domingo

Hoje é dia de alienação pura: futebol enquanto ópio do povo



- As massas humanas são, normalmente, dominadas por um vago sentimento religioso. Têm necessidade de admirar e de amar alguém, e depressa transformam esse amor numa espécie de culto fanático ou místico. Todos os afectos, quer das massas, quer das multidões, tendem a degenerar, mais ou menos, em sentimentos místicos. 
- Eis a razão pela qual muitas pessoas, para exprimirem a sua admiração por alguém ou algo, costumam dizer: tenho verdadeiro culto por...
- Isto não ocorre por acaso, i.é, não decorre de se tratar duma actividade física: acontece, sim, porque as multidões admiram todos os espectáculos em que haja vencedor e vencido, em que haja combates, mais ou menos impressionantes e elevada competitividade, entre indivíduos ou entre grupos/clubes.
- Aqueles que assistem a qualquer prélio deste tipo, são irresistivelmente tentados a tomar partido por um dos contendores, ainda que não tenham interesse algum na disputa, senão a clubística. O reconhecimento deste fenómeno humano abre a porta à compreensão de as pessoas terem opções clubísticas diferentes, e seria muito curioso perceber a génese que levou a essas opções futebolísticas/clubisticas que explicam por que razão certas pessoas são do Benfica, do Sporting ou do Belenenses e por aí fora... 
- Também aqui, como seria bom de ver, houve pequenos actos de corrupção moral em que as crianças, em tenra idade, foram perfeitamente assediadas e corrompidas pelos mais velhos, e foram essas atitudes e comportamentos - de anuência e/ou de rejeição - que emprestam hoje a grande diversidade clubística em Portugal, que continua a ser um grande ópio do povo. 

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