segunda-feira

Thomas Piketty veio a Lisboa reafirmar o erro grosseiro da Austeridade

Nota prévia: Com efeito, a Austeridade imposta pelo XIX Governo (in)Constitucional, e cozinhada e radicalizada à boleia da Troika, só tem trazido e avolumado os factores negativos ao crescimento da economia portuguesa. Se exceptuarmos as taxas de juro, importantes para o valor dos empréstimos que temos de liquidar ao FMI, os restantes indicadores socioeconómicos ficam cilindrados por aquela imposição financeira que trucida a actividade económica, impede o investimento directo estrangeiro (salvo o chinês via vistos Gold, e com a corrupção conhecida...), intensificou a taxa de desemprego e potenciou a emigração económica. Ou seja, os dados da economia nacional, dos pequenos e médios circuitos económicos, da actividade agrícola passando pela restauração e outros serviços - foi completamente "engolida" pela austeridade apregoada por um Governo sem uma ideia e um desígnio para Portugal. A obsessão de Passos coelho apenas se centra na ideia de Paulinho portas, e são estas duas rameiras políticas do nosso sistema partidário, já com escassa legitimidade política, que reduziram a "empresa-Portugal" a um único objectivo pessoal: viabilizar a perpetuação no poder através duma coligação contra-natura que não tem conseguido e sabido modernizar e desenvolver Portugal com crescimento e coesão social e económica.

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"Novas eleições em Portugal ou em Espanha podem fazer uma diferença na reorientação da Europa. Acho que na Europa estamos a cometer um erro ao pensar que podemos simplesmente reduzir uma dívida pública tão grande ao adicionar mais austeridade a mais austeridade", defendeu Thomas Piketty.
Mais austeridade que, diz António Costa, só tem aumentado as dívidas públicas e diminuído a capacidade de resposta dos países.
"Portugal é um exemplo de facto de que a austeridade não resolve o problema da dívida. Depois de quatro anos de austeridade, com cortes de salários e de pensões e com aumento da carga fiscal, a verdade é que temos hoje uma dívida 30 pontos percentuais acima daquela que tínhamos e com piores condições para poder pagá-la. É preciso pôr termo à política de austeridade", sustentou o líder socialista.
Para Thomas Piketty, que é já considerado um especialista na questão das desigualdades económicas, a história até tem demonstrado que, noutros tempos, também as grandes dívidas públicas de países como a França ou Alemanha, forma solucionadas com mais crescimento e não mais austeridade. Por isso, defende o economista, os dois países têm agora uma quota-parte de responsabilidade na situação de países como a Grécia ou Portugal.

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