sexta-feira

Guilherme de Faria, o abraço A Pintura de Guiherme de Faria


Guilherme de Faria, o abraço
Guilherme de Faria, o abraço
A Pintura de Guiherme de Faria




Assumamos o corpo e o
prazer, bebamos no elmo
de bronze o vinho e os
cheiros do fogo.

*
 
E o desejo de amar e o desejo de mar
no seu mais belo canto Safo cantava.
Oh, quanto no meu coração tarda
o que o seu canto louvava.

*

Se contigo ardo, Safo,
se todas as coisas provêm
da noite, seremos a chama
da eterna beleza.
 
*

Como funda gota de cera no flanco
do lesto gamo,
sequestra-me, Safo, no teu rijo seio.

*

Ser a pomba ou o cavalo no bosque
de macieiras onde espera e anoitece
O teu terso corpo de deusa rara.

*

Oh, apagar-me no teu peito suavemente
enquanto nos teus olhos leio
a respiração do tigre.

*

Nada é glorioso, nem a solidão
absurda. Só a memória permanece,
para, em cada carícia,
ser outra.
in «Cerejas»
(Odes de Mitilene - excertos)
Ver ref.s em livros de Apoio


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