quarta-feira

Bava - embevecido após trucidar a principal empresa tecnológica de Portugal




Quem viu ontem Bava ser "encapussado" sob a batuta do doutoramento honoris causa - daquela forma solene - seria tentado a pensar que o homem havia descoberto a vacina contra o Ébola ou a fórmula de eliminar a fome à face da terra ou a corrupção nas instituições por esse mundo fora. 

Mas não!! 

Bava estava ali, numa qualquer universidade (que também se deixou moralmente corromper) e que se vendeu por uns patacos e fez o frete a um dos gestores mais imorais do séc. XXI, para ser "nobilizado" por um título académico que, verdadeiramente, é imerecido. 

Bava, recorde-se, ajudou - activa e deliberadamente - na destruição da principal empresa tecnológica do país, a PT, e, a partir do Brasil (Oi!!), lhe deu a estocada final, coadjuvado pelo seu compagnon de route, Henrique Granadeiro, que mais não foi do que um feitor de mão do seu dono, Ricardo Salgado, ao tomare(m) a decisão de transferir 900M€ para a Rio Forte - descapitalizando a PT e deixando em estado de sítio milhares de investidores na empresa/PT e no GES/BES - tamanha foi a promiscuidade e o crime económico-financeiro de lesa-pátria cometido sob as barbas das instâncias de Regulação (BdP e CMVM) que não regulam coisa nenhuma.

A AVAREZA de Bava não me surpreende, pois um tipo pode ser um gestor de topo e tomar medidas que representam a destruição de um activo importante numa economia nacional cujo projecto era lusófono e sul-americano, como foi gizado pela estratégia de desenvolvimento da PT; o que me surpreende é ainda haver universidades que, a troco de alguma notoriedade e da promessa de alguns investimentos tecnológicos, como forma de quebrar a sua interioridade e ultrapassar as chamadas assimetrias regionais, se prestem a este miserável papel institucional ao reconhecer um tipo cujo feito foi ajudar a destruir a principal empresa-bandeira de Portugal.

Se a moda pega, amanhã, à saída de cada estabelecimento prisional, está uma Comissão de zeladores que institui o prémio por bom desempenho - que tem o dom de elevar à condição de cidadão exemplar cada ex-recluso que foi devolvido à liberdade.

Bava, certamente, será recordado pela História estória como um gestor de topo (porque sem dimensão ética) que foi capaz do melhor e do pior, mas com a particularidade de nacionalizar os prejuízos pelos investidores da PT e de só caber a ele, e ao Granadeiro (talvez a maior erva daninha neste processo de desvio de capitais da PT para uma empresa-amiga/Rio Forte - recorrendo a "contabilidades criativas") o recebimento de indemnizações douradas. 

Um verdadeiro escândalo e uma ofensa aos portugueses. É como gozarem com 10 milhões de portugueses no próprio funeral. 

É o absurdo, eis o ponto: o estágio civilizacional a que chegámos!! !

Bava, se tivesse um pingo de DIGNIDADE (que revelou desconhecer) deveria ter declinado o convite para essa farsa a que se submeteu e, acto contínuo, deveria ter solicitado ao Serviço de Imigração de um país do Corno d´África, a Somália ou a Etiópia, um pedido de asilo político por destruição de valor provocado na maior empresa tecnológica portuguesa com dimensão transcontinental. 

Bava representa hoje a vergonha do nosso empresariado e a sua AVAREZA que o anima demonstra que, por causa do dinheiro, até é capaz de vender a sua própria Mãe!!!

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Adenda:

Honoris causa [link], abreviado como h.c., é uma locução latina (em português: "por causa de honra") usada em títulos honoríficos concedidos por universidades a pessoas eminentes, que não necessariamente sejam portadoras de um diploma universitário mas que se tenham destacado em determinada área (artes, ciências, filosofia, letras, promoção da paz, de causas humanitárias etc.), por sua boa reputação, virtude, mérito ou ações de serviço que transcendam famílias, pessoas ou instituições.

- Doravante, e por causa da honra, bem entendido (!! !), terá de se distender o argumento que suporta a atribuição do título h.c., a quem, por acção e omissão, destrói o valor de empresas de grande dimensão, como é manifestamente o caso supra-referido.

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sábado

Delapidação do património dos CTT


Receber na caixa de correio uma carta solicitando a participação na subscrição de acções para a privatização desta empresa foi, talvez, a 2ª maior agressão que recebi via caixa postal. Creio que nem o idiota do subscritor da carta tem noção exacta do património que vai delapidar, mas também é para isso que lhe pagam, e não para pensar neste crime económico que também representa um rombo no serviço público (postal) que está em curso e que tanta proximidade e ligação tem com as populações. 

A 1ª maior agressão são os impostos, naturalmente - que estão ao nível do esbulho e do confisco. 

É assim que se governa hoje em Portugal: de delapidação em delapidação até ao empobrecimento final. 

Vale-nos as "ilustres" chamadas de atenção no New York Times...

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sexta-feira

As falácias de Nozick e as contradições do XIX Governo (in)Constitucional



 
Resolutamente hostil a qualquer forma de social-democracia, não lhe custou assimilar o Estado providência a um Estado totalitário, tal o excesso de Nozick. O autor insiste no primado da liberdade individual e do direito de propriedade que lhe constitui o prolongamento. Ora, em Portugal a observação destes princípios pouco valem, porquanto a carga fiscal fonteira o confisco e impede a sua concretização.
 
Deste ponto de vista, Nozick está próximo dos "libertários" ou "anarco-capitalistas", de que se reclamam alguns neoliberais europeus. Mas distingue-se num ponto concreto: o Estado.
 
Nozick, em rigor, admite a necessidade de um "Estado-mínimo" e não considera imoral a existência deste. Na condição, porém, de se limitar a garantir a segurança dos cidadãos.
 
O problema, hoje, é bem mais complexo, na medida em que a segurança do cidadão é atravessada por um conjunto múltiplo de direitos que jamais poderá ser assegurado por esse papel miserável de "guarda-nocturno" que Nozick defendeu para o Estado. Hoje, nem já a função segurança, que Nozick defende, está assegurada. 
 
Não deixa de ser curioso que, em Portugal, temos um governo que faz balancear as funções do Estado para um binómio paradoxal: por um lado, o Estado quer sair da economia social, desmontar o Estado providência e privatizar a água, os transportes, a educação, a saúde, os correios, etc; por outro lado, é o mesmo Estado que nacionaliza o Banif, o BPN...

Para alguns, as funções do Estado deve priorizar o negocismo e as privatizações obscuras em detrimento da sua função social de serviço público à comunidade. 
 

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