terça-feira

Conselho a António Costa. Da volatilidade política


É suposto pensar-se que a função e a missão dos agentes políticos é, primeiramente, defender, promover e salvaguardar os interesses legítimos dos contribuintes, pois só por essa via se protege o bem comum, o interesse geral. 

A.Costa, nesta crise do Banif não hesitou em fazer como fizeram os seus predecessores, ou seja, sacrificar o interesse geral, o dos contribuintes, aos interesses particulares, os quais sendo legítimos nunca deveriam sobrepor-se ao bem comum. Quer dizer, foi rápido na forma e na tomada de decisão política, mas, na substância, plagiou o que outros antes dele lamentavelmente fizeram. 

Ora, a esta luz aquilo que A.Costa fez foi fazer uma incursão de rapina ao OE/16 e rapar de lá uns M€ e afectá-los a um banco mal gerido e mandar a conta para casa dos contribuintes. 

Será isto legítimo?

Será isto uma medida de estadista?

É óbvio que não. Nesse contexto, talvez alguém devesse ter dito ao PM em funções que ainda se pode vir a arrepender de tanta rapidez e determinação, pois mesmo que tenha revelado celeridade, determinação e coragem no enfrentamento do problema, esse mesmo problema pode, a curto ou médio prazos, vir a engoli-lo num só trago. 

E isso não seria bom nem para os depositantes do Banif, apesar da sua vontade de acreditar, nem para os contribuintes em geral, nem para o próprio A.Costa, ainda PM em funções...

No fundo, a vida política, tal como a vida financeira das empresas e cotação das suas acções em bolsa, está muito volátil...


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