terça-feira

Passos Coelho & carlos Costa: tudo bons rapazes...

Nota prévia: Passos coelho parece ter-se entendido com Carlos Costa, governador do BdP; este, por omissão, permitiu que boa parte da banca menos séria cometesse crimes contra os clientes, esbulhando-os, demonstrando, afinal, que o BdP tem apenas um papel decorativo na regulação financeira em Portugal; aquele, por via duma governação desastrada e desastrosa, cilindrou a economia nacional. Estão bem um para o outro, daí o entendimento desta catástrofe perfeita que mina a sociedade - e que não só arruinou a credibilidade do sistema financeiro nacional, como também fez o Portugal profundo perder a esperança na democracia, nos agentes políticos e nas instituições. Numa palavra: Passos só poderia acertar o passo com Costa, qual deles pior do que o outro..., no mais miserável dos mundos. 
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Passos Coelho admite manter Carlos Costa no Banco de Portugal
Fotografia © EPA/TIAGO PETINGA
Primeiro-ministro não afasta continuidade do governador. CDS tem fortes reservas, mas não está disposto a abrir guerra.
A um mês do final do mandato do governador do Banco de Portugal (BdP) a recondução de Carlos Costa ganha força e adeptos. E no topo dos que defendem a continuidade do supervisor da banca estará Passos Coelho, que parece imune às consequências do colapso do BES e às conclusões da comissão parlamentar de inquérito (CPI).
Uma situação que, além de não acolher a simpatia do PS, poderá causar algum incómodo ao CDS, que, no entanto, segundo apurou o DN, não está disposto a criar uma guerra com o parceiro de coligação.
Fonte do PSD contactada pelo DN frisa o comportamento "politicamente incorreto" de Passos, pelo que, apesar da derrocada do banco e das críticas que foram feitas na CPI à atuação do BdP, diz ter quase 100% de certeza de que o primeiro-ministro optará pela recondução.
Esse mesmo sinal foi deixado por Passos em entrevista ao Sol, na sexta-feira. "É uma decisão que não está tomada. Ainda não falei com a ministra das Finanças, mas ela sabe que eu tenho uma visão muito positiva do mandato do governador", afirmou o primeiro-ministro, apesar de ter frisado que a nomeação não foi feita pelo governo PSD-CDS.
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quarta-feira

Banco de Portugal cedeu a Ricardo Salgado

  • NOTA PRÉVIA:
  • Em breve lá irá o Sr. Governador do BdP, Carlos Costa ser chamado ao Parlamento para ser inquirido e explicar por que razão concedeu uma moratória de meio ano (meio ano!!!) a Ricardo Salgado para observar um conjunto de requisitos financeiros que, em rigor, Ricardo jogou para o caixote do lixo. 
  • Sublinho que o dr. Costa já entrou em contradições sobre o mesmo assunto quando foi chamado ao Parlamento - e à respectiva Comissão especializada -, tal como a própria Miss Swaps, a rainha das contradições - agora com novo concorrente neste grande concurso da mentira acerca do caso GES/BES. 
  • Veremos, doravante, como o Governador irá explicar o inexplicável, ou se agravará ainda mais as contradições que, neste caso, revelam à saciedade que o BdP tinha conhecimento prévio da situação de insolvência do ex-BES, das fraudes múltiplas cometidas e, não obstante isso, resolveu fechar os olhos e permitir que alguns (grandes accionistas) retirassem os seus capitais, ao invés dos médios e pequenos aforradores - que perderam as suas poupanças, em boa medida por causa do laxismo do próprio governador e do funcionamento global do Regulador: o BdP. 
  • A responsabilidade não pode morrer solteira, e a IMPUNIDADE em Portugal é dos piores crimes que minam a coesão e a moral entre os portugueses.





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Banco de Portugal cedeu a Ricardo Salgado

Por Sílvia Caneco
publicado em 15 Out 2014











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Obs: A mentira é sempre uma reinterpretação interessada da verdade. Também tem perna curta. 

Só que uns coram em demasia, e até calados antecipam a sua criminosa cumplicidade nesta teia de interesses que facilitou a Ricardo Salgado desenvolver múltiplas fraudes financeiras lesando os interesses legítimos de muitos accionistas e aforradores e a economia nacional no seu conjunto. 

Perante isto, pergunto-me o que poderá suceder ao dr. Costa da Praça do Município!?

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Cfr., com interesse, estas notas do Câmara Corporativa (CC)

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Pior a emenda que o soneto

É uma questão séria: saber se houve ocultação de informação ao mercado no caso que culminou com a resolução do BES. A Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia deu a notícia a 30 de Julho. O governador do Banco de Portugal comunicou-a ao país em 3 de Agosto. Entre um dia e o outro, e até na semana que precedeu a operação, vários investidores se desembaraçaram de muitos milhões de acções do BES. link

Tarde e a más horas, a CMVM foi informada da situação. E suspendeu a negociação descontrolada em bolsa quando as acções já se tinham desvalorizado 65% entre 31 de Julho e 1 de Agosto e nos últimos 42 minutos antes da suspensão foram transaccionadas em bolsa nada menos do que 80 milhões de acções. 

A circunstância de a Direcção-Geral da Concorrência ter estado ao corrente da operação antes da CMVM põe em xeque as autoridades nacionais — o Governo e o Banco de Portugal. Daí que a Direcção-Geral da Concorrência se venha pautando por um comportamento ridículo, ora atendo-se à realidade, ora procurando camuflar o conhecimento antecipado da resolução do BES. [...]

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sábado

A memória selectiva de Marques Mendes ocultando a purga no Banco de Portugal





O dr. Marques Mendes fez hoje os seus habituais comentários sobre os assuntos mais políticos da semana, comentários que são, por regra, assertivos e quase sempre críticos ao governo. Fá-lo, creio, não para fazer algum ajuste de contas ou por ter algum ressentimento por não ter sido convidado para um cargo governamental  pelo governo de Passos Coelho, mas porque os factos demonstram, à saciedade, que o governo governa mal e, por regra, é impreparado e incompetente. 

Nesse quadro realista, o comentador referiu que o Banco de Portugal confere credibilidade aos números que apresenta relativamente aos indicadores da economia portuguesa (que comenta). Sucede, porém, que esta semana ocorreu um episódio lamentável (e singular no BdP) protagonizado pelo próprio Governador do BdP - que eliminou administrativamente (ou de forma "política") um concurso cuja vaga seria preenchida por quem tinha concorrido e estava em melhores condições para a preencher, no caso Mário Centeno. 

Seria, pois, natural, senão mesmo imperativo que essa questão fosse colocada e comentada, mas não ocorreu uma coisa nem outra. No mínimo, é estranho. Estranho da parte da jornalista que fingiu que essa estrondosa questão não integrou a agenda noticiosa da semana; e estranho da parte do comentador que, pela inépcia da jornalista, tinha a obrigação e o dever de a levantar e comentar.

Duplamente estranho.  Pergunto-me se estavam combinados para não falar no assunto. 

Tal significa que o dr. Mendes tem uma memória selectiva, e ao não comentar assuntos de extrema importância na vida das nossas mais relevantes instituições - úteis e necessárias ao funcionamento e equilíbrio da democracia - revela que não é imparcial, rigoroso e objectivo na forma como gere a sua agenda analítica e que, por essa razão, se converte num comentador que desvirtua a análise política - que devia ser isenta e independente. 

Ao ocultar factos sociais politicamente relevantes, como aquela purga no BdP, Mendes coloca-se na posição do juiz que não abdica de querer julgar o filho, por entender ser o juiz mais independente para o efeito. 

Neste Natal alguém devia oferecer uma caixinha de Memofante ao dr. Marques Mendes. 

Cfr. os links, aqui e aqui






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sexta-feira

A purga de Carlos costa no Banco de Portugal


O processo foi mal gerido, foi travado pelo próprio governador, e as fontes contactadas pela TSF temem prejuízos para a credibilidade do Banco de Portugal.

As recentes críticas do PS, às previsões do Boletim Económico de Inverno, são vistas internamente como um primeiro sinal.
A história começa com a abertura de um concurso para o cargo de director do departamento de estudos económicos - uma vaga aberta desde o Verão. O processo de seleção foi entregue a um júri independente, e acabou por dar um resultado que Carlos Costa considerou inaceitável.
O candidato melhor colocado era o atual director-adjunto do departamento, Mário Centeno, alguém a quem o governador não queria, de todo, entregar o papel de «economista-chefe» do Banco de Portugal (BdP).
O concurso foi encerrado no final do mês passado, com o Banco de Portugal a explicar, em comunicado, que «as candidaturas não reuniam todos os requisitos».
No mesmo comunicado, o antigo ministro das finanças, Vítor Gaspar, foi apresentado como presidente da comissão que vai redesenhar a estratégia e a missão do departamento de estudos económicos. Fontes contactadas pela TSF falam numa sucessão de decisões desastradas, que podem arrastar o Banco de Portugal para o campo da batalha político-partidária.
A decisão de Carlos Costa tem razões políticas, mas ao que a TSF conseguiu saber junto de fonte ligada ao processo, não houve interferência partidária directa no veto a Mário Centeno - nº2 do departamento de estudos económicos desde 2004, desde os tempos de Vítor Constâncio.
As razões do Governador prendem-se com esse passado, mas sobretudo com intervenções públicas recentes do economista, artigos e entrevistas em jornais, textos e palavras críticas em relação a diversas opções do Governo.
Um comportamento que é visto como uma violação do dever de reserva a que está obrigado um diretor-adjunto do Banco de Portugal.
Paulo Tavares
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Obs: O dr. Carlos costa, o Sr. Governador, não tem só um problema politico-ideológico e um currículo manifestamente inferior aquele sobre quem fez uma pequena purga, como também espelha um grave problema de carácter. Sobre esta pequena purga estalinista - vale a pena reler a sistematização feita pelo CC

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