde, em vias públicas interrompendo o trânsito - constitui um outro conjunto de medidas mais gravosas a que, um dia, os portugueses mais desesperados podem recorrer. Alguém conseguirá prever quais os efeitos, por exemplo, de uma greve sentada, em que centenas de pessoas impedem a entrada dos administradores e gestores de topo nas respectivas instalações das empresas e fábricas onde trabalham?! 

Generalizando o método a todo o país, como é que o Portugal-oficial reagiria se em cada fábrica, em cada repartição de serviço público, em cada direcção-geral se perfilasse um cordão humano a bloquear a entrada e saída dos responsáveis?!

Numa situação limite, que esperemos não venha a ocorrer, imagine-se o cenário de sequestro de um ministro (com o pedido de resgate a reverter para a Santa Casa da Misericórdia ou para a AMI), ou de um seu familiar (por este valer mais)!? Podemos chegar a este trágico-caricato!!

Não devemos esquecer que há fome em Portugal, e as pessoas desesperadas são capazes de tudo. E como já nada têm, nem sequer almejam em ter um futuro perene, porque já perderam a esperança e a fé, a vida para elas consiste apenas naquele minuto, naquele instante. E é nesse fragmento de tempo que muitas decisões  trágicas têm lugar, como por fim à vida ou, no limite, acabar com a vida de terceiros: individual ou colectivamente.

Tirando casos pontuais da nossa história, como o de Miguel de Vasconcelos (ao serviço dos filipes), que odiado pelo povo foi defenestrado e lançado pela janela, e do regicídio do rei D. Carlos, na Praça do Comércio, em 1908, e de umas bombinhas com escassas mortes no PREC - não temos grande tradição de violência política. 

Mas a história das nações está em constante mutação, o seu povo também assume características identitárias que estão sempre em mutação, de modo que nada, hoje, é estável, previsível e seguro. No fundo, tudo hoje é como as taxas de juro, o mercado laboral, o preço dos combustíveis neste carrossel de incerteza, e a forma como o XIX Governo (in)Constitucional esbulha um povo sacrificado por erros de gestão política, que os próprios políticos não querem reconhecer terem sido os verdadeiros autores, daí transferirem a factura para o zé povinho, pode significar, a prazo, uma autentica tragédia e um banho de sangue.

Só um povo que está farto de ser humilhado e vilipendiado, pode,  um dia, surpreender. E quando isso ocorrer não faltarão psicólogos e historiadores a teorizar a mudança súbita da personalidade colectiva dum povo em fúria que, afinal, foi muito para além das técnicas de resistência passiva utilizadas há 70 anos por Mohandas Gandhi. 

Admitindo, em tese, que isso um dia possa ocorrer, ainda que indesejável, nem por isso os portugueses poderão vir a ser considerados inimigos da Humanidade, porque a sua luta, afinal, fez-se em nome de valores e de princípios que  a servem. 
           
           
       

Etiquetas: , , , , ,