quinta-feira

Um homem sem princípios. Destruição do Estado, da sociedade e da economia

O país, porventura tardiamente, está hoje a (re)descobrir que o dr. Miguel Relvas ainda não saiu do XIX Governo (in)Constitucional. 

O clima de profunda suspeição que hoje se vive em Portugal, é profundamente ensurdecedor e tem sido fortemente motivado pela qualidade e carácter dos homens que têm (des)governado o país nos últimos anos, com particular agravo para os últimos três.

- O materialismo - que faz com que o indivíduo obtenha reconhecimento social pela única razão de ganhar muito dinheiro, porventura ilicitamente; 

- O hedonismo - que consiste em viver bem à custa do que quer que seja, em especial do erário público suportado pelos impostos dos portugueses, jogando os ideais para o caixote do lixo e não conferindo à vida (do Estado e à dos portugueses) um sentido;

- A permissividade - que funciona como uma espécie de acelerador de partículas que destrói os melhores propósitos e ideais de vida em sociedade;

- A governação sem qualquer finalidade e dinamizada pela mentira e perfídia, além da ilegalidade de Estado denunciada pela violação grave e sistemática com que o alegado PM tem violado a Constituição da República Portuguesa (CRP) - criou esta cultura de permissividade que substitui a ética e a moral e produz uma cultura de laxismo e da incompetência, senão mesmo da corrupção e desordem generalizada na sociedade e na economia em Portugal;

- O relativismo - em que tudo que é grave assume normalidade, o que é execrável reveste-se do tal relativismo - que depois se absolutiza - e, com isso, se inverte a lógica do rule of law, da democracia e das boas práticas e da boa governação. Tudo passa a ser permitido, porque o que foi condenável é premiado, e o que era crime passou a virtude de Estado - nesta novilíngua (1984, G.O.) passista...

O Portugal político vive hoje a sua maior epidemia de crises dentro do aparelho de Estado, quer pela impreparação técnica, cultural, política e moral do escol dirigente quer ainda pela incapacidade de travar os efeitos destruidores gerados por tais políticas públicas na sociedade e na economia nacionais.

Tem sido assim, pelo menos desde 2011, que das entranhas desta realidade socio-política surgiu o homem sem princípios, como produto do seu tempo. 

Trata-se de um homem com pensamento débil, sem convicções nem firmeza, alguém que faz da mentira um mecanismo rotineiro que já institucionalizou, que rasga os compromissos assumidos com o eleitorado após conquistar o poder e que não tem ideologia precisa. Eis o Portugal dos falsários.

Quem julgou que o dr. Relvas já tinha saído do governo, dessa coisa moribunda designada de governo, enganou-se rotundamente. 

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