segunda-feira

Nomeações na Segurança Social causaram "muito desconforto. Afinal, para que serve a CreSap?

Nota prévia: Este reconhecimento técnico e político de que, afinal, a CreSap (Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública) de nada serve deveria servir também para equacionar o papel deste órgão de selecção e recrutamento de altos quadros do Estado, a sua utilidade e a credibilidade da sua direcção, demasiado pessoalizada. Um responsável que admite publicamente que a instituição que dirige não é respeitada nem levada a sério pelos poderes públicos, deveria assumir as consequências desse reconhecimento óbvio, ou seja, João Bilim há muito que se deveria ter demitido e o papel, competências e poderes da CreSap ser repensado e redefinido, sob pena de se degradar a sua missão  em cuja credibilidade hoje ninguém acredita.

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Nomeações na Segurança Social causaram "muito desconforto", dn

Nomeações na Segurança Social causaram "muito desconforto"
Fotografia © Manuel de Almeida/Lusa
Presidente da CreSap, João Bilhim, admite "tristeza" com as nomeações políticas feitas na área da Segurança Social. Maioria dos Centros Distritais foi entregue a responsáveis do PSD e CDS.
O presidente da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CreSap), João Bilhim, admite, em entrevista à Lusa, que sentiu "muito desconforto" e "tristeza" com as nomeações políticas feitas na área da Segurança Social.
Em causa estão as nomeações para os Centros Distritais da Segurança Social (CDSS) onde, segundo um trabalho publicado pelo Jornal de Negócios em fevereiro, a maioria dos cargos foi entregue a responsáveis do PSD e do CDS.
João Bilhim diz só ter conhecimento do assunto pela comunicação social, uma vez que o trabalho da CreSap é o de apresentar três nomes ao Governo que, a partir daí, faz a sua escolha. Ainda assim, diz que esta é uma situação que "dá muito desconforto".
O responsável admite que nunca pensou que "acontecesse o que aconteceu nos CDSS: "Entristeceu-me imenso. Acreditei profundamente que o membro do Governo ia escolher aleatoriamente. Nunca previ que existisse uma preocupação, uma fome tão grande, achava que, enfim... Desconsolou-me. Não gostava que isso tivesse acontecido, sempre achei que o Governo iria escolher em termos técnicos, não iam ligar à ligação política ou partidária".
João Bilhim diz mesmo que quer acreditar que "no conjunto dos 420 procedimento concursais" já realizados pela CreSap "esse critério não tenha estado tão fortemente presente".
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