sábado

Dissolverá Marcelo a AR a um Governo de esquerda chefiado por António Costa?

Aparte Marcelo ser o maior prestidigitador da República portuguesa, dado que anda há décadas a fazer comentário político para influenciar a actividade politico-partidária, foi conselheiro de Estado para ter acesso a informação privilegiada e, assim, comentar o que não devia e auto-promover-se, proclama-se académico mas acaba por subordinar-se à dependência partidária - fazendo o jogo daqueles que o rejeitaram (leia-se, Passos - que não o quer para Belém)... 


Aparte tudo isso, cumpre a Marcelo, desde já, responder a uma questão maior que ocupa o espaço político nacional: dissolverá ele a Assembleia da República caso António Costa federe a esquerda e decida apresentar essa solução política de governo a Cavaco?!
Se a questão se tornou desnecessária para Cavaco, dado ter-se tornado uma irrelevância pessoal e uma protuberância para o sistema político e a república, ela fará todo o sentido ser colocada àquele que, à direita, se afigura como o candidato melhor colocado para vencer as eleições presidenciais em Janeiro próximo. 
E a urgência da resposta do comentador-candidato-Belém-académico-ex-conselheiro-de-Estado-jurisconsulto-gestor-de-fundações - é tal que dele dependerá, em larga medida, a filiação do seu eleitorado, ou aqueles que, ainda por conhecerem mal Marcelo, se predispõem a votar nele. 
É que o país pode estar já, aqui e agora, a navegar num grande perigo, pois admitindo que A.Costa quer formar governo à esquerda e leva essa "solução de governo fechada" para Belém, e, cumulativamente, Marcelo é eleito PR em Janeiro; o seu tradicional eleitorado do centro direita (e neoliberal, do PSD e CDS - que tem esbulhado os pensionistas e os fps e arruinado o tecido social e económico com a brutalidade fiscal) sentir-se-á traído caso Marcelo não decida dissolver o Governo que vier a ser formado sob a chefia de A. Costa.
E é aqui que, mais uma vez, chegamos ao Portugal esquizofrénico dos nossos dias, já que potencialmente se inclinará a eleger um PR de direita, mas a querer no Executivo um futuro governo de esquerda. 
Será que os portugueses quando votam são, como parecem, assim tão idiotas?!  
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