sexta-feira

Ex-bastonário critica falta de colaboração dos médicos nas urgências

Nota prévia: O poder das Ordens socio-profissionais
- Algumas ordens em Portugal sempre gozaram de privilégios desmedidos e tiveram poderes a mais no contexto da sociedade portuguesa. Uma dessas ordens é a dos médicos, a outra a dos advogados. Isto é assim porque quer uns quer outros se julgam, em primeiro lugar, cidadãos de 1ª relativamente ao resto da sociedade; depois, entendem que têm profissões mais nobres que os demais; e, em 3ºlugar, e porque se sentem cidadãos de 1ª a exercerem profissões de 1ª linha, das quais os cidadãos dependem, como clientes/constituintes em casos de justiça ou como pacientes que têm a vida presa por um fio (casos de saúde) - julgam-se superiores a tudo e a todos, logo intocáveis, inimputáveis e, em qualquer dos casos, seres a quem a justiça nunca pedirá responsabilidade por actos negligentes ou por actuações clínicas grosseiras que conduzem a actos médicos deficientes e, no limite, à morte dos pacientes, como ocorreu com o jovem de 29 anos que faleceu a semana passada no Hosp. S. José. Isto porque um criminoso, ou um bando deles - em conluio, decidiu não assistir o paciente por motivos de natureza remuneratória.

- Em suma, espero que estes graves "precedentes" obriguem a rever a legislação e a torná-la mais dura com este tipo de casos, e enquanto um ou dois médicos em Portugal não for parar à cadeia por actos praticados ao abrigo da sua profissão, tudo tenderá a ficar na mesma. 
- Esta é a altura de mudar esse estado lastimoso de coisas em Portugal. Veremos qual será a postura do titular da pasta nesse domínio e que sinal enviará para a sociedade no sentido de a tranquilizar.


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Ex-bastonário critica falta de colaboração dos médicos nas urgências

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