sábado

MRS é o herói pós-moderno do Portugal contemporâneo - por Joseph Campbell -


Marcelo Rebelo de Sousa está a comportar-se como um reizinho pós-moderno que entra casa a-dentro dos portugueses para que os portugueses estejam sempre com ele. Em Lisboa, no Porto, no litoral, no interior, na academia, debaixo da cama, em todo o lado Marcelo quer ser omnipresente, omnipotente e omnisciente  e reinar como um deus menor entre os homens.

- Ou seja, e na linha do vídeo de Campbell, MRS representa o status, a capacidade de resolução de problemas, de criação duma nova vida, o regresso às origens, a aventura e os desafios que Portugal e os portugueses enfrentam na Europa e no mundo, enfim, ele encarna a esperança. E nesses dois mundos: o mundo vulgar e o mundo especial - há um mediador que assegura as transações entre esses dois mundos. Esse mediador é ele. 

- Hoje MRS abriu o Palácio de Belém ao povo que está deslumbrado com o edifício, e é o mesmo Marcelo que por retirar a carga simbólica das instituições e dos lugares do poder perante a simplicidade do povo - que vai conquistar-lhes o coração e reforçar ainda mais a sua já brutal legitimidade política. 

- Numa palavra, MRS é o herói pós-moderno do Portugal contemporâneo, já que ele personifica a política, a cultura, as várias dimensões e velocidades de desenvolvimento da sociedade portuguesa (que ainda é dualista e estruturalmente injusta e desigual) e, acima de tudo, a Esperança que os portugueses precisam e querem ter para sair do buraco onde Cavaco, Passos e Portas enfiaram os tugas nos últimos anos.

- A este justo título, pode mesmo dizer-se que MRS será o herói espectacular que Portugal precisava, mesmo que isso comporte excessivas doses de pão e circo no espaço público e mediático nacional nos próximos anos. 

- Mas não será isto preferível à mumificação a que a presidência da república foi sujeita na última década?!




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