terça-feira

Evocação de Charlie Chaplin



Chaplin foi um símbolo. Há uma história curiosa, conta Manoel de Oliveira, que confirma a sua importância e popularidade. Por causa do Charlot, era de tal modo apreciado que se faziam concursos e, como habitualmente, apareceu imensa gente. Achando graça à ideia, o próprio Chaplin resolveu participar, imitando-se a si próprio. E acabou por ficar em terceiro lugar. 

De certo modo, esta passagem poderá correlacionar-se, num futuro próximo, a alguns candidatos presidenciais que hoje assumem um papel de comentadores em estações de tv. 

Contudo, Chaplin queria que tudo entrasse em contradição: as calças demasiado largas em contraste com o casaco estreito, o chapéu pequeno e uns sapatos enormes. 

Por outro lado, Chaplin foi simultaneamente um vagabundo, um gentleman, um poeta, um sonhador, um sujeito rejeitado, sempre rendido ao romanesco e à aventura. Não se coibia de apanhar beatas do chão nem de roubar um rebuçado a um bebé. 

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