sexta-feira

TAP no chão

Nota prévia: O Governo ao não ter sabido criar condições - objectivas e subjectivas - para fortalecer a empresa e permitir que só parte dela seja privatizada - foi o contribuinte líquido para a sua acelerada desgraça. Ouvir falar 30 segundos o destituído Pires de Lima, alegado ministro da Economia (completamente submergido pelo seu secretário de Estado), é o selo dessa certeza. A empresa entrou em tensão social, com a permissão do Governo ao avalizar decisões de gestão perdulárias e ruinosas do engº Pinto do Amaral (leia-se, criar uma empresa de manutenção no Brasil que vive literalmente às custas da empresa-mãe), não soube meter os pilotos na ordem e, função prioritária, não soube alterar o quadro legal de forma a permitir que o Estado ficasse detentor duma golden share na empresa, em nome do interesse nacional e da relevante função de marca, prestígio e de atracção de turistas para o nosso país. Tudo bem explicadinho não merecia oposição por parte duma UE moribunda que abre excepções para tudo e para todos, sem que daí houvesse violação das regras de concorrência no sector da aviação civil. Aí, sim, faria sentido falar reestruturação da empresa num contexto económico mais dinâmico e competitivo. O que este Governo conseguiu, por acção e omissão, de par com a acção destruidora do sindicatos dos pilotos,  foi a desvitalização da TAP reduzindo-a a uma mera carcaça sem nenhum recheio lá dentro. Cara, sem clientes, atrasada, incerta a TAP conta, hoje, com todos os ingredientes para valer zero numa futura privatização. Eis o resultado da acção destruidora deste Governo, que só sabe voar no chão. 

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São ao todo três as propostas para comprar a TAP: Efromovich, Neeleman e Pais do Amaral

por DN.pt
São ao todo três as propostas para comprar a TAP: Efromovich, Neeleman e Pais do Amaral
Fotografia © JOSÉ COELHO/LUSA
Às propostas dos empresários Germán Efromovich e David Neeleman, juntou-se a oferta do português Pais do Amaral.
O prazo para a entrega de propostas terminou às 17:00. Segundo o Dinheiro Vivo, tanto Neeleman como Efromovich fizeram as suas ofertas poucos minutos antes de o prazo terminar.
As três propostas são vinculativas para a compra da companhia.
As propostas de Efromovich é feita através da sua holding pessoal, a Synergy, tal como a de Neeleman que é feita através da holding DGN. Pais do Amaral avançou através da Quifel Holdings.
O Governo convocou para as 20:00 uma conferência de imprensa sobre este processo.
O concurso deverá ficar concluído até final do mês de junho.
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