domingo

Sinais que dizem tudo sob o alto patrocínio do novo patriarca: a religião e o poder e a baixa racionalidade política



A forma efusiva como Portas cumprimenta (a duas mãos) Coelho denuncia o entendimento na frágil (e contranatura) coligação e, de certo modo, antecipa o sentido das declarações de Cavaco amanhã ou depois. 

Portanto, temos mais do mesmo, à revelia da vontade popular que sente que não é consultada numa fase de enorme deslegitimidade política do XIX Governo Constitucional que tem governado à boleia do aumento sistemático dos impostos gerais, matando a própria capacidade de iniciativa. O que tem multiplicado a falência de empresas e feito subir a taxa de desemprego.

Tudo porque a ditadura dos mercados e a urgência dos financiamentos à economia portuguesa justificam todos os enxovalhos, todas as subserviências à Troika, toda a falta de coluna que este povo, com uma história quase milenar, é, doravante obrigado a ratificar. 

Seja como for, o futuro é, sempre foi, demasiado imprevisível para que possamos antecipar todas as consequências possíveis das decisões, pelo que não há outra alternativa senão contar com os efeitos imprevistos e indesejados dessas mesmas decisões. 

Ou seja, à luz do que se conhece do padrão de comportamento (previsível) do PR, que pretende a estabilidade a qualquer custo, serão tomadas decisões para o curto prazo, talvez até à saída da Troika em 2014, mas essas serão decisões que não tardarão a exigir novas decisões.

Se assim for, a pressão do tempo e da crise gerada pelas demissões insólitas do governo que colocou uma pressão extraordinária nas mãos do PR, podem assumir um fraco nível de racionalidade política na tomada das decisões, porquanto se decidiu para o imediato, para a troika e para os mercados. Não para os portugueses. 



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