terça-feira

Paula Teixeira da Cruz - o Princípio de Peter e o estado de negação





Talvez só o ministro da trapalhada da Educação, Nuno crato, consiga igualar em nível de incompetência a sua colega, Paula Teixeira da Cruz, ministra do Caos (leia-se, Justiça). Um e outro denunciam-se pelo profundo estado de negação com que fingem não ver os problemas que diariamente geram, ora com a devida seriação e colocação de professores nas escolas, que tem impedido o arranque com normalidade do ano lectivo, ora com a incapacidade de perceber que qualquer sistema informático, por maioria de razão no carente sector da Justiça, é hoje essencial à manutenção e acesso dos cidadãos à Administração em geral, e à justiça em particular. 

Além da reforma, que é cega e desertifica o país sem nada resolver como compensação, a qualidade da justiça bloqueou completamente, daí a necessidade de adiar julgamentos com os transtornos e custos que isso acarreta para a vida de advogados, pessoas, empresas e operadores judiciais em geral.

Teixeira da cruz foi avisada a tempo pelo seu chefe de gabinete, que se demitiu há um ano por discordar da ministra no que dizia respeito ao sistema informático, e que teve o cuidado de informar a ministra que o referido sistema era incomportável com mudanças de fundo na orgânica e funcionamento dos tribunais, mas agora a ministra pretende fingir e/ou ocultar esses factos para se eximir à responsabilidade política que lhe cabia, e que consistia obviamente na demissão. Pelo vistos, basta-lhe que outros, sem responsabilidade política, se demitam por ela, poupando-a no poder - onde nada faz, ou o que faz - faz mal.

O mesmo se passa na Educação de Crato, pois com tanto erro grosseiro na gestão da vida de milhares de alunos e de professores, aquele titular da pasta, se tivesse um pingo de vergonha, demitia-se e não andava a falar para os jornais afirmando que o seu lugar está à disposição do PM, o qual, curiosamente, se encontra numa posição ainda mais periclitante que as dos seus ministros. 

Mas como quem deveria dar o exemplo, a partir do vértice do aparelho de Estado, não tem a dignidade de o fazer, porque está ligado à máquina por Belém, é sintomático que os seus ministros actuem em conformidade e sejam igualmente irresponsáveis. 

Teixeira da Cruz recusa confundir a "reforma" com a plataforma e fala em backups; Crato ainda não entendeu que a sua manutenção no governo é sinónimo de mais problemas na Educação - e a opinião pública assiste impotente, revoltada e envergonhada a este lamentável estado de negação na vida pública nacional, em que ninguém sai credibilizado. 

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