segunda-feira

Ovnis: lá se vai o mistério...


Nota prévia: Finda a Guerra Fria, agora retomada sob outras vestes por causa da emergente política expansionista de Moscovo sobre a Crimeia e a Ucrânia, a CIA resolve brincar ao Yes, we can - com o mundo dito civilizado e "vender" esta peta. Uma peta que revela, acima de tudo, falta de imaginação e alguma decadência tecnológica, mau sinal, especialmente numa fase em que urge bater a Rússia na cena internacional e, ao mesmo tempo, restaurar e revigorar a NATO, outra relíquia da Guerra Fria. 

Fomos nós, diz a CIA!!! 

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A CIA resumiu de uma forma muito lacónica e clara a sua responsabilidade, quando, via Twitter, se referiu ao relatório "The CIA and the U-2 Program, 1954-1974": «fomos nós».
Wikipedia
Óvnis? A CIA assume: «fomos nós»
Mais de metade desses avistamentos tinham a ver com o avião-espião U-2.
Óvnis? A CIA assume: «fomos nós»
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sábado

A morte - por Phillippe Ariès -

Érico Verissimo (1905-1975) na sua obra Olhai os Lírios do Campo, tem uma passagem em que Eugénio, a personagem principal que era médico, atende um dos seus pacientes e este diz-lhe o seguinte:”O que é a vida, doutor? A vida... a vida... o senhor sabe. Não vale a pena viver... Eu às vezes penso: ora, a gente nasce, vive sofrendo, mas para quê? Ninguém é sincero, os homens são egoístas. As mulheres também. Nós às vezes apaixonamo-nos, fazemo-nos de parvos, mas por quem, doutor? Por uma dessas diabas pintadas e falsas que amanhã a terra come as carnes e elas ficam esqueleto, como qualquer cozinheira. O senhor decerto leu aquele versinho dos dois esqueletos, o do nobre e o do pobre que conversavam debaixo da terra. O pobre ergue-se e pergunta ao nobre: onde estão os teus avós nessa ossada branca? O outro não sabia. Todos na morte somos iguais. Mas o que é a morte? A morte, doutor, pode ser um sono sem sonhos. Ou então a vida é o sonho da morte...” 

A morte tem, de facto, o poder terrível da democratização final. Do mais nobre ao mais pobre todos seguimos o mesmo caminho.

Apesar da morte ter o poder da democratização final, é perante a ameaça da nossa própria morte que tomamos consciência do nosso eu e da nossa singularidade, irrepetível. 

Não podemos substituir ninguém nesse exercício. A morte permanece um MISTÉRIO, pois ninguém sabe, com exactidão, o que ela é, e também não podemos pedir traços da sua descrição a quem já partiu. Ninguém responde. E quando morrermos também não regressaremos para contar o que se passou aos que ficam. 

Seja como for, vale a pena meditar no maior mistério da vida - que é a morte - através do trabalho de Phillippe Ariès. 

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