sexta-feira

Ramos Horta na cena internacional

Nota prévia: Timor-Leste ressente-se hoje da falta deste estadista à frente dos destinos daquele incipiente Estado. Ramos Horta - está agora investido numa outra tarefa, e habituado como está a "engolir sapos" (durante anos a combater o regime ditatorial da Indonésia) o ex-MNE timorense e nóbel da paz (1996) - tem agora de cumpliciar com outro ditador, Teodoro Obiang -  da Guiné-Equatorial, para fingir que aquele país se democratiza e merece a posição que granjeou no seio da CPLP e na Comunidade internacional, apesar de ainda adoptar a pena de morte e de ser um regime eminentemente cleptocrático. 

Papel ingrato tem Ramos Horta pela frente. Mas uma coisa é certa: com ele na presidência de Timor-Leste - jamais uma decisão de expulsão de altos funcionários portugueses ocorreria, tal suposição ajuda a compreender hoje a diferença de personalidades entre Xanana (um político de recurso) e o ex-Presidente de Timor-Leste (um estadista feito pelas circunstâncias). 
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Ex-presidente Ramos-Horta será representante especial da CPLP na Guiné Equatorial

Ramos-Horta será representante especial da CPLP na Guiné Equatorial
A Guiné Equatorial aderiu à CPLP em julho deste ano, durante a cimeira em Díli, quando Timor-Leste assumiu a presidência da organização.

Em declarações à Lusa, o secretário-executivo da CPLP afirmou hoje que Ramos-Horta foi o nome "endossado" pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos Estados-membros da organização e indicou nos próximos dias deverá ser formalizada a sua nomeação pelo Presidente timorense, Taur Matan Ruak, que nos próximos dois anos assume igualmente a presidência do bloco lusófono.

A tarefa do representante será de "apoiar e aconselhar a Guiné Equatorial no seu processo de integração no seio da comunidade", disse Murargy.

A Guiné Equatorial "é membro [da CPLP], mas há muitos passos que ainda precisa de dar para se sentir mais à vontade", justificou.

Questionado sobre se Ramos-Horta irá observar o cumprimento de direitos humanos na Guiné Equatorial, o secretário-executivo afirmou que "não há um item específico".

O objetivo é "acompanhar e ver quais as dificuldades" daquele país, acrescentou.

A Guiné Equatorial, país liderado desde 1979 por Teodoro Obiang e cuja língua predominante é o espanhol, tornou-se o nono membro da CPLP em julho deste ano, depois de dez anos de aproximação ao bloco lusófono.

A entrada da Guiné Equatorial havia sido condicionada ao cumprimento de um roteiro que incluía a abolição da pena de morte e a adoção do português como língua oficial.

José Ramos-Horta, Presidente de Timor-Leste entre 2007 e 2012, foi recentemente nomeado para dirigir o Painel Independente de Alto Nível sobre Operações de Paz das Nações Unidas.

Antes, Ramos-Horta, que recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1996, foi representante especial da ONU na Guiné-Bissau.

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