quarta-feira

Portugal tem um grande mentiroso, agora com apoio sondajeiro (à descarada)



As empresas de sondagens deviam ter, além dum corpo técnico isento, credível e independente, também alguma dignidade institucional. 

- A esta luz, alguém acredita que, mediante umas chamadas telefónicas, umas entrevistas feitas (alegadamente de forma) aleatória e de modo estratificado a umas centenas de pessoas - a conclusão é a de que aqueles portugueses, enquanto representativos do universo deles - entende que o prevaricador que não paga à segurança social e foi relapso no pagamento de impostos e tem sido um péssimo PM durante 4 anos longos e pesados  anos - é o sujeito político em que se pode depositar maior confiança para governar e continuar a ser o PM de Portugal (?!). 

Se assim for, algo em que manifestamente não acredito, estaríamos em pleno manicómio. Coisa em que Portugal ainda não se transformou, não obstante a perfídia de Portas e Passos nesse sentido. 

O facto de este ter sido o resultado a que essa tal empresa de sondagens chegou, é a prova provada de que as sondagens, ou algumas dessas empresas, não são para levar a sério. São antes instrumentos ao serviço do poder, porque beneficiam dos seus favores e da cobertura política e institucional que só um governo frágil, impreparado e perverso consegue dar a empresas desse tipo.
Como diria alguém, A.Costa ainda representa alguma incerteza, e o processo de substituição interna no PS não foi bonito de se ver, mas Passos Coelho está politicamente morto. 

E os portugueses, ou a generalidade deles, não sendo pessoas com elevada formação e cultura política têm sabido, ao longo das décadas nestes 40 anos de democracia pluralista em Portugal, distribuir os votos pelo centrão, o que é "apertado", já que ao PS, caso ganhe (com maioria relativa, como sucederá!!) está "condenado" a entender-se com o BE ou o PCP para formar um governo de incidência parlamentar a fim de fazer passar os diplomas na Assembleia da República e governar Portugal com um mínimo de credibilidade, competência e alguma dignidade, que é o que mais falta ao país e aos portugueses. 
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