Evocação de Walter Benjamin [1842-1940] e Giorgio Agamben
Talvez não seja excessivo considerar que nos momentos recessivos e de estagflação (diminuição da actividade económica, desemprego, falta de instrumentos de regulação pelas instituições competentes) pedir aos homens políticos que sejam realistas e falem verdade ao povo é o mínimo que se impõe. Veremos como reagem os oprimidos neste contexto de emergência nacional em que vivemos, sendo que a particularidade da nossa circunstância é a de que vivemos um estado de excepção regular e permanente, ao contrário do passado recente em que essa condição só era declarada pontualmente. Como hoje a crise é estrutural, permanente e apresenta uma face duradoura aquele estado de excepção converteu-se em regra. É para tornar óbvio essa tragédia dos tempos que se abateu sobre Portugal e os portugueses que aqui, duma assentada, evoco três autores que tiveram preocupações epistemológicas comuns, ou que, pelo menos, encontraram um fio condutor nos seus trabalhos: Carl Schmitt, Walter Benjamin e Giorgio Agamben.
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