terça-feira

Narrativas Irónicas: Inspecção do Trabalho em greve

Nota prévia: Reduzidas a meras "jarras de flores" para enfeitar secretárias velhas, os funcionários da Inspecção do Trabalho, pasme-se, lutam por melhores condições de trabalho. 

- Em casa de ferreiro..., encontramos o rapazola de Massamá!!!

- Com estes serviços sobrecarregados a fiscalização às empresas não se faz, e, como tal, perpetuam-se os abusos e as situações de exploração na relação trabalhador-empresa, que é o que agrada a este Governo e à ministra da Finanças em concreto. Pois é dessa exploração ou deficiente verificação das condições de trabalho que o Estado, este miserável estado a que chegámos, julga poupar uns milhões à fazenda pública, mesmo que os perca pela janela da falta de competitividade e motivação no trabalho, condição essencial para se ser competitivo no mundo globalizado. 

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Trabalhadores da Inspeção do Trabalho em greve por falta de condições de trabalho, Link


Trabalhadores da Inspeção do Trabalho em greve por falta de condições de trabalho
Fotografia © Jorge Amaral/Globalimagens
É a primeira paralisação em 20 anos e abrange inspetores, técnicos superiores, assistentes técnicos e operacionais, num total de 700 trabalhadores.
Os trabalhadores da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) estão hoje em greve, a primeira em 20 anos, em protesto contra as más condições de trabalho, estando prevista uma concentração destes funcionários em Lisboa.
A greve, que foi convocada pelo Sindicato dos Inspetores do Trabalho (STI) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), pretende chamar a atenção do Governo para a falta de condições de trabalho, nomeadamente a sobrecarga de trabalho administrativo, que reduz o tempo disponível para as inspeções nas empresas.
Pelas 9.30 de hoje os trabalhadores da ACT deverão concentrar-se em frente ao Centro Cultural Casapiano, em Lisboa.
O protesto, que acontece no Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e no Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho, deverá contar com as presenças do secretário-geral da UGT, Carlos Silva, do secretário-geral do SINTAP, José Abrãao, e com a presidente do SIT, Armanda Carvalho.
"As pessoas atingiram o seu limite e têm o direito à indignação. Por isso convocámos esta greve, que é a primeira em 20 anos, marcada especificamente para os nossos serviços", tinha já dito à agência Lusa a presidente do SIT, Armanda Carvalho.
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