segunda-feira

Paraquedismo político em Lisboa e a nave de loucos

Depois de terem despejado Fernando Seara para Sintra, onde caíu sem nenhuma raíz à terra nem áquelas gentes ou à história do Concelho (por isso não germinou e a população não o grama, apesar da astúcia da bola e do expediente do Benfica), o mesmo piloto pretende agora empurrá-lo para os céus de Lisboa num exercício de paraquedismo político ainda mais arriscado e grotesco. Há, contudo, um problema: Seara saltou sem páraquedas, e, mais grave ainda, MMendes - apesar de ser o piloto - também não tem brevê, apesar das ajudas do António Preto em matéria de cartas de condução.
De modo que Lisboa está assim entregue à bicharada: paraquedistas saltam sem para-quedas, pilotos pilotam sem brevê e...os lisboetas assistem a este circo aéreo sem terem pedido este espectáculo. Até da Etiópia ou do Burkina Fasso Lisboa deve ser visto como uma cidade gerida por uma pequena nave de loucos.
Ps: Se a moda pegar pensa-se já elevar este curso de paraquedismo político aos cursos de Verão do PsD realizados em Castelo de Vide, no Alentejo - bem perto de Marvão. Parece que já estou a ver o 1º sócio do partido, Pinto Balsemão, a chegar a Castelo de Vide artelhado de paraquedista, depois segue-se o Ganda nóia, depois o resto num espectáculo aéreo para inglês ver. Num momento em que o Golfe está em crise, esta talvez seja uma boa aposta para gerar receitas nos hóteis da região. O pior é se nesse dia irrompe uma trovoada nos céus de Castelo de Vide...